"Desextinção" - Faz sentido trazer de volta espécies extintas?

PeLeve

Well-known member
O que acham de o Homem estar a começar a "trazer de volta" à vida espécies extintas há milhares de anos? Será útil "desextinguir" algumas espécies que poderão teoricamente fazer falta a alguns ecossistemas? É errado "desextinguir", ou nem por isso?...

Cientistas revivem lobo gigante de "A Guerra dos Tronos" extinto há 13 mil anos


Lobo-terrível tornou-se o primeiro animal 'desextinto' da história.

image.png

O lobo-terrível, considerado a inspiração do lobo que simboliza a Casa Stark em "A Guerra dos Tronos" e que esteve extinto durante mais de 12.500 anos, foi trazido de volta à vida, tornando-se o primeiro animal 'desextinto' da história.

A empresa Colossal Biosciences anunciou na segunda-feira que deu vida com sucesso a Rómulo e Remo, duas crias de seis meses criadas através de modificações genéticas derivadas de ADN encontrado em fósseis que datam de há 11.500 a 72.000 anos.

A organização, que classificou o processo como a primeira "desextinção" bem-sucedida, explicou, em comunicado, que editou 20 genes de lobo cinzento com este ADN --- de um dente com 13 mil anos e de um crânio com 72 mil anos --- para dar às crias algumas das principais características dos lobos-terríveis.

Criaram então embriões a partir de células modificadas de lobo cinzento e implantaram-nos em cadelas, que deram à luz os animais.

A Colossal criou também uma cria fêmea deste animal, a quem deu o nome de Khaleesi, nome da protagonista de 'A Guerra dos Tronos'.

Há um mês, esta empresa anunciou a criação, através de edição genética, de um rato com o mesmo pelo dos mamutes, cujos últimos indivíduos desapareceram de uma ilha a norte da Sibéria há cerca de 4.000 anos.​

Na série da HBO, o lobo gigante é uma criatura lendária de grande tamanho e força que é também o emblema da Casa Stark, à qual Jon Snow pertence.

O criador dos romances que inspiraram a série, George R.R. Martin, consultor cultural da Colossal, afirmou que, embora muitas pessoas vejam estes lobos como criaturas mitológicas que existem apenas num mundo de fantasia, "têm uma história rica de contribuição para o ecossistema americano".

Para além de 'Game of Thrones', lobos-terríveis apareceram em RPG [Role-playing game ou jogo de interpretação de papéis, em português] como 'Dungeons & Dragons' e videojogos como 'World of Warcraft'.

Numa publicação na rede social X, a empresa anexou um vídeo dos cachorros Romulus e Remus a uivar.

Rómulo, Remo e Khaleesi estão a ser cuidados numa reserva ecológica certificada pela American Humane Society, que inclui áreas de interação e é monitorizada por câmaras ao vivo, equipa de segurança e drones para garantir o bem-estar das crias.

Os lobos-terríveis viveram no continente americano durante o Pleistoceno, entre há 3,5 e 2,5 milhões de anos, e foram extintos no final da última Era Glacial, há cerca de 13.000 anos.

De acordo com a Colossal, estes animais eram até 25% maiores do que os lobos cinzentos e tinham pelos grossos e claros --- que recriaram nestes animais --- e mandíbulas mais fortes.
​​
Fontes CM e X
 
Fixe era "desextinguir" dinossauros e criar um tipo de zoo/parque onde os pudessemos visitar em segurança. Oh wait...
 
É o caminho inexorável da Ciência. Não como pará-lo e não vejo mal nenhum nisso.
Mas isto não e bem uma "desextinção" ao estilo do Jurassic Park. É "apenas" a modificação genética de uma espécie atual para ficar com parte das características de uma espécie extinta.
 
também vi esta notícia

para mim é absurdo e até perigoso ressuscitar espécies que a própria natureza extinguiu, faz-me lembrar os malucos do filme Jurassic

agora ressuscitar espécies extintas pela mão do homem, lembro-me do tigre da tasmânia, concordo caso seja possível
 
Respondendo ao primeiro post, acho que faz sentido o regresso de espécies extintas pelo homem moderno, a extinção do Holoceno é causada pela actividade humana. Lembro que o bisonte norte americano esteve à beira de desaparecer, a determinada altura só havia 25 exemplares.

