Experiência com consumos a subir e a descer

v7

Banido
Por vezes lê-se por aqui afirmações que sugerem que as pessoas acham que há uma relação linear entre rotações e consumos. A mim parece-me que no essencial o que manda é o acelerador.

Hoje fiz uma experiência engraçada, a subir uma serra muito inclinada e com muita curva, que mais tarde desci, inicializei o CB e registei a média de consumos (serão talvez 10 km). Tive o cuidado de fazer um ritmo ligeiro (rapidinho) para ambos os lados o que implicou algumas ultrapassagens nos 2 sentidos. As rotações também foram parecidas, sempre entre as 1.500 e as 3.500 e principalmente entre as 2.000 e as 3.000 (a subir porque aquilo é muito inclinado e e a descer para segurar o carro), nunca meti em ponto morto nem em mudanças muito altas, basicamente aquilo passa-se entre 2ª e 4ª.

Os resultados são esclarecedores : 17,8 a subir e 3,1 a descer.

Esta gigantesca diferença neste caso radical, mostra que entre outras coisas quando às vezes ficamos muito satisfeitos com um bom consumo, isso pode ser condicionado por factores pouco evidentes, como inclinações, vento, chuva, etc.
 
Para a mesma relação de caixa existe uma relação entre o consumo e a "carga" no acelerador. Entende-se por carga a diferença entre a posição do acelerador e a posição em que o acelerador deveria estar para levar o motor ás mesmas rotações em ponto morto.
Ex1: para levar o carro às 3000rpms são necessários 10mm de curso. Numa subida para manter essas rotações o acelerador vai nos 20mm. o consumo é alto.
Ex2: para levar o carro às 3000rpms são necessários 10mm de curso. No erreno plano para manter essas rotações o acelerador vai nos 15mm. o consumo é normal.
Ex3: para levar o carro às 3000rpms são necessários 10mm de curso. Numa descida para manter essas rotações o acelerador vai nos 10mm. o consumo é o mesmo que ao ralenti.
Ex4: para levar o carro às 3000rpms são necessários 10mm de curso. Numa descida acentuada para manter essas rotações o acelerador vai nos 0mm. O consumo é nulo. O motor "corta".
A coisa não é bem assim, mas é quase.
 
Por vezes lê-se por aqui afirmações que sugerem que as pessoas acham que há uma relação linear entre rotações e consumos. A mim parece-me que no essencial o que manda é o acelerador.

Hoje fiz uma experiência engraçada, a subir uma serra muito inclinada e com muita curva, que mais tarde desci, inicializei o CB e registei a média de consumos (serão talvez 10 km). Tive o cuidado de fazer um ritmo ligeiro (rapidinho) para ambos os lados o que implicou algumas ultrapassagens nos 2 sentidos. As rotações também foram parecidas, sempre entre as 1.500 e as 3.500 e principalmente entre as 2.000 e as 3.000 (a subir porque aquilo é muito inclinado e e a descer para segurar o carro), nunca meti em ponto morto nem em mudanças muito altas, basicamente aquilo passa-se entre 2ª e 4ª.

Os resultados são esclarecedores : 17,8 a subir e 3,1 a descer.

Esta gigantesca diferença neste caso radical, mostra que entre outras coisas quando às vezes ficamos muito satisfeitos com um bom consumo, isso pode ser condicionado por factores pouco evidentes, como inclinações, vento, chuva, etc.

Pensava que isto era mais que evidente para qualquer pessoa :sh)
 
Aumenta, pois o atrito é maior.
(a não ser que aumentes consideravelmente a pressão dos pneus)

O atrito com chuva é maior só se for empiricamente falando.
Cientificamente falando, o atrito é bem inferior quando o piso está molhado daí a diferença nas distâncias de travagem.
 
Que conclusões tão fantásticas! Nunca ninguém tinha pensado nisso, o carro gasta mais a subir que a descer, uau! nunca tinha chegado a tão brilhante conclusão...
 
Aumenta, pois o atrito é maior.
(a não ser que aumentes consideravelmente a pressão dos pneus)

Das pesquisas que fiz recolhi a seguinte informação:
Se estiver a chover o consumo aumenta, poque os pneus têm que afastar a água e isso consome energia.
Se só houver humidade na estrada o consumo diminui, porque o atrito é menor e a presença de humidade no ar aumenta a eficiência do motor.
 
V7, espero que não tivesses á espera de outro resultado.

O que podes um dia fazer e aí talvez fiques surpreendido é o teu carro gastar menos 130 que a 110.

No meu A8 isso acontece e mesmo a 150 não gasta muito mais, a media que tenho é de 9lts/ 100 com 40% do percurso em cidade ou estrada com transito. O resto é AE e sem passar muito dos 150~160.

A melhor media que fiz foi de Lisboa ( via Vasco da gama ) para Setúbal - 6,3, como ia ao Tm não quis andar muito a mais que 90~100 km/h.

Um abraço
 
Não sei qual é o milagre ou o fenómeno desta situação. :confused:

Estamos a falar de um 3.0 TDI V6, a sua "linha" de conforto é, naturalmente, diferente de um qualquer 4 cilindros diesel.

Rofl
Isto é capaz de ser a coisa mais engraçada que li nos últimos tempos.
Desde que o motor esteja acima da rotação de ralenti, não vejo como é que pode gastar mais a 110 que a 130...
 
Rofl
Isto é capaz de ser a coisa mais engraçada que li nos últimos tempos.
Desde que o motor esteja acima da rotação de ralenti, não vejo como é que pode gastar mais a 110 que a 130...

Os carros nas mãos de certas pessoas até contrariam as leis da fisica[;)]
O aumento de velocidade pode ser considerado em termos de consumo como um aumento da inclinação.
Se calhar o post de abertura não era tão descabido assim.
Considerar que um carro a 130 gasta menos que a 110, é o mesmo que considerar que o carro a subir pode gastar menos que em terreno plano.
 
Última edição:
Não sei qual é o milagre ou o fenómeno desta situação. :confused:

Estamos a falar de um 3.0 TDI V6, a sua "linha" de conforto é, naturalmente, diferente de um qualquer 4 cilindros diesel.

Pago para ver. Reset do CB à velocidade média e consumo médio e andar no mínimo 30Km a esse velocidade num percurso relativamente plano. E repetir o mesmo percurso no mesmo sentido para a outra velocidade.
 
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