É curioso que fales nos "antibióticos" porque efectivamente nem todas as pessoas que entram num hospital saem de lá vivas. E nem pedem para morrer, mas as estatísticas não mentem. Seria como dizer a alguém que entra num avião de 400 lugares que um dos passageiros irá morrer no voo. Ninguém mais entraria. Agora imagina a seguinte situação: dizerem à entrada do hospital que em cada 100 pessoas que lá entram, 5 já não saem vivas, 10 morrem nos meses seguintes e 20, mesmo que não morram, vão logo ficar com a opção de morrer.
Estás a dizer que o mundo em geral é burro e só na meia dúzia de países onde a eutanásia é legal, é que se aspira a mais inteligência, cultura e formação? Qualquer pessoa numa situação de saúde frágil pode ficar "burra". Não é uma questão de ficar refém dos ignorantes e básicos, mas sim protegê-los. Proteger a sociedade de uma "cultura de morte" ou colocar a "morte" no leque de opções de um folheto do IPO, por exemplo? Faz sentido dar a opção de morte, a quem nunca pensou matar-se em circunstância nenhuma?