Energia eólica e solar

Firefly

New member
Gostaria de saber que opinião é que têm sobre a instalação de painéis para aproveitamento de energia solar e de um aerogerador ( pode ser de baixa tensão) numa quinta? Existem apoios estatais para este tipo de empreendimentos? Compensa ou é um investimento em branco? Será uma tecnologia ainda demasiado cara e o retorno dos benefícios demasiado moroso?
As necessidades energéticas, são algumas, daí a questão.
Obrigado. :)
 
Quanto ao aerogerador não sei, mas em termos de painéis solares há comparticipação do estado, passa por novaenergia.net tens lá muita informação e pessoas que te podem elucidar sobre o assunto.
 
Pergunta à EDP.

No entanto, posso adiantar que já é possível vender energia à rede por 0,65€ (a que se paga é a 0,11€).

Ainda à dias eu escrevia num fórum sobre isto. A minha opinião (com base no que tenho visto e ouvido), é que a micro produção seria mais favorável do que a política que se vem a seguir no país, com a produção de grandes parques eólicos e agora também, uma central foto voltaica. No entanto, a micro produção só é rentável se for possível vender o excedente, e isso não era possível.

Ontem recebi em casa um jornal de distribuição gratuíta apr:), com um artigo sobre o assunto.
Segundo o artigo, já é possível instalar paineis solares ou pequenos aerogeradores (produzidos em PT e que trabalham com velocidades de vento reduzidas e variáveis). Aliás, o 1º aerogerador foi instalado na residência do PM, em São Bento [:cool:]
Segundo o mesmo artigo, a empresa Águas do Zêzere e Coa tem instalados vários painéis solares. Cada um representa um investimento de 22500€, sendo que prevêm que no sétimo ano comece a dar lucro. A energia que precisam é paga à EDP a 0,11€ e a que vendem é paga a 0,65€. No final do mês é feito o acerto. Provávelmente, será instalado um contador bidirecional.
Até ao final do ano será possível comprar os micro aerogeradores em todo o país.

Isto é o que li no artigo, espero ter ajudado.
 
agora so uma questao..
porque raio é que a EDP haveria de pagar 0,65€ quando obviamente ela consegue produzir bem mais barato (ja que vende a 0,1-0,2€)?

acho que nao é dificil de perceber que alguem fica a perder dinheiro..se é a EDP, muito bem, e vao aumentando os preços de venda deles ou diminuindo os preços de compra aos produtores de renovaveis, se for comparticipado pelo estado..bem..estamos todos a pagar nos impostos.

sinceramente nao me parece uma boa politica uma disparidade tao grande de preço, que se desse um incentivo sim, mas nao com esses valores.
 
agora so uma questao..
porque raio é que a EDP haveria de pagar 0,65€ quando obviamente ela consegue produzir bem mais barato (ja que vende a 0,1-0,2€)?

acho que nao é dificil de perceber que alguem fica a perder dinheiro..se é a EDP, muito bem, e vao aumentando os preços de venda deles ou diminuindo os preços de compra aos produtores de renovaveis, se for comparticipado pelo estado..bem..estamos todos a pagar nos impostos.

sinceramente nao me parece uma boa politica uma disparidade tao grande de preço, que se desse um incentivo sim, mas nao com esses valores.
Acho que é errado colocares a questão nesses termos. Pensa nisso como um incentivo [;)]
Imagina que a edp pagava ao mesmo preço a que vende: se calhar eram precisos o dobro dos anos para rentabilizar o investimento.
Penso que seja esta a razão dos preços, mas não sei. Venham daí mais opiniões.
 
Não é a EDP que paga, somos todos nós no preço a que compramos a energia, o qual reflecte todos os incentivos obrigatórios. A microgeração é uma gota de água no oceano, o preço garantido às eólicas (mais de 3000 MW neste momento) e fotovoltaicas é que representa a fatia de leão...

Quanto ao valor de venda para a microgeração (0,65€) parece muito bom, mas depois de ler a legislação pus logo a ideia de parte. É um preço garantido apenas por 5 anos e para os primeiros não sei quantos kilowatts. Como infelizmente vivemos com um estado que não é pessoa de bem (vejam-se os casos das mudanças de regras dos PPR´s, certificados de aforro e afins a a meio do jogo), não sou eu que vou investir uma pipa de massa sem garantia de retorno.
 
Se eu pensasse em avançar para uma destas soluções, teria que analisar tudo muito bem. Neste momento, não estou ao corrente de todos os preços e implicações.

Se implicar um esforço financeiro, acho que nãos e justifica. Mas para quem tenha 25000€ "parados" e consuma muita energia acho que pode ser uma boa opção. Não é só o preço da energia que se venha a vender que conta. O mais importante é aquilo que se deixa de pagar à EDP.
Obviamente que por exemplo no meu caso, que pago 25 a 30€ por mês à EDP, não se justifica. Mas para quem tenha uma factura de 300 ou 500€ mensal, e que consiga obter a energia suficiente, parece-me bastante claro que é uma boa opção.

