"Made in China" e a economia

citação:Originalmente colocada por Duro

está-vos a escapar um pormenor.

é que as empresas chinesas trabalham por subcontrataçao de grandes multinacionais ocidentais. E este trabalho "escravo", muitas vezes de crianças, apenas serve para aumentar os fenomenais lucros dessas mesmas empresas e encher assim os bolsos dos seus donos. Vendem a preços ocidentais produtos fabricados com custos ridiculos, resultado de uma pressao incrivel sobre a força de trabalho. Os trabalhadores chineses, vietnamitas, mexicanos, etc, nao fazem a mínima ideia dos preços obscenos a que sao vendidos os produtos que fabricam... senao nao andavam tao contentes com o pouco que conseguem amealhar.

Os consumidores também nao têm ideia desta diferença, senao recusavam-se a pagar tanto.

Por outro lado penso que as autoridades deviam preocupar-se por questoes de direitos humanos, laborais e de propriedade intelectual porque aquilo que a China e outros fazem é muitas das vezes concorrência desleal

Isto nunca vai acontecer, afinal as autoridades são os políticos que comem do prato das grandes empresas.

E só a pressão da opinião publica pode realmente mudar a maneira de fazer politica externa na UE e no EUA.

Há que divulgar o trabalho escravo na China, Índia e restante sudeste Asiático, bem como na América central e em África, pois só quando a escravatura e o trabalho precário e mal pago deixarem de existir a humanidade pode evoluir de verdade.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

O que irá fazer da China uma superpotência é a cultura milenar daquele povo que lhes dá capacidades e responsabilidades para com o trabalho, sem igual.

Vejam o caso de Taiwan e Singapura.

Concordo completamente com o que dizes. Admiro bastante a cultura chinesa e muitas culturas orientais, como a Japonesa em que a capacidade e responsabilidade de trabalho é pelo menos tão grande como a Chinesa.
 
citação:Originalmente colocada por Mooch

citação:Originalmente colocada por ClioII

E que coisas são essas? ;)

Isto vai ser só um exemplo, mas por muito que os chineses queiram não conseguem fazer vinho do porto, queijo da serra, texteis de qualidade e com marca... são só exemplos. Porque com preços baixos não podemos competir e já não somos um país que oferece mão de obra barata é um facto! E isso de barreiras comerciais só lixa é os consumidores que podiam comprar produtos mais baratos e não o fazem, porque em última análise quem deve ter o poder de escolha são os consumidores !

Bom, mas isso são marcas ou produtos típicos, normalmente não são bens essencialmente úteis.

Eu vejo o "Vinho do Porto", um "Queijo da Serra" ou um "Tapete de Arraiolos" como micro-luxos. Já vinho, queijo e tapetes (sem denominação especial) vejo-os como bens essencialmente úteis.

Em último caso, os chineses serão capazes de produzir vinhos licorosos aos quais inventarão uma designação e a promoverão, de produzir queijos amanteigados para os quais arranjarão outra designação e a promoverão a ainda usar pontos típicos da sua tradição textil e inventar uma designação que promoverão.

Para a maior parte das pessoas do mundo, um "tapete de arraiolos" terá tanto valor quanto um "tapete pequim".
 
citação:Originalmente colocada por king tdi

A unica coisa em que nos podemos ser competitivos é na qualidade e no serviço, já que face aos preços é impossivel.

O vinho do Porto é Portugês, comprar um vinho do Porto Chinês não é a mesma coisa do que comprar um Portugês, o original é o original, por muito boa que seja a copia.
Por exemplo: os automoveis Mercedes, eles têm copias dos originais Mercedes, mas duvido que a qualidade das copias seja tão boa como a dos originais. Isto seja qual for a marca que eles imitem.
E como se explica ao consumidor final na Australia, Inglaterra, América que o vinho do Porto que estão a beber que é tão bom como o produzido em Portugal não é de marca, mas antes uma imitação?

E será que eles estão dispostos a pagar a diferença de valor entre uma imitação e o verdadeiro?

Talvez se os produtores Portugueses tivesse investido numa estratégia de divulgação da qualidade, saber e historia do produto e que aliado a divulgação das condições de trabalho nos países onde se faz as imitações, a situação pudesse ser diferente.

