Entrar para medicina com média de 10 valores

Estado
Não está aberto a mais respostas.
Não tem técnica alguma, mas simples constatação que aquele user também faz:O que nos remete para a carência de médicos causada, necessariamente, pelas médias de acesso incompreensivelmente altas, objecto, aliás, do meu primeiro post. [;)]

E voltaste a referir aquilo que toda a gente já te explicou!

As "médias" estão altas porque existe muita procura para a actual oferta de vagas!

Não percebo onde está o incompreensível disto..:confused:
 
...
Por exemplo, as médias de entrada em medicina continuam estupidamente altas, mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade.
...
Continua a não perceber esta aqui.

Alguém com formação em Direito pode esclarecer esta observação feita pelo Pá Leve?
 
O que nos remete para a carência de médicos causada, necessariamente, pelas médias de acesso incompreensivelmente altas, objecto, aliás, do meu primeiro post.
[:)]
anedótico.
nem adianta tentar fazer ver a realidade, deixem-se disso, o pé leve vai sempre ter razão [:D]

ele deve achar que há um gabinete do governo que estabelece as médias de entrada dos cursos [:D]

que tristeza...
 
Pe leve, estas aqui a fazer uma relacao de causalidade errada.

As medias altas provem do insuficiente numero de vagas para a procura existente por parte dos estudantes.
Talvez. Ou talvez não esteja a fazer-me entender.

É natural que as médias altas resultam da grande procura. É óbvio para toda a gente.

Naturalmente que é insuficiente o número de vagas, de outro modo a relação oferta/procura não seria tão tensa e as médias teriam tendência para descer, um pouco, talvez quase de forma insignificante, mas desceriam.

Na verdade, todos sabemos, muita gente fica "pendurada" por décimas e... não entra.

Ora o aliviar da "tensão da procura" (chamemos-lhe assim) pelo aumento do número de vagas, de forma gradual mas superior ao aumento da procura, gerará, em teoria, uma teoricamente proporcional diminuição da "tensão de procura" em relação à oferta, "desinflaccionando" o peso da procura excessiva em relação à oferta e tendo como resultado teórico o baixar das médias de acesso "necessárias para". Fiz-me entender?

Claro que estamos a falar no plano teórico pois, por exemplo, o abaixamento do crude todos sabemos que não determina automaticamente o abaixamento imediato ou consequente dos preços ao consumidor. Mas isso são outros 2 cents...

De modo que apenas podemos fazer aqui conjecturas sobre o que a LOP produz entre o que se oferece e o que se procura, seja no mercado do crude, seja no acesso ao ensino superior.

Como no fim do curso tambem se verifica uma procura de medicos superior a oferta, ha que aumenta-la, e é o que tem vindo a ser feito com a abertura de cursos de medicina noutras partes do pais, e o aumento do numero de vagas.
É exactamente isso que estou a dizer e que tenho vindo a defender.

Nao estou a ver em que é que o (para mim, justo) metodo de entrada segundo a media de curso tem a ver com isto. O que se pode perguntar é como é que ninguem fez estas contas a 10-20 anos atras, para evitar este desequilibrio.
O que é que tem a ver? Tudo.

Tem a ver com o que acabámos de dizer e que é a simples constatação de que a média de entrada é definida pelo número de vagas existente hoje em dia e, como é também evidente, não só com o planeamento passado por forma a ter supridas as carências em médicos dos dias de hoje, como, apesar disso mas não obstante, continuamos a não fazer uma gestão previsional para o futuro, pois o aumento do número de vagas que se tem verificado é claramente insuficiente para não só as necesidades de um futuro próximo, mas, também as necessidades de um futuro a longo prazo, porventura os tais 10 a 20 anos que referes como período de tempo a considerar nesta análise.

Ou seja, para se perceber melhor, não tendo sido feita no passado uma gestão previsional das necessidades de hoje em dia em número de médicos, a gestão de hoje em dia não está nem a ter essa carência que já vem de trás para os dias de hoje em linha de conta, nem a prever as necessidades futuras.

Repara que não estou a objectar que o acesso seja feito pela média de acesso obtida no Secundário da forma que é feita hoje em dia. O que estou a dizer é que essa média de acesso deve baixar por força da criação de mecanismos de oferta, naturalmente a passar pela criação e aposta clara em novas infra-estruturas de ensino por forma a pelo menos manter a respectiva qualidade e não baixá-la pelo aumento artificial do número de alunos por escola, por turma e por estágio.

Será que, desta vez, me fiz perceber?
 
Talvez. Ou talvez não esteja a fazer-me entender.

É natural que as médias altas resultam da grande procura. É óbvio para toda a gente.

Naturalmente que é insuficiente o número de vagas, de outro modo a relação oferta/procura não seria tão tensa e as médias teriam tendência para descer, um pouco, talvez quase de forma insignificante, mas desceriam.

Na verdade, todos sabemos, muita gente fica "pendurada" por décimas e... não entra.

