Geração nem nem

Uma vez presenciei uma cena numa estação de serviço, em que dois jovens falavam e ela perguntava ao rapaz:

"Então vais-te embora no fim do mês?"

Ao que ele respondeu:

"Sim vou, estando a trabalhar, a ganhar o que ganho, chego a meio do mês e não tenho dinheiro, se estiver em casa a receber subsídio (não me recordo se era subsídio se rendimento mínimo) igual, mas aí não preciso cumprir horários nem pagar transportes ou preparar refeições para levar".

Para resolver esta situação só há uma coisa a fazer, que é acentuar o diferencial de qualidade de vida entre quem trabalha e quem não o quer fazer, mesmo nas profissões mais mal remuneradas, e isso não será possível enquanto o ordenado mínimo estiver nos valores atuais,lo que será preciso muitos anos para que isso aconteça.

Mas isso é óbvio. Ficar em casa a ganhar uns 200€ é por vezes mais rentável do que ir trabalhar e estar 10 horas fora de casa.
 
Precisamente. Não são obrigados a aceitar, mas também não são obrigados a viver à custa de terceiros [:p]

Além do mais temos que diferenciar os que não trabalham porque infelizmente não conseguem arranjar emprego , daqueles que são mesmo preguiçosos.

E os preguiçosos são estúpidos ou acham que a fonte do dinheiro nunca vai secar? Depois têm 40 anos e querem arranjar emprego com CV a zeros....lol.

Para teres um emprego a ganhar o SMN nao precisas de grande CV. [:D]

Para além disso nao sao obrigados a viver á custa de ninguém, apenas é-lhes dada essa oportunidade e eles aproveitam.
 
Isto também acaba por ser reflexo de uma sociedade livre - se há pessoal que está em casa sem fazer nenhum, é porque existe alguém (pais, familiares) que os permitem. Claro que num mundo ideal essas pessoas deveriam estar a ser produtivas, mas se essa situação for às custas de alguém que assim o queira e não do contribuinte através de subsídios e ajudas da treta, quem sou eu para impedir isso?
 
Sem dúvida.

Tenho um familiar que está nessas condições "nem nem", a viver em casa dos Pais e à sua custa. Teve todo o tipo de conselhos e ajudas, minhas e de outros familiares, para fazer alguma coisa da vida. No entanto, ele nunca vai à luta e opta sempre pelo facilitismo de ficar em casa e não tentar nada. E o pior de tudo, é que ele até tem capacidade intelectual para ser um bom técnico - inclusive de informática.

O que ele precisava eu sei - era de ser posto fora de casa com um pontapé no c#

Pontapé no C# não, que até dá bom dinheiro programar nisso. [:D]
 
Não, não é, é trabalharem que é bom para a tosse e deixar de ser parasitas a viver à conta de quem trabalha.

As desculpas de custo de vida não pegam.

Se ninguém os sustentar quero vê-los com essa teoria !!!

EDIT : Mach3 a resposta era para ti mas tinha lido mal. Nesse caso fiquei agora na dúvida sobre o que achas acerca desse diálogo que ouviste :P

Acho um mix...ou seja, não será o caso do jovem em questão, mas haverá certamente casos em que para ir trabalhar pelo ordenado mínimo, e passar a ter de arranjar quem fique com os filhos, pagar passe, etc, realmente, feitas as contas, deixa as pessoas na dúvida.

Mas acredito no que escrevi, que só havendo um grande diferencial na qualidade de vida entre quem trabalha e quem não o faz poderá mudar o paradigma, e mesmo aí haverá quem tenha os papás a sustentar ou simplesmente não quer trabalhar.

Também acho que as prestações sociais deverão estar cada vez mais dependentes da carreira contributiva, ou seja quem trabalhou 30 anos e já esgotou o subsídio de desemprego, mas não pode/consegue arranjar trabalho, não pode receber o mesmo de rendimento mínimo do que quem nunca contribuiu um cêntimo.

No entanto este a ajustamento a ocorrer terá que ser maioritariamente via aumento de ordenados, ,pois eu sei que no momento em que falei em "nunca contribuiu um cêntimo", nos ocorre imediatamente o caso de uma certa etnia, contudo temos o portugal rural inundado de idosos que trabalharam uma vida no campo, e já recebem pensões muito baixas, e naturalmente essas não poderão descer mais.

Já o rendimento mínimo para quem nunca descontou, deveria ser dado um prazo de 12 ou 18 meses e as pessoas que nunca descontaram que se fizessem à vida.
 
Principalmente dos pais, que lhes incutiram a ideia que tem que fazer so o que lhes faca feliz, e do ambiente politico que favorece este discurso.

Para alguns pais, sobretudo mães, é muito difícil conceberem a ideia de os filhos serem independentes. Então mantêm-nos em casa, com a rédea curta, na ilusão de que, quando for preciso eles lá estarão para os ajudar, retribuindo desta forma o investimento que os pais neles fizeram.

