Livros - O que andam a ler?

Eu sou admirador de todas as obras de Agatha Christie,Poirot, Julio Verne , O Cão dos Baskervilles de Sir Arthur Coan Doyle Sherlock Holmes, e livros de Ficção Cientifica.
 
"O Jogador" é um bom livro, história curtinha e com uns cromos engraçados lá metidos.

"Guerra e Paz" nunca li, hei-de ler, mas sei que costuma estar bem classificado nalgumas votações que já vi para "o livro mais difícil que já leram".

Ontem acabei "Hard-Boiled Wonderland and The End Of The World" (versão inglesa) do Murakami, e para não variar, fiquei maravilhado. O tipo constrói mesmo um mundo à parte nos livros dele. Recomendo vivamente para quem gosta do japonês, pois mais tarde ou mais cedo sairá por cá.

Comecei "O Ano da Morte de Ricardo Reis" do Saramago.

A quem diz isso, recomendo-lhes "A esmeralda partida " de Fernando Campos.
Ou a biografia de Mao Tsé-Tung.

Durante o Guerra e Paz li, "A boda do poeta" e "A rapariga do trombone" de Antonio Skármeta. Pretendo reler o "Carteiro de Pablo Neruda", uma vez que já o li há 13 anos (tinha 12), e penso que não lhe consegui dar o devido valor.

Em principio, a seguir ao "Jogador", virá "o auto-retrato do escritor" de Murakami, estou curioso, pois nunca li nada deste autor.

Neste momento devo ter perto de 40 livros (+ um e-book com umas dezenas lá dentro) em lista de espera, e não tenho tempo nenhum para me dedicar à leitura...
 
Última edição:
[:)]:sh)

Já me redimi e voltei ao Kafka à Beira-mar![;)]
Uma curiosidade... Não eras tu que não gostavas de Saramago? Ou nunca tinhas lido nada por desinteresse? Andava por aqui alguém que falava disso... Se não és tu, esquece!
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" é mais um livro delicioso! Mas eu sou suspeito. Saramago é o meu autor preferido (e ainda me faltam ler várias obras dele!).

Ah, e já agora, fico contente por teres dado oportunidade ao Lobo Antunes. O resultado final conquista-nos, apesar de ficarmos sempre de pé atrás. É enigmático o efeito que a sua forma de escrever tem sobre nós![:D]

Não devo ter sido eu que disse que não gostava de ler Saramago, talvez tenha dito noutro tópico qualquer que não gostava do homem, mas nunca dos livros dele. Como pessoa sempre o achei algo repulsivo, ou pelo menos era essa a imagem que ele me transmitia, mas se calhar até era um óptimo moço, não sei. Mas como escritor era esplêndido, um dos meus preferidos apesar de este ser apenas o terceiro livro que leio dele (e ainda faltam uns quarenta[:D]).

O Lobo Antunes é outro que sofre do mesmo mal de ter uma imagem algo arrogante, mas tal como o Saramago, escreve de forma brilhante mesmo que tenha criado a sua própria gramática, o que não agrada a muita gente, e que a mim me manteve afastado dos seus livros desde sempre. Mas agora que fiz o esforço de tentar perceber porque é que ele escreve assim até digo que não faria sentido que ele (e só ele) escrevesse de outra maneira, tudo aquilo perderia o sentido se estivesse escrito numa prosa mais ortodoxa. Já me recomendaram "Eu Hei-de Amar Uma Pedra" como sendo o melhor livro dele, já leste esse? Penso que será o próximo a comprar.
 
Em principio, a seguir ao "Jogador", virá "o auto-retrato do escritor" de Murakami, estou curioso, pois nunca li nada deste autor.

Esse li-o todo numa tarde de ócio mas se calhar não será o melhor livro para te iniciares no "Kafka japonês", pois é uma mistura de auto-biografia com reflexões sobre o vício de correr. Interessante para quem se interesse por qualquer dos temas (Murakami e jogging) mas que não é representativo da obra do escritor.
 
Não devo ter sido eu que disse que não gostava de ler Saramago, talvez tenha dito noutro tópico qualquer que não gostava do homem, mas nunca dos livros dele. Como pessoa sempre o achei algo repulsivo, ou pelo menos era essa a imagem que ele me transmitia, mas se calhar até era um óptimo moço, não sei. Mas como escritor era esplêndido, um dos meus preferidos apesar de este ser apenas o terceiro livro que leio dele (e ainda faltam uns quarenta[:D]).

