Em França, os ricos pagam mais impostos. Em Portugal, são os pobres...

Braz

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Hollande garante imposto extra para ricos e promete poupar 33 mil milhões




O Presidente francês anunciou neste domingo uma “agenda para a recuperação” económica do país, durante os próximos dois anos, e garantiu que os vencimentos superiores a um milhão de euros serão taxados a 75% “sem excepções”.


“Vou estabelecer uma agenda para a recuperação [do país]. Dois anos para pôr em prática uma política para o emprego, para a competitividade e para equilibrar as contas públicas”, afirmou François Hollande no jornal das 20h00 da TF1, na sua primeira entrevista televisiva depois das férias de Verão.

Numa altura em que, quatro meses depois da sua eleição, assiste a uma queda de popularidade entre a opinião pública e na imprensa, Hollande garante que “escuta a impaciência”. O socialista justificou as preocupações dos franceses com o “desemprego elevado” (três milhões de franceses), a competitividade da economia “degradada”, com os “défices consideráveis” e com o “endividamento histórico” do país. Disse porém, que não pode "fazer em quatro meses" o que o seu antecessor, Nicolas Sarkozy, "não fez em cinco anos".

Mesmo assim, argumentou o Presidente, depois de ter assumido funções, “o Governo não perdeu tempo, agiu rapidamente”. Hollande lembrou o aumento do salário mínimo e de diversas prestações sociais, a par do congelamento do preço dos combustíveis. Embora tenha assumido que estas medidas “não são suficientes”, o socialista defendeu-se: “Não vou fazer em quatro meses o que os meus antecessores não fizeram em cinco ou em dez anos. Mas estou no combate, não quero olhar para o passado”, disse.

Pela frente tem a difícil tarefa de poupar 33 mil milhões de euros. Dez mil milhões serão obtidos com cortes na Educação, Justiça e Segurança. Outros dez mil milhões terão de vir dos contribuintes. O remanescente virá das empresas.

Hollande destacou entre as suas prioridades o combate ao desemprego. Para o Presidente, a tendência crescente desta taxa, que está já quase colada aos 10% , “deve ser invertida no espaço de um ano”. O Presidente garantiu ainda que a sua promessa de campanha de taxar a 75% os rendimentos anuais superiores a um milhão de euros será cumprida e que a medida será aplicada e “sem excepções”.

Hollande recordou que este imposto terá em conta “todas as outras contribuições” e que será “limitado no tempo”, tendo a duração estimada de dois anos. Para o Presidente, a medida é “simbólica” e “muito importante” porque “é preciso que, num momento de dificuldade como o que a França atravessa, cada um assuma o seu papel”. “O meu objectivo é a construção de uma sociedade solidária. O compromisso que assumo é o de que os franceses possam dizer, em 2017, que vivem melhor do que em 2012”, acrescentou.

Uma sondagem do instituto BVA para a edição deste domingo do diário Le Parisien mostrava que quase seis franceses em cada dez estão descontentes com a actuação de Hollande nestes primeiros quatro meses do mandato, justificando a sua opinião com o facto de o chefe de Estado não ir “suficientemente longe” nas suas reformas.

In Publico
 
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amanah estão todos a fugir pra outro país. Luxemburgo ou Suiça.


Esta porra assim não vai lá.
O sistema todo está viciado. O capital foge por entre as mãos dos governos como areia.
 
Pela frente tem a difícil tarefa de poupar 33 mil milhões de euros. Dez mil milhões serão obtidos com cortes na Educação, Justiça e Segurança. Outros dez mil milhões terão de vir dos contribuintes.
O remanescente virá das empresas

Esclarecido.

Foi aos ricos. Ele já próprio disse que a medida é simbólica e nesse aspecto até concordo com ele devido à grande enormidade nos valores. Não deve é ter efeitos práticos.
 
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amanah estão todos a fugir pra outro país. Luxemburgo ou Suiça.


Esta porra assim não vai lá.
O sistema todo está viciado. O capital foge por entre as mãos dos governos como areia.



Os detentores das grandes fortunas, já tinham ameaçado em Agosto, que deixariam o país se tal viesse a ser aprovado.

