Livros - O que andam a ler?

Não sei se deram conta disso, mas os hipermercados da Sonae colocaram à venda um montão de livros da colecção de ficção ciêntifica Argonauta ao preço de €1,20 cada livro.

É claro que não estão à venda os quinhentos e tal titulos da colecção, mas tem lá imensos.

Eu aproveitei e comprei uns cinquenta [kiss].
 
Terra do Nosso Pão, Antunes da Silva. E o próximo vai ser "A Rosa do Adro" de Manuel Maria Rodrigues.

E que tal o "Triunfo dos Porcos" do Orwell?

É uma boa fábula politica, infelizmente sempre actual, em que um ideal pode ser corrompido pelo poder, pela corrupção etc. Relata a revolução entre os animais de uma quinta, titulo original "Animal Farm".
 
Não sei se deram conta disso, mas os hipermercados da Sonae colocaram à venda um montão de livros da colecção de ficção ciêntifica Argonauta ao preço de €1,20 cada livro.

É claro que não estão à venda os quinhentos e tal titulos da colecção, mas tem lá imensos.

Eu aproveitei e comprei uns cinquenta [kiss].

Boa dica, eles de vez em quando têm ums promoções assim, sempre se econtra umas coisas jeitosas.
 
Agora no Verão li assim +- de rajada:

"O Deus do Nilo", de Wilbur Smith
"O 7º Papiro", de Wilbur Smith
"Morte de um Dissidente: o Envenenamento de Alexander Litvinenko e o Regresso do KGB", de Alexander Goldfarb

E agora estou a ler:

"O Mago", de Wilbur Smith, para acabar esta interessante série de romances históricos sobre o Egipto Antigo.
 
Update às minhas leituras do último mês e meio:

"Cantos de Maldoror"
de Isidore Ducasse (também conhecido por Conde de Lautreamont)

Esta obra-prima do horror é verdadeiramente inacreditável. Jamais imaginaria que alguém pudesse meter em papel de forma tão tenebrosa o lado mais horrendo do ser humano. "Cantos de Maldoror" é um livro chocante, horripilante, fantástico, repulsivo, genial, demente, épico. Uma obra-prima da literatura decadentista do início do século XX.

Levei vários meses a lê-lo pois fiz questão de o tragar lentamente. Tanto Mal, tanta depravação, tanta descrição da crueldade humana não é para se consumir de enfiada. Até porque o livro não tem uma história linear, são fragmentos soltos da rendição de Maldoror à carreira do Mal.

Obra-prima da literatura.

"Pela Estrada Fora" de Jack Kerouac

Descrição entusiasmante, divertida e on the road da Geração Beat, nos anos 50 dos EUA, antecâmara da Geração Hippie. Álcool, drogas, sexo, jazz, tudo se mistura na escrita simples e directa de Jack Kerouac. É um livro autobiográfico (com nomes fictícios) onde entram outros ícones da literatura americana como William S. Burroughs, Allen Ginsberg e principalmente o desconcertante Neal Cassady, amigo de Kerouac. Correr a América à boleia sem um tostão no bolso várias vezes de lés a lés não é para todos e depois de se ler "Pela Estrada Fora" dá vontade de ir fazer o mesmo.

"Capitães da Areia" de Jorge Amado

Foi o primeiro livro que li de Jorge Amado e adorei. "Capitães da Areia" retrata o mundo cruel dos meninos de rua de Salvador da Bahia nos anos 30/40, as suas aventuras, as suas paixões, os seus ideais (ou a falta deles), a diária luta pela sobrevivência, os laços de afecto entre eles, a ausência de amor, chega a ser comovente. Simplesmente magnífico.

"Os Pilares da Terra" de Ken Follett

Verdadeiro calhamaço de 1100 páginas divididas por dois volumes. Levou-me quase um mês a ler mas foi recompensador. É uma história verdadeiramente épica sobre um homem na Idade Média que sonha construir uma catedral como nunca existiu. A Idade Média, a Igreja, a Guerra Civil Inglesa, a perigosa ligação política/religião desde sempre existente, tudo passa por esta história fenomenal e viciante. Haja tempo e disposição para se passar tanto tempo com uma história e o resultado é um livro inesquecível.

"Navegador Solitário" de João Aguiar


A história de Solitão Francisco da Conceição Fernandes e a sua atribulada transição da adolescência para a vida adulta. A luta moral de Solitão com o seu lado "mau", ter ou não ter escrúpulos, eis a questão... Um avô já morto que lhe manda mensagens pela sua mão. Uma tia medium, uns pais frios e injustos, experiências sexuais de toda a índole, a descoberta da grande cidade, tudo isto acontece em "Navegador Solitário" onde também, por vezes subtilmente, se fala de temas como a política, o futebol, a Igreja, o provincianismo, tantas e tantas coisas numa abordagem inteligente e original de João Aguiar. Gostei.
 
excelente, do ponto de vista do entendimento, e das diversas vertentes nas relaçoes pessoais e e empresariais! apr:)

Ver anexo 59020

Se gostaste desse, lê também este:

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É mais aplicado às relações empresariais, em particular sobre os diversos estilos de liderança, e a inteligência emocional nesta e nas restantes relações com equipas de trabalho.
 
"Contos Proibidos- Memorias de um PS desconhecido".

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O famoso livro que um antigo dirigente do PS, Rui Mateus, escreveu há varios anos atrás, onde explicou alguns dos esquemas obscuros através dos quais o PS se financiava no tempo em que o secretario geral era Mario Soares

"É um dos vários livros banidos e censurados pela actual república. Publicado há onze anos atrás, esgotou rapidamente graças à polémica que o envolveu – e diz-se que também devido a ter sido retirado de circulação. Teve sempre muita procura mas a sua editora, Dom Quixote, afirma que não o reedita.

