Lidar com perca de ente querido

ipvesav

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Infelizmente,na semana passada morreu a minha mãe (era avó,mas tratava por mãe porque cuidou de mim desde os 3 meses,pois a minha mãe verdadeira abandonou-me).
Foi algo repentino e da qual não esperava,tipo,ela tinha 67 anos,sofria de alguns problemas,nomeadamente coluna,coração (tinha sopro cardiaco),tiroide e ossos,além de que era fortesinha À coisa de 2 semanas,começou-lhe a doer a perna (finais de Agosto/inicio de Setembro). Foi duas vezes ao médico,a última das quais a 12 de Setembro e este receitou-lhe um analgésico. A última vez que a vi,ela estava meia inchada,nos olhos. No dia em que morreu,de manha tinha falado com a minha namorada e esta notou que o respirar parecia estranho e a fala dela também. Antes de morrer,ela e o meu pai (avó,mas que trato por pai),tinham falado um bocado,depois ela levantou-se para ir fazer a cama e ele foi também. Aí,ela pediu-lhe para ele compor as canadianas e mal estava a fazer tal,ela caiu no chão. O meu pai foi pedir ajuda a uma vizinha para ver se conseguiam conseguiam levanta-la mas foi em vão. Foram em chamados os bombeiros e depois o INEM mas nada havia a fazer.
Depois,os senhores da funérária viram que estava a deitar a sangue e disseram que tinha sido arrebentamento da aorta.
O que pergunto é,teria salvação possível ou algo poderia ter sido feito para evitar tal?
E depois,como lidar como esta isto tudo,com as recordações,memória,saudades,como ultrapassar esta fase.
 
Os meus sinceros pêsames.

Quando dizes rebentamento da aorta calculo que seja um aneurisma e pode ser tratado quando diagnosticado a tempo. Costuma ser detectado em exames de rotina visto não ter grandes índices de sintomas. Mas depois da ruptura não havia nada a fazer.
Por muito que custe tens que seguir em frente e não pensar nisso e no que poderia suceder se... Só te faz pensar ainda mais no assunto e ficar pior.
 
os meus pesames, nesta fase deves tentar destrair-te, focar-te noutra coisa para descançar a cabeça, essas coisas vão levar o seu tempo tens de te manter controlado e levar as coisas de modo leviano, e o teu pai a mesma coisa acompanha-lo e ires com ele arejar a cabeça, saindo de casa e ir passear um pouco para se distrairem...

perder um familiar e de quem se gosta muito, é complicado de um momento para o outro meter na cabeça psicológicamente que já não o vão ver como até ao dia em que faleceu, teem de levar um dia de cada vez, se houver necessidade peçam ajuda, se sentirem a descarrilar, é sempre bom desabafar para aleviar...
 
Os meus sentimentos. Era nova. 😢 Para já, tens de fazer o luto, e naturalmente a dor dá lugar a mágoa, que dá lugar a saudade, que dá lugar as boas recordações.
Acredita numa coisa, de quem já passou pelas duas situações. Antes assim, que ver a pessoa a morrer e a definhar aos poucos.

Vai apanhar ar, apoia-te na tua namorada. Dá apoio e apoia-te no teu pai.
 
Os meus pêsames.

Acho que já foi tudo dito. Não fiques a remoer o passado que isso só ajuda a piorar.
Agora vem a fase do luto, e os primeiros dias sem ela. Aqui é crítico o apoio ao teu pai (e teres tu também apoio), ultrapassarem esta fase e seguirem com a vida
 
Desde já os meus mais sinceros sentimentos. Fui criado pelos meus avós desde os 17 meses de idade, e ja passei por isso, primeiro com o meu avô, um pouco parecido, em que o reanimei 2 vezes, sozinho, ate chegar o INEM. Viveu, ou melhor, sobreviveu 17 dias e faleceu. A minha avó viveu mais 11 anos, partiu o col do femur, e os analgesicos associados a medicamentos para alzheimer fizeram o resto ao fim de 1 semana.

Compreendo perfeitamente o que estás a passar, tal como disseram, apoia-te em quem está proximo, chora quando der vontade, pois alivia bastante. O resto vem com o tempo, e ficam as recordações que te farão esboçar um sorriso sempre que te lembrares da tua mãe.

Um grande abraco, e força, pois não é fácil.
 
Depois de já ter acompanhado a morte de vários familiares próximos, fiquei mais pragmático com o assunto. É um ciclo da vida que se fecha e outro que se inicia. O importante é não ficar pendurado entre os dois ciclos. Há que chorar, meter paredes abaixo para libertar stress, e seguir em frente. Força.
 
Depois de já ter acompanhado a morte de vários familiares próximos, fiquei mais pragmático com o assunto. É um ciclo da vida que se fecha e outro que se inicia. O importante é não ficar pendurado entre os dois ciclos. Há que chorar, meter paredes abaixo para libertar stress, e seguir em frente. Força.

Isto tudo, sem tirar nem pôr, independentemente do choro mais "físico ou psicológico".

É importante lavar a alma.[;)]

Tudo de bom para ti!
 
Em primeiro lugar, lamento imenso a tua perda. Pelo que descrever é mais típico de uma embolia. A questão do sangramento pode ter sido da queda. Normalmente a ruptura da aorta provoca hemorragia mas interna. Só vendo mesmo e com a autópsia que nestes casos não é feita. Mas pela descrição parece uma embolia/trombose. O facto de estar inchada tem a ver com a incapacidade do coração bombear o sangue o que sugere insuficiência cardíaca. Se seria reversível? Se fossem detectados os sintomas precocemente, era reversível em principio.

Quanto ao luto, é muito recente. O luto é um processo com várias fases e a aceitação demora a acontecer. É normal tudo o que possas sentir desde que não fiques preso a ele, tem de haver evolução para que o luto seja feito. Tens de passar pela negação, negociação, raiva e finalmente a aceitação e isso demora tempo. Esse tempo varia muito de pessoa para pessoa

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