Mas o que assistimos foi que os subsídios da UE não serviram para modernizar e actualizar as formas de produção, os lucros não foram investidos na divulgação, e que até à bem pouco tempo a nossa industria empregava crianças apesar dos incentivos estatais.
 
A origem do problema dos produtos chineses não se resolve somente com limitações á importação.
O facto dos produtos chineses serem um grande problema para a economia europeia, e especialemente para a nossa resulta do facto de apenas estarem a responder á enorme procura por parte dos consumidores.
Agora não podemos por um lado ficar contentes por adquirir produtos chineses bastante mais baratos que o normal e depois reclamar que devido ao baixo preço dos produtos chineses que nós compramos, a economia e as empresas entram em crise devido á baixa de vendas e falta de competitividade.
A maior arma está nas nossas mãos enquanto consumidores.
Somos nós que decidimos o mercado, o que se vende e o que não se vende.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por king tdi

A unica coisa em que nos podemos ser competitivos é na qualidade e no serviço, já que face aos preços é impossivel.

O vinho do Porto é Portugês, comprar um vinho do Porto Chinês não é a mesma coisa do que comprar um Portugês, o original é o original, por muito boa que seja a copia.
Por exemplo: os automoveis Mercedes, eles têm copias dos originais Mercedes, mas duvido que a qualidade das copias seja tão boa como a dos originais. Isto seja qual for a marca que eles imitem.
E como se explica ao consumidor final na Australia, Inglaterra, América que o vinho do Porto que estão a beber que é tão bom como o produzido em Portugal não é de marca, mas antes uma imitação?
E será que eles estão dispostos a pagar a diferença de valor entre uma imitação e o verdadeiro?

Talvez se os produtores Portugueses tivesse investido numa estratégia de divulgação da qualidade, saber e historia do produto e que aliado a divulgação das condições de trabalho nos países onde se faz as imitações, a situação pudesse ser diferente.

Mas o que assistimos foi que os subsídios da UE não serviram para modernizar e actualizar as formas de produção, os lucros não foram investidos na divulgação, e que até à bem pouco tempo a nossa industria empregava crianças apesar dos incentivos estatais.

Nao explicas.

Tenho uma amiga sul africana que nao fazia ideia que o Porto como local e regiao demarcada existia. Ela sempre bebeu vinho do Porto sul-africano pensando que se tratava de uma denominaçao simples do tipo de vinho e/ou uva, como tantos outros que há no mercado. E para ela era um vinho do Porto tao válido como qualquer outro. Só depois de lhe explicar detalhadamente o porquê da designaçao é que ela atinou com a "ilegalidade" que muitas empresas do seu país cometem. E isto nao quer dizer que se calhar algum do vinho que eles produzem nao é inclusivé melhor que alguns dos nossos.
 
O problema do Vinho do Porto Sul-africano é identico ao do Whisky.

Como será que denominamos um whisky japones, americano, irlandes ou canadiano?
Não será sempre Whisky, embora o verdadeiro Whisky seja escoces?
 
citação:Originalmente colocada por Mooch

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

O que irá fazer da China uma superpotência é a cultura milenar daquele povo que lhes dá capacidades e responsabilidades para com o trabalho, sem igual.

Vejam o caso de Taiwan e Singapura.

Concordo completamente com o que dizes. Admiro bastante a cultura chinesa e muitas culturas orientais, como a Japonesa em que a capacidade e responsabilidade de trabalho é pelo menos tão grande como a Chinesa.
Agora imaginemos a China sem o Comunismo - caso de Taiwan - e a China com uma administração eficiente - caso de Singapura.

Eles vão mudar o mundo. :)
 
Isto da 'economia chinesa' é uma pescadinha de rabo na boca.
Eles produzem extra barato as pessoas de cá compram porque é barato e as empresas vão para lá porque custa pouco. Como as empresas vão para lá, as de cá fecham e as pessoas vão para o desemprego. Ora, no desemprego o dinheiro não abunda e as pessoas vão limitar-se a comprar o barato, ou seja, os 'produtos chineses'..


