[Antevisão] Kia Cee'd 2012

2011

Kia_cee'd_SW_Facelift_interior_-_GMS_2009.jpg


2012

kia-cee-d-02.jpg


Vamos jogar às diferenças?

Até parece que nem acredito, ao fim da hyundai apresentar a evolução que apresentou...
 
Afinal...... a foto que pus até era do interior do ceed. Que desilusão.

As fotos são do modelo lançado em 2007.
Acho engraçado é quando alguém que se fartava de falar mal do cee'd, que era assim e assado, depois confunde o interior do modelo original com um do novo a sair este ano... [:)]

PS: Olha não foste o único... [:D]
 
chiça ! a comichao que este novo ceed já faz ! alguns users até se dão ao trabalho de fazer trolling com os interiores do novo ceed e com o da primeira geração .
tenham medo o Kia ceed vem aí !
 
Andava a folhear umas revistas, e deparei-me com análise ao novo Kia Rio.
Por acaso, pensava que já tinha opinado sobre o desenho do carro, mas nops.


Como o autor da rubrica, também acho o Rio sobre grande influ~encia germânica.
Mas estando aos comandos do centro de estilo da Kia, o sr. Peter Schreyer, ele, que nos deu um dos maiores ícones de estilo germânico recentes, o primeiro TT, seria de esperar que houvesse alguma contaminação visual pelos ateliers da Kia.
E se repararmos na excelente evolução da Kia nos últimos anos, no plano visual, é mais que óbvia a influência dos valores visuais alemães na sua concepção.
Apesar de tudo, ele tem trabalhado na direcção certa para criar uma identidade, apesar de idiotice de chamarem "Tiger Nose" para se referir a uma "grelha" Kia.
Modelos com estilo próprio e identidades vincadas como o Soul e o novo Sportage também têm sido fundamentais na percepção da marca como algo mais que um electrodoméstico coreano.


E agora o Rio.
Por um lado considero um salto brutal considerando os seus antecessores.
Deixa de ser a caixa anónima e invisivel para passar a ter presença.
Mas por outro lado, apesar da evolução positiva, cai nos clichés estilisticos habituais do restante segmento, como se houvesse receio de não ficar integrado no grupo.
A frente é bastante aguerrida, a querer mostrar que é criatura dinâmica, com grupos ópticos king-size e falsas entradas de ar em grande destaque.
Na traseira, os grupos ópticos deitam a perder alguma dessa agressividade, e parecem não encaixar de forma muito harmonosa com o arco que define o óculo traseiro. E como na frente, parecem ter um tamanho acima do ideal.
Apesar da solução estilistica intererssante para o óculo traseiro, a visibilidade traseira deve ser um martírio, dado a pouca altura do mesmo, a generosa máscara opaca que contém e um robusto pilar C.

Em contraponto aos extremos, é no perfil que encontramos uma solução simples e elegante, e também, dinamizadora de todo o perfil. Aquela simples linha que nasce na traseira e desce formando uma "blade" e consequentemente, uma superfície distinta, tratando-se de uma solução semelhante já vistas em outras marcas, permite criar o interesse e a identidade necessária, sem cair em exageros estilisticos. Como referido pelo autor do artigo, devia-se ter mais atenção a certos pormenores como o posicionamento dos puxadores das portas, uma temática recorrente em muitos modelos. Se não é possivel mudar a posição dos mesmos, que se altere então o desenho de modo a que os mesmos fiquem melhor integrados no todo.


Resumindo, muito bom trabalho por parte da kia, apesar de, como opinião final, ser: "Bom trabalho, finalmente chegaram ao nosso nível", do que propriamente "Wow!!!"

Citando-me a mim próprio, pegando num post que coloquei sobre o Kia Rio no tópico "curva contra-curva" já faz uns meses.
Destaquei apenas aquilo que se aplica ao novo Ceed.
Porque a conversa ia dar ao mesmo.
Tanto o Rio como o Ceed estão nos segmentos que mais vendem na Europa.
E ao contrário de outras coisas que a Kia já mostrou, são claramente os modelos de desenho mais convencional, consensual e "domesticado" que tem mostrado.
Claramente colados ao que os alemães têm feito a este nivel.

Não deixa de ser curioso as semelhanças que encontram relativamente ao Astra. O Astra é um cliché visual rolante. Está apelativo, mas tudo o que preenche a carroçaria é demasiado genérico e praticamente podemos apontar a qualquer outro modelo do segmento quases todas as soluções visuais presentes. É uma aposta segura. Seria natural que o Ceed seguisse caminho semelhante, até porque o Rio já nos tinha preparado para o que aí vinha. Pequenas alterações na frente e poderiam pertencer a uma mão cheia de outras marcas. Não têm a identidade forte que vimos em outros Kia. Misturam-se facilmente na multidão. Não chocam, são genericamente apelativos.

A única coisa do que vi que realmente me intrigou foi os grupos ópticos, porque também pensei logo série 5 E60. Não deixa de ser um pormenor interessante, já que a aposta do Schreyer para a Kia este tempo todo, tem sido fortemente contaminada pelos genes visuais da Audi, sobretudo no uso de superfícies planas e um desenho caracterizado por uma geometria rigorosa. Será que estamos a ver o inicio de um novo paradigma?
 
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