Dois artigos interessantes sobre a F1 no DN.
Espiões trocam informações entre Ferrari e Mc Laren
CIPRIANO LUCAS
MARTIN BUREAU-EPA (imagem)
Centenas de projectos da Ferrari desta temporada foram encontrados na casa do projectista-chefe da McLaren, Mike Coughlan, de acordo com o site Planet F1. Facto que recupera as suspeitas de espionagem na Fórmula 1, poucas semana depois da direcção da Ferrari ter despedido o técnico Nigel Stepney por sabotagem.
No circo da Fórmula 1, cujo Grande Prémio da Grã-Bretanha se realiza amanhã (13.00, SportTV1),
ninguém tem dúvidas que a espionagem sempre existiu e continuará a existir. Agora, quando se fala em sabotagem até os mais desconfiados ficam incrédulos.
Segundo o
site, a polícia recolheu amostras, após a escuderia italiana ter conseguido um mandado de busca com a justiça britânica. Em nota oficial, a McLaren alegou que não usou nenhuma informação supostamente obtida por Coughlan ilegalmente.
A imprensa italiana divulgou que o misterioso fluido encontrado nos carros do finlandês Kimi Raikkonen e do brasileiro Felipe Massa no Mónaco era detergente. Porém, de acordo com o jornal inglês
The Daily Telegraph, a informação foi negada posteriormente por fontes relacionadas com a investigação do caso.
Enquanto Coughlan, que foi demitido da McLaren, mantém o voto de silêncio, a Ferrari iniciou um processo legal contra Nigel Stepney, acusado de sabotar os Ferrari no GP de Mónaco e de passar informação confidencial à equipa rival. "Com a cooperação das duas equipas, iniciámos uma investigação sobre o problema envolvendo McLaren e Ferrari", informou a FIA. "Essa investigação será focada apenas nas exigências do Código Internacional do Desporto", concluiu.
A Ferrari já dispensou Stepney. Por seu lado, a McLaren suspendeu o suposto funcionário envolvido, mas destacou que a informação recebida não foi dividida entre os seus membros. "A McLaren realizou uma ampla investigação e pode confirmar que nenhuma propriedade intelectual da Ferrari foi dada a qualquer membro da equipa ou foi incorporado aos carros", disse a escuderia.
Espionagem moderna
A espionagem industrial está hoje a níveis de sofisticação inimagináveis. Um técnico pode "oferecer" à escuderia adversária informações preciosas: determinada liga metálica apresenta melhor resultado; programas de simulação complexos desenvolvidos no grupo, técnicas de produção de peças com menos material e maior resistência.
Mais: métodos de trabalho, administrativos, logísticos, reacções esperadas dos modelos no túnel de vento diante de determinado fenómeno, detalhes do sistema de transmissão capazes de garantir alguns milésimos de segundo na troca das velocidades, benefícios e prejuízos absorvidos com experiências conceituais, entre tantos outros.
O que praticamente não existe na Fórmula 1 é roubar uma solução numa equipa e acreditar que funcionará noutra. Se antes já era difícil, pela especificidade dessas soluções, agora ainda mais. |
Em http://dn.sapo.pt/2007/07/07/dnsport/espioes_trocam_informacoes_entre_fer.html
EXEMPLOS DE PROBLEMAS NA FÓRMULA 1
O CARRO DE BERNIE. Bernie Ecclestone chegou a um acordo, em 1975, com a Alfa Romeo para o fornecimento de motores. Após três anos sem vitórias e de abandonos por falta de combustível, o BT 46 foi reformulado com um projecto inovador. Um sistema de refrigeração, utilizando um enorme ventilador na parte traseira do carro. Foram apresentados protestos contra o veículo na primeira corrida. Todos foram rejeitados, e Niki Lauda venceu tranquilamente.
SCHUMACHER CAMPEÃO. O Benetton Ford esteve no centro atenções suspeito de fazer "batota" de forma sistemática em 1994, apesar de nunca se ter provado nada. O carro foi investigado sob suspeita de quebrar a proibição FIA que descobriu um
software ilegal no automóvel mas nunca se provou que tenha sido utilizado em competilção.
TYRRELL ELIMINADA. Em 1984, e pela primeira vez na história da modalidade, foi disputada, em Osterreichring, uma corrida em que todos os carros usaram motor turbo. Depois de infrigir as normas e usar tanques de água e fundo plano, a Tyrrell foi afastada pelo resto da temporada.
BAR HONDA SUSPENSO. A BAR-Honda, a equipa de Nick Fry foi suspensa em 2005 por dois GP - Espanha e Mónaco - ficando, ainda, sujeita a uma suspensão de mais seis meses, após negligência e falta de transparência nas acções dos seus elementos, por terem deixado gasolina no depósito secundário, depois de lhes ter sido pedido para retirarem a gasolina que restava no
BAR 007 de Button.
ESPIONAGEM NA FERRARI. Em 2003, os técnicos Mauro Lacconi e Angelo Santini tiveram acesso aos arquivos dos computadores da Ferrari e roubaram desenhos para a Toyota.
Em http://dn.sapo.pt/2007/07/07/dnsport/exemplos_problemas_formula_1.html