Livros - O que andam a ler?

De momento estou a ler "Kafka à beira-mar" de Haruki Murakami, como ainda estou muito no início ainda não vou dizer nada de concreto, mas... estou a gostar, gosto da sua escrita!!!
Obrigado pela sugestão!

Antes deste li, "O Processo" de Franz Kafka, gostei, gostei das personagens e de como cada uma tem uma visão sobre O Processo e claro de toda a crítica à burocracia e como uma pessoa se pode perder e vai "andando" apenas com a ilusão de controlo.

Depois ainda li "As regras de Moscovo" de Daniel Silva, sou fã da saga Gabriel Allon e este é talvez um dos seus melhores livros, história interessante, actual, com muito bom ritmo e fluidez!

Tenho em espera, para quando acabar Haruki Murakami, o primeiro livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson.
 
Acabadinho de ler o 2º volume da trilogia Millennium de Stieg Larsson - A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo.



É hábito dizer, quando se gosta muito, que se devorou o livro. Neste caso aconteceu o inverso, o livro é que me devorou a mim. Exerce um fascínio que nos atrai para um vórtex de emoções e avidez do qual só conseguimos sair no fim da última página. E nesse momento fica a saudade.

Gosto muito da escrita nua e crua de Larsson que nos dá a informação e raramente faz juízos de valor. E a forma descomplexada como aborda o comportamento e o sexo. É o que é e não há necessidade de o caracterizar.

Estou em pulgas para ler o último livro e com muita pena do escritor já não estar vivo pois é uma pena não haver mais obras deste género.

Temos mais um convertido e ainda bem porque os livros do Larsson, dentro do género, são bons.

Pena só a cena inverosímil já perto do final e que na minha opinião estraga um bocado o desenlace da história (penso que saibas do que estou a falar[;)]).

Vou começar o 3º volume quando terminar o que estou a ler de momento. Entretanto mais logo venho falar de outro que terminei a semana passada mas que ainda não tive tempo de vir aqui comentar.
 
VIKAS SWARUP - "Seis Suspeitos"

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Depois do mega sucesso, tanto literário como cinematográfico do extraordinário "Quem Quer Ser Bilionário?", aguardava-se com expectativa o segundo livro do indiano Vikas Swarup, "Seis Suspeitos", editado este ano e que é um policial não muito convencional (apesar de alguns tiques à Agatha Christie) e que Swarup divide em seis partes: o crime, os suspeitos, os motivos, as provas, a solução e a confissão. Cada uma destas seis partes está também sub-dividida em outras seis, cada uma relatando as peripécias que levaram cada um dos seis suspeitos de um crime a encontrar-se no local do mesmo com uma arma que os levou a serem considerados suspeitos.

Swarup aproveita também (tal como tinha feito no livro anterior) para mostrar a realidade social da Índia, que como se sabe está longe de ser um exemplo de uma sociedade próspera e evoluída. E é neste misto de policial e reflexão social em que todas os suspeitos se interligam de alguma forma entre si, que se desenrola este livro, que não chega a conter o cliché da investigação policial, sendo antes um aglomerado de histórias à partida separadas mas que conforme vamos lendo vamos percebendo as ligações que podem levar ao desenlace final... Que como não poderia deixar de ser, é surpreendente.

Se Vikas Swarup precisava de um segundo livro para confirmar que é um dos melhores escritores da actualidade, "Seis Suspeitos" cumpre a tarefa na perfeição. É um livro original na sua concepção, tal como já o era "Quem Quer Ser Bilionário?" e é dos tais "page turners" que se consomem avidamente. Um dos melhores que li este ano.
 
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Comecei esta semana a ler este...o original é de 1965 "Dune" de Frank Herbert.
Já ando para o apanhar há algum tempo, por ter engraçado com o filme e com os jogos de pc, mas como não existia nenhuma versão em português decente e não estava com grande vontade de ler a versão em inglês andava em stand-by.



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ALBERT CAMUS - "A Peste"

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Em 1947, em Oran, cidade costeira argelina então ainda parte da França colonial, começam a surgir na cidade ratos mortos um pouco por todo o lado, dando origem a uma epidemia de peste bubónica que dizimou boa parte da população da cidade.

