Isso também é um factor que pesa muito nas vendas correcto. O Bravo não teve maior sucesso porque faltou uma versão SW e isso foi um valente tiro no pé da Fiat.
Mas não podes olhar só para o nosso mercado que é irrelevante.
Vai ver as vendas da Fiat no mercado francês, alemão, inglês e espanhol. E os índices de satisfação com a marca nesses mercados e de percepção da qualidade da marca. Nesses mercados, tirando o 500, a Fiat não tem penetração.
E mesmo o 500 não vende assim tanto na Alemanha por exemplo. Consegue é excelentes resultados no Reino Unido.
O grosso das vendas da Fiat são em Itália.
Itália representa 51% das vendas da Fiat na Europa Ocidental!!! Um mercado de 55 milhões de pessoas dentro de outro com 300 milhões.
A Fiat é irrelevante nos outros grandes mercados europeus. E a percepção da marca nesses mercados não é a de uma concorrente da VW/Opel/Vauxhall/Renault/Peugeot/Ford mas sim de uma marca que faz carros pequenos. Era a isso que me referia com o comentário que puseste a bold.
Começando por lançar um modelo que compete pelo preço, estão a seguir a estratégia usada pela Skoda com o Octavia em 96. Usar componentes e plataformas já muito usadas do grupo VW e oferecer algo fiável e competitivo que satisfaça os clientes com baixo custo e fiabilidade. Retendo assim clientes com bons índices de satisfação podem começar a mudar a percepção de que são só uma marca de carros pequenos.
Atingindo esse objectivo com o Tipo depois começam a subir na escala do valor como a Skoda tem feito nos últimos 20 anos, ao ponto de actualmente o Superb ser competitivo com o Passat em termo gerais.