[Acidente] Informações sobre acidente

Eu sinceramente ja estava a espera que alguem mencionasse esta situação começa a ser um argumento gasto, são milhares as participações com este argumento. [:D]

Em 2007 vi um processo de um tipo que atropelou um outro e alegou que fugio porque pensava que era uma armadilha... [:)] a armadilha era ele que estava bebado que nem um cacho.

Pelo que aqui é contado eu até acredito, inclusive, que o condutor do motociclo se atrapalhou com a ultrpassagem e caiu mas o dever de auxilio esse, na minha optica, não foi cumprido.

É o que concluí também, a condutora do motociclo desiquilibrou-se embateu no carro e caiu. A Maria não devia ter ido para a esquadra, dava meia volta e ia ter com a senhora e prestava o dever de auxílio, foi aí que pecou. Mal por mal ainda foi para a esquadra, se por exemplo fosse para casa ou outro lugar, aí acho que aí estaria em maus lençois...
 
Eu sinceramente ja estava a espera que alguem mencionasse esta situação começa a ser um argumento gasto, são milhares as participações com este argumento. [:D]

Em 2007 vi um processo de um tipo que atropelou um outro e alegou que fugio porque pensava que era uma armadilha... [:)] a armadilha era ele que estava bebado que nem um cacho.

Pelo que aqui é contado eu até acredito, inclusive, que o condutor do motociclo se atrapalhou com a ultrpassagem e caiu mas o dever de auxilio esse, na minha optica, não foi cumprido.

A minha opinião é fundamentada na formação que tive enquanto socorrista. A verdade é que esse género de armadilha é bastante mais comum do que se pensa.

Na óptica de quem é parte envolvida no acidente é óbvio que a responsabilidade é maior. Eu pessoalmente não seria capaz de abandonar o local do acidente, mas admito que perante uma situação que me parecesse duvidosa não hesitava em seguir marcha e dirigir-me o mais rápido possível a um posto da GNR/PSP.

Eu concordo que neste caso o dever de auxílio também não foi cumprido, mas apenas porque o condutor não ligou par ao 112 de imediato. Na parte de se ter dirigido ao posto sem ter parado não tenho nada a apontar. Se estivesse bêbado, sem carta, sem documentos, etc, isso tudo seria facilmente verificado na chegada ao posto.
 
Em principio já não será autuada. Pode haver processo-crime pelos ferimentos e aí levar com a omissão do dever de auxílio.

É apenas uma situação hipotética, atenção. Esperar para ver o que acontece [;)]

Estamos a esperar para ver o que acontece.

Um perito da companhia de seguros do carro da Maria veio verificar o carro, e como já tinha reportado, o carro não tem marca nenhuma.

A polícia tambem verificou que o carro não tinha nenhuma marca quando ela foi a esquadra.
 
Estamos a esperar para ver o que acontece.

Um perito da companhia de seguros do carro da Maria veio verificar o carro, e como já tinha reportado, o carro não tem marca nenhuma.

A polícia tambem verificou que o carro não tinha nenhuma marca quando ela foi a esquadra.

Então nesse caso deixa a coisa rolar, a companhia de seguros tem um prazo para te responder, dizendo se és ou não culpado do acidente [;)]
 
Então se a "Maria"não tivesse olhado pelo espelho, e não tivesse visto quem seguia na scooter no chão (podia confundir o barulho com outra situação qualquer) e seguido o seu caminho até ao seu destino.
Segundo li no 1º post, se o carro não tem nenhuma marca, quem tem que provar que a culpa pelo facto de ter caido é o condutor da scooter.
Se fosse eu, não teria assinado nada, pelo que li, a "Maria" apenas executou uma manobra perfeitamente normal, e, com o relato dos factos, detro da legalidade.
O facto de ter ido à esquadra, para mim, só prova a seriedade da pessoa em causa, porque se fosse outra pessoa, poderia ter seguido o seu caminho, sem se preocupar. (não sei em que zona foi, mas poderia ser uma zona porpícia a esquemas de roubo).
Como é que a pessoa da sccoter pode acusar alguém de a ter abalroado, se não há provas físicas no automóvel em causa.
 
A minha opinião é fundamentada na formação que tive enquanto socorrista. A verdade é que esse género de armadilha é bastante mais comum do que se pensa.

Na óptica de quem é parte envolvida no acidente é óbvio que a responsabilidade é maior. Eu pessoalmente não seria capaz de abandonar o local do acidente, mas admito que perante uma situação que me parecesse duvidosa não hesitava em seguir marcha e dirigir-me o mais rápido possível a um posto da GNR/PSP.

Eu concordo que neste caso o dever de auxílio também não foi cumprido, mas apenas porque o condutor não ligou par ao 112 de imediato. Na parte de se ter dirigido ao posto sem ter parado não tenho nada a apontar. Se estivesse bêbado, sem carta, sem documentos, etc, isso tudo seria facilmente verificado na chegada ao posto.