Assim de cabeça, espécies que ainda existiam desde há 400 anos até ao século passado, como o tigre da Tasmânia, a tartaruga gigante das Galápagos, o rinoceronte negro, o Dodo que poderiam regressar. Entre outras que se calhar teriam mais importância para a recuperação da fauna e flora.
 
Tigre dente de sabre também seria possível uma vez que ainda há vários parentes/descendentes deste
E para quando uma galinha com ADN de um dinossauro? [:D]
 
Comecem a brincar com coisas sérias e depois...
A natureza de certeza que "arranjou" quem os substituísse e reconfigurou-se para essa substituição!
Isto de fazer de "Deus" ou de Mãe Natureza não é para nós de certeza!
 
Prioritário mesmo seria evitar a extinção de espécies por causa das atividades humanas.

Os nossos descendentes distantes (daqui a centenas de anos) não nos vão perdoar pelas barbaridades que estamos a cometer contra o planeta.
 
Prioritário mesmo seria evitar a extinção de espécies por causa das atividades humanas.

Os nossos descendentes distantes (daqui a centenas de anos) não nos vão perdoar pelas barbaridades que estamos a cometer contra o planeta.

Se nós somos capazes de perdoar pelas barbaridades com cometemos contra nós próprios seres humanos (e que continuamos a cometer em muitos pontos do planeta), perdoar atrocidades contra lobos, tartarugas, bisontes ou outros animais n\ao será difícil, penso eu de que...
 
Respondendo ao primeiro post, acho que faz sentido o regresso de espécies extintas pelo homem moderno, a extinção do Holoceno é causada pela actividade humana. Lembro que o bisonte norte americano esteve à beira de desaparecer, a determinada altura só havia 25 exemplares.

Assim de cabeça, espécies que ainda existiam desde há 400 anos até ao século passado, como o tigre da Tasmânia, a tartaruga gigante das Galápagos, o rinoceronte negro, o Dodo que poderiam regressar. Entre outras que se calhar teriam mais importância para a recuperação da fauna e flora.

Precisamente, sobretudo esses, que, e bem, referes, cuja extinção foi causada pelo Homem.

Por que os cientistas querem ‘ressuscitar’ o tigre-da-Tasmânia?

Científicos reconstruyen el genoma de un moa

Nascem 2 filhotes de leão-do-atlas

The Quagga Project : official website


“Desextinção”: além de mamutes, outras espécies extintas podem voltar à vida

Além do mamute-lanoso, outras espécies que estão sendo estudadas para serem recriadas são o lobo-da-tasmânia, o pombo-passageiro e o saudoso dodô​

No mês passado, o Olhar Digital informou que cientistas querem trazer de volta à vida, ainda nesta década, os mamutes, que estão extintos há dez mil anos. Ficção científica? Nem tanto, talvez. No que já está sendo chamado de “desextinção”, outros pesquisadores estão empolgados com a hipótese de reviver animais que não existem há eras. Além disso, a empresa estadunidense de biotecnologia quer trazer de volta outras espécies por meio da engenharia genética.​

O g1 até compara a situação com a saga “Jurassic Park”, até porque o enredo da situação é similar. A diferença é que eles não querem criar um local exclusivo para estes animais habitarem.

Além do mamute-lanoso, outras espécies que estão sendo estudadas para serem recriadas são o lobo-da-tasmânia, o pombo-passageiro e o saudoso dodô. Os que defendem a desextinção entender ser grande avanço científico, uma vez que a humanidade poderia, caso tenha sucesso nessas experiências, evitar a exitinção de animais que estão sob ameaça ou prestes a entrar na lista de riscos.

Ao g1, Ben Novak, cientista-chefe da Revive & Restore, uma das principais empresas da área, “os benefícios que a biotecnologia pode trazer para espécies ameaçadas e ecossistemas não serão nada comuns — serão transformadores”.

Vale ressaltar, contudo, que reviver animais que pisaram na Terra há milhões de anos também suas questões ecológicas e éticas. Um argumento comum utilizado pelos que rechaçam a ideia de desextinção é o fato de a técnica poder demonstrar ineficiência quanto ao uso de recursos de conservação, uma vez que eles poderiam ser utilizados com as espécies que ainda existem e que correm risco de desaparecer.