Já agora:

[h=1]Ricos franceses ameaçam deixar o país se taxa sobre fortunas for aprovada[/h][h=2]Proposta de tributar em 75% parte da renda que esteja acima de um milhão de euros anuais começa a ser estudada pelo Parlamento em setembro[/h][FONT=arial !important]The New York Times - Luz Alderman | 23/08/2012 05:05:35

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Thomas Humery/International Herald TribuneO tributarista Vincent Grandil: presidentes de grandes corporações e executivos bem remunerados têm consultado-o sobre a hipótese de terem de deixar a França
Paris – O telefonema para o escritório de advocacia de Vincent Grandil, na capital francesa, começou como muitos outros ocorridos recentemente. Na linha estava o bem pago CEO de uma das empresas mais lucrativas da França, e ele estava nervoso.
O presidente François Hollande prometeu tributar em 75% a parte da renda de qualquer pessoa que esteja acima de um milhão de euros anuais. "Devo me preparar para deixar o país?", o executivo perguntou a Grandil.
A orientação do advogado: esperar para ver. Ao menos por enquanto.
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"Estamos recebendo muitos telefonemas de pessoas com altos ganhos perguntando se devem deixar a França", disse Grandil, sócio da Altexis, empresa especializada em questões tributárias para as corporações e os ricos. "Até mesmo pessoas jovens e dinâmicas que ganham 200 mil euros estão se perguntando se devem continuar num país onde ganhar dinheiro não é considerado uma coisa boa."
O calafrio está se espalhando pela classe executiva da França enquanto Hollande, o primeiro presidente socialista desde François Mitterrand, na década de 1980, divulgou um manifesto patriótico para "pagar mais imposto e botar o país de volta nos trilhos". A proposta de imposto de 75%, que o Parlamento pretende começar a estudar em setembro, tem o propósito ostensivo de estimular as finanças francesas enquanto se intensifica a longa crise da dívida soberana europeia.
Leia ainda: Multimilionário Warren Buffett pede que EUA parem de mimar os mais ricos
Contudo, como existem relativamente poucas pessoas na França cuja renda seria afetada pelo imposto (talvez, não mais de 30 mil num país com 65 milhões de habitantes), o ganho pode contribuir apenas com uma pequena parcela para os 33 bilhões de euros em receitas novas que o governo pretende arrecadar no ano que vem para ajudar a equilibrar o orçamento. O Ministério das Finanças francês não respondeu ao pedido de uma estimativa da receita que o imposto pode vir a produzir.
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Thomas Humery/International Herald TribuneDiane Segalen, recrutadora internacional de executivos: o governo afasta as pessoas que podem melhorar a economia do país
Embora a quantia seja baixa, para alguns analistas, a taxação dos ricos daria cobertura política para os cortes dolorosos de que Hollande pode necessitar no ano que vem em programas sociais, os quais provavelmente serão muito menos populares entre os cidadãos comuns.
Sob esse aspecto, o imposto poderia ter um valor simbólico enorme com um golpe contra a "égalité" (igualdade), vindo de um novo presidente que declarou não gostar dos ricos.
"Os franceses têm um relacionamento desconfortável com o dinheiro", disse Grandil. "Aqui, a pessoa que se fez sozinha, criou empregos e acabou ficando milionária é vista com suspeita. Essa é uma grande diferença cultural entre a França e os Estados Unidos."
Veja também: Ele era rico e bem sucedido. Hoje, tem vergonha disso
Muitas empresas estudam planos de contingência para tirar do país os executivos com altos salários, segundo consultores, advogados, contabilistas e corretores de imóveis, os quais protegem bastante os clientes e se recusam a identificá-los pelo nome. Para eles, alguns executivos e ricos já fizeram as malas para destinos como Grã-Bretanha, Bélgica, Suíça e EUA, levando consigo a receita tributável.
Eles também conhecem empresas, de startups a multinacionais, que estão retardando os planos de investir na França, transferir funcionários ou contratar novos.
Sem dúvida, ainda não está claro se os residentes ricos irão mesmo embora e as empresas mudarão sua estratégia. Parte da crítica poderia ser dissimulação política, visando dissuadir o governo de levar a cabo o aumento do imposto. Porém, alguns ricos foram embora depois que Mitterrand elevou as taxas na década de 1980. Mais recentemente, Laetetia Casta, ex-modelo da Victoria's Secret, o "restaurateur" Alain Ducasse e o cantor Johnny Hallyday causaram comoção ao se mudarem para países do outro lado da fronteira para fugir da mão pesada do tesouro francês.