Ora o aliviar da "tensão da procura" (chamemos-lhe assim) pelo aumento do número de vagas, de forma gradual mas superior ao aumento da procura, gerará, em teoria, uma teoricamente proporcional diminuição da "tensão de procura" em relação à oferta, "desinflaccionando" o peso da procura excessiva em relação à oferta e tendo como resultado teórico o baixar das médias de acesso "necessárias para". Fiz-me entender?

Claro que estamos a falar no plano teórico pois, por exemplo, o abaixamento do crude todos sabemos que não determina automaticamente o abaixamento imediato ou consequente dos preços ao consumidor. Mas isso são outros 2 cents...

De modo que apenas podemos fazer aqui conjecturas sobre o que a LOP produz entre o que se oferece e o que se procura, seja no mercado do crude, seja no acesso ao ensino superior.

É exactamente isso que estou a dizer e que tenho vindo a defender.

O que é que tem a ver? Tudo.

Tem a ver com o que acabámos de dizer e que é a simples constatação de que a média de entrada é definida pelo número de vagas existente hoje em dia e, como é também evidente, não só com o planeamento passado por forma a ter supridas as carências em médicos dos dias de hoje, como, apesar disso mas não obstante, continuamos a não fazer uma gestão previsional para o futuro, pois o aumento do número de vagas que se tem verificado é claramente insuficiente para não só as necesidades de um futuro próximo, mas, também as necessidades de um futuro a longo prazo, porventura os tais 10 a 20 anos que referes como período de tempo a considerar nesta análise.

Ou seja, para se perceber melhor, não tendo sido feita no passado uma gestão previsional das necessidades de hoje em dia em número de médicos, a gestão de hoje em dia não está nem a ter essa carência que já vem de trás para os dias de hoje em linha de conta, nem a prever as necessidades futuras.

Repara que não estou a objectar que o acesso seja feito pela média de acesso obtida no Secundário da forma que é feita hoje em dia. O que estou a dizer é que essa média de acesso deve baixar por força da criação de mecanismos de oferta, naturalmente a passar pela criação e aposta clara em novas infra-estruturas de ensino por forma a pelo menos manter a respectiva qualidade e não baixá-la pelo aumento artificial do número de alunos por escola, por turma e por estágio.

Será que, desta vez, me fiz perceber?
O problema é que tb não se pode aumentar demasiado. Mais 300 vagas por ano, pode ser o suficiente para criar um excedente e criar o problema que já há com advogados e arquitectos.

Sinceramente, parece-me que as coisas até estão a ser bem feitas...
 
O problema é que tb não se pode aumentar demasiado. Mais 300 vagas por ano, pode ser o suficiente para criar um excedente e criar o problema que já há com advogados e arquitectos.
Claro que pode, sobretudo se não for feito um levantamento das necessidades adequado. Mas que tem vindo a ser necessário um aumento isso tem, a prática diz isso mesmo embora o feed back só va fazer-se notar mais adiante, depois da formação completa.

Sinceramente, parece-me que as coisas até estão a ser bem feitas...
Vamos acreditar, mas sobretudo esperar, que sim...
 
Bem, e posto o que está profusamente explanado nas mais diversas opiniões, quero fazer aqui uma chamada de atenção aos participantes neste tópico:

Compreendo, perfeitamente, que discordem da minha forma de pensar, da minha orientação crítica, da forma como vejo os diversos temas e da minha forma de expor.

Até compreendo, e aceito com tolerância, criticas ao meu exagero inicial de pretender aplicar nesta questão o princípio da igualdade.

Percebo ainda que alguns sintam, de algum modo, algum tipo de incompreensão relativamente a uma matéria que não é assim tanto do domínio público, designadamente o número de médicos existente versus as reais necessidades do país nessa área e a opinião que os demais, mais ou menos bem informados, possam ter nessa matéria.

Não percebo, não aceito e espero que se não repitam alguns adjectivos que por aí vi, mas que já esqueci, relativamente a formas diversas de pensar. Infelizmente tais "mimos" têm sido demasiado frequentes em determinados tópicos, que já determinaram medidas mais duras pela Moderação, sobretudo atendendo a uma forma exagerada de um tipo de ataque / defesa, que perpassa o ser-se aguerrido e entra no campo da má educação.

Quando os assuntos versam sobre convicções políticas, classe social, área laboral, clube desportivo, automóvel preferido e outros temas de envolvência semelhante, algumas pessoas têm tendência a perder a compostura, bem como as mais elementares preocupações de respeito pelos interlocutores, o que é, convenhamos, bastante desagradável e muito mau indicador...

Recordo a todos que há sempre a possibilidade de não participarem nos tópicos que lhes desagradem, mas também a obrigação de, se participarem neles, pautarem os seus conteúdos, que até podem estar muito certos, ou muito errados, por critérios de respeito. Afinal estamos só a trocar opiniões, nada mais!

É este o apelo que gostaria de deixar como reflexão, com amizade, para ser levado a sério.

E, deste modo, esgotado que me parece o tema, fechou.

Obrigado.
 
Estado
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