maçonaria

maçonaria

  • serve essencialmente para o tráfico de influência entre os seus membros

    Votos: 45 71,4%
  • os seus membros procuram geralmente o aperfeiçoamento pessoal

    Votos: 6 9,5%
  • é uma boa desculpa para uns tipos saírem de casa à noite sem levar as mulheres atrás

    Votos: 4 6,3%
  • é um circo com uns maduros a brincarem com aventais e cerimónias ridículas

    Votos: 5 7,9%
  • sem opinião formada

    Votos: 3 4,8%

  • Total de eleitores
    63
se fosse realmente para isso porque razão a pertença à maçonaria é secreta?
o secretismo tem a sua razão de ser em ditaduras, em democracia permite aldrabar concursos publicos, promoções, julgamentos...
o secretismo é que fundamenta as suspeitas sobre os reais objetivos da maçonaria
e se em tempos existiam realmente segredos que uns maçons ensinavam uns aos outros, atualmente o secretismo sobre esses segredos parece-me um anacronismo

outro fator que levanta suspeitas é a existencia de multiplas obediencias maçonicas, umas mais conotadas com o PS (como o GOL), outras com o PSD
essas tendencias parecem resultar, em Portugal, de lutas internas pela influencia/poder dentro do estado e dos partidos

As jurisdições maçónicas não obrigam ninguém a reservar secretismo quanto à pertença. Qualquer um é livre de dizer que é Maçon se assim o entender. Alias, em países como os EUA e o Brasil, por exemplo, já muito pouca gente guarda segredo dessas coisas. Em Portugal ainda há muita gente que não o revela sobretudo por causa da propaganda negativa que todo o Estado Novo e a Igreja Católica fizeram durante décadas, que criou uma imagem de uma espécie de anti-cristos que infelizmente ainda perdura sobretudo na cabeça dos mais velhos. É preciso não esquecer que a igreja Católica decidiu em 1917 excomungar automaticamente quem fosse Maçon, algo que em bom rigor ainda hoje está em vigor, apesar de ter sido alvo de uma nova redacção em 1983 pelo papa João Paulo II, e que retirou os efeitos automáticos à coisa.

Sobre o secretismo do que se passa nas reuniões maçónicas, não há nenhuma diferença face ao que se passa em qualquer organização. Quem participa num conselho de administração de uma empresa também não vem cá para fora contar tudo o que lá se passou. Revela-se apenas o que ficou acordado revelar. A mesma coisa se passa na Maçonaria.

Já quanto às múltiplas obediências maçónicas tens razão, mas apenas em parte. Por um lado, a maior razão para haver várias obediências maçónicas prende-se com diferenças de pensamento quanto a factores endógenos à própria maçonaria: há obediências que seguem um determinado rito (por exemplo o rito escocês), outras que seguem outro (o rito francês), outras ainda que seguem ritos egípcios, etc. Depois também há diferenças quanto à composição de género: Há obediências ainda exclusivamente masculinas, outras mistas mas que só aceitam sessões separadas, outras ainda que já aceitam sessões mistas. E há ainda outras diferenças de forma.

Claro que infelizmente também tem havido secessões que se devem a disputas de poder, o que é lamentável. A GLLP por exemplo foi criada porque houve um grupo de maçons da GLRP que decidiu não compactuar com o que se passava na GLRP a propósito do caso da Universidade Moderna.
 
Última edição:
Mas qual é o objectivo da maçonaria enquanto organização?
Ou qual o objectivo de uma pessoa que entra para a maçonaria?

Estive a ler a página da wikipedia e não encontrei nenhuma resposta concreta para isto.
Parece que algumas têm actividades de acção social e/ou educativa, mas isso também é feito por muitas outras organizações.
O objectivo é simplesmente criar um grupo de pessoas que se entreajudem?
 
Mas qual é o objectivo da maçonaria enquanto organização?
Ou qual o objectivo de uma pessoa que entra para a maçonaria?

Estive a ler a página da wikipedia e não encontrei nenhuma resposta concreta para isto.
Parece que algumas têm actividades de acção social e/ou educativa, mas isso também é feito por muitas outras organizações.
O objectivo é simplesmente criar um grupo de pessoas que se entreajudem?