Saiba mais: Espanha vai restabelecer imposto sobre ricos
Não resta dúvida de que Hollande está sob pressão fiscal. Ele prometeu reduzir o déficit orçamentário francês, atualmente na casa dos 4,5% do Produto Interno Bruto, para 3%, para obedecer às regras da zona do euro.
Entretanto, qual a melhor forma de atingir esse alvo é tanto uma questão política quanto fiscal.
Hollande foi eleito em maio em meio a uma onda de ressentimento contra "les riches", os executivos, banqueiros, astros do esporte e celebridades cujos contracheques tendem a ser a vistos como escandalosos num país onde a divisão crescente entre ricos e pobres atinge um ponto sensível com raízes que antecedem a Robespierre.
Metade das famílias francesas ganha menos de 19 mil euros anuais; somente cerca de 10% dos lares ganham mais de 60 mil euros por ano, segundo a agência francesa de estatísticas, Insee.
Atualmente, não existe plano para modificar a alíquota dos impostos da maioria das pessoas, que é de 14% para os mais pobres e de 30% para o nível seguinte. Para as pessoas com renda mais alta (acima de 70.830 euros por ano), a alíquota em breve subirá de 41% para 44%, uma mudança estabelecida antes da eleição de Hollande.
Steve Horton, contador tributário de Paris com muitos clientes ricos, calculou que um casal com dois filhos e renda anual tributável de um pouco mais de 2,22 milhões de euros embolsa 1,1 milhão de euros líquidos no atual sistema tributário francês.
Leia ainda: Multimilionários franceses também pedem impostos maiores para si
De acordo com Horton, essa família terminaria com 780 mil euros se o aumento proposto por Hollande fosse aprovado.
Os impostos são altos na França por um motivo: eles bancam um dos sistemas de bem-estar social mais generosos da Europa e um governo grande. Como Hollande o descreveu, o imposto pretende fazer "justiça" e "enviar um sinal, uma mensagem de coesão social".
Essa questão toca num ponto nevrálgico de eleitores irritados com a divisão da riqueza. E é apoiada por economistas como Thomas Piketty, professor da Escola de Economia de Paris, o qual realizou estudos indicando que quem ganha muito não vai trabalhar com menos afinco se for mais tributado. Mas há quem diga que a França estaria dando um sinal errado.
De acordo com Horton, o contabilista, "as pessoas têm um quantidade aceitável de impostos que estão dispostas a pagar e se passar disso, elas vão se mudar para outro lugar onde a coisa seja mais razoável".
"Os políticos franceses parecem não compreender ou não se importar com o fato de que quando, por meio de impostos, você tira dois terços dos ganhos de alguém para agradar os eleitores, as pessoas produtivas que podem enriquecer as empresas e a economia não virão para cá ou simplesmente irão embora", afirmou Diane Segalen, recrutadora de executivos.
Ela relata que estava prestes a fechar um acordo com um executivo tarimbado de Londres para trabalhar numa das maiores empresas francesas no começo do ano, quando Hollande fez a promessa dos 75%.
"Quando o cara ouviu aquilo, ele disse que não viria mais e se retirou do processo", contou Segalen, diretora da consultoria Segalen et Associes.
Para Segalen, a proposta é o mais recente sinal de alerta num país que há tempos funciona sob a imagem de ser um local complicado para se fazer negócios.
A França cobra uma alíquota de 33% sobre as empresas; a segunda mais alta da zona do euro, atrás de Malta, com 35%. O valor contrasta com a taxa de 12,5% na Irlanda, que manteve baixos os impostos para atrair empresas.
"É uma proposta ridícula, mas é ótima para nós", afirmou Jean Dekerchove, gerente da Immobilier Le Lion, imobiliária sofisticada de Bruxelas. Segundo ele, os telefonemas para sua firma cresceram nos últimos meses, enquanto os ricos franceses buscam investir ou simplesmente se mudar para o outro lado da fronteira em meio a preocupações sobre o último imposto.
"É uma perda enorme para a França porque as pessoas e os negócios vêm para a Bélgica e trazem sua riqueza com eles", declarou Dekerchove. "Contudo, estamos empolgados porque eles criam empregos, compram casas e gastam dinheiro, e é a nossa economia que lucra."


in: Ricos franceses ameaçam deixar o país se taxa sobre fortunas for aprovada - Crise Econômica Mundial - iG
 
Tenho uma dúvida...