Outro detalhe, a Maria quando chegou a esquadra contou ao agente que a recebeu o ocorrido, o agente da esquadra entrou em contacto por radio com o agente que estava com a motociclista, o agente com a motociclista disse que a autora do embate tinha fugido ao que o agente da esquadra retorquiu que não era verdade, que a condutora do carro nao tinha fugido mas que estava na esquadra.
 
À falta de fonte melhor:

art. 219.º do Código Penal de 1982, aprovado pelo DL n.º 400/82, de 23.09, pelo qual o arguido foi acusado.
Aí se diz que:
«1. Quem, em caso de grave necessidade, nomeadamente provocada por desastre, acidente, calamidade pública ou situação de perigo comum, que ponha em perigo a vida, saúde, integridade física ou liberdade de outrem, deixar de lhe prestar o auxílio que se revele necessário ao afastamento do perigo, seja por acção pessoal, seja promovendo o seu socorro, será punido com prisão até 1 ano e multa até 100 dias.
2. Se a situação referida no número anterior foi criada por aquele que omitiu o socorro ou o auxílio devidos, a pena pode elevar-se a 2 anos de prisão e a multa até 200 dias».

fonte: Verbo Jurdico - Jurisprudncia 1ª Instncia

Daqui penso que é fácil perceber que promovendo o auxílio (chamando o 112) não se foge ao dever de auxílio. Se quiserem parar e sair do carro em situação de acidente é com vocês.
 
Então se a "Maria"não tivesse olhado pelo espelho, e não tivesse visto quem seguia na scooter no chão (podia confundir o barulho com outra situação qualquer) e seguido o seu caminho até ao seu destino.
Segundo li no 1º post, se o carro não tem nenhuma marca, quem tem que provar que a culpa pelo facto de ter caido é o condutor da scooter.
Se fosse eu, não teria assinado nada, pelo que li, a "Maria" apenas executou uma manobra perfeitamente normal, e, com o relato dos factos, detro da legalidade.
O facto de ter ido à esquadra, para mim, só prova a seriedade da pessoa em causa, porque se fosse outra pessoa, poderia ter seguido o seu caminho, sem se preocupar. (não sei em que zona foi, mas poderia ser uma zona porpícia a esquemas de roubo).
Como é que a pessoa da sccoter pode acusar alguém de a ter abalroado, se não há provas físicas no automóvel em causa.

A zona onde ocorreu o embate é uma zona perfeitamente normal e ocorreu de dia, pouco depois da hora de almoço, +/- 14h.

No relato que a Maria efectuou à seguradora, juntamente com ela disse-lhe para escrever o que se passou, a versão dela.
 
Outro detalhe, a Maria quando chegou a esquadra contou ao agente que a recebeu o ocorrido, o agente da esquadra entrou em contacto por radio com o agente que estava com a motociclista, o agente com a motociclista disse que a autora do embate tinha fugido ao que o agente da esquadra retorquiu que não era verdade, que a condutora do carro nao tinha fugido mas que estava na esquadra.

Vai na volta e é isso que justifica o facto de a Maria não ter sido autuada [;)]
 
À falta de fonte melhor:



fonte: Verbo Jurdico - Jurisprudncia 1ª Instncia

Daqui penso que é fácil perceber que promovendo o auxílio (chamando o 112) não se foge ao dever de auxílio. Se quiserem parar e sair do carro em situação de acidente é com vocês.

Eu não tenho esse entendimento, aliás como socorrista sabes que por ex. em caso de ter vómitos e se por acaso tiver desmaiado convem por a pessoa lateralmente, caso contrário pode quinar... até vir o 112 fica lá sozinho.
Ele acaba por morrer e depois? Ficou cumprido por ter ligado para o 112?

Repara neste pequeno apontamento:
Neste sentido, e a propósito do (revogado) art. 60.º do Código da Estrada aprovado pelo DL n.º 39 672, de 20 de Maio de 1954, decidiu-se, no Ac. RP de 11.02.87 (CJ, XII, t. 1, p. 263), que a circunstância de no local do acidente existirem diversas pessoas não exclui a culpa do agente que, tendo criado a situação de grave necessidade, omitiu o dever de auxílio, não interessando o tempo que este demorou no local nem quem providenciou o socorro para a vítima.


No entanto além do aspecto legal mais importante é o "conforto" que se pode dar à vitima.
Não havendo manifesto perigo para mim, independente de culpa ou responsabilidade, é para e ajudar no que puder... nem que seja apenas estar ao lado.
 
Eu não tenho esse entendimento, aliás como socorrista sabes que por ex. em caso de ter vómitos e se por acaso tiver desmaiado convem por a pessoa lateralmente, caso contrário pode quinar... até vir o 112 fica lá sozinho.
Ele acaba por morrer e depois? Ficou cumprido por ter ligado para o 112?

Repara neste pequeno apontamento:



No entanto além do aspecto legal mais importante é o "conforto" que se pode dar à vitima.
Não havendo manifesto perigo para mim, independente de culpa ou responsabilidade, é para e ajudar no que puder... nem que seja apenas estar ao lado.

