Deficientes ricos e pobres

ManuelJasmim

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O OE para 2007 é acima de tudo um exercício de desespero. A prova provada que o actual modelo de estado é ingovernável. As apregoadas reformas não passam de correcções, na maior parte dos casos, à anterior governação de António Guterres – os mesmos que deram, agora tiram (quem não se recorda das famosas remodelações de carreira?) e, lá diz o ditado popular: quem dá e volta a tirar…

Avançando…além das famosas reformas, este OE contém uma ideia base, a fuga para a frente, essencialmente materializada numa feroz procura de receitas, sempre baseada em impostos, taxas e mais sobrecargas para os já fustigados portugueses. A fuga é tão grande que se perdeu o decoro, entrou-se numa escalada do vale tudo. Tudo o que mexe é taxado, quem não paga passa a pagar, mesmo que seja absurdo taxar, taxa-se!

É neste contexto, de loucura geral que surgem os aumentos das contribuições dos deficientes – inacreditável! Como é possível pensar em taxar quem por força de menos sorte se vê privado de alguma das suas funções?

É preciso parar. Parar para pensar, deixar que o bom senso invada a consciência e meter marcha-atrás nesta loucura. Não vale tudo! Para tudo há um limite.

Mas eu não tenho ilusões. Tudo isto vai para a frente, desde as taxas de internamento até ao aumento dos impostos dos deficientes, tudo se vai concretizar. E porque, porque a teimosia e a arrogância impedem a clarividência. O PM justifica as medidas como sendo de justiça! Vejam-me isto, de justiça! Poderia ser por qual outra razão, mas o PM escolheu a JUSTIÇA. O homem deve estar convencido que tem poderes divinos, tantas as vezes que aplica a justiça …

E o que é para ele a justiça? Justiça é taxar os deficientes “ricos”, definindo a riqueza. Para que meia dúzia de “privilegiados” não se fiquem a rir, corta os benefícios a todos e com isto faz justiça…

Relembro mais uma vez aquilo que com alguma frequência aqui tenho dito:

“Injustiça não é quando se paga mais a uns do que a outros, Injustiça é quando não se paga aquilo que se prometeu”

Deficientes ricos e pobres…quanta estupidez!

No circo da vida, não há palhaços pobres nem palhaços ricos,
Há somente,
Palhaços.
 
citação:Originalmente colocada por Manuel Jasmim

O OE para 2007 é acima de tudo um exercício de desespero. A prova provada que o actual modelo de estado é ingovernável. As apregoadas reformas não passam de correcções, na maior parte dos casos, à anterior governação de António Guterres – os mesmos que deram, agora tiram (quem não se recorda das famosas remodelações de carreira?) e, lá diz o ditado popular: quem dá e volta a tirar…

Avançando…além das famosas reformas, este OE contém uma ideia base, a fuga para a frente, essencialmente materializada numa feroz procura de receitas, sempre baseada em impostos, taxas e mais sobrecargas para os já fustigados portugueses. A fuga é tão grande que se perdeu o decoro, entrou-se numa escalada do vale tudo. Tudo o que mexe é taxado, quem não paga passa a pagar, mesmo que seja absurdo taxar, taxa-se!

É neste contexto, de loucura geral que surgem os aumentos das contribuições dos deficientes – inacreditável! Como é possível pensar em taxar quem por força de menos sorte se vê privado de alguma das suas funções?

É preciso parar. Parar para pensar, deixar que o bom senso invada a consciência e meter marcha-atrás nesta loucura. Não vale tudo! Para tudo há um limite.

Mas eu não tenho ilusões. Tudo isto vai para a frente, desde as taxas de internamento até ao aumento dos impostos dos deficientes, tudo se vai concretizar. E porque, porque a teimosia e a arrogância impedem a clarividência. O PM justifica as medidas como sendo de justiça! Vejam-me isto, de justiça! Poderia ser por qual outra razão, mas o PM escolheu a JUSTIÇA. O homem deve estar convencido que tem poderes divinos, tantas as vezes que aplica a justiça …

E o que é para ele a justiça? Justiça é taxar os deficientes “ricos”, definindo a riqueza. Para que meia dúzia de “privilegiados” não se fiquem a rir, corta os benefícios a todos e com isto faz justiça…

Relembro mais uma vez aquilo que com alguma frequência aqui tenho dito:

“Injustiça não é quando se paga mais a uns do que a outros, Injustiça é quando não se paga aquilo que se prometeu”

Deficientes ricos e pobres…quanta estupidez!

No circo da vida, não há palhaços pobres nem palhaços ricos,
Há somente,
Palhaços.

Subscrevo em tudo o que aqui postas-te... Não sei onde o nosso país vai parar... Qualquer dia atá os desempregados pobres têm de descontar para o estado sob o que poderiam
produzir e receber, sim porque por cada 300€ que nos geramos 100 vão para o estado...
 
O Orçamento para 2007 institui um crédito fiscal no valor de três salários mínimos (cerca de 1200 euros) para todos os sujeitos passivos deficientes, independentemente do valor dos rendimentos.

