Livros - O que andam a ler?

Tamar

de Mal Pee

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Sinopse
"Tamar é uma novela histórica e uma combinação entre factos reais e ficção. Os factos reais forneceram-me o esqueleto da história, no entanto dei-me a certas liberdades", afirma Mal Peet sobre o seu mais recente trabalho.
Durante o terrível "Inverno da Fome" de 1944, dois agentes secretos são lançados de pára-quedas na Holanda ocupada. Tratam-se de espiões das Forças Aliadas, enviados para apoiar a Resistência Holandesa. Meio século depois, uma rapariga de quinze anos, Tamar, herda do avô uma caixa que guarda uma série de pistas e mensagens codificadas e um outro Tamar (nome de código do avô) emerge do passado: um homem envolvido no terrível universo dos combatentes da resistência à ocupação nazi. A sua história é um complexo enredo de paixão, ciúme e tragédia, marcado pelo terror do quotidiano e por episódios de horror que ocorreram na Segunda Guerra Mundial. Ao desvendá-la, a jovem Tamar irá transformar a sua vida para sempre.
Uma obra-prima de Mal Peet, premiada com a Carnegie Medal.
Tamar é uma história de violência, oposição, amor, decepção, lealdade e traição.


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Na minha opinião é muito bom apr:)apr:)
 
Já há algum tempo atrás tinha mencionado que andava a ler o penúltimo livro lançado por JRS, e ontem acabei de o ler.

A vida num sopro.

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Sinopse.

Portugal, anos 30.

Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha. Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.

Será, porventura o melhor livro de JRS. Gosto mais d'A Filha do Capitão mas arrisco-me a dizer que este será o melhor, parece mais bem escrito, mais envolvente, abrangente e transporta-nos com maior facilidade ao mundo recriado pelo escritor. Parece um paradoxo gostar mais dum e achar que o outro é melhor mas a vida também tem destes conflitos. Acho que tem um aspecto em que se distingue, para melhor, de todos os outros. Está mais bem acabado.

Nos outros livros, de uma maneira ou de outra o leitor anda entretido pela(s) história(s) e depois fica um pouco a sensação de que o livro termina às 3 pancadas, um pouco à pressa, parece que cortam o fio condutor das 300 ou 400 páginas anteriores. N'A vida num sopro nota-se maior cuidado neste aspecto, está mais polido, refinado, sem que o leitor note grande diferença no caminho até à última página.

Iniciei-me na leitura das obras de JRS a conselho do meu pai. Sempre me mantive um pouco resistente a todo este hype à volta dos seus livros. Mas quando o meu pai me referiu que tinha gostado da Furia Divina - o próximo que se segue - achei que lhe devia dar uma oportunidade. Se calhar a maioria dos que o aplaudiam até podiam ter razão.

Comecei a ler os livros pela ordem cronológica de publicação. Uma escolha tão válida como qualquer outra. Quase a chegar ao fim de ler todos os seus livros acho que os melhores são aqueles que menos ouvi falar. Os da série Noronha, digamos assim, são bons para passar o tempo, para distrair e pouco mais que isso. A Ilha das trevas, A Filha do Capitão e A vida num sopro são, quanto a mim, livros bons. Pode-se discutir se é com "b" grande ou "b" pequeno mas acho-os bons.
 
Última edição:
Epá, espero não ter criado demasiada expectativa. [:D] Ainda para mais, pelo que vou vendo dos teus posts, o que não te falta é experiência literária o que poderá ser contra-producente perante os meus elogios áqueles livros.

Já leste o Anna Karenina ou a Servidão Humana?
 
Hugo, qual é o que estás a ler sobre a Roma antiga?

Tenho aqui uma série de títulos anotados para ler quando houver disponibilidade.

Estou a ler Steven Saylor. Não me lembro do nome. Alguns dos livros dele são sobre um Descobridor (detective) do tempo romano. Os livros são de leitura fácil, pois cada capítulo é uma história/aventura diferente. Gosto da caracterização dos espaços (ele trabalha para o canal História).
O que gostei mais dele foi: "Um Gladiador só morre uma vez".

Não achaste a parte da guerra, no "A Vida Num Sopro" uma grande seca? Foi o que mais me custou. O início do livro deixou-me completamente viciado em ler mais.
 
(...)

Não achaste a parte da guerra, no "A Vida Num Sopro" uma grande seca? Foi o que mais me custou. O início do livro deixou-me completamente viciado em ler mais.

