[Sociedade] Geração perdida!?...

nunomplopes

Membro participativo
Com a recessão, por ser tão difícil encontrar emprego e segurá-lo, uma geração inteira está desesperançada. Se o país não responder, toda ela se perderá, avisam os autores desse estudo encomendado pela organização não governamental Prince"s Trust. Em Portugal, não há qualquer estudo equivalente a este financiado pelo príncipe Carlos - que auscultou 2088 britânicos. Mas há indicadores. A Eurostat acaba de actualizar o fulcral: em Novembro, o desemprego nos jovens até aos 25 anos estava nos 18,8 por cento, abaixo da média da União Europeia (21,4 por cento). Nos extremos, a Holanda (7,5) e a Espanha (43,8).

O fenómeno é bem conhecido, julga Virgínia Ferreira, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (UC): "Ao lado, em Espanha, chamam-lhes os mileuristas. Aqui, ficamos pela metade, pelos 500 euros." Falar em geração perdida, contudo, parece-lhe um exagero: "Isso é um rótulo, uma máxima usada para simplificar uma ideia complexa".

Há cada vez menos jovens. Em 1999, segundo o Instituto Nacional de Estatística, eram 3,1 milhões - 48 por cento tinham entre 15 e 24 anos (1,5 milhões). Em 2008, eram menos 327 mil. E o grosso da contracção (295 mil) verificou-se naquela faixa etária. É a geração mais escolarizada de sempre. No ano lectivo 2007-2008, estavam inscritos no ensino superior 377 mil alunos - mais 20 por cento do que em 1995-1996. No final, as universidades mandaram para o mercado mais de 83 mil diplomados - mais 16 por cento do que no ano anterior. Apesar disto, "as gerações anteriores entraram mais facilmente no mercado de trabalho", avalia Carlos Gonçalves, que tem estudado a empregabilidade dos universitários. Agora demora mais. E quem fura, amiúde, fá-lo através de contratos a termo certo ou de recibos verdes. O exemplo típico é o do licenciado no call center.

Havia, aponta Elísio Estanque, da Faculdade de Economia da UC, "uma empregabilidade relacionada com a aprendizagem". Os alunos tentavam se-guir o gosto, a vocação. O ensino "democratizou-se, mercantilizou-se". A garantia esfumou-se. A crise agudizou o fosso. Agora, "a grande preocupação é se o curso tem ou não saída. Per-versamente, têm mais dificuldades em obter melhores resultados".

A difícil transição

Nem só os universitários vivem a calamidade. Os menos qualificados também - todos os dias, empresas a falir, fábricas a fechar portas. A transição do mundo juvenil para o mundo adulto alterou-se. Os jovens deixam-se estar em casa dos pais. Adiam compromissos - como comprar casa ou constituir família, precisa Virgínia Ferreira. Por toda a parte se vê desejar um trabalho precário. Não aquele em vez de outro: aquele porque não há outro. "À minha volta está tudo deprimido por não ter expectativas e por ter de conviver com um emprego insatisfatório", desabafa Sara Gamito, do movimento Precários Inflexíveis. "Ficam com os pés e as mãos atados e vão perdendo o alento."

"Apesar de não nos definirmos só pelo que fazemos, o trabalho desempenha um papel fundamental na construção do eu", explica Sofia Marques da Silva, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. "E o salário é um elemento essencial para aceder a bens e organizar a transição. Sem salário, há um recuo ligado até à dignidade."

Recusa o epíteto "perdida", mas está convencida de que "esta geração tem muita dificuldade em ter uma cultura de projecto - em imaginar o que vai fazer num tempo que ainda não existe". Fixa no presente o sentido dos dias e isso parece-lhe "perigoso": "Alguém que não imagina etapas na sua vida, às vezes, só quer usufruir rapidamente momentos, sensações". Não fala em revolta, como se viu noutros países europeus. Fala de ingresso na criminalidade, por exemplo. Elísio Estanque observa alheamento e inquieta-se com a saúde da democracia. Não só por o sistema não funcionar sem uma base de participação eleitoral. Também por ser importante haver associações para o olear. E existir "pouca disponibilidade dos jovens para participar: condiciona-os o medo".

