Lisboa recebe a Web Summit até 2018

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Ter conseguido tirar a Web Summit de Dublin não é coisa pouca.

Vitória! Lisboa vai receber a Web Summit em 2016, 2017 e 2018

Anúncio chegou esta quarta-feira pelo presidente da Web Summit, Paddy Cosgrave. Nos próximos três anos, o maior evento de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa vai acontecer em Lisboa.

Os mais de cinco mil membros do grupo “Bring the Web Summit 2016 to Lisbon” já não precisam de enumerar mais razões para convencer Paddy Cosgrave a realizar a sexta edição do maior evento europeu de empreendedorismo e tecnologia na capital portuguesa. Em 2016, 2017 e 2018, a Web Summit tem nova morada: Lisboa. No próximo ano, os mais de mil oradores vão falar no MEO Arena e na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

"Mudar para Lisboa vai dar-nos oportunidade para crescer”, disse Paddy Cosgrave, no anúncio do acordo que foi assinado esta quarta-feira, em Lisboa. Porquê? Porque Lisboa “é uma cidade mágica e com tanta história”, referiu. “Estou muito contente por podermos chamar Lisboa a nossa casa em 2016.”

O presidente da Web Summit explicou que esteve durante meses a olhar para eventos em toda a Europa e a ponderar qual seria a melhor cidade para acolher um evento que em 2014 recebeu 22 mil participantes. E Lisboa teve a seu favor o facto de ser uma “cidade brilhante, com uma comunidade de empreendedores brilhante”. Sobre o movimento que a publicação digital Ship lançou para convencê-lo a escolher Lisboa, disse que foi “maravilhoso” ter um feedback destes da comunidade.

"Toda esta atividade no Twitter e no Facebook foi algo que nunca aconteceu noutras cidades. São coisas que parecem muito pequenas, mas que tiveram muito impacto na decisão final”, disse Paddy.

O vice-primeiro-ministro Paulo Portas anunciou que para a edição de 2016 se esperam cerca de 40 mil pessoas em Lisboa e que além dos próximos três anos, o acordo pode estender-se por mais dois. “Vencer a competição pela Web Summit não tem apenas a ver com trazer para Lisboa um dos eventos mais importantes da economia do século XXI”, disse Paulo Portas, explicando que o evento vai colocar Lisboa “no centro do mundo da internet, das novas tecnologias e das empresas mais competitivas”.

"É uma grande oportunidade para melhorarmos o ecossistema tecnológico português”, afirmou o vice-primeiro-ministro. São esperados mais de 2 mil jornalistas para cobrir o evento em novembro de 2016.

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http://observador.pt/2015/09/23/web-summit/
 
Uma boa notícia, creio.

Para quem acha que é um evento da treta, a lista de oradores costuma incluir os CEO's do gigantes (Google, Microsoft, Facebook, etc) e até primeiros-ministros. Não é por acaso que lhe chamam "Davos for Geeks".

Isto foi notícia de topo na Bloomberg hoje.
 
Um quote da noticia da Bloomberg:

The loss of the summit is “a massive embarrassment for Ireland,” said Timmy Dooley, tourism spokesman for Fianna Fail, the biggest opposition party. “It is extremely disappointing and puts a serious dent in Ireland’s global reputation as a key technology player.”



Portugal podia ser ainda mais atractivo para as empresas de base tecnológica se tivesse um enquandramento fiscal mais competitivo. A Irlanda só tem as sedes europeias da Google, Apple e outras empresas do género por ter os impostos mais competitivos.



Nós temos um bom clima, boas infraestruturas, pessoas altamente qualificadas formadas pelas nossas universidades, etc.
 
Um quote da noticia da Bloomberg:





Portugal podia ser ainda mais atractivo para as empresas de base tecnológica se tivesse um enquandramento fiscal mais competitivo. A Irlanda só tem as sedes europeias da Google, Apple e outras empresas do género por ter os impostos mais competitivos.



Nós temos um bom clima, boas infraestruturas, pessoas altamente qualificadas formadas pelas nossas universidades, etc.

Por isso mesmo é que digo que não é coisa pouca, pelo facto de Dublin estar a anos-luz de Lisboa no que toca à presença de grandes empresas tecnológicas.
 
Lisboa daqui a uns anos será a San Francisco Europeia. Tem condições geográficas, climatéricas, sociais, sócio-económicas únicas dentro do contexto Europeu. Talvez apenas Barcelona lhe consiga fazer frente.
 
Um quote da noticia da Bloomberg:





Portugal podia ser ainda mais atractivo para as empresas de base tecnológica se tivesse um enquandramento fiscal mais competitivo. A Irlanda só tem as sedes europeias da Google, Apple e outras empresas do género por ter os impostos mais competitivos.



Nós temos um bom clima, boas infraestruturas, pessoas altamente qualificadas formadas pelas nossas universidades, etc.

Isto pode ser um bom ponto de partida para o país. Temos assistido nos últimos anos principalmente em Lisboa e no Porto a eventos de menor dimensão com o objetivo de atrair investimento externo, e muito tem acontecido. Um evento deste género pode ser um catalisador para que Portugal possa atrair mais empresas para criar centros em Portugal, e felizmente temos assistido a algumas empresas a descentralizarem-se para centros mais pequenos como Braga, Viseu, Castelo Branco ou Fundão (por exemplo).

