Economia e Finanças Públicas

DMA

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https://eco.sapo.pt/2024/02/14/portu...os-a-dez-anos/

TLDR:

O estado colocou no mercado, obrigações com maturidade de 5 anos, no valor de 453M EUR. Pagará uma taxa (cupão) de 2,656% anual.

Para a maturidade de 10 anos, o valor foi 800M EUR; taxa 3,149%

Para a maturidade de 28 anos, o valor foi 531M EUR; taxa de 3,568%
 
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Neste momento o FEFSS conta com ~ 29800M EUR em activos, o que daria para pagar aproximadamente 21 meses de pensões do regime contributivo.

No final de 2023, as Obrigações do Tesouro representam ~42% da carteira do FEFSS, num valor de ~12600M EUR.

As acções não podem ultrapassar os 25% da carteira. No final de 2022, cerca de 43% da carteira de "acções" era de fundos ou ETF SP500.

Em 2023 o governo injectou ~4700M EUR no FEFSS.
 
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https://eco.sapo.pt/2024/03/07/port...ipal-indice-mundial-de-obrigacoes-do-tesouro/

Dívida pública portuguesa volta a integrar o FTSE World Government Bond Index (WGBI)

"A intenção consta de uma nota, citada pelo Público, divulgada pela FTSE Russell, pertencente ao London Stock Exchange Group (LSEG) e que gere diversos índices de referência dos mercados financeiros internacionais. A 27 de Março, quando publicar a próxima atualização da classificação dos países, dará informações como se irá proceder, num prazo não inferior a seis meses, à inclusão dos títulos de dívida pública portuguesa no FTSE World Government Bond Index (WGBI). Um índice que agrega as obrigações do tesouro de países com ratings de nível A.​"
 
https://eco.sapo.pt/2024/03/26/igcp-reve-em-alta-financiamento-com-obrigacoes-do-tesouro/

"O IGCP reviu em alta o objetivo de financiamento com Obrigações do Tesouro para os 16 mil milhões de euros em 2024, o que representa um aumento de 15% face à estimativa inicial de 13,9 mil milhões, segundo adianta esta terça-feira.

Entre janeiro e março, o IGCP já emitiu 8,4 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, “o que representa mais de 50% do objetivo de emissão anual deste instrumento”, adianta este organismo.

Isto significa que até final do ano a agência ainda deverá emitir cerca de 7,6 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, com algumas emissões a ocorrerem ainda durante o segundo trimestre, “sendo esperadas colocações de 1.000 a 1.250 milhões de euros por leilão”.

Em sentido contrário, o objetivo de financiamento líquido através de Bilhetes do Tesouro foi revisto em baixa para 4,7 mil milhões de euros, menos 23% face à estimativa inicial.

(...)

Durante o primeiro trimestre, as emissões líquidas de Bilhetes do Tesouro atingiram os 2,3 mil milhões de euros, faltando agora executar 2,4 mil milhões."
 
https://www.jornaldenegocios.pt/emp...se-sabe-da-entrada-da-biedronka-na-eslovaquia

A Jerónimo Martins tenta pela primeira vez internacionalizar uma das suas marcas. Vai tentar expandir a Biedronka para a Eslováquia, havendo a especulação de que será um primeiro movimento para a expansão na Europa Central. Pelo menos por enquanto a operação será comandada a partir da Polónia.

Neste momento a Biedronka já contribui com mais de 70% das vendas do grupo, que em 2023 foram ~30600M EUR.
O plano de investimentos para 2024 (total, não apenas na Eslováquia) será de ~1200M EUR.
 
Mais umas semanas e acabam as férias e vamos entrar a todo vapor na discussão de propostas para o OE de 2025.

Só se pode discutir seriamente o OE, tendo em mente dados concretos e não fantasias ... como a maioria dos comentadores, "pseudo-jornalistas" e deputados.

Fica o link para a análise da DGO à Execução Orçamental.

Há uma tabela com as contas globais na página 4. Ter em conta que em 2023 houve a transferência do fundo de pensões da CGD (FPCGD) para a CGA.

Há queda da receita fiscal, mas uma subida significativa na despesa com juros, na aquisição de bens e serviços e na despesa com pessoal.

O gráfico da página 3 é esclarecedor.

​​​​​​https://www.dgo.gov.pt/execucaoorcam..._junho2024.pdf
 
Resumo: em Portugal não pode haver um ano com superavit que é logo 20 cães a um osso. Rapidamente torra-se dinheiro e esfarrapa-se novamente as contas; com o detalhe que muito desse aumento é com despesa "fixa".
 
