citação:
Originalmente colocada por cravo e canela
citação:Originalmente colocada por RAD
A opinião pública foi formada com base em dois factos:
1 - antes da mãe biológica entregar a filha para adopção (um documento sem valor legal, daí os pais adoptivos não terem direito sobre a menor), pediu auxílio ao pai da miúda para a alimentar, e este foi negado porque ele tinha dúvidas quanto à paternidade;
2 - o casal que a adoptou nunca quis saber do ADN, sempre acarinhou a criança desde o primeiro momento.
Já agora uma pergunta: porque é que um user inscrito desde 18/1 e que nunca tinha postado nada, a 1ª vez que diz alguma coisa é para tomar partido com tanta indignação? Simpatia por uma das partes?
Não tenho simpatia por nenhuma das partes. Mas antes de formar a minha opinião quis estar bem informada. E descobri mais do que os dois factos em que a opinião pública se formou.
1- a mãe biológica não deu a filha para adopção (isso implica um procedimento legal), limitou-se a dar, oferecer a bebé a uma senhora e esta senhora deu a bebé ao casal.
2- O casal nunca adoptou a criança. Tentaram bastante tempo depois de terem a criança, e, mal aconselhados, basearam a adopção num documento sem valor jurídico.
Entretanto é preciso que se diga que o pai biológico da criança contestou a paternidade da mesma, baseando a sua dúvida no contexto de vida da mãe biológica, mas prestou declarações escritas nas quais deixou claro que assumiria a paternidade se fosse de facto o progenitor. Confirmada a paternidade, o pai biológico perfilhou a criança a 24 de Fevereiro de 2003, tinha a bebé 1 ano.
Há 2 anos e meio uma decisão do tribunal concedeu o poder paternal ao pai biológico e ordenou ao casal a entrega da criança. A bebé teria então 2 anos e meio.
Muito mais haveria a dizer mas tudo se resume a isto: o casal ama a bebé como filha deles que realmente é, porque são os únicos a quem a criança ama e reconhece como tal. Não acho que se deva retirar a criança dos pais com quem está e entregar ao pai biológico, que ela nunca viu nem sabe que existe. Há que pôr os interesses da criança em primeiríssimo lugar.
Mas crucificar em praça pública, como vi nas notícias na semana passada, um homem que se limitou a esperar pelos teste de paternidade e pela decisão do tribunal, e classificá-lo como "ladrão", "gatuno", "malandro", etc., é incompreensível e inqualificável.