É a Suíça que vai pagar a parte que os Franceses esperam arrecadar desta medida ?

Digo isto porque facilmente se percebe quem vai ganhar com estas políticas.
 
É uma medida para acalmar o povo, e que no fundo, se calhar até acaba por arrecadar menos receita fiscal do se deixasse simplesmente as coisas como estão. Diga-se de partida que, 75% é pura e simplesmente um assalto à descarada.

É como a questão do antigo imposto sobre os bens de luxo em Portugal. Quem compra bens de luxo (joias e coisas do género) é porque tem dinheiro. Se tem dinheiro, vai simplesmente ao estrangeiro comprar esses mesmos bens evitando assim o imposto absurdo que existia cá.
 
75%? que é esta m****


eu se fosse rico mudava-me para outro lado. Mais vale não ter nada do que ter e o estado mamar três quartos!
 
Eu concordo em pedir mais a quem tem mais mas 75% é absurdo, até eu se fosse rico punha-me logo a andar :sh)

Nem 8 nem 80!
 
Apesar da %absurda, o que se vÊ é que lá existe alguém com poder e tom@tes para tocar nas "vacas sagradas". Aqui, como essas vacas sagradas são muitos amigos e potenciais fornecedores de tachos no futuro, não se pode sequer beliscar os seus direitos e toca a esmagar ainda mais a classe média e baixa. só a ideia de cortar cegamente os 2 subsídios aos pensionistas...sinceramente, cada vez tenho mais vergonha deste país e do caminho (ABISMO) para onde se dirige a passos largos. Ironia, falar em Passos...se não tivesse mulher e filho, agora é que me aventurava numa experiência no estrangeiro. Assim, não dá qualquer motivação trabalhar aqui. Para quê? para depois ver os CTT cheios de chulos no fim do mês a levar mais de RSI do que a minha mulher que trabalha todos os dias 8,30 h? gente que na maioria nunca descontou um tostão para a SSocial mas que andam em bons carros e enquanto esperam pela vez, brincam com os seus IPhones e Galaxys??? dassse que um gajo não é de ferro!!!
 
É por isso que ninguém entende o "povo"... Um tipo com eles no sitio, "toca" nos intocáveis, e ficam logo aflitos... Eles não precisam nada desses 75% durante dois anos. Fazem mais falta 34€ a um português com o ordenado mínimo que a esses. Os ricos que fogem são uns cobardes. Tomara-mos nós um PM com metade do valor desse francês. Que "mexesse" com essas classes. Mas se faz isso muito, logo o deitam a baixo... É uma pena.
 
É por isso que ninguém entende o "povo"... Um tipo com eles no sitio, "toca" nos intocáveis, e ficam logo aflitos... Eles não precisam nada desses 75% durante dois anos. Fazem mais falta 34€ a um português com o ordenado mínimo que a esses. Os ricos que fogem são uns cobardes. Tomara-mos nós um PM com metade do valor desse francês. Que "mexesse" com essas classes. Mas se faz isso muito, logo o deitam a baixo... É uma pena.

Os ricos que fogem podem ser o que quiseres...Mas o certo é que o dinheiro deles foge com eles...
 
porque não 99%? Ou então calcula se uma renda mensal mínima que os "ricos" precisam para sobreviver e tira-se o resto do dinheiro. Eles não precisam, são "ricos".
 
Quantos ordenados há superiores a um milhão de euros?
Provavelmente nem um sequer, imagino eu, há cartões de crédito, carros atribuídos, cartões de combustível, telemóvel, ppr´s...
 
Pois é, em Portugal é que sabe fazer BEM o combate ao deficit. Em França, esse pais do 3º mundo, não......
Cá quem paga é a classe média, média-baixa. Sim, porque os muito ricos podem fugir........

Tadinhos deles......
 
Pois é, em Portugal é que sabe fazer BEM o combate ao deficit. Em França, esse pais do 3º mundo, não......
Cá quem paga é a classe média, média-baixa. Sim, porque os muito ricos podem fugir........

Tadinhos deles......

Há mais por onde combater o défice do que pelos impostos...[;)]
 
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