A resposta não é fácil de dar em meia dúzia de linhas, mas sucintamente a Maçonaria é um método de melhoria da pessoa. É como se fosse um plano de treinos orientado para a exaltação das virtudes do homem e da mulher (visão crítica, tolerância, respeito pelo próximo, curiosidade por aprender, solidariedade para com os outros, etc). A Maçonaria propõe-nos uma espécie de guião cujo objectivo é conseguir fazer a pessoa enriquecer enquanto pessoa. Isto em Maçonaria faz-se de forma muito concreta: cumprindo determinados rituais, ouvindo os outros maçons mais sabedores, estudando, apresentando trabalhos (que em maçonaria se chamam Pranchas), promovendo a reflexão sobre as grandes inquietações do espírito humano, estudando e lendo muito (história, filosofia, arte,etc)....
Se formos devidamente humildes, todos nós temos que admitir que podemos ser melhores pessoas, tal como todos nós facilmente admitimos que podemos ser melhores trabalhadores, que podemos estar em melhor forma física, etc. A Maçonaria serve portanto para dar à pessoa uma forma desta melhorar espiritualmente (não numa perspéctica religiosa, atenção). Esse é o princípio nobre da coisa. Aquilo que cada um faz com ele é que já são outros 500.
 
Alguém teve um clube grupo entre rapapazes quando era miudo?

A malta reunia num sitio qualquer, ou uma casa abandonada, ou debaixo de uma ponte etc etc...
Para mim é uma coisa dessas mas para "adultos" e coloco adultos entre aspas, porque nunca somos realmente adultos. Acaba por ser uma forma de socializar, de fugir da mulher, e tem tambem esse lado muito negativo do trafico de influencias entre amiguinhos.
 
Alguém teve um clube grupo entre rapapazes quando era miudo?

A malta reunia num sitio qualquer, ou uma casa abandonada, ou debaixo de uma ponte etc etc...
Para mim é uma coisa dessas mas para "adultos" e coloco adultos entre aspas, porque nunca somos realmente adultos. Acaba por ser uma forma de socializar, de fugir da mulher, e tem tambem esse lado muito negativo do trafico de influencias entre amiguinhos.

Para algumas pessoas também é um bocado isso, há que admiti-lo! Em vez de irem ao clube de bridge, vão à Loja! Não vejo mal nenhum nisso, desde que não estejam lá só por causa disso!
 
A resposta não é fácil de dar em meia dúzia de linhas, mas sucintamente a Maçonaria é um método de melhoria da pessoa. É como se fosse um plano de treinos orientado para a exaltação das virtudes do homem e da mulher (visão crítica, tolerância, respeito pelo próximo, curiosidade por aprender, solidariedade para com os outros, etc). A Maçonaria propõe-nos uma espécie de guião cujo objectivo é conseguir fazer a pessoa enriquecer enquanto pessoa. Isto em Maçonaria faz-se de forma muito concreta: cumprindo determinados rituais, ouvindo os outros maçons mais sabedores, estudando, apresentando trabalhos (que em maçonaria se chamam Pranchas), promovendo a reflexão sobre as grandes inquietações do espírito humano, estudando e lendo muito (história, filosofia, arte,etc)....
Se formos devidamente humildes, todos nós temos que admitir que podemos ser melhores pessoas, tal como todos nós facilmente admitimos que podemos ser melhores trabalhadores, que podemos estar em melhor forma física, etc. A Maçonaria serve portanto para dar à pessoa uma forma desta melhorar espiritualmente (não numa perspéctica religiosa, atenção). Esse é o princípio nobre da coisa. Aquilo que cada um faz com ele é que já são outros 500.

Mas o acesso é limitado, certo?
Se uma pessoa quiser melhorar espiritualmente e achar interessante o método que a maçonaria utiliza para poder atingir isso, não basta ir bater à porta de uma loja para poder entrar, não é?

Isso não é um pouco contraditório? Não deveria fazer parte dos objectivos da maçonaria tentar que o maior número de pessoas melhorem espiritualmente?
É um limite de recursos? Uma loja acaba por ser como uma escola com um número limitado de vagas para "alunos"?