Resumo: em Portugal não pode haver um ano com superavit que é logo 20 cães a um osso. Rapidamente torra-se dinheiro e esfarrapa-se novamente as contas; com o detalhe que muito desse aumento é com despesa "fixa".

Essa é que é a parte mais delicada de tudo e não sei como se vai combater...

Aliás, até sei. Mais impostos!

Alguém tem que pagar esta vilanagem, nomeadamente com os aumentos dos professores, médicos, forças de segurança e armadas...
 
https://www.jornaldenegocios.pt/emp...se-sabe-da-entrada-da-biedronka-na-eslovaquia

A Jerónimo Martins tenta pela primeira vez internacionalizar uma das suas marcas. Vai tentar expandir a Biedronka para a Eslováquia, havendo a especulação de que será um primeiro movimento para a expansão na Europa Central. Pelo menos por enquanto a operação será comandada a partir da Polónia.

Neste momento a Biedronka já contribui com mais de 70% das vendas do grupo, que em 2023 foram ~30600M EUR.
O plano de investimentos para 2024 (total, não apenas na Eslováquia) será de ~1200M EUR.

Indferente , pagam os impostos da empresa fora, estão sediados em outro país ...
 
https://eco.sapo.pt/2024/12/20/prr-financia-reabilitacao-em-oito-escolas-do-norte-por-40-milhoes/

"​​​​​​Oito escolas da região Norte vão receber intervenções de recuperação e reabilitação no valor de 40,4 milhões de euros, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em concreto do Programa de Recuperação/Reabilitação de Escolas – Modernização dos estabelecimentos públicos de ensino do 2º e 3º ciclos e secundário."

"O Programa Escolas visa promover a construção, recuperação e reabilitação de 451 escolas dos 2.º e 3.º ciclos de todo o país até 2033. As obras serão financiadas com fundos europeus e sem qualquer tipo de encargo para as autarquias, o que corresponde a um investimento total de 1,7 mil milhões na renovação do parque escolar.​"


Apenas um pequeno exemplo do quanto estamos dependentes do dinheiro europeu para quase tudo o que seja investimento em infraestruturas públicas. Poderia colocar vários exemplos de artigos que li nos últimos dias, desde barragens, habitação social, etc ... 30 milhões aqui, 140 milhões acolá. São dezenas e dezenas de obras e projectos e o somatório de tudo deve ser um valor brutal.

Caso um dia esta fonte seque, vamos ver como ser resolve a questão da manutenção das infraestruturas públicas, bem como a construção de novas infraestruturas.
 
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Caso um dia esta fonte seque, vamos ver como ser resolve a questão da manutenção das infraestruturas públicas, bem como a construção de novas infraestruturas.

Temos que perguntar a quem maioritáriamente governou este país e nos mandou para a bancarrota.

Uma carga fiscal enorme e os serviços e infraestruturas públicas nas últimas...
 
https://eco.sapo.pt/2024/12/30/aume...trapassam-os-250-euros-em-2025-veja-a-tabela/

"Independentemente das especificidades de cada profissão, todos os cerca de 750 mil trabalhadores do Estado terão um incremento remuneratório entre 6,9% e 2,15% no próximo ano que se aplica da seguinte forma: para vencimentos até cerca de 2.630 euros, o aumento mensal será de 56,58 euros, o que se traduz numa valorização entre 6,9% e 2,2%; ordenados superiores terão direito a uma subida de 2,15%. Na prática, isto significa aumentos nominais que vão dos 56,58 euros aos 146,63 euros (ver tabela em baixo)."​

Já o disse várias vezes e mantenho a minha opinião: esta forma discriminatória de aumentar salários é populista e injusta. É uma forma artificial de comprimir a diferença entre a mediana salarial e os salários mais baixos; mas dá um péssimo incentivo para quem tem uma função diferenciada e/ou de maior responsabilidade.

Que um governo mais à direita que o PS embarque neste tipo de medidas deixa-me desapontado.
 
Temos que perguntar a quem maioritáriamente governou este país e nos mandou para a bancarrota.

Uma carga fiscal enorme e os serviços e infraestruturas públicas nas últimas...