Nota do Editor (lolol): 'economia chinesa' e 'produtos chineses' são conceitos que também se aplicam à Índia, Indonésia, etc [:p]
 
citação:Originalmente colocada por Alpiger

A origem do problema dos produtos chineses não se resolve somente com limitações á importação.
O facto dos produtos chineses serem um grande problema para a economia europeia, e especialemente para a nossa resulta do facto de apenas estarem a responder á enorme procura por parte dos consumidores.
Agora não podemos por um lado ficar contentes por adquirir produtos chineses bastante mais baratos que o normal e depois reclamar que devido ao baixo preço dos produtos chineses que nós compramos, a economia e as empresas entram em crise devido á baixa de vendas e falta de competitividade.
A maior arma está nas nossas mãos enquanto consumidores.
Somos nós que decidimos o mercado, o que se vende e o que não se vende.
Normalmente quem decide "o" mercado é a carteira:D do comprador, se o comprador tem dinheiro, compra produto bom, com qualidade, se por outro lado não tem dinheiro, tem que procurar o produto barato, e quase sempre sem qualidade.
 
citação:Originalmente colocada por king tdi

citação:Originalmente colocada por Alpiger

A origem do problema dos produtos chineses não se resolve somente com limitações á importação.
O facto dos produtos chineses serem um grande problema para a economia europeia, e especialemente para a nossa resulta do facto de apenas estarem a responder á enorme procura por parte dos consumidores.
Agora não podemos por um lado ficar contentes por adquirir produtos chineses bastante mais baratos que o normal e depois reclamar que devido ao baixo preço dos produtos chineses que nós compramos, a economia e as empresas entram em crise devido á baixa de vendas e falta de competitividade.
A maior arma está nas nossas mãos enquanto consumidores.
Somos nós que decidimos o mercado, o que se vende e o que não se vende.
Normalmente quem decide "o" mercado é a carteira:D do comprador, se o comprador tem dinheiro, compra produto bom, com qualidade, se por outro lado não tem dinheiro, tem que procurar o produto barato, e quase sempre sem qualidade.

:)
 
citação:Originalmente colocada por Alpiger

O problema do Vinho do Porto Sul-africano é identico ao do Whisky.

Como será que denominamos um whisky japones, americano, irlandes ou canadiano?
Não será sempre Whisky, embora o verdadeiro Whisky seja escoces?
Quase de certeza que é irlandês antes de ser escoçês.
O fundamental é que é optimo seja qual for a origem[B)][^][^].

Mas a origem recente é celta.
http://www.celtic-whisky.com/home.htm
The name of the "water of life" produced in Scotland and Ireland comes from the Celtic, which has been official languages for ages. Before bearing the name of "whisky" (or whiskey if it is produced in Ireland or in the United States), the drink was called "Uisge Beata", which means "Water of Life" in Celtic. The name evolved to become Usquebaugh, then Uisge and finally Whisky.

Mas da Escócia gosto do bowmore de islay[B)].
http://www.whisky-distilleries.info/DR_IsleOfIslay_EN.shtml


Já agora, estávamos a falar de CHINA e da GLOBALIZAÇÃO?????
Origins of Whiskey

The origins of the art of distilling potable spirits are somewhat obscure, and thought to date back to ancient China</u>. The potency of distilled spirits caused them to be known as the "Water of Life". This is the meaning of the Scandinavian "Aquavit", the French "Eau de Vie", the German "Lebens wasser" and the Spanish "aguardiente". The Gaelic word for "Water of life" is "uisge baugh" (pronounced "ish'ka'ba'ha"). "Uisge" soon changed to "Usky" until it finally became known as "Whisky" after several generations. Irish whiskey is always spelt with an e.

Much to the chagrin of the Scots, it is likely that the first whisky was distilled not in Scotland but in Ireland. This potable spirit dates back to the 12th century to the Irish monks in monasteries throughout Ireland. There they obtained whiskey by distilling malted barley and other cereals, which had been fermented with yeast

http://www.cooleywhiskey.com/_aboutWhiskey/history.shtml

Maravilha, o conhecimento e produtos a circular pelo mundo cada vez mais rápidamente.
 
Um "dia" que Portugal não ande durante 60 anos a pensar onde decidir fazer um 2º aeroporto de "Lisboa" ou uma 3ª travessia do rio Tejo... e talvez sem ferrovia!

A propósito... do aeroporto de Zurique demoro 10-11 minutos até à estação central de combóios...

Talvez possamos ver o que outros países muito mais avançados vão fazendo por lá em termos de mobilidade autónoma (embora com condutor para alguma emergência...):
 
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