O downsizing tem coisas estranhas.
Veja-se um 16d pesar apenas menos 10Kg que um 18d.
3 cilindros 1500cc vs 4 cilindros 2000cc, seria de esperar um muito maior diferencial...
Estranho.
Áparte o motor, apresentam a mesma transmissão?
Entre série 1 16d e 18d há 30 kg de diferença, segundo os dados no AH e no km77, o que faz muito mais sentido.
No série 3, existe apenas 10kg de diferença, mas ambos os motores são de 4 cilindros.
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Relativamente a 48v.
Como já referiram, é a "hibridização" a custo bem inferior que os 48v permitem, a meu ver, será o que "salvará" a indústria (para já, europeia) no início da próxima década, quando entrarem em cena o patamar de emissões de 95g/CO2 em 2021. Valor que deverá ser actualizado para ficar em conformidade com os novos testes de homologação de consumos.
E como também já foi comentado, as necessidades energéticas de um automóvel estão a testar ao limite os 12v actuais.
Com a introdução de sistemas de ajuda À condução, a caminho dos veículos autónomos, os carros passarão a levar com mais sensores, radares, "lidares", câmaras, que estarão sempre "on".
Acrescente-se o uso do automóvel como hot-spot, comunicação constante entre veículos, e as necessidades energéticas na conversão do automóvel às futuras salas de estar com rodas que passarão a ser, com mega écrans, projecções holográficas, realidade aumentada. É dose
Fica um boneco que revela as vantagens dos 48v para obter um mild-hybrid. 70% dos resultados de um híbrido convencional por apenas 30% do custo.
É matemática da boa para os construtores.
Pelo que se tem lido, seja analistas, seja as previsões dos construtores, 48v deverá ser a norma já durante a próxima década, oferecendo o melhor equilíbrio entre custos e benefícios, com diferentes nível de "hibridização", sem que seja necessário deitar para o lixo todo o investimento efectuado na concepção de pequenos motores. E ainda conseguir cumprir as futuras normas.
Os mais afectados pelos novos testes, e as futuras normas, deverão ser diesel de pequena cilindrada como por exemplo o 1.3 Mjet da Fiat.
Os pequenos 0.9-1.2 litros de 3cil. a gasolina deverão manter-se nas gamas mais baixas, e acredito que nas gamas médias deixemos de assistir a cenas como um Ford Mondeo 1.0 Ecoboost, passando a fazer uso de uma qualquer versão do 1.5 de 4 cilindros.
Acho que no final, a Mazda teve sempre razão: nem downsizing, nem upsizing, mas sim, rightsizing.[

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