Esta novidade vem substituir a filosofia anterior em que o benefício ao deficiente era tanto maior quanto maior fosse o rendimento por ele auferido.

“Existe aqui uma clara injustiça que importa corrigir”, afirmou Teixeira dos Santos.

Actualmente, o benefício fiscal atribuído para o mesmo montante de rendimento depende de quais as categorias que contribuem para a formação do rendimento global do agregado.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais adiantou que “a proposta de Orçamento consagra um crédito fiscal para todos os contribuintes deficientes, tenham ou não rendimentos. O que significa que estes contribuintes vão pagar, em qualquer dos casos, menos 1200 euros de imposto”.

Pelas conclusões do Manuel deve ser jornalisa da tvi [}:)]
 
Promessas e realidade. Tão longe uma da outra.

Ou, quem te viu e quem te vê!!!!!!


Só para reforçar o que diz o Manuel, aqui vai:


20061018231813_capa-scuts.jpg


[:o)]
 
ó Manoel....gostas de rasgar contratos depois de eles estarem assinados ?!?! Ainda por cima qd foram assinados por outros !!! Ah, para nao esquecer a brutal indemnização que teriam que pagar à Brisa !

Qt ao tópico em si, um bocadinho mais de informação antes de fazer juizos de valor nao faziam mal a ninguem !
 
concordo com a medida.vejamos a seguinte situação:um deficiente tem um ordenado por mês de 1500 euros , os seus gastos são na ordem dos 800euros ,acham que faz algum mal pagar 100 euros de imposto para o estado dar a outro deficiente que se calhar ganha por mês 500 euros?Toda a gente deve pagar impostos ,uns menos que outros ,ou só querem receber e descontar desconta o vizinho do lado?
 
Mostraram na TV um Deficiente que ganhei 1500€ por mês pagava cerca de 250€ de impostos. Assim vai para mais de 2.300€
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

Mostraram na TV um Deficiente que ganhei 1500€ por mês pagava cerca de 250€ de impostos. Assim vai para mais de 2.300€

não estou a perceber silver ,o deficiente ganhava 2300 ou 1500 euros?
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

Mostraram na TV um Deficiente que ganhei 1500€ por mês pagava cerca de 250€ de impostos. Assim vai para mais de 2.300€
Só prova que o pessoal da TVI não tem jeito para a matemática...

Também li isso e fiquei [:0][:0]
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow
Mostraram na TV um Deficiente que ganhei 1500€ por mês pagava cerca de 250€ de impostos. Assim vai para mais de 2.300€
Oha que sorte, ganha 1500 e paga 2300... deve ser isso e os 2 milhoes a viver com 80 centimos por dia [}:)] Não mudem de canal não [:p]
 
Os impostos são como é óbvio pagos ao ANO....

Uma pessoa que ganhe 1.500€ por mês (1500x14=21.000€) Pagava apenas cerca de 250€ Agora vai ter de pagar 2.500€
 
Ok, não tinha mesmo percebido.

Desde que possa descontar as despesas de saúde, não vejo porquê pagar menos.
 
Alterações nos benefícios fiscais para deficientes


Muitos deficientes vão pagar mais de IRS, devido à redução de benefícios fiscais, implícita na proposta do Governo, inscrita no Orçamento do Estado para 2007.


Apesar de, no conjunto de todos os portadores de deficiência, o Estado pretender gastar praticamente o mesmo em benefícios fiscais, haverá uma diferente atribuição dos mesmos, ou seja, uma nova redistribuição. Quer isto dizer que muitos vão pagar mais, mas haverá também quem pague menos.


Actualmente, de acordo com o Estatuto dos Benefícios Fiscais e no Código de IRS estão previstos benefícios que o Governo classifica de quatro tipos.


No primeiro, há uma isenção de parte do rendimento, em que o montante de rendimento englobado para efeitos de tributação depende da categoria de rendimento.O EBF isenta da tributação 50% dos rendimentos de trabalho dependente e independente, e 30% dos rendimentos de pensões. Uma isenção que deixa de existir em 2007.


No segundo, há uma majoração da dedução específica para os rendiemntos de trabalho dependente e de pensões. Isto também tem os dias contados, já que termina no ano que vem. No terceiro, há uma majoração da dedução personalizante e no quarto, uma dedução de parte das despesas com educação e seguros de saúde.


Em função dos dois primeiros, os benefícios atribuídos dependiam do rendimento e o eram tanto maiores quanto maior era o rendimento do agregado. Por isso mesmo, no Orçamento do Estado para 2007 o Governo resolveu mudar algumas coisas.


Em contrapartida, há uma alteração no Código do IRS, que estipula uma dedução à colecta de três salários mínimos nacionais por cada sujeito passivo e uma retribuição mínima mensal por cada dependente com deficiência a que acresce a dedução à colecta de 30% das despesas com educação ou reabilitação e 25% das despesas com prémios de seguros de vida.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=733341&div_id=1730
 
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