estudar medicina no estrangeiro

Para entrar.. para acabar nota mínima de 15 a tudo. Quem regressa a Portugal da R. Checa com média de 15, tem equivalência a média de 10 em Portugal. Por isso é que muitos em metem cá os pés para não levar com os engodinhos do costume.

Isso da média estrangeira dar equivalência a 10 nacionais é SOMENTE quando os referidos alunos de universidades estrangeiras tiram lá o curso e vem aqui tirar a especialidade.

Nestes casos levam de facto nota 10 pois as vagas para as especialidades, a logística, e tudo o que é inerente á especialidade médica pós curso está dimensionada e preparada para o numero de alunos nacionais, que concorrem de igual para igual.

Era um furo bastante usado pelos alunos de cursos estrangeiros virem para aqui tirar a especialidade com a nota de curso que obtinham no estrangeiro.

Foi criada assim a nota 10, para que os alunos das instituições nacionais, que de facto tem o dever de formar os alunos nacionais, dessem logicamente prioridade aos aqui formados...

Os alunos Portugueses que tiram o curso E a especialidade no estrangeiro, evidentemente que não são abrangidos por esta regra dos 10 uma vez que já tem a especialidade.

As instituições nacionais não devem suportar os custos de formação de alunos de universidades estrangeiras, e essa regra seve precisamente para moderar o acesso de alunos de fora ás especilidades nacionais, ficando assum somente com as que os nacionais não pretendem.

È uma regra justa, apesar de ser veiculada como discriminatoria precisamente pelos alunos de fora.
 
A justificação que vi na época (dada por uma aluna portuguesa da R. Checa) era a de que, um 15 lá, equivalia a um 10 cá, e que a concorrência n era de igual para igua, ou seja, se alguém tivesse 20 lá, provavelmente aqui teria apenas 15 de média final. Nunca referiu (que me lembre) a questão do acesso à especialidade.
 
A justificação que vi na época (dada por uma aluna portuguesa da R. Checa) era a de que, um 15 lá, equivalia a um 10 cá, e que a concorrência n era de igual para igua, ou seja, se alguém tivesse 20 lá, provavelmente aqui teria apenas 15 de média final. Nunca referiu (que me lembre) a questão do acesso à especialidade.

Há manifestas diferenças na qualidade e exigência entre ambos os sistemas de ensino nacional e estrangeiro.

Apesar de no final ambos poderem exercer e serem reconhecidos internacionalmente, a verdade é que as abordagens diferentes aos métodos de ensino não permitem dar equivalência de notas entre ambos, mas como essa componente não consegue ser quantificada, não se conseguia de forma cabal triar os bons e os maus vindos de fora baseando somente na média do curso.

Existem manifestas insuficiencias de formação por parte dos estrangeiros ( leia-se paises de leste), que aqui vem tirar a especialidade.

Este problema de triagem foi resolvido com a regra da nota 10, resolvendo assim os 2 problemas...
 
Mas nós temos um ensino de medicina tão à frente das nossos congéneres da Europa de Leste? Não é uma pergunta irónica, é mesmo dúvida. Tinha a ideia, que na Europa de leste, em geral o ensino é muito mais exigente.
 
Mas nós temos um ensino de medicina tão à frente das nossos congéneres da Europa de Leste? Não é uma pergunta irónica, é mesmo dúvida. Tinha a ideia, que na Europa de leste, em geral o ensino é muito mais exigente.

Não!
Simplesmente abordagens diferentes,métodos diferentes, protocolos diferentes e formação básica diferente.

Nós temos o conceito de integração de conteúdos, de contextualização de cenários, a abordagem de leste é mais " mãos na massa" de "desenrasca" e não tem um ensino tão cientifico quanto o nosso ( leia-se ocidental).

Temos também meios mais modernos e implementamos métodos e tratamentos recentes mais rapidamente, eles são mais tradicionalistas.

No fim vai dar "quase" ao mesmo.

Há sem duvida diferenças entre a escola ocidental e a de leste. Sobretudo a filosofia associada.

Daí que seja difícil a integração no nosso ( ocidental) sistema de formação, e dai que não seja justo reconhecer como equivalentes as notas pois apresentam realidades diferentes, apesar de terem o mesmo fim.
 
Estudar medicina fora podes estudar, mas exercer em portugal com um curso tirado fora é muito mais dificil...

O exame de equivalencia e admição á ordem portuguesa é de tal forma exigente ( com deve evidentemente ser) que o que se estuda para ter essa equivalencia não conpença o menor estudo que se fez para ir para fora do pais..

ou seja mais vale apostar num bom secundario e entrar cá, do que depois ter que estudar muito mais para fazer o exame de admição á ordem, a não ser claro que se prentenda tirar o curso num pais estranjeiro e exercer por lá, ai não há problemas.

Esses exames estão contra o Direito Comunitário. O curso de medicina foi harmonizado em toda a Europa (o que significa que têm o mesmo conteúdo mínimo) e eles não podem exigir exames a pessoas com o curso tirado noutra universidade da Europa comunitária. É uma restrição à livre circulação de pessoas e um resquício do corporativismo salazarista!
 
Não costuma haver nenhum problema com os cursos tirados no brasil; se assim fosse não conhecia tantos médicos brasileiros a exercer cá. As especialidades é que, geralmente, não são reconhecidas pela ordem, tendo que fazer tudo cá outra vez, se quiserem.

Talvez seja daí que venha a confusão.
 
Não costuma haver nenhum problema com os cursos tirados no brasil; se assim fosse não conhecia tantos médicos brasileiros a exercer cá. As especialidades é que, geralmente, não são reconhecidas pela ordem, tendo que fazer tudo cá outra vez, se quiserem.

Talvez seja daí que venha a confusão.



Facto com o qual concordo em parte. Se por um lado é preciso atestar a suas capacidade técnico/teóricas, por outro lado os especialistas de leste costumam apresentar-se em estado mais avançado que um interno de primeiro ano.
Mas não vem mal ao mundo pelo facto de as coisas ficarem como estão. Não se escraviza ninguém, e a perda de recursos não é muito significativa. Aposta-se na qualidade, o que me parece bem.
 
Facto com o qual concordo em parte. Se por um lado é preciso atestar a suas capacidade técnico/teóricas, por outro lado os especialistas de leste costumam apresentar-se em estado mais avançado que um interno de primeiro ano.
Mas não vem mal ao mundo pelo facto de as coisas ficarem como estão. Não se escraviza ninguém, e a perda de recursos não é muito significativa. Aposta-se na qualidade, o que me parece bem.

Nem por isso; explica-me então porque é que tenho um cirurgião geral e um psiquiatra doutorado da Ucrânia a trabalharem como médicos indiferenciados nas minhas urgências.
E isso nem tem a ver com o facto de serem estrangeiros; muitos nem se podem apresentar ao exame de equivalência porque não conseguem comprovar que têm números mínimos das intervenções X ou Y, os mesmos números que são exigidos a um interno português quando se apresenta ao exame para especialista. É um facto que, em muitos países, a formação médica é MENOS exigente do que no nosso. Mas como lá fora é que é bom, não falta quem queira nivelar por baixo. O curso de mestre em 5 anos e o fim do internato geral, porque, coitadinhos, andavam muitos anos a formarem-se em comparação com os colegas estrangeiros são uma verdadeira estupidez, mas as cabeças pensantes deste país é que sabem.
 
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