É só impressão minha ou o NA está um "bocadinho" alto demais? É para o novo parecer ainda mais baixo do que é? [

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Nops, é mesmo assim[

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Sempre houve ar a mais entre pneu e cava da roda no NA.
A vantagem é que quase dava para envergonhar alguns SUV's, tendo em conta os sitios por onde cheguei a andar com o meu, hehe.
Por outro lado, também cheguei a ficar atolado em areia.[

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Bem, quanto ao novo MX-5, têm definitivamente deste lado um fã.
O corte visual com os anteriores é grande e ainda bem que assim o é. Perdeu o look soft que sempre o marcou, e largou definitivamente a evocação de tempos idos.
Ainda não o vi ao vivo, mas do que vi, convenceu muito mais depressa do que qualquer outro MX-5 no capítulo visual.
As proporções, curiosamente, aproximam-se mais dos clássicos sport-cars de décadas passadas, com um habitáculo mais recuado, e uma "overhang" frontal reduzida, mas os volumes, linhas e superfícies são bastante contemporâneos. O estilo é caracterizado por um tratamento mais orgânico. Apesar de uma aparência definitivamente sec. XXI, não cede à tendência "overstyled" e decorativista que marca tantos automóveis hoje em dia.
É apenas superfícies orgânicas a unir os contornos do carro. A ausência de linhas (vincos e arestas) é sem dúvida uma bela lufada de ar fresco.
E além disso, pela primeira vez na história do Mx-5 temos realmente um estilo que faz verdadeiramente parte de um sports-car. A subida de tom na agressividade do desenho, sem cair no exagero, dá-lhe a assertividade necessária para ser (finalmente) ser levado mais a sério como sports-car, sem ser necessário ter que o conduzir para nos seduzir, e acredito que já não seja tão fácil de apontar para ele e chamar-lhe carro de menina ou "hairdresser car".
Apesar de apreciar o estilo do original NA, sempre foi um desenho algo delicado (baseado em premissas das décadas de 50/60), e só resultava de alguns ângulos, já que em outros, sobretudo de traseira (3/4), o estilo contribuia apenas para uma imagem de alguma fragilidade.
Notou-se um esforço nas gerações seguintes de acrescentar alguma robustez ao desenho, culminando num algo estático NC, com arcos de rodas totalmente destacados da carroçaria, algo bastante germânico na abordagem (aprecio certos aspectos do desenho, como a integração das ópticas dianteiras).
Com o ND, pelo menos a coisa apimentou. O estilo foi definitivamente acrescentado de ingredientes mais dinâmicos e sensuais.
Não me chateia terem-se livrado da boca e ópticas elipticas (já o restyling do NC tinha nos brindado com uma grelha de 5 pontas, como caracterizam outros Mazda). Apesar de achar que as ópticas dianteiras, tal como acontece em outros carros, serem forçadamente agressivas, com o seu contorno superior a "cortar" de forma algo abrupta a fluidez natural das restantes linhas.
Aprecio bastante a sinuosidade extra que define a secção sobre o eixo frontal, subindo ao nivel do eixo e descendo para o baixo plano do capot.
Mesmo com as rodas de 16", o desenho é válido, coisa rara nos dias que correm, onde todos os desenhos só parecem fazer sentido com mega-rodas.
Mesmo assim, o meu NA vinha com 14" e nunca senti necessidade de fazer um upgrade para maior. O espaço entre pneu e cava da roda é que sempre foi muito.[

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A traseira é, para mim, a área mais díficil de digerir. Sobretudo devido às ópticas que parecem ser constituidas por 2 elementos distintos não parecendo haver grande ligação entre eles. Como já referiram parece mais algo after-market do que algo "de origem". Precisa ali de uns toques para conseguir mais coerência e harmonia. Igualmente, as DRL na frente, na generalidade dos ângulos de observação parecem sempre mal posicionadas.
MAs não existe muito mais por onde pegar. No geral, foi um salto muito bem conseguido. E com este salto, talvez o MX-5 consiga se manter relevante, não apelando apenas aos nostálgicos, mas também às gerações mais fresquinhas.
O interior também deu salto visualmente, bem mais maduro e menos "plástico" que o anterior, tendo que esperar para validar o salto qualitativo testemunhado. Apesar do desenho do interior estar a evoluir no bom sentido nos Mazda, acabam sempre por parecer demasiado escuros e sombrios. Curioso para ver o interior sem as partes com a cor da carroçaria, que ajuda sempre a elevar a luminosidade a bordo.
E claro, o que realmente interessa. Menos 100kg, ficando perto dos 1000kg, motor em posição mais recuada, centro de gravidade inferior, e posição de condução mais baixa (uma das criticas que sempre fiz aos NA e NB. Nunca tive oportunidade de experimentar um NC). Oh sim, estou mesmo com o bichinho para experimentar isto.
Se confirmar os 130cv do 1.5, acaba por ficar um carro com specs não muito distantes do meu Swift Sport no que toca a motor e peso. Pelo que é de esperar performances decentes. E acho que já me faria feliz, pois apesar de não estarmos a falar de super-performance, só o facto de estarmos sentados lá em baixo, ter a caixa com o "snip-snip", e puxar lá atrás, compensaria definitivamente o salto de utilitário prático vitaminado para sports-car limitado, mas muito mais cativante. E tendo em conta a frugalidade dos Skyactive, definitivamente com consumos inferiores áquilo que tenho agora. O MX-5 parece que continuará a ser o sports-car ao alcance de todos, mesmo no que toca a custos de utilização.
Esperemos pelas specs definitivas em Paris.
Caso a vida permita, dentro de poucos anos não me importaria mesmo nada de afinfar num.[

] Claro, se não aparecer um novo MR-2[

]. Aí poderei ficar seriamente dividido.