Função Pública... Funcionários públicos com privacidade ameaçada...

Gostava de saber as opiniões dos outros, aliás, ainda nem li bem os doisargumentos que apresentasste, mas pelo que tenho lido nos jornais e ouvido na televisão, penso que quem tem razão é o Executivo.
 
De um modo geral, há que acabar com o culto da mediocridade e do compadrio, que grassa na função pública.
Contudo, por experiência própria, está-me a querer parecer que os CIT's, que o governo quer implementar à força na FP, cada vez reforçam mais esse culto... já nem sei se é o princípio que está errado ou a aplicação que fazem dele, mas ando a ficar um bocado farto disto...
 
No governo eu não acredito.

Já deu provas de mentir descaradamente.
Gere de forma demagógica toda a sua actuação. Lança permanentemente cortinas de fumo - novos anuncios que impedem de se avaliar o impacto dos anteriormente anunciados.

Isto não invalida que não reconheça a necessidade de implementar mudanças nas estruturas do estado. Mas o que se pretende é um rstado mais magro e não um estado mais fraco e permeável às influências externas.

Reafirmo: este governo é um embuste permanente, uma trapalhada constante!
Salva-o a manada de jornalista subservientes a abanar o rabo de satisfação e a desinformar permanentemente.

Perante a necessidade de mudança, não há apenas um caminho a percorrer.
O caminho socrático é autista, autoritário, carregado de demagogia e de défice democrático! A ditadura regressou vestida de modernismo!
 
E agora, quem tem razão?

Os sindicatos ou o executivo?

Bem depende, do ponto de vista, o governo tem uma politica de terra queimada e para eles as medidas que pretendem fazer passar, são para eles as mais correctas.

Agora do ponto de viste de quem quer um país melhor, mais rico e membro de pleno direito de uma Europa democrática onde se vive bastante melhor, é claro que os argumentos do governo são do mais baixo nível e tem como objectivo apenas destruir.
 
Esta questão é duma importância decisiva para o país mas que passou completamente despercebida por causa do aborto.

Como o texto do sindicato é a mesma lenga lenga do costume, vou explicar o que está em causa e que é muito simples:

- O que é o Estado ?
- Quais as funções nucleares do Estado ?
- Que Estado queremos ?

O que o governo se propõe fazer, o que para mim seria uma excelente reforma e duma coragem surpreendente, seria o split do Estado em dois, o verdadeiro Estado, como a Justiça, a Segurança e a Diplomacia por exemplo, que funcionaria como até aqui, e um outro Estado que em nada justifica as especificidades, os privilégios e regalias face aos restantes portugueses (contratos colectivos e vitalícios, regras de reforma diferenciadas, sistemas de saúde autónomos, etc, etc).
Os sindicatos quando berram que o "governo quer liquidar os direitos sociais" na verdade atiram à cara de todos os restantes portugueses que o governo quer é liquidar os privilégios sociais.

Que a reforma é inevitável isso nem se põe em causa. A única coisa que há para discutir são quais as funções nucleares do Estado. Se o caminho é mais liberal, onde o Estado nuclear é apenas a Justiça, a Segurança e a Diplomacia, ou numa perspectiva mais socialista, inclui também por exemplo a Saúde e a Educação.
 
Gostava de saber as opiniões dos outros, aliás, ainda nem li bem os doisargumentos que apresentasste, mas pelo que tenho lido nos jornais e ouvido na televisão, penso que quem tem razão é o Executivo.

Jornais e televisões primam pela isenção e rigor![:vm)]

Muito do que se passa neste país é culpa do corporativismo e pseudo superioridade intelectual da classe jornalística!
 
Sem comentar as vossas opiniões, saliento, sobre este tema, que considero que Portugal retrocedeu mais de 81 anos...
 
Metro Sul do Tejo: TC critica desleixo do Estado
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?id_news=76571


O Estado não «acautelou» e «descurou» os seus interesses financeiros, permitindo que a comparticipação pública no projecto do metro da margem sul do Tejo apresentasse um crescimento «inusitado» de 300%, refere do Diário de Notícias citando um relatório do Tribunal de Contas.

Quanto às obras do metro no Terreiro do Paço, a história é conhecida. Depois de rios de dinheiro mal gasto o senhor Jorge Coelho ainda premiou o empreiteiro.

E agora a culpa disto tudo é dos trabalhadores?
Isto é fascismo. Estou farto desta palhaçada.

Se somos produtivos lá fora, porque não o somos cá?

Porque somos mal dirigidos. Mas nos boys, sejam rosas ou alaranjados ninguém toca!
 
A única coisa que há para discutir são quais as funções nucleares do Estado. Se o caminho é mais liberal, onde o Estado nuclear é apenas a Justiça, a Segurança e a Diplomacia, ou numa perspectiva mais socialista, inclui também por exemplo a Saúde e a Educação.

Nem mais! E agora deixo aqui pergunta: a Saúde e a Educação devem ser asseguradas pelo Estado? Ou não? E Porquê?