Não se pode homogeneizar. Há focos de protesto, inclusive através de blogues e movimentos, como lembra Cristina Andrade, da Fartos d"Estes Recibos Verdes. Mas impera "uma docilidade que é assustadora", torna Sofia Marques da Silva. "As empresas olham para estes jovens como dóceis. Aceitam tudo." Ao fazer uma etnografia numa casa de juventude de Matosinhos, ouviu um dizer: "Comem a carne e deixam-nos os ossos". O rapaz que pronunciou aquela frase não aceitava tudo. Tinha 20 anos e já fora cortador de carne, já fora estivador no Porto de Leixões e não aceitou um trabalho na construção - era mal pago, era nocturno e em tempo de chuva.

Há estratégias de valorização - de sobrevivência mental. Às vezes, basta-lhes uma centelha. Sofia Marques da Silva viu aquele rapaz explicar, por exemplo, como carregar contentores é exigente em termos físicos. Ou uma rapariga que trabalhava numa fábrica gabar-se de saber fazer de tudo: cortar, coser, limpar.

Factos e números sobre o problema maior de uma geração

- Entre 1999 e 2009 foram criados 273,3 mil postos de trabalho. Mas destruíram-se 221 mil empregos ocupados por jovens.

- Na mesma década, foram criados 117 mil postos de trabalho com contratos permanentes. Mas destruíram-se 175 mil empregos com contratos sem termo ocupados pelos jovens e 77 mil ocupados por empregados com idades entre os 25 e os 34 anos.

- De 1999 a 2009, foram criados 205 mil postos de trabalho com contratos a prazo. Mas destruíram-se nove mil postos de trabalho a prazo ocupados por jovens. Mais de metade dos postos de trabalho criados com contratos a prazo foram ocupados por pessoas com idades entre os 25 e os 34 anos.

- Nesses dez anos, destruíram-se 48 mil empregos com outro tipo de contratos (incluindo recibos verdes). Três em quatro desses postos de trabalho eram ocupados por jovens.

- Em 1999, cerca de 60 por cento dos jovens tinham um contrato permanente. Dez anos depois, esse grupo desceu para 46 por cento do total.

- Em 1999, cerca de 30 por cento dos jovens tinham um contrato a prazo. Dez anos depois, o seu número representava já 47 por cento do total.

- Em 1999, um em cada quatro desempregados era jovem. Em 2009, passou a ser um em cada seis.

- Em 1999, três em cada quatro desempregados jovens tinham o ensino básico. Dez anos depois, o seu número baixou para dois em cada quatro.

- Em 1999, os jovens desempregados licenciados representavam cinco por cento do desemprego juvenil. Dez anos depois, o seu peso era já de 12 por cento.

- Em 1999, havia nove mil jovens licenciados inactivos (não eram empregados nem desempregados). Dez anos depois, passaram a ser 26 mil. Nesse período, subiu também o número de jovens inactivos com o ensino secundário (de 212 mil para 228 mil).

A geração que está agora com 16-25 anos estará perdida? - Sociedade - PUBLICO.PT
 
Não necessariamente, as dificuldades as vezes fazem com que nós tornemos mais fortes.

O que faltou ai referir é a saída de muitos jovens para o estrangeiro. Era interessante ver as estatísticas de emigração, sobretudo nas diferentes faixas etárias e escolaridade.
 
Quanto aos contratos permanentes vs prazo, a culpa são das leis que maioritariamente não são feitas por jovens.

À 10 anos atrás, não havia tantos licenciados...


Curiosamente, acho que à 10 anos atrás também se falava na geração perdida. Acho que à uns 30 anos que somos gerações perdidas.
 