Parece-me que vocês estão a dar valor apenas ao excedente, mas quem invista numa destas opções tem como objectivo produzir a energia para consumir. O que venha a vender é apenas mais uma ajuda para que seja uma boa opção.
 
Como a EDP não investe em infraestrutura, pode transferi esses valores para incentivos à micro-geração.

Estou a começar a recolher informações com o obejctivo de tornar a empresa independente em termos de consumo de energia eléctrica, muito embora seja um processo que somente agora iniciei, pelo que ainda não estou bem informado.

MAis umas semanitas...
 
Eu estive a fazer umas contas e cheguei à conclusão que a microgeração é um excelente negócio...


...para as empresas que vendem/montam painéis fotovoltaicos e aerogeradores.

De facto, o investimento é BRUTAL (eu pedi orçamentos detalhados) e só se amortiza a uns 10 anos. Se pelo menos os equipamentos tivessem garantia de 10 anos... mas não têm. O seja, se existirem avarias pelo meio... lá se vai a amortização:(

E depois as contas têm que ser bem feitas. A amortização deve considerar não apenas o valor inicial gasto, mas também os juros que se poderiam obter com esse dinheiro numa aplicação financeira sem risco.

Considerando todos os factores, concluí que a microgeração, para já, não vale a pena.
 
Eu estive a fazer umas contas e cheguei à conclusão que a microgeração é um excelente negócio...


...para as empresas que vendem/montam painéis fotovoltaicos e aerogeradores.

De facto, o investimento é BRUTAL (eu pedi orçamentos detalhados) e só se amortiza a uns 10 anos. Se pelo menos os equipamentos tivessem garantia de 10 anos... mas não têm. O seja, se existirem avarias pelo meio... lá se vai a amortização:(

E depois as contas têm que ser bem feitas. A amortização deve considerar não apenas o valor inicial gasto, mas também os juros que se poderiam obter com esse dinheiro numa aplicação financeira sem risco.

Considerando todos os factores, concluí que a microgeração, para já, não vale a pena.

E não esquecer que os preços só são garantidos por 5 ou 6 anos, a partir daí vai ser o que o governo quiser...
 
Não é um presente envenenado porque Portugal tem prazos a cumprir.
Salvo erro 90% da energia consumida em Portugal vem de fora.. e nós temos de contornar isso de alguma forma.
 
A convergência com o nível de intensidade energética europeu verificada nos últimos dois anos,necessita de ser acelerada através de um Plano de Acção para a Eficiência Energética

Entre 2005 e 2007 Portugal inverteu a tendência de aumento da intensidade energética verificada desde 1990

Apesar da melhoria recente da intensidade energética, Portugal regista valores superiores à média europeia
Num cenário Business as Usual, Portugal demoraria cerca de 15 anos a atingir o actual nível europeu (120 Tep/milhão de PIB).

As medidas permitem alcançar 10% de eficiência energética até 2015

10% vs. 8% previstos para 2015 na Directiva 2006/32/CE dos Serviços Energéticos
Permitindo mitigar o crescimento da factura energética em 1% por ano até 2015

E ha muitos incentivos como..​

• Incentivo à eficiência no consumo eléctrico - incentivo aos clientes de maior consumo por

contrapartida de prémio aos de menor consumo e do Fundo de Eficiência Energética

• Cheque eficiência: Prémio equivalente a 10% ou 20% dos gastos em electricidade durante 2
anos em caso de redução verificada de 10% ou 20% do consumo de electricidade
• Crédito bonificado: €250M/ano para investimentos em eficiência (enfoque reabilitação urbana)
• Dinamização de Empresas de Serviços de Energia através de incentivos à sua criação
(QREN), concursos para auditorias no Estado e regulamentação do “Contrato Eficiência”
• Incentivos fiscais à micro-produção e alinhamento progressivo da fiscalidade com o Sistema
de Certificação Energética dos Edifícios (ex. benefício em IRS a habitações classe A/A+)



 
Não é um presente envenenado porque Portugal tem prazos a cumprir.
Salvo erro 90% da energia consumida em Portugal vem de fora.. e nós temos de contornar isso de alguma forma.
O site da REN infelizmente está em baixo, mas garanto-te que nunca, em dia algum, isso ocorreu.

A electricidade importada deve andar pelos 10%, e isto nos picos diários.
 
Quando digo Energia não estou a falar só da electricidade.
E sabes que muita da electricidade é produzida apartir do famoso barril...
 
Nem para lá caminha...
De certeza?

Só das eólicas, se ainda não chegou a 1GW anda muito lá perto. Hídricas a serem o dobro e já temos quase metade dos 7 e tal GW que consumimos.

Eu não gosto muito de atirar valores de cabeça, mas tenho quase a certeza que eles andam por aqui.
 
Back
Top