Eutanásia

Sim, é complexo. Há todo um caminho a realizar... mas creio que seja possível.

Vamos lá a ver, e internar uma pessoa compulsivamente?
Faz-se de ânimo leve? É fácil? Mas faz-se. E reformar uma pessoa? Ou considerá-la como incapaz? E inimputá-la de um crime? Também se faz.

São comparações levianas quando comparadas com o valor da vida humana? Talvez sejam. Mas não as desvalorizemos, têm todas enorme complexidade e grandes implicações.

Não matas a pessoa... :confused:

Vamos ser sérios.

Às vezes chego à conclusão, que vocês não sabem as implicações que pode trazer.

Também não vou dissertar mais.

Mas, pensa que existe uma lei fundamental do Universo, que está omnipresente. Responsável pela manutenção do equilíbrio do sistema. Se a vais abolir, o sistema vai-se adaptar naturalmente, mas vais criar novos problemas onde não existiam antes.

Aqui, é lógico que os hipotéticos problemas serão contrários à prevalência de uma humanidade sã, pois a lei que vais abolir é a inviolabilidade da vida.

É isto que se trata.
 
Não matas a pessoa... :confused:

Vamos ser sérios.

Às vezes chego à conclusão, que vocês não sabem as implicações que pode trazer.

Também não vou dissertar mais.

Mas, pensa que existe uma lei fundamental do Universo, que está omnipresente. Responsável pela manutenção do equilíbrio do sistema. Se a vais abolir, o sistema vai-se adaptar naturalmente, mas vais criar novos problemas onde não existiam antes.

Aqui, é lógico que os hipotéticos problemas serão contrários à prevalência de uma humanidade sã, pois a lei que vais abolir é a inviolabilidade da vida.

É isto que se trata.

Morre-se diariamente nos actos médicos. Pelo que se faz e pelo que se deixa de fazer.

Qualquer um dos actos que referi têm ou podem ter implicações tão profundas como essa. Se não internares um louco ele pode matar terceiros, só como exemplo. Outros exemplos bem mais triviais haveria.

Lidar com a morte faz parte do acto clínico.

Volto a frisar que não sou da área, mas é assim que a vejo. Posso estar muito enganado.

Concordo contigo que as implicações são enormes.
 
Morre-se diariamente nos actos médicos. Pelo que se faz e pelo que se deixa de fazer.

Qualquer um dos actos que referi têm ou podem ter implicações tão profundas como essa. Se não internares um louco ele pode matar terceiros, só como exemplo. Outros exemplos bem mais triviais haveria.

Lidar com a morte faz parte do acto clínico.

Volto a frisar que não sou da área, mas é assim que a vejo. Posso estar muito enganado.

Concordo contigo que as implicações são enormes.

Tenho-te em boa conta.

Não utilizes o relativismo, já que são eventos separados.

O que vais fazer agora, não vai alterar o que já existe. No entanto, podes ainda incrementar.
 
Pareceu-me que estavas a tornar a questão demasiado filosófica, quis apenas torná-la mais mundana.

Eu seria a favor de uma eutanásia em casos específicos de sofrimento "terminal" e sempre com a aprovação de um "colégio" de médicos.

Jamais seria a favor de um modelo de cardápio de alguém que marca uma consulta nesse sentido.

Se achas que seria a caixa de pandora... estás no teu direito. O assunto é assim mesmo: delicado e algo íntimo.

Mas não fiques chocado quando te digo que os médicos lidam com a morte com frequência. E as suas decisões têm implicações frequentemente de vida ou morte.
 
Pareceu-me que estavas a tornar a questão demasiado filosófica, quis apenas torná-la mais mundana.

Eu seria a favor de uma eutanásia em casos específicos de sofrimento "terminal" e sempre com a aprovação de um "colégio" de médicos.

Jamais seria a favor de um modelo de cardápio de alguém que marca uma consulta nesse sentido.

Se achas que seria a caixa de pandora... estás no teu direito. O assunto é assim mesmo: delicado e algo íntimo.

Mas não fiques chocado quando te digo que os médicos lidam com a morte com frequência. E as suas decisões têm implicações frequentemente de vida ou morte.

Não há nada de filosófico, é só pensar que trocas uma lei universal, de natureza mais restritiva. Por outra que anula esta, mas com excepções e esta avaliação está sujeita ao juízo de cada um. Existem mais pontos de quebra e prejuízo de má aferição.

Além, que a sociedade em si não é estanque. Podes trazer outros dilemas morais que não existiam antes.
 
se tivessem legalizado a eutanásia deixava de existir casos como este, que resolveu o assunto da maneira mais rápida:

SOCIEDADE | 02-06-2018 23:16
Morre ao atirar-se do 9.° andar do Hospital de Santarém


image-840B_5B157BAD.jpg


Homem de 73 anos residia em Coruche e estava internado no hospital de Santarém.