Sim, um pouco. O JRS usa a personagem do Francisco para contar a sua visão da guerra civil espanhola e confesso que não é das partes mais interessantes. Sempre que inciava um desses capítulos acabava por pensar que era um pouco um desafio à minha preserverança. No entanto acho que no contexto do livro faz sentido e para quem conhece a obra dele, isto é típico, dar a conhecer história e acontecimentos que muitos desconhecem.

Eu, por exemplo, tinha uma ideia muito vaga do que tinha sucedido em Espanha, e mesmo em Portugal, por essa altura e sinto que aprendi algo. Aliás, tal, como já referi antes, dar algo a aprender é uma das suas imagens de marca na escrita.

Se gostas de livros sobre a Roma antiga, recomendo a série Imperador de Conn Iggulden, que abrange toda a vida de Júlio César. Está um pouco romanceada mas são livros que dão gozo a ler, entusiasmam e despertam no leitor uma vontade desenfreada de os ler. São quatro livros:

As portas de Roma;
A morte dos Reis;
O campo de espadas;
Os deuses da guerra.

Falta-me ler o quarto.

Tenho para aqui outros livros sobre a mesma temática anotados mas como ainda não os li não dou opinião.
 
Já leste o Anna Karenina ou a Servidão Humana?

Ainda não. O primeiro ainda está ali na lista de espera (o que no meu caso pode significar meses pois é frequente ter uma pilha de livros à espera de serem lidos), o segundo não sei dele, vou ter de o comprar, como disse aqui há uns tempos tinha para aqui uma versão inglesa a cair de podre mas entretanto deve ter ido para o lixo naquelas limpezas anuais.:sh)
 
KEN FOLLETT - "Triple/Triângulo"

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Um dos primeiros livros de Ken Follett e que, dependendo da edição, pode ser encontrado na versão portuguesa com dois títulos diferentes "Triângulo" e "Triple", que no fundo acabam por significar exactamente o mesmo e é mais um livro do género em que o jornalista britânico se especializou, espionagem baseada em factos reais, mormente relativos à II Guerra Mundial.

Em "Triple", Follett relata-nos a corrida ao urânio como matéria-prima para a construção da bomba atómica, e que na altura gerou um incidente espectacular no Mediterrâneo com Israel a conseguir roubar uma carga de urânio aos Egípcios, factor crucial para a sobrevivência do estado judeu no pós-guerra, metidos que estavam (e estão) numa zona do mundo explosiva e onde nunca foram bem vindos.

A acção desenrola-se por vezes de forma demasiado complicada e pouco inteligível e o personagem principal - Nat Dickstein, espião israelita encarregue da espinhosa missão do roubo do urânio - é-nos apresentado como uma mistura de Bond com Stallone, com tudo o que de bom e mau isso implica, mais mau do que bom para dizer a verdade.

É um livro até interessante, daria um filme provavelmente bem melhor, mas é obra menor no espólio de Follett.
 
Acabei de ler o último livro publicado de JRS - Fúria Divina.

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Sinopse

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU.
Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.
Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre

Tenho sentimentos bipolares sobre a obra de JRS. Gosto pouco da série Noronha, gosto muito dos outros.

A Fúria Divina tem os mesmo defeitos e virtudes dos outros da série e não vale a pena estar aqui a escalpelizar. Já vai faltando paciência para a personagem de Tomás Noronha que está cada vez mais desgastada e ou JRS lhe dá uma volta completa ou está pronta para ser arrumada na gaveta. No desenrolar do livro só gostei mesmo do epílogo das suas investidas românticas. [:D]

Nem tudo é mau. Gostei da forma como JRS foi contando duas histórias que se iniciaram independependentes e que foram aproximando-se acabando mesmo por se fundir.

Do ponto de vista do conhecimento - algo que, justiça lhe seja feita, o escritor investe não desapaixonadamente - ficamos a saber a religião muçulmana, divergentes formas de a interpretar e a motivação dos fundamentalistas. Chego ao fim com a ideia reforçada - sim porque já penso assim há algum tempo - de que os fundamentalistas são a versão moderna da Inquisição Católica da Idade Média. Com a agravante de terem brinquedos bélicos de muito maior amplitude. Interessante, no minímo, se não assustadora, a visão do mundo por parte dos radicais muçulmanos.
 
Esta semana li o Sopro do Mal de Donato Carrisi. Inspira-se em factos reais, é um thriller muito bem elaborado, que nos prende de principio ao fim, com algumas boas reviravoltas à mistura.

Quem gostar de thrillers intensos, penso que não vai ficar desapontado ao ler.



Sinopse:

ACREDITAR QUE ESTE LIVRO SE INSPIRA EM FACTOS REAIS É DIFÍCIL.
ACEITÁ-LO É IMPOSSÍVEL MAS É A PURA VERDADE.