O problema é que esta cambada de inúteis egoístas nem deles sabe tomar conta quanto mais dos outros. [:D]
 
temos o portugal rural inundado de idosos que trabalharam uma vida no campo, e já recebem pensões muito baixas, e naturalmente essas não poderão descer mais.
Esses devem merecer o nosso mais profundo respeito, pois começaram a trabalhar no duro com 12 ou 13 anos, mais de 10 horas por dia, a receber uma ninharia.

Esta geração atual "nem nem" é um insulto à vida dura que os nossos antepassados tiveram.
 
Já se fala nisso dos "nem nem" há tantos anos que muitos deles hoje até já devem ser ilustres chefes de família. A famosa geração rasca já vai hoje nos 45 anos... E os malucos dos hippies devem de já ir nos 70. [:D]

Há uma tendência recorrente pare se achar que as gerações mais novas têm um qualquer defeito que lhes é peculiar, apenas isso.
 
Podem considerar-me mau, mas...

Se os meus filhos começarem a enveredar por essa via (felizmente não parece ser o caso), não vou permitir que vivam em minha casa, nem os vou sustentar.

Se querem ter uma vida de inúteis, que vivam como inúteis.
 
Sem dúvida.

Tenho um familiar que está nessas condições "nem nem", a viver em casa dos Pais e à sua custa. Teve todo o tipo de conselhos e ajudas, minhas e de outros familiares, para fazer alguma coisa da vida. No entanto, ele nunca vai à luta e opta sempre pelo facilitismo de ficar em casa e não tentar nada. E o pior de tudo, é que ele até tem capacidade intelectual para ser um bom técnico - inclusive de informática.

O que ele precisava eu sei - era de ser posto fora de casa com um pontapé no c#
É um bocado por aí, mas acredito que não seja fácil fazer tal coisa aos filhos.

Por isso é que eu tb não os quero ter, sei lá se não sou um inútil a educar e depois sai-me uma aventesma dessas e nem tenho coragem para lhe expulsar de casa, osga-se [:D]
 
Para teres um emprego a ganhar o SMN nao precisas de grande CV. [:D]

Para além disso nao sao obrigados a viver á custa de ninguém, apenas é-lhes dada essa oportunidade e eles aproveitam.
Aproveitam porque são parvos, ou é igualmente fácil encontrar um emprego de SMN tendo um CV minimamente decente e com experiência quando comparando com um CV de 20 anos em casa dos pais a viver à conta ?
 
Mas isso é óbvio. Ficar em casa a ganhar uns 200€ é por vezes mais rentável do que ir trabalhar e estar 10 horas fora de casa.
Claro, ganhar experiência, conviver com outras pessoas, criar redes de contactos.....opá....ficar em casa por 200 euros é um investimento brutal na vida pessoal e profissional.
 
Isto também acaba por ser reflexo de uma sociedade livre - se há pessoal que está em casa sem fazer nenhum, é porque existe alguém (pais, familiares) que os permitem. Claro que num mundo ideal essas pessoas deveriam estar a ser produtivas, mas se essa situação for às custas de alguém que assim o queira e não do contribuinte através de subsídios e ajudas da treta, quem sou eu para impedir isso?
Exacto. Mas depois quando a fonte do dinheiro secar não se queixem do capitalismo, da ganância, dos políticos, deste país que não presta, etc. E meter sempre a foto no facebook no terminal de aeroporto em direcção a um emprego estrangeiro a dizer " portugal não serve para mim ". [:cool:]
 
Podem considerar-me mau, mas...

Se os meus filhos começarem a enveredar por essa via (felizmente não parece ser o caso), não vou permitir que vivam em minha casa, nem os vou sustentar.

Se querem ter uma vida de inúteis, que vivam como inúteis.

Eu não tenho filhos mas apologista de que depois de acabarem os estudos e começarem a trabalhar, ou saem de casa ou começam a ajudar a pagar contas, mais uma renda simbólica, para terem noção do que a vida custa, nem que depois quando sairem de casa os pais "devolvam" o dinheiro para ajudar no principio.

Eu não tive esta situação, mas apenas estive em casa dos meus pais pouco mais de um ano depois de acabar os estudos, até a minha mulher, namorada na altura, acabar os estudos, assim que ela acabou casamos e "fomos a nossa vida".
 
Aproveitam porque são parvos, ou é igualmente fácil encontrar um emprego de SMN tendo um CV minimamente decente e com experiência quando comparando com um CV de 20 anos em casa dos pais a viver à conta ?

O factor idade conta bastante. Quem tem muita experienca a servir ás mesas normalmente é preterido em relacao a alguém com muito menos experiencia e com menos 10 ou 20 anos.
 
Já se fala nisso dos "nem nem" há tantos anos que muitos deles hoje até já devem ser ilustres chefes de família. A famosa geração rasca já vai hoje nos 45 anos... E os malucos dos hippies devem de já ir nos 70. [:D]

Há uma tendência recorrente pare se achar que as gerações mais novas têm um qualquer defeito que lhes é peculiar, apenas isso.
Mas a melhoria das condições de vida fez eventualmente com que haja mais pais a conseguir sustentar os filhos mesmo em idade adulta.
Além disso é sempre um tema muito importante a meu ver.
 
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