O catolicismo e a Igreja têm muito que se lhe diga, mas num aspecto
parece haver concenso: a confusão por detrás das suas origens e das suas
convicções. Desde a própria Bíblia - cujos textos deixam muitas margens
para dúvidas, especialmente quando analisados à luz do nível cultural
das pessoas da época e dos métodos empregues para passar conhecimento
sem recorrer à escrita, incompreensível pela maioria - até à perigosa
semelhança entre antigos rituais pagãos e costumes da Igreja, explicados
por alguns como uma forma de a igreja lhes retirar importância
apropriando-se deles e usando-os a seu favor.
Mas o que mais me revolta no meio de tanta indefinição é mesmo a forma
como as mulheres foram afastadas sobremaneira de qualquer papel de
relevo. A mulher que, pelo que se sabe, era a figura preponderante na
tradição pagã, foi vítima de alguns dos maiores esforços por parte da
igreja na sua senda de auto-imposição, dos quais destaco a famosa
caça às bruxas.
E durante muito tempo se assistiu a todo o tipo de acções levadas a
cabo pela igreja numa espécie de "smear campaign", ou seja, numa
tentativa de "sujar o nome" de tudo o que pudesse constituir uma
ameaça. E, na verdade, ainda hoje se torce o nariz a conceitos como
o paganismo, bruxas, religiões islâmicas, etc...
Comparo efectivamente este "trabalho" e os seus resultados com o que
foi feito em relação ao comunismo pelos Estados Unidos.