miguelmaia
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Tem-se verificado ao longo dos últimos anos um decréscimo considerável no número de concertos realizados na cidade do Porto, principalmente desde que esta cidade foi capital europeia da cultura em 2001.
Ainda não vai há muito tempo que costumavamos ouvir nos anuncios a espectáculos o seguinte dizer: grupo X, dia 20 no Coliseu do Porto e 21 no Coliseu de Lisboa (por exemplo). Já não me lembro de isso acontecer. Basta ver os concertos que têm havido no Pavilhão Atlântico e que por aí ficam. São muitos os casos, como Depeche Mode, Scissor Sisters, só para dar alguns exemplos.
Como se não bastasse, os grandes eventos musicais fixaram-se definitivamente na capital: Rock in Rio, o recente Creamfields e até o Super Bock Super Rock, que já chegou a realizar-se no Porto com algumas noites absolutamente memoráveis. Até o Festival do Meco se transferiu para Lisboa.
Poder-se-ia pensar que a Casa da Música resolveria a situação, mas após dois anos de abertura, verifica-se que apesar de alguns espectáculos de inegável qualidade, não resolveu por si só o défice existente.
Louvem-se algumas excepções: a Casa das Artes de Famalicão e mais recentemente o Teatro Circo de Braga merecem destaque pela positiva.
O cartaz do Super Bock Super Rock é delicioso, com algumas das minhas bandas preferidas, como Arcade Fire, Tv on the Radio e LCD Soundsystem. Ora para ir a Lisboa ver só um dia de concertos, com preços a 40 euros, mais despesas de deslocação, fica bonita a brincadeira. Pode-se falar em motivações financeiras (será o principal motivo), mas que diabo, o pessoal do Norte também gosta e muito de música. E sem ter nada contra o pessoal da capital e arredores, que não tem culpa nenhuma, acho que o Norte e nomeadamente o Porto mereciam outra consideração por parte das cabeças pensantes e mandantes...
Opinem à vontade,
Abraço a todos
Ainda não vai há muito tempo que costumavamos ouvir nos anuncios a espectáculos o seguinte dizer: grupo X, dia 20 no Coliseu do Porto e 21 no Coliseu de Lisboa (por exemplo). Já não me lembro de isso acontecer. Basta ver os concertos que têm havido no Pavilhão Atlântico e que por aí ficam. São muitos os casos, como Depeche Mode, Scissor Sisters, só para dar alguns exemplos.
Como se não bastasse, os grandes eventos musicais fixaram-se definitivamente na capital: Rock in Rio, o recente Creamfields e até o Super Bock Super Rock, que já chegou a realizar-se no Porto com algumas noites absolutamente memoráveis. Até o Festival do Meco se transferiu para Lisboa.
Poder-se-ia pensar que a Casa da Música resolveria a situação, mas após dois anos de abertura, verifica-se que apesar de alguns espectáculos de inegável qualidade, não resolveu por si só o défice existente.
Louvem-se algumas excepções: a Casa das Artes de Famalicão e mais recentemente o Teatro Circo de Braga merecem destaque pela positiva.
O cartaz do Super Bock Super Rock é delicioso, com algumas das minhas bandas preferidas, como Arcade Fire, Tv on the Radio e LCD Soundsystem. Ora para ir a Lisboa ver só um dia de concertos, com preços a 40 euros, mais despesas de deslocação, fica bonita a brincadeira. Pode-se falar em motivações financeiras (será o principal motivo), mas que diabo, o pessoal do Norte também gosta e muito de música. E sem ter nada contra o pessoal da capital e arredores, que não tem culpa nenhuma, acho que o Norte e nomeadamente o Porto mereciam outra consideração por parte das cabeças pensantes e mandantes...
Opinem à vontade,
Abraço a todos