Seis braços enterrados. Seis crianças desaparecidas. Um serial killer brilhante e monstruoso, que instiga outros a matar por si.
O criminologista Goran Gavila e a sua equipa de investigação são chamados a intervir, procurando descobrir um assassino que constantemente parece pô-los à prova.
Mila Vasquez, investigadora especializada em encontrar pessoas desaparecidas, entra em cena e junta-se à caça do homicida.
Mas cada passo que dá é, na verdade, controlado por uma mente genial e implacável. Tudo se passa como num diabólico jogo da verdade, como se o Mal trouxesse consigo uma mensagem.


Agora, vou-me virar para Dan Brown, ou o " O Simbolo Perdido", ou "A Conspiração", já os tenho algum tempo em casa, mas nunca os li.
 
Última edição:
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Era bom era....[:D]

Este livro tem algumas ideias engraçadas, explica bem o principio de Pareto p.ex, mas é completamente irreal para pôr em prática num país tão pequeno como o nosso..

Bom livro para as férias...
 
Última edição:
Esta semana li o Sopro do Mal de Donato Carrisi. Inspira-se em factos reais, é um thriller muito bem elaborado, que nos prende de principio ao fim, com algumas boas reviravoltas à mistura.

Quem gostar de thrillers intensos, penso que não vai ficar desapontado ao ler.


Tenho andado a namorar esse livro, que só ainda não comprei por excesso de livros ali empilhados e ainda por ler. Mas cá virá parar à colecção mais cedo ou mais tarde.
 
Acabei de ler Os homens que odeiam as mulheres de Stieg Larsson.

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Sinopse

O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Há pouco tempo tinha acabado de ler o último livro de José Rodrigues dos Santos e já me tinha decidido a ler a trilogia Millenium.

Não vou comparar os livros no sentido de um ser melhor que outro até porque a escrita é de tal forma diferente que é completamente descabida a comparação sob esse prisma. Mas não posso deixar de admitir que adorei a escrita simples, básica e extremamente directa de Larsson sem que para tal fosse necessário revelar mais do que é necessário, o que seria um erro gravíssimo num livro que conta uma história de crime, mistério e suspense.

É como se fossemos convidados para um daqueles contos/filmes de um jantar numa noite de tempestade e depois temos que descobrir quem assassinou o patriarca rico. Obviamente que o enredo não é tão simplório ou banal mas numa perspectiva demasiado reductora será a primeira imagem que nos surge ao intelecto.

Tem pormenores sórdidos, macabros e violentos mas penso que o autor não os usa de uma forma gratuita. Aliás, nada na sua escrita tem algo de gratuito ou supérfluo. Tudo tem um propósito e não sendo generoso nas comparações, metáforas ou figuras de estilo - generoso? é um autêntico forreta! - não é por isso que o leitor fica com menor ideia da mensagem.

Gostei muito do livro e vou já reservar o 2º volume da trilogia.
 
Acabei de ler Os homens que odeiam as mulheres de Stieg Larsson.

Ver anexo 81843



Há pouco tempo tinha acabado de ler o último livro de José Rodrigues dos Santos e já me tinha decidido a ler a trilogia Millenium.

Não vou comparar os livros no sentido de um ser melhor que outro até porque a escrita é de tal forma diferente que é completamente descabida a comparação sob esse prisma. Mas não posso deixar de admitir que adorei a escrita simples, básica e extremamente directa de Larsson sem que para tal fosse necessário revelar mais do que é necessário, o que seria um erro gravíssimo num livro que conta uma história de crime, mistério e suspense.

É como se fossemos convidados para um daqueles contos/filmes de um jantar numa noite de tempestade e depois temos que descobrir quem assassinou o patriarca rico. Obviamente que o enredo não é tão simplório ou banal mas numa perspectiva demasiado reductora será a primeira imagem que nos surge ao intelecto.

Tem pormenores sórdidos, macabros e violentos mas penso que o autor não os usa de uma forma gratuita. Aliás, nada na sua escrita tem algo de gratuito ou supérfluo. Tudo tem um propósito e não sendo generoso nas comparações, metáforas ou figuras de estilo - generoso? é um autêntico forreta! - não é por isso que o leitor fica com menor ideia da mensagem.

Gostei muito do livro e vou já reservar o 2º volume da trilogia.

Partilho da tua opinião. Também li esse livro recentemente e já lá tenho o 2º volume. Aproveitei as férias e nuns 3/4 dias devorei o livro. Fiquei tão embrenhada no enredo que cada bocadinho livre que tinha corria a pegar no livro tal a vontade de saber mais um pouco da história.

Só me falta comprar o 3º.
 
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