Em "A Peste", obra mais conhecida de Albert Camus e que lhe granjeou o Prémio Nobel da Literatura, o escritor argelino leva-nos a reflectir sobre a morte, não aquela morte natural que todos esperamos ter, mas uma morte brutal, súbita e dolorosa que espera todos os afectados por esta doença fulminante. Camus aborda o tema de um ponto de vista existencialista em que as pessoas confrontadas com a morte eminente mudam a sua maneira de ser nas relações com os outros e com a vida, descobrem a solidariedade e a importância do amor e da ternura nas relações humanas.

Não é um livro de assimilação fácil pois obriga a puxar pelos neurónios, principalmente se quisermos perceber onde é que o autor tenta chegar. Depois de um pouco de pesquisa acabei por descobrir que o livro é também uma alegoria à resistência francesa à ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial, o que depois de ler o livro acaba por fazer sentido, mas que confesso me passou completamente ao lado durante a leitura, tal é a subtileza dessas mesmas alegorias. Partindo desse pressuposto, talvez a leitura de "A Peste" ganhe uma nova dimensão, indo para além de uma análise profunda das relações humanas em situação de catástrofe, e é sem dúvida um livro importante, que vale a pena ler e com alguns momentos bastante bonitos.
 
Última edição:
Acabadinho de ler o 2º volume da trilogia Millennium de Stieg Larsson - A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo.



É hábito dizer, quando se gosta muito, que se devorou o livro. Neste caso aconteceu o inverso, o livro é que me devorou a mim. Exerce um fascínio que nos atrai para um vórtex de emoções e avidez do qual só conseguimos sair no fim da última página. E nesse momento fica a saudade.

Gosto muito da escrita nua e crua de Larsson que nos dá a informação e raramente faz juízos de valor. E a forma descomplexada como aborda o comportamento e o sexo. É o que é e não há necessidade de o caracterizar.

Estou em pulgas para ler o último livro e com muita pena do escritor já não estar vivo pois é uma pena não haver mais obras deste género.

Mais uma convertida à trilogia. Também acabei recentemente de ler o 2º volume e ando maluquinha para encontrar o 3º. Devoro estes livros que nem pãezinhos quentes!
 
"O Rapaz de olhos azuis" - Joanne Harris


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Este romance foi escrito numa altura em que a autora estava a passar uma fase difícil. “Não me apetecia escrever e passava demasiado tempo online, a navegar através de vários sites e à procura de formas mais engenhosas de escapar à realidade”.
“Sob pseudónimo, fiz várias amizades online, escrevi uma grande dose de fanfic [ficção criada por fãs, que faz referência a obras escritas por terceiros], e comecei a interessar-me pela forma como as pessoas interagem online, as comunidades que criam e a que se juntam, e pela forma como escolhem se retratar a si próprias.”
“Comecei a compreender que as pequenas comunidades que sempre inspiraram a minha escrita também existiam no mundo virtual, com as mesmas pequenas cliques de insiders, oustiders, boatos, mentiras, exibicionistas, rufias, que se encontram no mundo ‘real’.”
“Percebi também como às vezes as pessoas podiam ficar emocionalmente dependentes das suas amizades virtuais e das comunidades virtuais.”
A componente musical também é muito importante. Apesar de ter sido escrito por uma mulher, o livro inclui cinco playlists das músicas preferidas dos narradores, que incluem bandas como os Nirvana e os Black Sabbath."

Joanne Harris
 
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A frase que define este livro é "Podemos viver toda a vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente".

Uma história de amor, repleta de humor, que relata os altos e baixos de uma relação de amizade, ou quiça de algo mais, entre um homem e uma mulher que se conhecem na noite em que acabam o curso, e que se prolonga por vinte anos.
 
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A frase que define este livro é "Podemos viver toda a vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente".

Uma história de amor, repleta de humor, que relata os altos e baixos de uma relação de amizade, ou quiça de algo mais, entre um homem e uma mulher que se conhecem na noite em que acabam o curso, e que se prolonga por vinte anos.


Parece-me bem...
 
