Google vs China

Há uma coisa que não entendo... Se os chineses meterem no browser "www.google.com" estão absolutamente vedados?

Boas sim, embora seja extremamente fácil de dar à volta (proxies há aos montes, e estão sempre a ser criados logo o governo nunca os bloqueia a todos), embora o normal utilizador chinês seja burro como uma porta.
Claro há depois os hackers, mas esses tem o total apoio do governo chinês desde que não ataquem alvos chineses.
Não é só o Google, são milhares de sites noticiosos tipo CNN, Amnistia Internacional etc etc etc.
 
A verdade é que todas as empresas aproveitam-se dessa ditadura para ganhar dinheiro.

Ainda hoje por curiosidade fui ver qual onde era fabricada a roupa que estou a usar. E tirando os ténis (que são fabricados cá) tudo o resto é fabricado na China.

Nós próprios estamos a pactuar com esse regime ao adquirir produtos fabricados lá.

Por isso esta atitude da Google perante a China é de louvar. Seja lá qual for a razão a verdade é que nem todas as empresas estão dispostas a enfrentar o regime.
 
A verdade é que todas as empresas aproveitam-se dessa ditadura para ganhar dinheiro.

Ainda hoje por curiosidade fui ver qual onde era fabricada a roupa que estou a usar. E tirando os ténis (que são fabricados cá) tudo o resto é fabricado na China.

Nós próprios estamos a pactuar com esse regime ao adquirir produtos fabricados lá.

Por isso esta atitude da Google perante a China é de louvar. Seja lá qual for a razão a verdade é que nem todas as empresas estão dispostas a enfrentar o regime.

O problema é que cada vez mais é difícil comprar algo que não seja feito lá. Muitas vezes mesmo pagando mais é difícil comprar.
 
Boas sim, embora seja extremamente fácil de dar à volta (proxies há aos montes, e estão sempre a ser criados logo o governo nunca os bloqueia a todos), embora o normal utilizador chinês seja burro como uma porta.
Claro há depois os hackers, mas esses tem o total apoio do governo chinês desde que não ataquem alvos chineses.
Não é só o Google, são milhares de sites noticiosos tipo CNN, Amnistia Internacional etc etc etc.

Sim Fumega, eu sabia disso dos proxy's[;)] Estava era tão atónito com o facto de banirem o acesso ao Google (entre outros) que tive mesmo de fazer aquela pergunta. É o que eu digo, devo ser mesmo um ingénuozinho, mas ainda agora fico estupefacto ao pensar nisso. É triste ver que o resto do mundo não se revolta com estas coisas.
 
O problema é que cada vez mais é difícil comprar algo que não seja feito lá. Muitas vezes mesmo pagando mais é difícil comprar.

Em algumas situações a roupa feita na china é mais cara que a feita na Europa ou mesmo em Portugal!

É que na roupa, paga-se muito a marca [;)]
 
Em algumas situações a roupa feita na china é mais cara que a feita na Europa ou mesmo em Portugal!

É que na roupa, paga-se muito a marca [;)]

Sim é verdade que muita roupa de marca (tal como outros produtos de "marca") é/são feito(s) na China, não se cobrando menos por isso antes pelo contrário.

As últimas duas coisas que comprei sem ser Made in China, foram dois pares de sapatos Seaside (supostamente feitos em Portugal)
 
É praticamente impossível evitar comprar produtos de lá.

Qualquer pessoa que compre uma consola, um iPod ou qualquer outro produto da Apple, telemóveis de uma boa parte das marcas, etc... está a comprar Made in China.

Neste momento o ocidente, sobretudo na electrónica de consumo mas não só, está dependente da China. Uma transição global da produção seria catastrófica e incomportável em termos de custos.

É triste mas é verdade.
 
É praticamente impossível evitar comprar produtos de lá.

Qualquer pessoa que compre uma consola, um iPod ou qualquer outro produto da Apple, telemóveis de uma boa parte das marcas, etc... está a comprar Made in China.

Neste momento o ocidente, sobretudo na electrónica de consumo mas não só, está dependente da China. Uma transição global da produção seria catastrófica e incomportável em termos de custos.

É triste mas é verdade.

Boas, a transição tem que ser feita de maneira gradual, e não de um momento para o outro.
A deslocalização da produção para a China é o culminar do ideal capitalista. Muitos defendem que sem a China os produtos seriam muito mais caros: - Errado.
Muitas companhias quer tecnológicas, têxteis etc Laboram na Europa e tem lucro, agora o que não tem é tanto lucro como se laborassem na China.

Dou o exemplo da Qimonda (que trabalhei lá durante anos), as memórias era feitas integralmente lá, eram mais caras por isso? Não! A empresa tinha prejuízo? Não. Só acabou por causa da crise, nada mais.

Agora os executivos sem escrúpulos querem lucros cada vez maiores para agradar aos accionistas e lá se deslocalizam.

A China sai vencedora e a Europa perdedora. E mais, elas praticamente não ganham nada na China, só perdem, pois as companhias chinesas ficam com a tecnologia toda e depois mandam cópias baratas para o mercado (por exemplo Renault não vendeu quase nada, mercado dos telemóveis é só companhias chinesas etc).

Penso que se deveriam impor taxas altíssimas para produtos importados desse país opressor, totalitário, onde a censura impera e onde os atropelos aos direitos humanos são uma constante.

Cumprimentos.
 
Boas, a transição tem que ser feita de maneira gradual, e não de um momento para o outro.
A deslocalização da produção para a China é o culminar do ideal capitalista. Muitos defendem que sem a China os produtos seriam muito mais caros: - Errado.
Muitas companhias quer tecnológicas, têxteis etc Laboram na Europa e tem lucro, agora o que não tem é tanto lucro como se laborassem na China.