(Desculpa lá a quantidade de perguntas, mas garanto que são honestas.)
 
Mas o acesso é limitado, certo?
Se uma pessoa quiser melhorar espiritualmente e achar interessante o método que a maçonaria utiliza para poder atingir isso, não basta ir bater à porta de uma loja para poder entrar, não é?

Isso não é um pouco contraditório? Não deveria fazer parte dos objectivos da maçonaria tentar que o maior número de pessoas melhorem espiritualmente?
É um limite de recursos? Uma loja acaba por ser como uma escola com um número limitado de vagas para "alunos"?

(Desculpa lá a quantidade de perguntas, mas garanto que são honestas.)

Nada te impede de tomares a iniciativa de pedir para ser iniciado. Os contactos estão disponíveis nos sites. Claro que os candidatos são sempre alvo de algum escrutínio.
 
E provavelmente os candidatos novos que não tenham um cartão do partido e/ou não pertencerem a uma sociedade de advogados vistosa não terão muita sorte. Pelo menos nas lojas mais famosas.
 
Isso para mim é uma questão de semântica. Na era da internet é muito fácil saber todos os símbolos, conhecer os templos ao pormenor, os graus, os segredos de todos os graus, etc e tal. Mas uma coisa é saber outra totalmente diferente é conhecer. As pessoas pensam que por estarem pespegados na net e em livros todos os segredos dos diversos graus, isso significa que a maçonaria já não é secreta. Mas enganam-se redondamente! Sabem os segredos, ou melhor, sabem enuncia-los e enumera-los. Mas na verdade, não fazem a mínima ideia do que na realidade são. Isso só chegarão a saber se entrarem mesmo na Maçonaria e fizerem o seu percurso.

Quando falava em "secreta" falava em tentar esconder-se e não se revelar enquanto maçon. De resto, para se atingir grau 33 é preciso saber muita coisa que não está ao alcance dos degraus mais baixos de Mestre. [;)]
 
Sucessão das secretas abre guerra na maçonaria

Secretário-geral das informações pôs lugar à disposição mas António Costa segura-o. Lojas maçónicas disputam lugar


A possibilidade de substituição do secretário-geral dos Serviços de Informação da República Portuguesa (SIRP) com a chegada do novo Governo abriu campo a uma guerra surda entre as duas principais obediências da maçonaria, que disputam o cargo. A Grande Loja Legal de Portugal (mais conhecida como a maçonaria regular) considera que o Grande Oriente Lusitano (GOL) está sobrerrepresentado naqueles serviços e alerta para a possibilidade de eventuais sucessores pertencerem também a este último ramo.
Ao que o Expresso apurou, o tema foi mesmo discutido entre o primeiro-ministro António Costa e o Presidente-eleito, que recebeu em Queluz o secretário-geral Júlio Pereira, bem como os diretores dos dois serviços que ele superintende, o SIS e o SIED, respetivamente o braço interno e externo das informações. Nos termos da lei, o Presidente da República deve ser informado sobre a situação neste sector. A nomeação do responsável compete ao primeiro-ministro, ouvindo o Presidente.
Questionado pelo Expresso, fonte oficial do Governo garantiu porém que “não está prevista qualquer mudança no SIRP”. A substituição de Júlio Pereira parece assim fora de causa neste momento, não sendo de todo uma prioridade para António Costa, que se apresta a cortar cerce os rumores que correm.
Júlio Pereira está à frente das informações desde maio de 2005, tendo sido nomeado ainda por José Sócrates. Manteve-se, contra ventos e marés, durante todo o Governo de Passos Coelho e, agora, terá posto mais uma vez o lugar à disposição, em função da regra dos dirigentes da Administração Pública quando entra um novo responsável.
O secretário-geral está diretamente dependente do primeiro-ministro, assumindo-se como uma espécie de pivô entre o Governo e os serviços de informação. O seu cargo não tem mandatos.
DOSSIÊS COMPLICADOS