Ainda sem ter terminado o "Sputnik..." do Haruki Murakami, decidi levar o "Os homens que odeiam as mulheres" de Stieg Larsson, para as férias.

Gostei muito do livro, e se esta semana não comprar o segunda da saga Millennium, acho que vou ler "O rapaz de olhos azuis" da Joanne Harris, que a minha namorada comprou e está para ali em cima da mesa de cabeceira :)
 
Temos mais um convertido e ainda bem porque os livros do Larsson, dentro do género, são bons.

Pena só a cena inverosímil já perto do final e que na minha opinião estraga um bocado o desenlace da história (penso que saibas do que estou a falar[;)]).

Vou começar o 3º volume quando terminar o que estou a ler de momento. Entretanto mais logo venho falar de outro que terminei a semana passada mas que ainda não tive tempo de vir aqui comentar.

Sim, o final tem o seu quê de fantasioso mas não estraga todo o livro e principalmente o síndrome de dependência que provoca no leitor.

Mais uma convertida à trilogia. Também acabei recentemente de ler o 2º volume e ando maluquinha para encontrar o 3º. Devoro estes livros que nem pãezinhos quentes!

Já comecei a ler o terceiro. [:p] Para a semana devo vir cá mandar a posta.
 
Nos últimos tempos li dois grandes romances. Duas histórias de amor que são facilmente reconhecidas como clássicos da temática. Um é inglês, o outro português. Um é do século XX, o outro do século XIX.

Expiação
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Do aclamado autor Ian McEwan, chega-nos um dos melhores livros que já li. Adaptado para o cinema em 2007, confesso que fiz o processo inverso... Vi primeiro o filme e só depois me dediquei à leitura. E decidi ler "Expiação" porque o filme foi um dos melhores que vi nos últimos largos tempos.
Desde logo, o factor-surpresa ficou excluído. Já conhecia o enredo, já conhecia o desenrolar da história, já conhecia o fim. Mas isto em nada tira brilhantismo à fantástica escrita do autor britânico, da qual fiquei fã - foi o primeiro livro que li dele, e espero voltar brevemente à sua companhia.

O livro fala de uma relação entre dois jovens universitários na década de 30, relação essa que é posta à prova depois da invenção de uma mentira por parte da irmã mais nova da rapariga. Pelo meio, são-nos introduzidos pormenores deliciosos da sociedade elitista inglesa da época, bem como outros horrendos, realistas e factuais do que aconteceu durante os primeiros anos da II Guerra Mundial.
É uma livro que tem uma abordagem bastante interessante e algo diferente, e que vive da escrita envolvente do autor, que não descura pormenores descritivos sem ser cansativo. O trabalho realizado dentro da mente das personagens é também ele fantástico.

O final e a finalidade do livro são das melhores coisas que já tive oportunidade de ler. Absolutamente comovente.

Recomendo intensamente!


Amor de Perdição
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Mais uma grande história de amor, esta envolvendo fidalgos portugueses do século XIX, que é não raras vezes comparado a "Romeu e Julieta" de Shakespeare.
Camilo Castelo Branco constrói um romance tocante, emocionante e trágico com base em 3 ou 4 personagens de personalidades bem vincadas. A história acaba por ser transformar quase num triângulo amoroso, baseado essencialmente no amor platónico, nas desavenças entre famílias, no crime passional, no orgulho dos títulos e no valor da amizade.

O livro segue uma linha narrativa bastante "factual" (a parte final do livro dá-nos mais respostas neste sentido), sem grande espaço para descrições ou transmissão de emoções externas aos actos das personagens.
A comparação com "Romeu e Julieta" é indissociável ao longo do livro, num amor que é levado aos extremos por todos os intervenientes, demonstrando a alto nível a fase do romantismo exposta por Castelo Branco.

"Amor de Perdição" é a história do amor leal, íntegro, eterno e fiel aos seus princípios morais. Não é demasiado longo, portanto não se entrega a pormenores desinteressantes, e consegue dar-nos uma visão bastante crua da sociedade da altura.

Mais um a não perder de vista!

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E agora chega de romances e histórias de amor, que comecei a ler "A Sangue Frio", de Truman Capote![:cool:]
 
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