corrigindo alguns pormenores:
o twizy não é flop (pelo menos para já, neste incio de carreira). Para um quadriciclo eléctrico, caro, e apenas com metade das portas[

], já vendeu, até junho, mais de 6000 unidades na Europa. Em França, já é o veiculo eléctrico mais vendido, e apenas não aparece nas tabelas de vendas ao lado dos outros eléctricos, porque não esté homologado como automóvel.
Estima-se que a fábrica venha a produzir até 20000/ano.
O futuro Twingo deverá ter à volta de 3.5m de comprimento.
A plataforma do Smart 4/2 será esticada para um 4/4 e Twingo. É pouco provável que a Renault lance um micro-carro como o 4/2.
A gordini foi uma idiotice, e já assumida pela marca. Mas a Initiale Paris é provável que apareça mais cedo do que aquilo que esperamos, com o aparecimento de um modelo que evoca o Renault 5, que também servirá como o 3p que o Clio não terá, onde a Renault espera conseguir a projecção que a Citroen conseguiu com o Ds3 (que não é mais que um C3 3p com maquilhagem).
Curiosamente, no segmento C é onde a Renault tem tido algumas alegrias, com o Megane a mostrar meses fortes de vendas, sendo dos pouco modelos no top10 europeu que está em termos absolutos a vender mais que no ano passado. E com a chegada do Qashqais com losango, apesar de tardio, poderá dar impulso significativo nas vendas.
A Renault já é nº1 nos comerciais na Euroland faz alguns anos e a aliança com a Mercedes é mais no sentido inverso. Ajudar a Mercedes a ter um modelo de acesso.
A Mercedes será ajuda essencial é para o fortalecimento da Infiniti na Europa, com o fornecimento da plataforma dos novos classe A/B e diesel nas cilindradas mais elevadas.
Se a Renault ou Nissan atacarem novamente o segmento D, já têm uma série de modelos internacionais que podem colmatar essa falha. Principalmente a Nissan que tem modelos bastante competentes nos EUA, e já era altura de pensar em economias de escala com o Altima e companhia.
Quanto à Renault, ainda não se sabe bem como vão descalçar a bota Laguna/Espace, e tendo em conta os rumores é provável que assistamos ao lançamento de um crossover que permita presença no segmento. O Latitude é um "marginal". Nem vale a pena mencioná-lo.
Mas temos de ter em conta que o segmento D continua a diminuir.
Ainda dá 1.5 milhões de carros/ano, mas mais de 50% do segmento é dominado pelo Passat e trio-premium.
Mas o maior problema para isto tudo, é mesmo o mercado em si que continua a contrair.
Mesmo os best-sellers europeus nos respectivos segmentos, não têm conseguido manter os números de vendas do ano passado, com quedas percentuais na casa dos dois digitos na maior parte dos casos.
Por isso, mesmo com produto fresco, não significa automaticamente que a marca fique de melhor saude financeira, pelo menos aqui na Europa. A Renault, como outras, também precisa de depender menos do mercado europeu. A associação com a Lada na Russia foi muito bem jogada. Aumentar presença na América Latina é fundamental, e atacar Chna e India, é fulcral.