É um assunto complicado, pois num mundo em que os recursos são finitos, há que fazer escolhas. E a escolha que - geralmente - temos feitos enquanto país é carregar cada vez mais em gastos "fixos" e não se reformar as estruturas de diversos ramos do estado. Um estado com uma relação eficácia/custo cada vez pior.

Depois há situações "caricatas" como, por exemplo, autarquias que tem serviços camarários para jardinagem, embelezamento e manutenção de locais públicos mas depois contratam - por ajuste directo - empresas para fazer trabalho suplementar nessa mesma área. Passa-se o mesmo para serviços jurídicos, para segurança de eventos, para reparações da via pública, etc (é só cada um de nós ir ao Portal Base e consultar a "ramboia" que se passa na nossa CM).

Onde eu quero chegar com o meu argumento? É que a alínea "Despesa com Pessoal" que aparece na Execução do OE no fundo dá uma ideia errada dos reais custos para a execução das funções do estado. Há muita coisa a ser executada por meio de despesa contratada e não por quadros do estado.

Tudo isto deixa pouca margem de manobra para fazer obras de fundo ou de raíz que não sejam "sexy" e que não tenham grande impacto eleitoral: por exemplo a reparação da rede de abastecimento de água no Algarve ... obras que são estruturantes e essenciais ficam "na gaveta" ou à espera dum quadro europeu de apoio (um qualquer PRR da vida).

São formas de pensar e de fazer política, mas que eu não aprecio, pois a longo prazo geram consequências dramáticas.
 
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https://eco.sapo.pt/2024/12/20/prr-financia-reabilitacao-em-oito-escolas-do-norte-por-40-milhoes/

"​​​​​​Oito escolas da região Norte vão receber intervenções de recuperação e reabilitação no valor de 40,4 milhões de euros, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em concreto do Programa de Recuperação/Reabilitação de Escolas – Modernização dos estabelecimentos públicos de ensino do 2º e 3º ciclos e secundário."

"O Programa Escolas visa promover a construção, recuperação e reabilitação de 451 escolas dos 2.º e 3.º ciclos de todo o país até 2033. As obras serão financiadas com fundos europeus e sem qualquer tipo de encargo para as autarquias, o que corresponde a um investimento total de 1,7 mil milhões na renovação do parque escolar.​"


Apenas um pequeno exemplo do quanto estamos dependentes do dinheiro europeu para quase tudo o que seja investimento em infraestruturas públicas. Poderia colocar vários exemplos de artigos que li nos últimos dias, desde barragens, habitação social, etc ... 30 milhões aqui, 140 milhões acolá. São dezenas e dezenas de obras e projectos e o somatório de tudo deve ser um valor brutal.

Caso um dia esta fonte seque, vamos ver como ser resolve a questão da manutenção das infraestruturas públicas, bem como a construção de novas infraestruturas.




já o disse várias vezes que a maioria da população portuguesa vive enganada e acredita nesta fantasia de que os sucessivos Governos têm como objectivo fazer o País crescer e enriquecer.

ora isto é completamente errado - o grande objectivo dos Governos é apenas manter o status quo e manter Portugal como eterno subserviente e pedinte da UE.

quanto mais o País for pobre e miserável, mais rios de dinheiro continuam a jorrar da UE com pouco controlo ou rigor. Ora isto interessa a quem gere e controla o destino destes fundos.

assim, deste dinheiro metade é usado (tal como disseste) para manter os serviços essenciais a funcionar (o que obriga a UE a continuar a pagar), e a outra metade desaparece misteriosamente em investimentos duvidosos, cambalachos e adjudicações (directas e indirectas) ao ecossistema de parasitas que se alimenta do Estado.

no dia em que Portugal se tornasse um País rico, fechava-se a torneira de todo este dinheiro grátis, e o dinheiro gerado pela economia teria então muito mais escrutínio público.

e isto obviamente não interessa a quem vos pastoreia.
 
Aos anos que eu digo que o Orçamento de Estado apenas serve para pagar contas....

Investimento público próprio, zero. Se não é a UE a financiar, não havia obras públicas neste país...
 
Aos anos que eu digo que o Orçamento de Estado apenas serve para pagar contas....

Investimento público próprio, zero. Se não é a UE a financiar, não havia obras públicas neste país...

O orçamento reflete apenas as estratégias politicas de quem Governa, e se essas estratégias não contemplam investimento publico, ou contemplam muito pouco, o resultado é o que tivemos nos ultimos 15 ou 20 anos....

Enquanto não se diminuir a despesa publica, népia!
 
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