Um homem de 73 anos de idade atirou-se este sábado, 2 de Junho, do 9.° andar do Hospital de Santarém.

Ao que O MIRANTE conseguiu apurar, a vítima que residia em Coruche e estava internada com um tumor, deslocou-se até à janela, partiu o vidro e atirou-se. O incidente ocorreu pelas 19h40 numa altura em que estava muita gente a sair do estabelecimento de saúde por estar a terminar o tempo de visitas aos doentes.

O corpo do homem foi transportado para a morgue do Hospital de Santarém.

fonte:
https://omirante.pt/sociedade/2018-06-02-Morre-ao-atirar-se-do-9.-andar-do-Hospital-de-Santarem

Uma sorte não ter provocado mais umas mortes em quem passava.

Incrível como em 2018 ainda há quem tente mandar na vida dos outros.
 
Quem está contra a despenalização. Que não equacionem o acto para si é uma coisa, agora querer impôr essa posição aos outros... É no mínimo triste.

E também quem quis impor a eutanásia à população, sem ter inscrito esta matéria nos programas eleitorais, sem equacionar um maior período de reflexão e debate, negligenciando um hipotético referendo à sociedade e após o chumbo pensar logo em tentar avivar a matéria noutra ocasião... Também não foi no mínimo triste.
 
E também quem quis impor a eutanásia à população, sem ter inscrito esta matéria nos programas eleitorais, sem equacionar um maior período de reflexão e debate, negligenciando um hipotético referendo à sociedade e após o chumbo pensar logo em tentar avivar a matéria noutra ocasião... Também não foi no mínimo triste.

Um referendo não faz o mínimo sentido nesta matéria. Isto é matéria do foro pessoal. Não é propriamente a regionalização em que todos devem ter uma palavra a dizer.
 
Um referendo não faz o mínimo sentido nesta matéria. Isto é matéria do foro pessoal. Não é propriamente a regionalização em que todos devem ter uma palavra a dizer.

O problema é que estas matérias não são do foro pessoal, pois transitam da assembleia de república e ainda mais, são leis para serem interpretadas e aplicadas em todo o solo nacional.

Estas leis que vão regular a nossa forma de nos relacionar uns com os outros.

Não é algo restrito apenas ao nosso universo pessoal.
 
Última edição:
O problema é que estas matérias não são do foro pessoal, pois transitam da assembleia de república e ainda mais, são leis para serem interpretadas e aplicadas em todo o solo nacional.

Estas leis que vão regular a nossa forma de nos relacionar uns com os outros.

Não é algo restrito apenas ao nosso universo pessoal.

Todas as leis provêem da Assembleia da República, e todas elas influenciam a sociedade. Vamos referendá-las a todas?

Quantas perguntas e/ou respostas diferentes teria que ter o referendo? É legítimo que eu, cidadão comum, tome decisões acerca de opções do foro íntimo de outra pessoa? Não me parece, nem estou interessado em fazê-lo.

Outro aspecto a analisar é até que ponto algumas opiniões sobre este tema estão influenciadas por crenças religiosas. Vivendo nós num estado laico, parece-me gravíssimo se isso acontecer.
 
Lei do universo?

Então e quem comete suicídio?

Estão com o mesmo pensamento da igreja, não deve ter direito a serviço fúnebre religioso.

Os que estão contra e usam esse argumentam, admitam que é por crenças religiosas.

Agora lei geral do universo bah... Morre uma pessoa, assim como morre um animal. Só que os humanos têm consciência e sentimentos.
 
Todas as leis provêem da Assembleia da República, e todas elas influenciam a sociedade. Vamos referendá-las a todas?

Quantas perguntas e/ou respostas diferentes teria que ter o referendo? É legítimo que eu, cidadão comum, tome decisões acerca de opções do foro íntimo de outra pessoa? Não me parece, nem estou interessado em fazê-lo.

Outro aspecto a analisar é até que ponto algumas opiniões sobre este tema estão influenciadas por crenças religiosas. Vivendo nós num estado laico, parece-me gravíssimo se isso acontecer.

Já percebi o teu modelo de raciocínio, quem é crente de qualquer confissão não deve poder manifestar as suas preocupações sociais.

Pois, julga-los menos habilitados demais, sequer para poderem ter uma opinião pública. Esta deve estar restrita apenas a um grupo muito selectivo "intelectuais", que serão os grandes educadores do povo. Naturalmente de esquerda, o que isso querer lá dizer nos dias de hoje.


...

Desculpa, o que escreveste não tem grande sentido para mim.

Não me parece que estejas a ser muito honesto do ponto de vista intelectual.

Sabemos que os assuntos relacionados com a vida têm maior importância que qualquer outro, para além de colocarem em causa valores civilizacionais. Tentar nivelar isto por igual, com outras leis. É simplesmente, desonesto. E por aqui me fico.
 
