Tive dois 1.5 CRDI, um de 3 cilindros com 80 e qualquer coisa cavalos montado no Hyundai Getz e o de 4 cilindros 110cv no Kia Rio.
Ambos foram fiáveis, o Getz prendeu a borboleta de admissão e tinha dificuldade a pegar, resolveu com uma limpeza.
O segundo deu problemas na EGR, levei-o a uma oficina de reprogramações, anularam a dita e nunca mais chateou, o andamento do Rio ainda recebeu elogios do reprogramador.
O motor de 4 cilindros está a anos luz do seu antecessor manco em tudo, surpreende pela disponibilidade e sobretudo pelo refinamento muito acima das expectativas, gostei mesmo muito do motor.
Comprei-o bastante rodado e tinha um relanti suave e certinho, para alguns desatentos poderia ser confundido com um motor a gasolina.
Nenhum dos outros diesel da época que fui tendo contacto eram tão refinados quanto esse motor principalmente naquela gama de preços. No entanto estes carros não tinham volante de motor bimassa pelo que o acionamento da caixa e da embraiagem era brusco e não era condizente com motor em si.
Os consumos não eram tão extraordinários, nunca baixando dos 5.5l/100kms, o 1.9TDI na mesma utilização conseguia ser mais económico mesmo a puxar uma carroçaria mais pesada.
A construção é boa e feita para durar em ambos os carros do grupo sendo o Rio superior ao Getz. No mercado de usados surpreende o valor que pedem por estes Kia Rio 110cv.
O maior defeito que aponto a estes dois carros e a outros do grupo é a qualidade da pintura e da chaparia, fiquei com a sensação que tentaram fazer um produto de qualidade de durável mas para manter o preço competitivo pouparam na preparação da carroçaria tendo ambos os carro sido propensos a ganhar corrosão.
Nunca tive contacto com o Cerato mas quis deixar aqui a minha experiência positiva com estes modelos da mesma época.