Exemplares do Sol e Expresso desaparecem antes do meio-dia
“Nem Sol nem sombra” é a expressão que se ouviu junto aos quiosques situados na Praça do Chile.
O relógio estava a chegar ao meio-dia quando os quiosques localizados na zona da Praça do Chile, em Lisboa, já tinham vendido todos os exemplares da edição desta semana dos semanários Expresso e Sol. No entanto, de acordo com os vendedores, esta situação fica a dever-se ao facto da distribuição dos dois jornais ter ficado “muito abaixo do que devia”. Em média, as guias de distribuição, na posse dos vendedores, indicam que cada quiosque recebeu apenas 15 exemplares do Expresso.
“Na semana passada ainda foi pior”, garante um dos vendedores. Em causa está a reformulação gráfica levada a cabo pelo semanário de Francisco Pinto Balsemão e que desde a última edição, iniciou uma acção de marketing que se baseia na distribuição gratuita de DVD’s com a compra do jornal.
Ao que tudo indica, apesar das reclamações dos vendedores, a distribuição não se alterou. Há mesmo quem afirme que esta estratégia se deve ao facto dos responsáveis depois poderem afirmar que as edições esgotaram. A realidade, afiançam os vendedores, “é que esgotam porque há pouco e não porque se venderam mais”.
Todos os vendedores dos seis quiosques abordados garantem que já pediram na semana passada o reforço da distribuição do Expresso mas os pedidos não surtiram nenhum efeito.
Na verdade, no passado Sábado, a edição online do Expresso dava conta da satisfação do jornal com a grande procura e onde é afirmado que “a edição do novo EXPRESSO esgotou de Norte a Sul de Portugal até às 13h”. Nesta edição renovada, publicada no dia 9 de Setembro, a tiragem foi de 160 mil exemplares e, perante a procura e reclamações, a administração e direcção do Expresso emitiu um comunicado onde apresentou "desculpas pelo incómodo causado" aos leitores que não conseguiram comprar o jornal, anunciando ainda o aumento da tiragem do próximo número para 200.000 exemplares.
A verdade é que, pelo menos nos seis quiosques da Praça do Chile, não houve alterações no número de exemplares distribuídos.
Sobre o Sol, além das reacções de alguns leitores que ficaram à sombra sem a edição desta semana, os vendedores estranham o facto de “terem vindo tão poucos exemplares numa primeira edição”. Para a semana, garante, “vamos pedir para virem mais”.
Não foi possível, até ao momento, saber como decorreram as vendas nas restantes partes do país neste primeiro dia em que o Expresso se encontra frente-a-frente com um concorrente declarado. Mas, para já, nota-se alguma contenção ao nível da distribuição. O SAPO tem relatos de alguns pontos pontos de Lisboa onde o número de exemplares do Expresso disponíveis chegava às 30 unidades mas o Sol já tinha esgotado.
A partir de Segunda-feira, alguns dos vendedores dizem ser possível haver mais exemplares para venda, se a distribuição assim entender.
Fonte: Sapo