Última edição:
Lei do universo?

Então e quem comete suicídio?

Estão com o mesmo pensamento da igreja, não deve ter direito a serviço fúnebre religioso.

Os que estão contra e usam esse argumentam, admitam que é por crenças religiosas.

Agora lei geral do universo bah... Morre uma pessoa, assim como morre um animal. Só que os humanos têm consciência e sentimentos.

O que eu escrevi era uma teorização.

Não era para ser lido de forma literal.
 
Já percebi o teu modelo de raciocínio, quem é crente de qualquer confissão não deve poder manifestar as suas preocupações sociais.

Pois, julga-los menos habilitados demais, sequer para poderem ter uma opinião pública. Esta deve estar restrita apenas a um grupo muito selectivo "intelectuais", que serão os grandes educadores do povo. Naturalmente de esquerda, o que isso querer lá dizer nos dias de hoje.


...

Desculpa, o que escreveste não tem grande sentido para mim.

Não me parece que estejas a ser muito honesto do ponto de vista intelectual.

Sabemos que os assuntos relacionados com a vida têm maior importância que qualquer outro, para além de colocarem em causa valores civilizacionais. Tentar nivelar isto por igual, com outras leis. É simplesmente, desonesto. E por aqui me fico.

Completamente ao lado meu caro. Estás perante um ateu eleitor de direita em matéria relativa aos campos laborais e económicos.

Relativamente a estes temas sociais "fracturantes", como gostam de lhes chamar, tenho a minha opinião. No entanto não me acho no direito de impôr a minha opinião a terceiros. Emprego-a na minha vida... Relativamente ao aborto, por exemplo, seria incapaz de incitar a minha mulher a fazê-lo, no entanto não me acho no direito de proibir o acesso de outros a esta prática.

Ídem para os casamentos homossexuais...

Relativamente à eutanásia, na minha opinião deveria ser apenas permitido em casos excepcionais, e depois de o caso ser analisado de forma célere por uma equipa multidisciplinar... De forma célere para não ajudar a prolongar o sofrimento físico e psicológico da pessoa. Sempre tive esta opinião, que ficou reforçada depois de ver o meu pai a definhar com um cancro do pulmão (Nível IV) com metástases ósseas, durante 6 meses e uma semana... Até podia não concordar com a sua vontade, que não tinha, de recorrer à eutanásia. Mas eu não sou ninguém neste mundo para impedir que alguém naquela situação possa, pelo menos tentar, recorrer a esta prática.

Quanto às questões religiosas, venho de uma família religiosa, e nada tenho contra vás pessoas expressarem a sua opinião. Já num estado laico, uma opinião fortemente afectada por princípios religiosos poder afectar a legislação... Custa-me um bocadinho a aceitar.

Ps: está minha opinião pode também advir de 8 anos, dos 15 aos 23, a transportar doentes em ambulâncias. Muitos deles em estado terminal, no com doenças degenerativas, e sem a minima vontade de continuarem numa luta perdida.
 
Última edição:
os motivos religiosos devem ter uma importancia na china, em cuba, no coreia do norte, na republica checa (a maioria da população não tem nenhuma crença religiosa)...
e em todos estes paises a eutanasia não é permitida

o grande motivo para a proibição da eutanasia é aquele que já expliquei, os exemplos historicos mostram que a sua permissão facilmente torna a eutanasia de uma coisa permitida a algo a que são muito pressionados os doentes incapacitados
isto para não falar na possibilidade de a pouco e pouco se virem a matar pessoas que não têm vontade de morrer, mas cuja familia tem vontade de que eles morram
 
Quem está contra a despenalização. Que não equacionem o acto para si é uma coisa, agora querer impôr essa posição aos outros... É no mínimo triste.
Mas não é assim que funciona a democracia?

Em pt até tens um governo de um partido que não ganhou eleições e se impôs no governo através de uma geringonça.

E o acto nunca é da própria pessoa, porque se fosse não seria eutanásia.
 
Todas as leis provêem da Assembleia da República, e todas elas influenciam a sociedade. Vamos referendá-las a todas?

Quantas perguntas e/ou respostas diferentes teria que ter o referendo? É legítimo que eu, cidadão comum, tome decisões acerca de opções do foro íntimo de outra pessoa? Não me parece, nem estou interessado em fazê-lo.

Outro aspecto a analisar é até que ponto algumas opiniões sobre este tema estão influenciadas por crenças religiosas. Vivendo nós num estado laico, parece-me gravíssimo se isso acontecer.

Se fores médico terias mesmo de decidir acerca do foro íntimo de quem te pediu a eutanásia. Os médicos devem andar a mandar bitaites sobre algo do foro íntimo?
 
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