Mas o secretário-geral não tem tido uma vida fácil nos últimos anos. Depois do escândalo da saída de Jorge Silva Carvalho, então diretor do SIED, diretamente para os quadros da Ongoing, onde terá utilizado os serviços secretos, seguiu-se o rumor do seu eventual convite para substituir Júlio Pereira mal Passos Coelho chegou ao poder. Foi o período em que vieram à luz do dia as ligações entre a maçonaria e os serviços secretos.
Jorge Silva Carvalho era conotado com a maçonaria regular e todo o esquema montado circulava entre meios maçónicos. Silva Carvalho, cujo julgamento está a decorrer, é acusado de violação do segredo de Estado, corrupção, abuso de poder e acesso ilegítimo a dados pessoais. Júlio Pereira foi chamado a depor na sequência das declarações do antigo responsável do SIED e, aliás, seu antigo chefe de gabinete.
Mais tarde, com a eclosão de novo escândalo — dos vistos gold — o secretário-geral é de novo falado, tão-só por ter participado num jantar privado onde estavam presentes envolvidos no processo. E, de novo, vêm à luz do dia as ligações maçónicas entre uns e outros.
Para os críticos, seria tempo de Júlio Pereira ser substituído e, eventualmente, é essa ideia que pretendem fomentar. Certo é que, depois de uma breve passagem pelo cargo do seu antecessor, é ele que põe de pé a estrutura. E os sucessivos responsáveis do SIS e do SIED estiveram-lhe sempre muito ligados.
Não é só Silva Carvalho que foi seu chefe de gabinete, como também o foram primeiro Casimiro Morgado (que sucedeu àquele no SIED) e, depois, Adélio Neiva da Cruz, que assumiu a direção do SIS no final de 2014.
QUE SUCESSORES?

Agora, é sua chefe de gabinete Paula Morais — e fala-se dela também como sua potencial sucessora, entre outros nomes. Ou seja, de cada vez que houve uma substituição, garantiu-se uma linha de continuidade e estabilidade.
A verdade é que, mesmo assumindo o Governo que não pretende mover as peças, os meios estão agitados. Há 25 novos membros das secretas que entraram agora por concurso e, em breve, como é costume, realizar-se-á um Conselho de Informações, o primeiro com este primeiro-ministro.
É natural que sejam debatidas questões de orientação estratégica. E quem aposta em novos sucessores quer saber se eles defendem ou não aquilo que tem sido a linha mestra de atuação dos serviços, isto é, a aposta na lusofonia e no Atlântico Sul.
Por outro lado, há quem debata se será indicado ir buscar alguém de dentro, isto é, funcionários ou ex-funcionários dos serviços, ou fora, sejam diplomatas ou mesmo militares e até polícias. Para cada um, as obediências maçónicas têm um nome. Mas não parece que António Costa esteja interessado em entrar nesse filme.

vi esta noticia referida aqui:

[h=2]Com toda a naturalidade, a maçonaria controla o país[/h]
Long story short: está em cima da mesa a saída do Secretário-Geral dos Serviços de Informação da República Portuguesa (SIRP). Segundo o Expresso, o lugar que poderá em breve ser deixado vago está a ser disputado pelas duas principais ordens maçónicas, Grande Oriente Lusitano (GOL) e Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), com a segunda a acusar a primeira de estar sobrerrepresentada no SIRP.
Mas quem é que deu a esta gente o direito de se intrometer nos assuntos do Estado, como se de estruturas democráticas e universalmente sufragadas se tratassem? E porque raio estão os nossos serviços secretos repletos deste pessoal obscuro? Será que não chega estarem infiltrados até ao tutano nas estruturas de poder, influenciando o rumo do país em função dos seus interesses particulares, e ainda se acham no direito de controlar os serviços secretos? Alguém corra com eles se fazem o favor. Já chega de pagar aventais com o dinheiro dos nossos impostos.
 
Última edição:
Já disseram tudo e é de notar que o tópico ainda não descambou. [;)]

A maçonaria, ao início, tinha propósitos nobres e a sua existência, bem como o seu secretismo, tinham alguma razão de ser em tempos de ditadura.

Hoje em dia e em democracia, não só não se justifica, como o seu secretismo leva a que surjam dúvidas mais do que legítimas sobre as suas finalidades.

A Opus Dei é a mesma coisa.
 
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