Não necessariamente, as dificuldades as vezes fazem com que nós tornemos mais fortes.

O que faltou ai referir é a saída de muitos jovens para o estrangeiro. Era interessante ver as estatísticas de emigração, sobretudo nas diferentes faixas etárias e escolaridade.
Exactamente o que vinha aqui dizer[;)]


Pessoalmente acho que deveria havar mais contratos a prazo, mas facilidade de contratação e mais despedimento, sobretudo nos jovens.

Os jovens (onde ainda me incluo[:D]) devem ser os dinamizadores da sociedade. Não dá aqui, tenta ali; deve ser este o espírito. No século XXI deviam ser banidos os jovens que querem empregos para a vida, o importante é experimentar.

Ainda para mais se cada vez se casam e têm filhos mais tarde!

Em Portugal, só tive um contrato de trabalho e fiz a maior parte da minha vida profissional a recibos verdes (próprio de uma profissão liberal). O facto de saber que quando lhes apetecesse me diziam "Olha, amanhão já nem é preciso apareceres" fez com que nunca me acomodasse...
 
Não sei se está perdida mas não irá ter vida fácil, certamente.

Quando digo "vida fácil" estou a comparar com a vida que, por exemplo, os seus pais tiveram (hoje pessoas de 55-65 anos).

Há 30 anos atrás ter o 12º ano quase garantia um emprego, um bom emprego. Quem tivesse uma licenciatura tinha emprego certo. O próprio estado parecia andar a sortear empregos por tudo o que era quanto, mesmo para os menos qualificados as empresas têxteis, construção civil, transformadoras de matérias-primas emanavam todo o seu esplendor. Com maior ou menor dificuldade todos conseguiam seguir a sua vida.

Naturalmente e fruto da globalização, melhoria dos índices de qualificação, etc, etc, as coisas já não são assim, desde logo os custos de vida são muito mais elevados os empregos muito mais escassos, mais precários e menos certos.

Até aqui tudo bem, quer dizer, tudo mais ou menos. Este caminho é algo inevitável, é certo que tem as desvantagens que eu referi em cima (e muitas muitas outras) mas é ao mesmo tempo sinal de progresso, desenvolvimento, aumento dos índice de competitividade e exigência. É algo para que as gerações futuras (na qual me incluo) devem estar preparadas.

No entanto o caminho dessas mesmas gerações parece estar comprometido por factores que nada têm a ver com o curso normal e natural descrito em cima.

Em Portugal esses mesmos jovens vão ter que enfrentar dificuldades acrescidas. Quem tem o 12º ano obtido por via de ensino normal irá ter que concorrer com diplomas 12º ano tirados em meio ano no programa designado "novas oportunidade". Em Portugal paga-se um ordenado a quem não quer trabalhar, paga-se para evitar (tentar evitar) que essas mesmas pessoa roubem e enveredem por má vida, quem paga? Os jovens e não jovens que pagam os seus impostos através do trabalho. Mais ainda... Em Portugal aniquilou-se completamente a agricultura, aniquilou-se a pesca, acabou-se com grande parte da indústria transformadora e pelos vistos querem acabar com o resto. Vamos viver exclusivamente do turismo? Um jovem engenheiro vai fazer o quê? Visitas guiadas às grutas na costa Algarvia? Mas isto é só o começo. Há 5 anos atrás disseram-nos que o dinheiros dos descontos dos trabalhadores afinal não estava a ser guardado para pagar as suas próprias reformas mas sim para financiar as reformas e a segurança social actual e que portanto os jovens iriam descontar ainda mais que descontaram os seus pais mas apenas iriam receber metade da reforma dos mesmos. Como o cenário traçado já é bom demais ainda temos um PM louco que irá gastar alguns 15 000 000 000 em 3 ou 4 grandes obras públicas.