Compreendo bem o teu ponto de vista.

Mas em primeiro lugar nem toda a gente tem capacidades para prestar um socorro válido, e muitas vezes valendo-se apenas da boa vontade muita gente faz asneiras quanto tenta socorrer alguém sem ter formação.

Quanto à citação que fazes, o que leio aí trocado por miúdos é que o facto de haver outras pessoas à volta do acidente não te tira a responsabilidade de prestares e/ou providenciares auxílio. Se alguém que esteja contigo por exemplo ligar para o 112, não faz sentido sobrecarregar o sistema com outra chamada. Não interessa o tempo que se fica no local, tens de ficar até estar garantido o dever de auxílio.
No caso da Maria, ela não ligou logo, agiu mal. Se tivesse ligado e seguido para o posto como fez, julgo que não teria nada com que se preocupar.

O procedimento de socorro é por vezes resumido a uma sigla: PAS - Prevenir, Alertar, Socorrer. Estas acções deverão ser tomadas por ordem.
A parte do prevenir enquadra-se no que dizes e é muito importante: garantir que não há perigo nem para a vítima nem para ti, isso vem em primeiro lugar, e muitas vezes não é evidente dado o cenário de determinado acidente se existe esse perigo ou não.
Depois tens de alertar o 112 e finalmente, na medida das competências de cada um, prestar o socorro possível.
 
. . .
Depois tens de alertar o 112 e finalmente, na medida das competências de cada um, prestar o socorro possível.

Então lá está, quem nada sabe fazer, isto é, que não tem luzes nenhumas de socorrismo, limita-se a ficar lá dando o tal apoio moral, isto partindo do principio que não há nenhuma situação de excepção que te obrigue a não parar . . .

Alias eu penso ter lido em algum lado que só se deve de mexer na vitíma em caso de risco de incêndio, pois como referes e bem, por vezes a boa vontade pode piorar o estado da vitima em vez de ajudar.
 
Então lá está, quem nada sabe fazer, isto é, que não tem luzes nenhumas de socorrismo, limita-se a ficar lá dando o tal apoio moral, isto partindo do principio que não há nenhuma situação de excepção que te obrigue a não parar . . .

Alias eu penso ter lido em algum lado que só se deve de mexer na vitíma em caso de risco de incêndio, pois como referes e bem, por vezes a boa vontade pode piorar o estado da vitima em vez de ajudar.

Nem sempre é tão linear como dizes.

Imagina um acidente ocorrido numa estrada com pouca visibilidade, nesse acidente houve alguém que ficou encarcerado. Não consegues retirar a pessoa da situação em que está só por ti e ficas ao pé dela. Nisto aparece um carro lançado que te colhe a ti, ou que colide com o carro onde está a vítima. Passamos a ter mais uma vítima que és tu e não ajudaste em nada a vítima inicial.
Ser herói é bonito mas pode correr para o torto... tem que haver bom-senso!

Há N situações em que é possível ficar ao lado da vítima a dar algum apoio moral pelo menos, mas há outras N que por muito boa vontade que se possa ter não é de todo aconselhável ficar junto da vítima sequer. Nesses casos farias melhor em tentar sinalizar e proteger o local onde está a vítima para evitar que haja mais acidentes (isto é Prevenir!).
 
Pois é mas ficaste lá e fizeste o teu possível, não ligaste para o 112 e adeus até amanhã[;)]

Já deram vários exemplos do pq motivos as pessoas vão embora, e provavelmente os casos justificados serão muito poucos, a maior parte é a pensar apenas em evitar sanções ou a resp. do sinistro.

Não estamos a falar de atropelar um individuo de origem duvidosa ao lado da Cova da Moura, aí concordava com o procedimento adoptado, ou ao lado de um acampamento cigano, ou ter um acidente e saírem 4 gajos com tacos de basebol ou armas...[;)]

Isto ia dar para encher umas boas páginas.
 
Nem sempre é tão linear como dizes.

Imagina um acidente ocorrido numa estrada com pouca visibilidade, nesse acidente houve alguém que ficou encarcerado. Não consegues retirar a pessoa da situação em que está só por ti e ficas ao pé dela. Nisto aparece um carro lançado que te colhe a ti, ou que colide com o carro onde está a vítima. Passamos a ter mais uma vítima que és tu e não ajudaste em nada a vítima inicial.
Ser herói é bonito mas pode correr para o torto... tem que haver bom-senso!

Há N situações em que é possível ficar ao lado da vítima a dar algum apoio moral pelo menos, mas há outras N que por muito boa vontade que se possa ter não é de todo aconselhável ficar junto da vítima sequer. Nesses casos farias melhor em tentar sinalizar e proteger o local onde está a vítima para evitar que haja mais acidentes (isto é Prevenir!).

Como é óbvio cada caso é um caso, não há uma resposta universal para todos os acidentes e todos os tipos de vitimas . . . se não podes sair do carro podes de certeza tentar na medida do possível sinalizares o local de forma conveniente . . . [;)]
 
Back
Top