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O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde. Um humor incondicional.
“A Regra de Quatro” – Ian Caldwell e Dustin Thomason
“Hypnerotomachia Poliphili” é o complexo nome de um ainda mais complexo livro que apareceu em finais do século XV, cuja autoria é atribuída, mas sem muitas certezas, a um monge italiano chamado Francesco Colonna. Escrito em 1467, foi impresso trinta anos mais tarde por um reputado veneziano, sendo considerado um dos mais belos livros do mundo. É igualmente um dos mais misteriosos, pois aparentemente encerra diversos segredos que ao longo de 500 anos ninguém conseguiu desvendar.
Mas não é esse livro que está aqui a ser analisado, obviamente, mas sim o cativante “A Regra de Quatro”, thriller intelectual que tem feito bastante sucesso, nomeadamente em Portugal, onde foi editado pela Presença.
Injustamente comparado a “O Código da Vinci”, “A Regra de Quatro”, escrito a quatro mãos pelos jovens Ian Caldwell e Dustin Thomason, tem vida própria. A história decorre na Universidade de Princeton, onde quatro finalistas desvendam alguns dos segredos do livro misterioso. Dois deles, o narrador,
Tom, e o seu amigo Paul, ficam de tal modo embrenhados na obra que praticamente abdicam da própria vida. Percebem que estão prestes a descobrir um segredo de um valor incalculável e que há quem esteja disposto a matar para se apoderar de tais informações. O livro, que nas cem primeiras páginas ambienta o leitor ao universo de Princeton, ganha um novo ritmo a partir daí, levando-nos em crescendo até um desfecho trepidante, onde mistura investigação, traição e crime.
Sem sair do espaço de Princeton, os autores conseguem criar, mesmo assim, uma obra aberta através de referências a outras épocas e locais, nomeadamente uma viagem na história até à Florença do século XV.
“A Regra de Quatro” não se limita a ser um thriller sustentado apenas no objecto, o “Hypnerotomachia”, já que os autores também nos mostram a vida e os problemas pessoais das personagens, sem que por isso seja quebrado o ritmo da narrativa. Estudantes normais como quaisquer outros, têm vidas por resolver, escolhas a fazer, assuntos a resolver.
Eu ando a ler Vendedor de Sonhos - Augusto Cury.
Desde o meu último post já li:
(...)
Vou iniciar o "Dança Dança Dança" - Haruki Murakami
Esse é muito bom! Muito mesmo.
Já comecei este que me foi oferecido nos meus anos: "Os pilares da Terra" de Ken Follet
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