Na minha opinião, devem continuar a ser uma responsabilidade do Estado, mas devem ser bem geridas de modo a aumentar a qualidade e eficiência. Como estão... não obrigado.
 
Nem mais! E agora deixo aqui pergunta: a Saúde e a Educação devem ser asseguradas pelo Estado? Ou não? E Porquê?

Na minha opinião, devem continuar a ser uma responsabilidade do Estado, mas devem ser bem geridas de modo a aumentar a qualidade e eficiência. Como estão... não obrigado.
Na minha muito modesta opinião a tendência é para a privatização de tudo o que seja possível, não sei é se incluirá essas áreas!...
 
O sistema de avaliação é dos mais premissivo que se possa imaginar!

Ficam nas mãos do "chefe". Os critérios podem ser interpretados como se entender. É o reforço do compadrio!

Leiam tb os critérios de pontuação dos docentes. Uma vergonha!
Atiram para o lixo um carreira inteira. Pontuam as actividades burocráticas. Os directores dos centros de formação - que não faziam nada para além de aulas nas privadas para compor o orçamento - são altamente premiados por issso. Ao fim de 6 anos equivale a um doutoramento. A prática lectiva é ignorada. Dar aulas, não dá pontos!
Porra, mas que é isto? !!!
 
Privatize-se, Sr Engenheiro

Privatize-se, Sr Engenheiro

Este Executivo pretende a progressiva passagem para as mãos de privados todas as áreas, excepto Defesa, Justiça a Adm Interna. A Saúde já está em curso, a Educação para lá caminha, a Segurança Social (que é um buraco sem fundo) tambem não escapará, entre muitas outras áreas.
Eu não me importo que, daqui por uns anos os meus filhos estejam numa escola com o nome Continente ou Microsoft ou qualquer outro grupo empresarial, mesmo que tenha a foto do Belmiro ou do Bill por cima do plasma (sim pq os quadros de xisto já não existirão), desde que o ensino que lhes ministram seja de qualidade e fidedigno, logo não tendencioso.

Até posso não me importar de descontar para uma empresa seguradora e ser atendido pelo call-center antes de ter autorização para ir às instalações de urgência (até pq desconto uma exorbitancia para a ADSE e já não me lembro da ultima vez que precisei do cartão).

E estou disposto a ser autuado pelos funcionarios da Emel, da Prosegur e da Securitas se fôr em excesso de velocidade na AE (até já estou a ver as lambretas do Continente com o pirilampo amarelo ou os Segway a alta velocidade, a mandarem encostar...).

E já agora porque não o território nacional ser defendido pela empresa que ganhar naquele ano o concurso para o orçamento mais baixo de fardas militares e metrelhadoras? Assim, todos os anos tinhamos a certeza de ser bem servidos, mediante um concurso publico. Um ano seria uma multinacional como a Beretta, no outro a Colt e no terceiro a Loja de artesanato das fisgas de Carrazeda, sim pq as empresas nacionais tb são competitivas! Ou então podemos ser como a Suiça, neutrais, logo nem Defesa Nacional precisamos...

E o executivo? Para além de observador atento e neutral (ou não, basta ver o exemplo PT/Sonae ou a farsa que foi a liberalização dos combustiveis), pode ter realmente tempo para governar os dinheiros publicos, sem professores a chatear, medicos e enfermeiros a reivindicar, policias e militares a protestar, bombeiros a ameaçar...

Sim, porque se não fosse esta malta toda, governar até se tornava facil...
 
O sistema de avaliação é dos mais premissivo que se possa imaginar!

Ficam nas mãos do "chefe". Os critérios podem ser interpretados como se entender. É o reforço do compadrio!

Leiam tb os critérios de pontuação dos docentes. Uma vergonha!
Atiram para o lixo um carreira inteira. Pontuam as actividades burocráticas. Os directores dos centros de formação - que não faziam nada para além de aulas nas privadas para compor o orçamento - são altamente premiados por issso. Ao fim de 6 anos equivale a um doutoramento. A prática lectiva é ignorada. Dar aulas, não dá pontos!
Porra, mas que é isto? !!!
Desenvolve a mais a tua ideia, pois penso que poderás estar a ir no caminho interpretativo certo, salvo erro...
 
A FP tinha regalias injustificadas face ao sector privado!

A FP tinha regalias injustificadas face ao sector privado!

Concordo com a reestruturação que o governo pretende efectuar aos quadros da função publica...

Não existia razão alguma para a quantidade de regalias das quais usufruíam os funcionários do estado face aos do sector privado... ( progressões automáticas, horários vantajosos, ADSE, impossibilidade de serem despedidos...)

Vão manter contudo a maior de todas as vantagens face ao privado:
O governo não vai á falência, e se for, já muito antes o foi o sector privado...
É uma boa garantia de vida, e mais do que suficiente para os distinguir dos restantes funcionários...

Concordo igualmente com o contrato individual de trabalho:
A função a realizar pode ser a mesma, mas a pessoas que a realiza não o é!
Tem percursos académicos diferentes, ideologias diferentes, objectivos diferentes...e modos de realizar o trabalho igualmente diferentes...
 
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