Um dos que pensa assim é Luís Fábio Silveira, vice-diretor do Museu de Zoologia da USP. “Gastar centenas de milhões de dólares para trazer de volta um mamute híbrido com alguma coisa para soltar na conservada Sibéria é contraproducente quando estamos, de fato, lidando com a sexta extinção em massa em meio a uma crise climática sem precedentes.”

No meio-termo, há um consenso: o de que desenvolver novas técnicas de biotecnologia nessa área estão avançando. Contudo, seguem distantes da realidade (mesmo que muitos já sonham e transformar isso em algo real daqui a apenas quatro anos).


Quem quer praticar a desextinção e quais espécies extintas estão sob estudo?
  • Hoje, ao menos duas grandes companhias estão de olho nessa área: a Revive & Restore e a Colossal Biosciences. Além disso, existem, ao menos, dois projetos relacionados: o Tauros e o Quagga;
  • Com 12 anos de existência, a Revive & Restore estava estudando a desextinção do mamute-lanoso, última espécie de mamute que se adaptou às regiões setentrionais terrestres, mas, agora, está nas mãos da Colossal;
  • Agora, a Revive trabalha com espécies extintas e ameaçadas. Em sua lista, estão o pombo-passageiro (que já viveu em grandes áreas da América do Norte) e a doninha-de-patas-pretas (a qual deve ser clonada para restaurar sua diversidade genética);
  • Por sua vez, Tauros e Quagga querem “ressuscitar” animais extintos via reprodução seletiva, diferente das propostas de Revive e Colossal, que analisam uma desextinção via engenharia genética;
  • O Tauros quer recriar o auroque, parente do gado atual. Já o Quagga quer trazer de volta justamente a quagga, subespécie da zebra que foi extinta no fim da década de 1870.
Prazos e metas para recriar esses animais

No passado, ao menos por um tempo, a técnica até que funcionou. Foi em 2003, quando cientistas tentaram trazer de volta o íbex-dos-Pirenéus (Capra pyrenaica pyrenaic), uma espécie de cabra-selvagem.

Eles obtiveram sucesso na clonagem do animal a partir de uma amostra de DNA preservada. Mas Isabella, como foi chamada, resistiu somente alguns minutos após ter nascido.

Esta tentativa foi importante para tornar a desextinção algo real, contudo, ainda faltam alguns passos para que a recriação completa de uma espécie seja conquistada (como bem disse o ex-astronauta Neil Armstrong, “um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”).

...
...
...
​​
Fonte
 
Tigre dente de sabre também seria possível uma vez que ainda há vários parentes/descendentes deste
E para quando uma galinha com ADN de um dinossauro? [:D]
lamento informar mas um t rex e uma galinha so tem 2% de diferença em nível celular
 
Não! A natureza deverá seguir o seu curso (deve estar arrependidíssima de ter deixado isto evoluir até à nossa espécie).

Em modo egocêntrico, diria que faz sentido começar já a trabalhar para fazer regressar a abelha, caso esta se extinga.
 
Os nossos descendentes distantes (daqui a centenas de anos) não nos vão perdoar pelas barbaridades que estamos a cometer contra o planeta.

Acho graça uma infestação que ocupa temporária e precáriamente uma camada de 0.01% do diâmetro achar-se capaz de fazer mal ao planeta.

[:)]
 
Não! A natureza deverá seguir o seu curso (deve estar arrependidíssima de ter deixado isto evoluir até à nossa espécie).

Em modo egocêntrico, diria que faz sentido começar já a trabalhar para fazer regressar a abelha, caso esta se extinga.

Tens alguma razão! Mas, e que dizer das espécies que foram extintas há poucas centenas de anos pelo homem?
 
Tens alguma razão! Mas, e que dizer das espécies que foram extintas há poucas centenas de anos pelo homem?

Nós também fazemos parte da natureza, pelo que reforço o que escrevi antes. A natureza deverá seguir o seu curso. Da mesma forma que um predador com um pico de crescimento poderá extinguir uma espécie qualquer de presa, também a nossa espécie extinguiu outras. Faz parte. Também há-de chegar a nossa hora (e vai ser devagarinho, para doer mais).
 
Back
Top