Dou o exemplo da Qimonda (que trabalhei lá durante anos), as memórias era feitas integralmente lá, eram mais caras por isso? Não! A empresa tinha prejuízo? Não. Só acabou por causa da crise, nada mais.

Agora os executivos sem escrúpulos querem lucros cada vez maiores para agradar aos accionistas e lá se deslocalizam.

A China sai vencedora e a Europa perdedora. E mais, elas praticamente não ganham nada na China, só perdem, pois as companhias chinesas ficam com a tecnologia toda e depois mandam cópias baratas para o mercado (por exemplo Renault não vendeu quase nada, mercado dos telemóveis é só companhias chinesas etc).

Penso que se deveriam impor taxas altíssimas para produtos importados desse país opressor, totalitário, onde a censura impera e onde os atropelos aos direitos humanos são uma constante.

Cumprimentos.
Não se pode exigir às empresas que por iniciativa própria abandonem aquele país e aumentem os seus custos de produção.

Se é possível ter lucro sem laborar na China? Sim, sem dúvida, mas a verdade é que se por um lado o grande objectivo das empresas é o lucro máximo, por outro nem todas elas apresentam o mesmo tipo de resultados.

Numa empresa que esteja com os números no vermelho e a lutar para se manter viva, ter custos de produção mais baixos pode ser a diferença entre fechar as portas ou mantê-las abertas.

Já a intervenção das entidades legisladoras e dos governos para fazer tal coisa (por exemplo aplicando as tais taxas ou até boicotes) poderia ajudar a concretizar esse tipo de cenário, mas tal iria sempre ter um enorme impacto na economia, gradual ou não.

Apesar de concordar inteiramente que a comunidade internacional devia pressionar a China devido a essas várias situações que enumeraste, problemas desse género serão sempre muito mais rapidamente sanados quanto mais o ocidente estiver lá integrado, do que se o país for remetido ao ostracismo, pois aí continuará sem dúvida a praticar as barbaridades que pratica, e sem nenhum tipo "fiscalização" da parte de ninguém.
 
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A McAfee descobriu ontem que os ataques chineses ao Google e outras empresas foram efectuados com recursos a vulnerabilidades desconhecidas, tanto no Internet Explorer como no Adobe.

Isto vem demonstrar a elevada capacidade dos hackers chineses e o investimento nesta área naqueles lados, não estamos a falar dos tradicionais hackers que utilizam vulnerabilidades conhecidas (exploits), são mesmo equipas que se dedicam investigar as ferramentas à procura de buracos - um trabalho complicado e muito dispendioso.
 
Não faz nada por causa dos interesses involvidos, diga-se milhoes que enchem os bolsos dos que poderiam fazer alguma coisa.

Este não é um assunto que, pelas razões óbvias, seja muito divulgado, mas pelo menos os estados unidos não ficaram à sombra da bananeira. O Obama desde que tomou posse apostou, e muito, nesta área.

Desde a criação de uma unidade de ciberterrorismo mesmo debaixo da sua alçada até a grandes investimentos na monitorização das redes, principalmente junto aos equipamentos de transmissão internacional (fibras subaquáticas).

Por exemplo, o governo americano abriu, no ano passado, um concurso para 10.000 especialistas da área através de um concurso.

A europa é que, para não variar muito, me parece que estar à espera da boleia dos USA...
 
Cyber ataques à Google custam-lhe um sistema de password

Desde que a Google anunciou em Janeiro que este ano, que tinha sido vítima de acesso indevido por parte de crackers Chineses que roubaram informação dos seus computadores, nunca se soube a exacta natureza do problema e do conteúdo furtado. Mas uma fonte que está directamente relacionada com a investigação da Google, quebra o silêncio e refere o que é que foi comprometido.
​

É agora revelado um segredo guardado a sete chaves pela Google. A informação da fonte aponta para que os crackers, roubaram uma da informação mais valiosas, o funcionamento do sistema de palavras passes, usado em todos os serviços online da Google, onde os quais se incluem tanto o Gmail, como aplicações empresarias disponibilizadas pelo gigante.

O alegado sistema, denominado Gaia, em homenagem à deusa grega da terra, demorou menos de dois dias para ser quebrado. O funcionamento deste software está aparentemente relacionado com o sistema empregue pela Google, que permite que seja apenas necessário fazer autenticação uma vez, para se ter acesso à sua gama completa de serviços online.

Os autores dos ataques, não furtaram aparentemente passwords dos utilizadores de Gmail e a Google logo de seguida começou a fazer modificações significativas na sua rede de computadores depois dos ataques. A Google referiu que iria activar uma nova camada de encriptação para o serviço de Gmail. A empresa também apertou os critérios de segurança no seu centro de dados e também adicionou medidas de segurança entre os seus serviços e os PCs dos seus utilizadores.

Contudo, existe ainda a possibilidade, dos Crackers terem em sua posse informações de vulnerabilidades que tenham recolhido na altura do ataque e que esta não tenha conhecimento. A Google não quis fazer nenhum comentário à notícia avançada pelo New York Times.

O sistema de gestão de passwords Gaia, continua a ser usado, embora agora seja denominado como “Single Sign-on”. Estes novos indícios, vêm acender o debate sobre segurança e privacidade do vasto cluster computacional de empresas como a Google, que centralizam a informação pessoal de milhões de indivíduos e empresas.

Fonte: Cyber ataques à Google custam-lhe um sistema de passwords | Peopleware
 
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É a primeira vez que vejo usarem o termo "cracker" e não "hacker", quando se falam de ataques informáticos!apr:)apr:)apr:)

Finalmente!!!!!apr:)apr:)apr:)apr:)
 
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