O Lobo Antunes é outro que sofre do mesmo mal de ter uma imagem algo arrogante, mas tal como o Saramago, escreve de forma brilhante mesmo que tenha criado a sua própria gramática, o que não agrada a muita gente, e que a mim me manteve afastado dos seus livros desde sempre. Mas agora que fiz o esforço de tentar perceber porque é que ele escreve assim até digo que não faria sentido que ele (e só ele) escrevesse de outra maneira, tudo aquilo perderia o sentido se estivesse escrito numa prosa mais ortodoxa. Já me recomendaram "Eu Hei-de Amar Uma Pedra" como sendo o melhor livro dele, já leste esse? Penso que será o próximo a comprar.
Não, esse ainda não li, nem o tenho. Mas fica a sugestão. Dos 2 livros que li dele (os 2 últimos editados), o que mais gostei foi o "Ontem não te vi em Babilónia". Mas como dá para ver ainda me falta muita obra!:sh)

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Eu adorei "O Jogador"!
Extremamente interessante e que me fez começar a estar mais atento ao que autores russos fazem/fizeram.
 
Última edição:
Esse li-o todo numa tarde de ócio mas se calhar não será o melhor livro para te iniciares no "Kafka japonês", pois é uma mistura de auto-biografia com reflexões sobre o vício de correr. Interessante para quem se interesse por qualquer dos temas (Murakami e jogging) mas que não é representativo da obra do escritor.

Obrigado pela dica.

Tenho então de ver as alternativas que estão lá por casa... e esperar pacientemente que me ofereçam outro de Murakami.[;)]
 
(...) Com todos os nomes em Russo (e alguns franceses), alguns deles em duplicado. Ou seja, por exemplo: O narrador chama a uma personagem Pedro Bezukov, mas se fôr uma personagem a dirigir-se a esta poderá chamar-lhe Piotr Ilitch.
(...)
Resumindo, aconselho a sua leitura, mas tem alguma complexidade devido aos inúmeros nomes em russo[:D]

Confere. Apesar de não ter lido ainda o "Guerra e paz", vou neste momento a meio do "Anna Karenina" e acontece-me o mesmo. Às vezes, se não estou atenta, chego a um ponto em que não faço ideia de quem está a falar com quem...
 
Eu quando li "O Idiota" de Dostoievski tive esse problema, têm nomes com diferenças consoante quem os chama, ou consoante a situação... não consegui perceber bem a regra.
 
Eu quando li "O Idiota" de Dostoievski tive esse problema, têm nomes com diferenças consoante quem os chama, ou consoante a situação... não consegui perceber bem a regra.

É uma situação que tem um pouco a ver com o tradutor.

Basicamente tens:
- Nome por que o narrador o trata;
- Nome por que a personagem é tratada pelos de classe inferior;
- Nome por que a personagem é tratada pelos de classe superior;
- Diminutivo.

Não esquecer que o 2º nome próprio russo é uma adaptação do nome do progenitor, normalmente acabado em "itch".
 
É uma situação que tem um pouco a ver com o tradutor.

Basicamente tens:
- Nome por que o narrador o trata;
- Nome por que a personagem é tratada pelos de classe inferior;
- Nome por que a personagem é tratada pelos de classe superior;
- Diminutivo.

Não esquecer que o 2º nome próprio russo é uma adaptação do nome do progenitor, normalmente acabado em "itch".

Exacto, a minha versão de "Crime e Castigo" até traz uma nota do tradutor a explicar isto.
 
Acabei de ler "A Formula de Deus" do José Rodrigues dos Santos.
Foi o segundo livro que li dele, o anterior (Codex 632) foi muito melhor. Este tem muita física, varias vezes me lembrei do Sheldon. [;)]
Em resumo foi um bocado desilusão... mas não vou desistir deste escritor.

O próximo será o terceiro capitulo da saga millennium.

FLP

Por acaso achei o contrário, a Fórmula de Deus bastante aditivo, e o Codex bem mais chato... Gostos :-)
 
Acabei ontem de ler Um milhar de sois de Alex Scarrow.

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Sinopse
Ao largo da costa da Nova Inglaterra, um arrastão prende as redes num avião afundado, que se encontra em perfeito estado de conservação e contém o mais aterrorizador segredo da II Guerra Mundial. Chamado para investigar, o fotógrafo Chris Roland entra no avião e o que lá se encontra altera completamente tudo o que ele sabe sobre o fim da guerra. O que descobre poderia ter alterado o curso da História e pode vir a ser a causa da sua própria morte.

Sem ser um livro extraordinário - bem longe disso - confesso que gostei bastante, tanto da história como da forma como foi contada. Uma escrita fluida, limpa e direta num contexto que sempre me cativou. O autor junta a mesma história em dois planos temporais o que lhe dá um interesse acrescido. Penso que com um argumento criterioso e bons actores - não necessitará de estrelas - poderá dar um bom filme.
 