Em termos de IT a impressão que tenho é que somos bastante bons, somos polivalentes (com as vantagens e desvantagens que isto traz) e flexíveis, características pouco comuns noutros mercados que podem jogar a nosso favor.
 
Lisboa daqui a uns anos será a San Francisco Europeia. Tem condições geográficas, climatéricas, sociais, sócio-económicas únicas dentro do contexto Europeu. Talvez apenas Barcelona lhe consiga fazer frente.


Só lhe faltam algumas coisas... população altamente qualificada, infra-estruturas, domínio perfeito do idioma internacional, e mais umas coisinhas pequenitas como tribunais que funcionem, incentivos fiscais, etc.
 
Só lhe faltam algumas coisas... população altamente qualificada, infra-estruturas, domínio perfeito do idioma internacional, e mais umas coisinhas pequenitas como tribunais que funcionem, incentivos fiscais, etc.

Nas duas características que coloquei a negrito penso que até somos competitivos:
- a nível de infraestruturas penso que estamos relativamente bem servidos no litoral do país, temos dois aeroportos perto das cidades respectivas e servidos por metro, temos linha ferroviária, imensos parques empresariais com lotes e edifícios por ocupar, o acesso a internet de alta velocidade é ajudado por uma rede de fibra óptica com cobertura nacional (a cobertura 4G também costuma ser muito boa), uma rede de autoestradas na sua maioria com uma utilização abaixo da sua capacidade, etc. O que nos faltará mais a este nível?
- em termos de domínio de línguas, apesar dos portugueses não serem falantes nativos de inglês, comparativamente ao que tenho visto pelo resto da europa até somos bons, especialmente aqueles com cursos superiores visto que, por exemplo nos cursos de informática, desde o primeiro dia que levam com todas as apresentações dos professores, bibliografia, conteúdos disponíveis na internet, etc. em língua inglesa. Acredito que a esmagadora maioria daqueles que trabalham em empresas de base tecnológica têm um domínio do inglês mais do que suficiente para fazerem a sua função. Na verdade em Portugal até temos um número cada vez maior de call-centers que servem outros países e gigantes como a Concentrix lá vão arranjando centenas de colaboradores que falam os idiomas necessários.
 
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Só lhe faltam algumas coisas... população altamente qualificada, infra-estruturas, domínio perfeito do idioma internacional, e mais umas coisinhas pequenitas como tribunais que funcionem, incentivos fiscais, etc.

2 ou 3 detalhes...
 
Só lhe faltam algumas coisas... população altamente qualificada, infra-estruturas, domínio perfeito do idioma internacional, e mais umas coisinhas pequenitas como tribunais que funcionem, incentivos fiscais, etc.

Na parte dos tribunais concordo inteiramente contigo, mas população qualificada, infra estruturas e domínio do idioma internacional até estamos num nível bastante aceitável.
 
Só lhe faltam algumas coisas... população altamente qualificada, infra-estruturas, domínio perfeito do idioma internacional, e mais umas coisinhas pequenitas como tribunais que funcionem, incentivos fiscais, etc.

Tribunais que funcionem, menos burocracia e uma fiscalidade atractiva. O resto não concordo.
 
Um quote da noticia da Bloomberg:





Portugal podia ser ainda mais atractivo para as empresas de base tecnológica se tivesse um enquandramento fiscal mais competitivo. A Irlanda só tem as sedes europeias da Google, Apple e outras empresas do género por ter os impostos mais competitivos.



Nós temos um bom clima, boas infraestruturas, pessoas altamente qualificadas formadas pelas nossas universidades, etc.

Zona Franca da Madeira cof cof
 
Só lhe faltam algumas coisas... população altamente qualificada, infra-estruturas, domínio perfeito do idioma internacional, e mais umas coisinhas pequenitas como tribunais que funcionem, incentivos fiscais, etc.

O funcionamento da Justiça e a carga fiscal são os factores mais dramáticos. Em relação ao idioma, nunca estaremos no mesmo campeonato de países nativos de inglês, mas isso não significa um mau domínio da língua.

As infraestruturas são bastante aceitáveis e no que toca a qualificações, embora Portugal como um todo seja uma desgraça, Lisboa é um microcosmos em vários aspectos.
 
Podiam criar na Expo uma tech-city, uma zona favoravel á instalação de empresas tecnologicas,criando assim um cluster que permitisse a captação de investimento das empresas na area da tecnologia. [;)]
 
Lisboa daqui a uns anos será a San Francisco Europeia. Tem condições geográficas, climatéricas, sociais, sócio-económicas únicas dentro do contexto Europeu. Talvez apenas Barcelona lhe consiga fazer frente.


Ponte já temos.




Só é pena o THU ir para outras paragens devido à negligência de quem nos governa...
 

Lisboa tem melhores condicoes logísticas que Dublin, nao tenho dúvidas disso. Já há muito tempo que Lisboa tem vindo a apostar neste tipo de eventos, esta é mais uma vitória.

E já agora, quando se fala no dinheiro que custou a Expo 98 temos também de olhar para o dinheiro que as infraestruturas que foram construídas trazem, este é um bom exemplo disso. Lisboa nunca conseguiria atrair um evento desta magnitude se a oferta fosse a antiga FIL.
 
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