Não será este número muito grande para um país tão pequeno? Não será esta uma factura muito grande para a geração dos 500€ poder pagar? Será que o resultado final desse número irá beneficiar, de alguma forma, as gerações futuras? :confused:

Enfim. Eu relativamente a este país não estou nada confiante. A verdade é que nos últimos 15 anos foram tomadas decisões que irão revelar-se pesadas demais para este país. Andamos 15 anos a promover medidas sem qualquer sentido de futuro, pensando apenas no imediato.

O mais grave é que 15 anos depois a postura é igual... E 15 anos depois estamos muito mais pobres, muito mais endividados, com menos perspectivas de futuro e com um grande problema às costas.

Ainda assim eu tenho esperança que nós, os jovens, sejamos capazes de mudar algumas coisas. Duvido que enquanto país, possamos aguentar "calados e quietos" esta situação por muito mais tempo.

Se calhar podemos... Eu desde o bloqueio da ponte 25 de Abril que não vi mais nenhuma acção de descontentamento da sociedade Portuguesa. Os camionistas recentemente tentaram qualquer coisas mas rapidamente foram comprados com rebuçados "pra tosse" e apelidados de "terroristas" pela maior parte dos Portugueses.

Força Crixiano Ronalde, contigo venceremos o mundial!!!! [kiss]
 
Em Portugal esses mesmos jovens vão ter que enfrentar dificuldades acrescidas. Quem tem o 12º ano obtido por via de ensino normal irá ter que concorrer com diplomas 12º ano tirados em meio ano no programa designado "novas oportunidade". Em Portugal paga-se um ordenado a quem não quer trabalhar, paga-se para evitar (tentar evitar) que essas mesmas pessoa roubem e enveredem por má vida, quem paga? Os jovens e não jovens que pagam os seus impostos através do trabalho. Mais ainda... Em Portugal aniquilou-se completamente a agricultura, aniquilou-se a pesca, acabou-se com grande parte da indústria transformadora e pelos vistos querem acabar com o resto. Vamos viver exclusivamente do turismo? Um jovem engenheiro vai fazer o quê? Visitas guiadas às grutas na costa Algarvia? Mas isto é só o começo. Há 5 anos atrás disseram-nos que o dinheiros dos descontos dos trabalhadores afinal não estava a ser guardado para pagar as suas próprias reformas mas sim para financiar as reformas e a segurança social actual e que portanto os jovens iriam descontar ainda mais que descontaram os seus pais mas apenas iriam receber metade da reforma dos mesmos. Como o cenário traçado já é bom demais ainda temos um PM louco que irá gastar alguns 15 000 000 000 em 3 ou 4 grandes obras públicas.

Aqui o jovem licenciado em engenharia já trabalhou para muito tipo de empresa: financeiras, comércio/retalho, energéticas...
 
Aqui o jovem licenciado em engenharia já trabalhou para muito tipo de empresa: financeiras, comércio/retalho, energéticas...

Acredito que sim...

Mas do que EU conheço um jovem que esteja a estudar Eng. Mecânica ou Eng. Electrotécnica provavelmente não quererá ir trabalhar em comércio/retalho por exemplo, para isso tinha ido para economia, gestão, contabilidade, etc.. Mas isso é o que eu penso do curso que conheço.

O que só comprova o que digo... Se já trabalhaste em financeiras e comércio/retalho (falando apenas da área pois não sei o que fizeste ao certo) porque não experimentar guia turístico? Motorista de taxi no novo aeroporto? etc?

Atenção que não é uma critica aos locais onde trabalhaste, fizeste pela vida é o mais importante. A questão é que antigamente falava-se muito nas então designadas por "cinturas industriais" e tínhamos algumas no nosso país. Os dois cursos de Eng. Mecânica que conheço estão ainda vocacionados precisamente para a indústria e na minha opinião é assim que devem estar.

Hoje em dia, principalmente em Lisboa e Porto acabaram as cinturas industriais para dar lugar às "cinturas comerciais" compostas por shoppings. Mais uma vez, dos maiores shoppings da Europa num país tão pequeno em tudo.