Acabei ontem "O Ano da Morte de Ricardo Reis" de José Saramago, livro cujas 600 páginas devorei em apenas uma semana.

Quanto mais leio Saramago mais me apetece ler, mesmo sabendo que não consigo compreender tudo que ele gostaria que as pessoas compreendessem nos seus livros, mas as referências literárias, históricas e sociais são tantas nos livros dele que só o leitor com uma grande bagagem cultural, e a quase todos níveis da cultura, conseguirá captar todos os pequenos pormenores nos livros de Saramago. Este livro, por exemplo, para sua total compreensão não exige aprofundados conhecimentos nem de poesia nem de Pessoa, mas sem dúvida que ser conhecedor facilitará muito a compreensão da obra e daqueles pequenos detalhes que fogem ao leitor menos informado, ou mais distraído. O mesmo em relação ao Estado Novo e às transformações porque Portugal e a Europa passaram nos meados da década de 30 do séc. XX, que são de certo modo aprofundados por Saramago, enquanto nos vai relatando as deambulações de Fernando Pessoa, perdão, daquele que foi Pessoa, perdão, de Ricardo Reis, perdão, da fusão do poeta que morreu com o heterónimo que vagabundeia qual espírito, perdão, de quem o leitor quiser, pela cidade de Lisboa.

"Sábio é aquele que se contenta com o espectáculo do mundo", dizia Ricardo Reis. Sábio é aquele que se recusa a deixar este mundo sem antes ter lido uma obra-prima destas, digo eu.
 
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Comecei este ontem...é pequenino, vai ser rápido...
 

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Comecei este ontem...é pequenino, vai ser rápido...

Presumo que seja a tradução do original "pacific vortex".

Para entender a serie Dirk Pitt convinha começar do principio, pelo "The Mediterranean Caper". É muito ficcional mas é entretenimento. Não estejas á espera de grandes referências históricas reais... Mas é uma série divertida, com personagens cheias de "fait divers"...

Eu gostei...
Este verão estou numa de Tom Clancy... agora estou a ler o "Patriot Games"...
 
Acabei ontem "O Ano da Morte de Ricardo Reis" de José Saramago, livro cujas 600 páginas devorei em apenas uma semana.

Quanto mais leio Saramago mais me apetece ler, mesmo sabendo que não consigo compreender tudo que ele gostaria que as pessoas compreendessem nos seus livros, mas as referências literárias, históricas e sociais são tantas nos livros dele que só o leitor com uma grande bagagem cultural, e a quase todos níveis da cultura, conseguirá captar todos os pequenos pormenores nos livros de Saramago. Este livro, por exemplo, para sua total compreensão não exige aprofundados conhecimentos nem de poesia nem de Pessoa, mas sem dúvida que ser conhecedor facilitará muito a compreensão da obra e daqueles pequenos detalhes que fogem ao leitor menos informado, ou mais distraído. O mesmo em relação ao Estado Novo e às transformações porque Portugal e a Europa passaram nos meados da década de 30 do séc. XX, que são de certo modo aprofundados por Saramago, enquanto nos vai relatando as deambulações de Fernando Pessoa, perdão, daquele que foi Pessoa, perdão, de Ricardo Reis, perdão, da fusão do poeta que morreu com o heterónimo que vagabundeia qual espírito, perdão, de quem o leitor quiser, pela cidade de Lisboa.

"Sábio é aquele que se contenta com o espectáculo do mundo", dizia Ricardo Reis. Sábio é aquele que se recusa a deixar este mundo sem antes ter lido uma obra-prima destas, digo eu.
Li-o já há uns anos, e sinto necessidade de o reler um dia destes!
Mas pelo meio ainda tenho tantos livros!...[:D]
 
Presumo que seja a tradução do original "pacific vortex".

Para entender a serie Dirk Pitt convinha começar do principio, pelo "The Mediterranean Caper". É muito ficcional mas é entretenimento. Não estejas á espera de grandes referências históricas reais... Mas é uma série divertida, com personagens cheias de "fait divers"...

Eu gostei...
Este verão estou numa de Tom Clancy... agora estou a ler o "Patriot Games"...

Sim, estou a gostar, não difere muito do resto das obras do Cussler, tenho é pena que seja pequeno em comparação com os da série da Numa files, em duas noites de leitura, já vou a meio.
 
Quase a acabar de ler o último livro da trilogia...

Millenium+1,2,3+-+PEQUENO.jpg

Só tenho uma palavra: Genial!
Para quem gosta de bons policiais, são três livros do melhor que existe deste género.

Estou tentado a comprar:

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Já li "O hipnotista" dos mesmo autores, Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril (Lars Kepler) e gosteis.
Já alguém leu este último? Recomendam?
 
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