Pegas num livro vendido numa qualquer escola de condução e pega num livro dedicado à legislação rodoviária e vê as diferenças.
Oh rucsantos, eu entendo que tu concordes (como já reparei e até faz sentido pela área onde trabalhas) que a educação rodoviária deveria ser feita de outra forma e que não é a escola de condução que prepara os condutores, mas sim a experiência, o que até concordo. Neste pontos estamos de acordo.
Mas quanto ao livro de apoio para se estudar, eu creio que o livro existente nas escolas de condução, como eu tenho o da minha, possui uma série de ferramentas importantes e suficientes para formar (futuros) condutores de forma correcta e dar-lhes os conhecimentos necessários para a tarefa da condução. Não me parece que quem pretende tirar a carta tenha que andar a vasculhar o código da estrada com milhentos artigos e que muitos deles, talvez 90%, vêm resumidos nos livros da escola de condução e servem perfeitamente para que se saiba as regras de circulação, bem como outras coisas que se aprendem no código. O resto aprende-se com a experiência e com situação do quotidiano, não é por saberes aquele calhamaço com 500 ou 600 páginas que estás mais ou menos apto para conduzir do que alguém que consultou o livro da escola para estudar. É um pouco como o código penal, eu como cidadão tenho que saber que matar é crime, mas não tenho que saber o código penal todo como alguém que exerce nessa área, como um advogado.
Claro que no caso dos profissionais, como tu possivelmente, e como dos meus instrutores de condução, já é diferente. E eles consultam o livro do código da estrada que postaste neste tópico e será sobre isso que incidem as aulas, até porque a matéria também não dá para inventar. Aliás, esse livro está na sala onde se dá o código mas nunca o vi ser aberto durante uma aula, porque a matéria é clara o suficiente para que não surjam duvidas tais que os instrutores não consigam responder.
Já para não falar do facto de hoje em dia o ensino rodoviário e as ferramentas que o apoiam estejam num patamar muito mais exigente e rigoroso do que há 20, 30, 40 anos...