Então como é? Somos um país que apenas gasta e não produz? Ainda por cima o que gasta é quase tudo vindo de Espanha, Alemanha, Japão, China, etc?

Mas alguém acredita que um país subsiste sem sector primário?

Se sim então pronto.. Façam-se mais cafés, lojas, shoppings, restaurantes de estrada e pastelarias porque ainda são poucas. :confused:
 
Esta geração não está de todo perdida.
Conheço casos de colegas de escola e de faculdade que já se encontram a trabalhar nas áreas de formação (Arquitectura, Medicina, Enfermagem, Educação de Infância, Engenharia dos mais diversos tipos, etc...) e não ganham mal para um primeiro emprego.[;)]
 
Mas alguma vez na história da humanidade houve gerações que tiveram a vida facilitada? As gerações dos nossos pais não tiveram que batalhar muito para conseguir singrar?

Gastamos as energias todas a discutir "as desgraças" em vez de as aplicarmos em algo construtivo... Cabe-nos transformar as dificuldades em oportunidades, tal como os nossos antepassados o fizeram e não podemos é achar que a realidade de há 30 ou 40 anos atrás pode ser equiparada à de hoje, temos que evoluir.
 
O que só comprova o que digo... Se já trabalhaste em financeiras e comércio/retalho (falando apenas da área pois não sei o que fizeste ao certo) porque não experimentar guia turístico? Motorista de taxi no novo aeroporto? etc?

As empresas de tursmo e de transportes não precisam só de guias turísticos e de motoristas. O orientador de projecto do meu cunhado (eng. mecânica) até trabalhava numa empresa de transportes...
 
As empresas de tursmo e de transportes não precisam só de guias turísticos e de motoristas. O orientador de projecto do meu cunhado (eng. mecânica) até trabalhava numa empresa de transportes...

Então estás convencido que podíamos substituir todas as unidades fabris presentes no nosso país por unidades turísticas e comerciais e que mesmo assim todos os Engs de todos os ramos da Eng. iriam encontrar trabalho na para desenvolverem as capacidades e apetências que durante 5 anos arduamente adquiriam?

Bem, é a tua opinião. Contradiz muito estudos e muitas opiniões de Professores Doutorados na área mas todos nós temos a nossa certo. Se falarmos em investigação então os hoteis são mesmo o habitat natural de qualquer engenheiro para estudar o comportamento de aços, ou o desenvolvimento de novos polímeros, métodos de produção, etc.

E eu estou a falar apenas de Eng. porque é a que conheço melhor, não podemos nem devemos esquecer as outras.
 
Mas alguém acredita que um país subsiste sem sector primário?

O mal da agricultura portuguesa foi a falta de qualificação dos agricultores e a falta de fiscalização dos dinheiros recebidos da CEE. Mas nem tudo é mau, actualmente quem se mete na agricultura já começa a ter cabeça e Portugal tem a maior barragem da Europa (que agora até está com a água perto da cota máxima).
 
O mal da agricultura portuguesa foi a falta de qualificação dos agricultores e a falta de fiscalização dos dinheiros recebidos da CEE. Mas nem tudo é mau, actualmente quem se mete na agricultura já começa a ter cabeça e Portugal tem a maior barragem da Europa (que agora até está com a água perto da cota máxima).

E que segundo dizem tem a água contaminada não servindo portanto para consumo. Mas isso é o que diz o MST, confesso que não sei se corresponde à verdade.

Mas sim nem tudo é mau isso é certo e eu não critico a aposta no turismo, antes pelo contrário, o turismo tem de fazer parte da solução.

O problema é o que não se faz pela indústria, pela agricultura e pelas pescas.
 
Então estás convencido que podíamos substituir todas as unidades fabris presentes no nosso país por unidades turísticas e comerciais e que mesmo assim todos os Engs de todos os ramos da Eng. iriam encontrar trabalho na para desenvolverem as capacidades e apetências que durante 5 anos arduamente adquiriam?