Quem não sabe porque é que este livro está banido, nada melhor do que começar por ler a série de crónicas sugestivamente entituladas O Polvo, publicadas entre Setembro e Outubro de 2005 na revista Grande Reportagem e escritas pelo na altura seu director, o jornalista Joaquim Vieira. Aliás, Vieira foi despedido da direcção dessa revista por ter publicado essas crónicas e, segundo a jornalista Felícia Cabrita, «por ter permitido a publicação de escutas do processo Casa Pia que envolviam dirigentes do PS"
 
Desde o meu último post, prai há um mês, li:

  • “O Vendedor de Sonhos” – Augusto Cury
  • “O Segredo do Alquimista” – Scott Mariani
  • “Quem Quer Ser Bilionário” – Vikas Swarup
  • “Ossos Intactos” – Kathy Reichs
  • “Ninguém Escreve ao Coronel” – Gabriel García Márquez
  • “Kafka à Beira-Mar” – Haruki Murakami
  • “Contos de Terror e Arrepios” – Bram Stoker
  • “Um Crime no Expresso do Oriente” – Agatha Christie


Comecei hoje “Crime na Mesopotâmia” de Agatha Christie.
 
Ora nestas últimas três semanas passaram diante dos meus olhos as seguintes obras:

"Eclipse" de Stephanie Meyer

Parte terceira da saga "Luz e Escuridão" e a menos interessante de todas. Stephanie Meyer não é uma escritora propriamente brilhante mas em "Crepusculo" e ate certo ponto "Lua Nova" conseguiu escrever histórias minimamente capazes e interessantes qb, para um público mais juvenil ou feminino talvez, mas mesmo assim com a sua quota de interesse. Neste "Eclipse", e perdoem-me o pleonasmo, a saga parece começar a eclipsar-se... Típico encher chouriços. O que é certo, é que não obstante o atrás exposto, ainda hei-de ler "Amanhecer" para que a prateleira ali atrás de mim fique completa.

"Quem Quer Ser Bilionário?" de Vikas Swarup

Notável viagem à realidade da Índia, não a de Bollywood, mas a Índia real de Mumbai, dos bairros de lata, das crianças pobres. Swarup conta-nos doze episódios da vida de um rapaz pobre que conseguiu acertar em todas as perguntas do referido concurso e tornar-se bilionário, não pelo que estudou mas pelo que viveu, muitas vezes sob sofrimento. É um livro extremamente original, bem escrito, tocante.

"A Queda Dum Anjo" de Camilo Castelo Branco

Velho clássico português, conta a história de um político transmontano do sec XIX que viaja para Lisboa para assentar arraial na Assembleia e tentar mudar aquilo que ele chama de degradação moral da política e das gentes da capital. Mas depressa Calisto Elói de Barbuda (era esta a sua graça) socumbe aos prazeres e deleites que a capital tem para oferecer em comparação à sua pequena aldeia na província (como Camilo lhe chama). "A Queda Dum Anjo" é uma autêntica sátira, não só política como social e de costumes, à sociedade do sec XIX, repleta de finos humores e ironias e de uma escrita sublime num Português hoje já em vias de extinção. Soberbo.

"A Rapariga Que Inventou Um Sonho" de Haruki Murakami

No intervalo dos outros três livros fui lendo esta colecção de pequenos contos de Murakami editados ao longo da sua carreira. Tem contos bons outros nem tanto, não é mau mas também não entusiasma por aí além, talvez porque na minha opinião Murakami seja um romancista e não um contador de histórias. É nas suas obras maiores que ele se revela mais brilhante.


Entretanto já comecei a ler "Equador" de Miguel Sousa Tavares. Apesar de não morrer de simpatias pelo homem pelos mais diversos motivos, reconheço que ele escreve extraordinariamente bem e o livro parece ser bastante interessante.
 
Última edição:
Li há pouco tempo o "Crepúsculo".

Achei razoavelmente interessante; é de fácil leitura e bem escrito.

Foi minimamente capaz de me prender a atenção até acabar de o ler.

No entanto, a parte do clímax da história não é nada por aí além; sinceramente, no filme essa parte torna-se muito mais intensa. [;)]
 
Li há pouco tempo o "Crepúsculo".

Achei razoavelmente interessante; é de fácil leitura e bem escrito.

Permite-me a discordância neste ponto, porque uma coisa é saber contar uma história, outra é escreve-la bem. A Stephanie Meyer está muito longe de escrever bem, as suas narrativas têm falhas óbvias e os livros dela estão repletos de palha.

Exemplo?

"-Está bem? - perguntou Edward.
-Está. - disse Bella."

Isto é escrita de composição de aluno do ciclo preparatório.:sh)

Depois não há uma figura de estilo, uma metáfora digna desse nome.

Ed, lê Eça, Murakami, Zafon ou Wilde e perceberás a diferença entre uma contadora de histórias e um ESCRITOR.[;)]
 
Não há problema em discordares, até porque não me exprimi correctamente.

Obviamente, é necessário relativizar a escrita dela ao público ao qual é direccionado. Trata-se um best seller relativamente acessível.

Como é óbvio, há pessoas capazes de contar histórias, criativas, mas com capacidades escritas medianas, e também há quem escreva muitíssimo bem mas aquilo que escreve não entusiasma.

É óptimo quando se conjugam as duas virtudes, mas isso não está ao alcance de todos. [;)]
 
Após uma maratona de 4 livros de Pepetela, um interregno para ler:

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A continuação de "Coca-Cola Killer", por António Victorino de Almeida.

Ainda vou demorar a ler este livro. As situações são tão recambolescas que tem de se ler devagar. Além disso, são 500 e tal páginas numa fonte pequena :)
 
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