[Economia] Dívidas

SupermanTorras

Membro participativo
Boas,

Fui confrontado com uma situação no passado fim de semana para a qual ainda não arranjei solução. Pode ser que haja por aqui na imensa comunidade do autohoje algumas opiniões que me possam ajudar a encontrar o caminho certo para esta embrulhada. Explicando:

A minha sogra contraíu vários empréstimos ao longo dos últimos meses, alguns dos quais para pagar os outros, tendo culminado na situação de não conseguir com o seu ordenado pagar todos os empréstimos contraídos. Como escondeu toda esta situação dos filhos, e logicamente de mim também, nunca foi aconselhada devidamente pelo que neste momento acumula dívidas (entre instituições bancárias e amigos) que perfazem cerca de 50 mil euros, dos quais 30 mil carecem de resolução imediata.

Posto isto, há várias opções disponíveis, qual delas a pior:

- Pedir a insolvência, sendo que neste caso não sabemos bem ainda todos os pormenores porque no que à casa diz respeito ela tem um fiador e não sabemos até que ponto é que ele não pode ser prejudicado caso se avance por este caminho.

- Pedir um empréstimo bancário no valor de 30 mil euros, em meu nome, sendo que desta feita as prestações deste empréstimo seriam pagas por ambos os filhos. Esta situação não me agrada nada, primeiro porque tenho receio que nos 8 anos que o empréstimo em causa irá durar o meu cunhado não possa cumprir com a sua parte e aí quem ficará com o nome queimado na praça sou eu e em segundo porque isto irá implicar que eu e a minha esposa além de termos de fazer face às despesas habituais de quem iniciou há relativamente pouco tempo uma vida em conjunto (3 anos, sendo esta a nossa primeira casa) teremos outra prestação por um período relativamente extenso. Pormenor, apesar de ganhar bem estou a recibos verdes, tal como ela.

Ou seja, a mim está-me a parecer uma lose-lose situation e o pior de tudo é que não tenho conseguido demonstrar à minha cara metade que as minhas dúvidas não se devem a uma menor vontade de ajudar a sua mãe mas sim a um receio real do que nos possa acontecer se de hoje para amanhã um de nós se vir sem emprego.

Não consigo igualmente deixar de ter uma imensa raiva para com as empresas de crédito que fizeram estes empréstimos todos sabendo (porque tinham de saber, bastava somar todos os empréstimos e comparar com o IRS!) que a pessoa não os iria conseguir pagar.

Será que existe por aqui alguém com experiência em casos semelhantes que possa dar alguma luz sobre a melhor forma de resolver este assunto?

Se fosse convosco (e ninguém está livre de lhe ver acontecer uma coisa semelhante), o que é que fariam?
 
Eu cá cag*va para o assunto... se a tua sogra tivesse uns neurónios melhorzitos e tivesse dado um outro fim a esse dinheiro a esta hora estava rica... mas Deus dá nozes a quem não tem dentes! [s)]
 
E não dá para juntar esses créditos todos num outro num banco em vez de uma financeira?

Liga também para a Deco a ver... eles fazem aconselhamento desse tipo.
 
Eu nao fazia nada,,, nada tenho a ver com os negocios da sogra.

Alem disso cada um sabe de si e do seu dinheiro, lembra-te que em pessoas de uma certa idade terem emprestimos é nem é mau de todo pois se falecerem nunca pagam o emprestimo e deixam cá tudo.
 
Falas em insolvência ela pediu o emprestimo em nome de uma empresa ou em nome pessoal?

Quanto ao crédito e uma vez que já achas que o teu cunhado pode não conseguir pagar, podes acabar já com um problema, pedes "tu" metade e ele outra metade, isto sem tu seres credor. E por fim acho que a avancares com isto o credito devia ser em nome da tua mulher sem tu seres credor.
 
Antes de mais o meu conselho é não te envolveres financeiramente na questão. Ou seja, uma coisa é teres algum dinheiro disponível para ajudar, até aí tudo bem, desde que seja a tua vontade, outra bem diferente é contraíres empréstimos para ajudar uma terceira pessoa que, pelo que relatas, não tem discernimento para ver até onde pode ir. tens conciência disso, o pior vai ser conseguir explicá-lo à cara-metade.

Se foi a tua sogra a contrair os empréstimos, é ela que tem que ser responsabilizada e é ela que tem que sofrer as consequências. Tentar fazer uma espécie de "downgrade" em termos de casa, carro, vender coisas lá por casa, etc, não ajuda?
 
E não dá para juntar esses créditos todos num outro num banco em vez de uma financeira?

Liga também para a Deco a ver... eles fazem aconselhamento desse tipo.

Sim, a ideia é essa, juntar os créditos todos no banco. Elas já foram à Deco, lá é que falaram na tal hipótese da insolvência. Mas ao que parece tem vários contras, nomeadamente a possível perda da casa.
 
Acho que se foi ela a meter-se na embrulhada terá que ser ela a tentar resolver. Eu tive um familiar com uma situação semelhante e conseguiu resolver com credito consolidado, no entanto ja tento ela credito em mora as opções são mais limitadas. Tens por exº o Banco Primus que analisa o caso mesmo já havendo incidentes bancários. Link
 
Eu cá cag*va para o assunto... se a tua sogra tivesse uns neurónios melhorzitos e tivesse dado um outro fim a esse dinheiro a esta hora estava rica... mas Deus dá nozes a quem não tem dentes! [s)]

A isto é que se chama uma entrada a pés juntos [:)]

Não sabes o problemas da pessoa para tares a falar assim...como se de verdades absolutas se tratassem.
 