Bem, é a tua opinião. Contradiz muito estudos e muitas opiniões de Professores Doutorados na área mas todos nós temos a nossa certo. Se falarmos em investigação então os hoteis são mesmo o habitat natural de qualquer engenheiro para estudar o comportamento de aços, ou o desenvolvimento de novos polímeros, métodos de produção, etc.

E eu estou a falar apenas de Eng. porque é a que conheço melhor, não podemos nem devemos esquecer as outras.

Apenas disse que as empresas precisam de vários tipos de trabalhadores. Um estudante de engenharia não está 5 anos a estudar só para saber o comportamento dos aços ou a desenvolver novos polímeros. Nenhuma licenciatura em engenharia é assim tão específica. Claro que se um aluno gosta de uma determinada área pode não a encontrar no nosso país, mas é por isso que estamos englobados na União Europeia e temos total mobilidade para nos deslocarmos para outro país.
 
Bem me dizia uma amiga minha que todos nós deveriamos na vida passar por todos e certos tipos de empregos e experiênciarmos tudo o que a vida nos permite e traduz, e por certo teriamos uma visão mais alargada da própria.

E quando digo, fosse que fosse, qualquer nivél e tipo de emprego.

[;)]
 
As difíceis expectativas da próxima geração activa, trabalhadora, o que quiserem, foram geradas pela nossa geração, a dos que são pais e muitos já avós...

Não preparámos senão regras "umbiguísticas" (as tais...) da fruição imediata e do dia de amanhã que se lixe! Não se apostou na estabilidade do emprego nem da produtividade, antes se apostou no lucro maior possível e na maior flexibilidade dos vínculos de trabalho, o que equivale a dizer que se tornou mais fácil despedir, embora as tão propaladas (por alguns...) vantagens não só não tenham surgido, como apenas surgiram nos bolsos de alguns, ou os mercados de luxo (todos eles, carros, casas, férias, jóias, vícios diversos...) não tivessem registado aumentos fabulosos como há muito se não registavam...

Assim sendo, para dar só para alguns a maioria que se lixe... E o resultado está aí, para teimoso ver... [8b]
 
As difíceis expectativas da próxima geração activa, trabalhadora, o que quiserem, foram geradas pela nossa geração, a dos que são pais e muitos já avós...

Não preparámos senão regras "umbiguísticas" (as tais...) da fruição imediata e do dia de amanhã que se lixe! Não se apostou na estabilidade do emprego nem da produtividade, antes se apostou no lucro maior possível e na maior flexibilidade dos vínculos de trabalho, o que equivale a dizer que se tornou mais fácil despedir, embora as tão propaladas (por alguns...) vantagens não só não tenham surgido, como apenas surgiram nos bolsos de alguns, ou os mercados de luxo (todos eles, carros, casas, férias, jóias, vícios diversos...) não tivessem registado aumentos fabulosos como há muito se não registavam...

Assim sendo, para dar só para alguns a maioria que se lixe... E o resultado está aí, para teimoso ver... [8b]
E a produtividade aumenta-se com o emprego estável ou com a adaptação dos recursos À produção?
É que esse emprego estável de que tanto falas é incomportável para 95% das PME.
 
E a produtividade aumenta-se com o emprego estável ou com a adaptação dos recursos À produção?
É que esse emprego estável de que tanto falas é incomportável para 95% das PME.
O emprego estável trabalha-se a montante e transversalmente, e já aqui falei disso milhares de vezes, designadamente com apoios sérios por parte do poder político e da generalidade da sociedade. Choque fiscal (...), ou atenuação gradual da carga fiscal por prioridades, medidas de incentivo à produtividade das PME's, seriam, a par de muitas outras de outras áreas que se interligam, para ontem...

Mas não. Sempre a solução mais fácil...
 
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