Estão neste momento a ser preparadas as novas regras da Fórmula 1 para 2017 e o objetivo dos Grupo Estratégico e Técnico da FIA é simples: Tornar os monolugares da disciplina máxima do desporto automóvel cinco segundos mais rápidos. Os F1 de 2017 irão ser novamente maiores, mais largos, com pneus de maior dimensão e asas também maiores. Tudo para tornar os carros, em média, cinco segundos por volta mais rápidos.
Não estão, para já previstas alterações nos motores, mas a largura dos monolugares de 2017 passa de 180 cm para 200 cm, vão ter pneus dianteiros mais largos, passam dos atuais 24.5 cm para os 30 cm, os pneus traseiros passam de 32.5 cm para 40 cm, e só estas modificações irão permitir um ganho médio de três segundos por volta, mas alterações adicionais visam ir 'buscar' os restantes dois segundos, naquele que poderá ser a maior alteração de design dos F1 em muitos anos.
O nariz dos monolugares – e logicamente o comprimento do carro - está previsto ser 20 cm mais longo, com a asa dianteira a passar dos 165 cm para os 180 cm, o que resultará numa maior deflexão das asas, o que com as atuais não é possível. A asa traseira passa de 80 cm para 95 cm e terá uma altura máxima de 80 cm a partir do chão. O difusor traseiro será também maior, permitindo a performance que se atingiu antes dos regulamentos de 2014. O fundo plano terminará 33 cm à frente do eixo da frente ao invés de terminar na linha do eixo, como sucede agora.
Claro está, isso aumentará fortemente a performance aerodinâmica dos carros e o apoio aerodinâmico global de todo o conjunto. Está previsto que em 2017 os novos F1 produzam mais apoio aerodinâmico do que em qualquer outro momento da história da Fórmula 1, fala-se em mais 30 por cento de apoio aerodinâmico do que os atuais monolugares, que por sinal já estão muito perto dos máximos da história da modalidade.
Com tudo isto os carros serão mais difíceis de pilotar, pois é comummente aceite que hoje em dia os monolugares não apresentam aos pilotos desafios que a disciplina que é considerada o pináculo da modalidade deveria exigir, pois carros mais difíceis de pilotar permitirão ver bem melhor as diferenças entre os bons pilotos e os medianos. Resta aguardar pelas decisões finais, e que estas resultem, pois neste momento já é claro para toda a gente que a F1 precisa de um forte 'abanão', que a liberte das amarras atuais.
Continua a ser o maior espetáculo desportivo do mundo automóvel, considerando todo o 'bolo', mas a percentagem de corridas e campeonatos verdadeiramente interessantes tem vindo a diminuir e o potencial da modalidade permite que se atinja um nível de espetáculo muito maior. Basta que as 'cabeças pensantes' da disciplina descubram o que fazer para juntar o pináculo da tecnologia ao espetáculo...
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