Falas em insolvência ela pediu o emprestimo em nome de uma empresa ou em nome pessoal?

Quanto ao crédito e uma vez que já achas que o teu cunhado pode não conseguir pagar, podes acabar já com um problema, pedes "tu" metade e ele outra metade, isto sem tu seres credor. E por fim acho que a avancares com isto o credito devia ser em nome da tua mulher sem tu seres credor.

É em nome individual. Ao que parece, segundo o que lhe disseram na Deco, é possível um particular pedir a insolvência. Não sei ao certo é os quês e os porquês que uma situação destas implica.

Quanto à outra questão, o que está em cima da mesa é a possibilidade de eu arranjar com o meu nome melhores condições de financiamento (devido ao meu IRS e ao facto de ser em meu nome que está o empréstimo da nossa casa, com todas as coisas que lhe estão agregadas tipo o domiciliamento do ordenado, cartões de crédito, etc).
 
O melhor a fazer é a tua sogra tentar renegociar junto de uma dessas empresas de credito a totalidade da divida. Ou seja, pedir um empréstimo para pagar todas as dividas e ficar apenas com uma prestação...

Não metas o teu nome ao "barulho"... quanto muito podes tentar ajuda-la a pagar as prestações, mas não assinas nada, para não se tornar uma obrigação. É que se a Sra. já chegou a esse ponto, nada a impede de voltar acumular mais dividas... e depois adivinha quem é que se queima!?
 
Ao que foi foi dito aqui, e tbv sou das mesma opinião, a tua sogra é uma consumista compulsiva, e eu acho que se tu a ajudares, vais lhe abrir as portas para fazer mais dividas, e quem as vai pagar vais ser tu.
E aqui muito cuidado, Como já disse acima, isto pode gerar a destruição da tua família.
 
Antes de mais o meu conselho é não te envolveres financeiramente na questão. Ou seja, uma coisa é teres algum dinheiro disponível para ajudar, até aí tudo bem, desde que seja a tua vontade, outra bem diferente é contraíres empréstimos para ajudar uma terceira pessoa que, pelo que relatas, não tem discernimento para ver até onde pode ir. tens conciência disso, o pior vai ser conseguir explicá-lo à cara-metade.

Se foi a tua sogra a contrair os empréstimos, é ela que tem que ser responsabilizada e é ela que tem que sofrer as consequências. Tentar fazer uma espécie de "downgrade" em termos de casa, carro, vender coisas lá por casa, etc, não ajuda?

Sem tirar nem pôr é o que tu escreves no 1º parágrafo que eu penso. E que já transmiti lá em casa. Aliás, sempre acrescento que a parte do "ter dinheiro e estar disponível para emprestar" já não é nenhuma situação nova, já o fiz, o problema é que neste momento não tenho quaisquer possibilidades de o voltar a fazer. Só endividando-me. E isso, sei bem, vai contra tudo o que os gestores bancários aconselham a fazer.

E também transmiti as minhas dúvidas lá em casa de que se a senhora não conseguiu até aos 60 e poucos anos aprender a gerir o seu dinheiro, o que é que me garante que a partir de agora o vá passar a fazer?

Claro que isto dito assim parece muito fácil, só que quando mexe com os nossos entes queridos a coisa muda ligeiramente de figura.
 
Depende qual tenha sido o destino do montante desses empréstimos, se foi para questões relacionadas com a saúde aí não duvudaria em ajudar, agora se foi para "luxos", aí meu amigo cada um tem de ser responsável pelo que faz.

Se fosse comigo não fazia nada, 8 anos é muito tempo, imagina que te surge uma situação inesperada e tu próprio necessitas de um empréstimo.
Mas caso faças alguma coisa devias fazer empréstimo só de 50% o teu cunhado que faça dos outros 50%, e se preferivel que o empréstimo do vosso lado fique em nome da tua mulher.
Uma coisa é um emprestimo para adquirirem um bem comum (casa, carro, etc), imagina que um dia te desentendes com a tua mulher ou vendem o bem e dividem o dinheiro pelos dois, ou um fica com o bem e dá metade doseu valor ao outro, agora no caso que tás a viver o que acontece? Nada! Se te desentenderes com ela não podes vender nada, apenas aguentar-te com um empréstimo em teu nome.
A vida dá muitas voltas...
 
Para correcta análise da situação teriam que ser divulgados dados e não o convém fazer num fórum público.

A primeira questão é o valor do património, rendimentos e responsabilidades.

Falas num imóvel, a venda não permitiria saldar as dívidas?

A insolvência é uma solução válida, possibilitando a exoneração do passivo restante, caso sejam cumpridas determinadas condições. No entanto, terá que entregar o seu património e ceder parte dos seus rendimentos durante o período de 5 anos (pode ser excluído do rendimento a ceder até 3 vezes o salário mínimo nacional). Findo esse período pode o juiz decidir pela exoneração, isto é, os créditos sobre a insolvência consideram-se extintos, com algumas excepções (créditos tributários, multas, ...)
 
Acho que se foi ela a meter-se na embrulhada terá que ser ela a tentar resolver. Eu tive um familiar com uma situação semelhante e conseguiu resolver com credito consolidado, no entanto ja tento ela credito em mora as opções são mais limitadas. Tens por exº o Banco Primus que analisa o caso mesmo já havendo incidentes bancários. Link

Obrigado pelo link.
 
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