Medicos sem horas

Medicos sem horas

  • Não

    Votes: 14 56.0%
  • Sim

    Votes: 11 44.0%

  • Total voters
    25
Mas como justificas que no privado façam mais operações no mesmo espaço de tempo?
Haverá algo por detras disto?

alpiger, pelo que tenho visto(tv) e lido(jornais) esses médicos só trabalham no publico...(posso estar errado)
mas até vi uma reportagem, penso q na sic noticias, em que uma equipa de cirurgia com o record em Portugal de transplantes renais, que por acaso não receberam nada....só trabalhavam e recebiam pelas cirurgias que se faziam a noite como horas extra....

agora sobre trabalhar mais no privado que no publico, é normal qd recebem mais no privado...isso é em todo lado

imagina tens dois clientes um mt bom(n reclama preço/paga na hora) e outro mt mau(reclama sempre qq ***** e para pagar é um trinta e um...) qual serves primeiro?
 
Não sairia mais barato ao Estado prescindir desses profissionais e fazer acordos com entidades privadas para serem elas a fazer essas operações?
O Estado assumiria ele proprio os serviços basicos de saude e passava os serviços mais complexos para os privados. Aumentava os valores a pagar pelos serviços prestados mas reduzia os encargos com pessoal e equipamentos.

Não, não fica.
O custo de um transplante é astronómico e o estado teria ainda mais dificuldade em honrar os compromissos. Sai mais barato ao estado ter uma unidade de transplante diluido no custo de um hospital central.
 
Vi uma entrevista do eduardo barroso em que ele dizia que a equipa de transplantes dele era das que tinha mais medicos na europa e como é obvio para ter tantos medicos é necessário pagar, um medico com a experiência que esses têm vale muito dinheiro, e se quiser trabalhar apenas no sector privado ganharia mais ainda.

Em jeito de resumo acho que se ha dinheiro bem gasto é esse, basicamente o estadio do algarve daria para pagar durante muitos anos esses medicos, já para nao falar no TGV.
 
Vi uma entrevista do eduardo barroso em que ele dizia que a equipa de transplantes dele era das que tinha mais medicos na europa e como é obvio para ter tantos medicos é necessário pagar, um medico com a experiência que esses têm vale muito dinheiro, e se quiser trabalhar apenas no sector privado ganharia mais ainda.

Em jeito de resumo acho que se ha dinheiro bem gasto é esse, basicamente o estadio do algarve daria para pagar durante muitos anos esses medicos, já para nao falar no TGV.

O do Algarve e muitos outros [;)]
 
A parte a bold já foi por demais discutida neste fórum, em varios otros tópicos, de qualquer maneira fica a informação:

A ordem não tem rigorosamente NENHUM papel na determinação de vagas nem notas para o curso de medicina. Quem manda nas vagas São as respectivas universidades, mediante condicionalismos logísticos ( instalações, docentes...)
Não é bem assim... Oficialmente não podem interferir directamente, mas a Ordem tem um grande poder junto do poder político, o qual acaba por pedir um parecer à Ordem para uma "certa regulação"... No que respeita à abertura do curso em Universidades privadas ou em outras publicas a Ordem tem a palavra mais importante a dizer..
 
Tarefeiros ganham oito vezes mais do que médicos do quadro

Tarefeiros ganham oito vezes mais do que médicos do quadro

Tarefeiros ganham oito vezes mais do que médicos do quadro
alfredo cunha
Serviços de urgência são assegurados por médicos com vínculos diferenciados

Helena Norte e Ivete Carneiro</B>

A existência de equipas de médicos dedicadas exclusivamente às urgências tem, nalguns hospitais, resolvido parcialmente o problema da falta de clínicos. Mas só parcialmente. Somam-se--lhes tarefeiros (pouco apreciados entre os profissionais) e especialistas em horários normais de banco. Todos pagos de forma diferente.

Há dias, conta o bastonário da Ordem dos Médicos, havia no S. Francisco de Xavier (em Lisboa, onde vários médicos estão demissionários por falta de condições) um médico a ganhar 11 euros por hora, outro 18 e um terceiro 80. Sem diferenciação técnica entre si, a não ser no que ao vínculo diz respeito. O primeiro tem um contrato individual de trabalho, o segundo é da Função Pública, o terceiro tarefeiro.

"O valor-hora que as empresas de prestação de serviços médicos cobram chega a ser oito a dez vezes superior ao que um médico do quadro aufere. Não há limites, ao contrário do que acontece com os profissionais, cuja remuneração está regulamentada", explica Mário Jorge Neves, da Federação Nacional dos Médicos (FNAM). "As urgências estão a funcionar nos limites", com o êxodo massivo de médicos, sobretudo mais diferenciados, para o privado.

A culpa, diz Pedro Nunes, é da desregulação que foi sendo introduzida no sistema pelos últimos governos. "Criaram-se mecanismos de mercado em que as empresas de mão-de-obra souberam aprender a viver das carências", o que lhes permite cobrar o que entendem. "Com a agravante de que há alturas em que os tarefeiros não trabalham, como o Natal", e de que se acabou com a "responsabilidade e reconhecimento mútuo" que caracterizavam uma equipa de urgência.

Tal reconhecimento é impossível quando, por exemplo, em vez do nome do médico escalado consta uma empresa de prestação de serviços, diz Merlinde Madureira, da FNAM. "É o desmoronamento das relações de trabalho e do hospital público".

A solução para as urgências, defende Pedro Nunes, passa por "remunerar a sério" criar uma remuneração mais clara, reactivar as carreiras médicas (em que todos ganham o mesmo) e pedir um esforço suplementar por mais oito anos aos médicos com mais de 50 anos, dispensados de fazer urgências, até se formarem mais médicos.

A criação das equipas dedicadas pode ser uma solução temporária, mas não deverá, nunca, diz o bastonário, ser exclusiva. Deve funcionar como "estrutura permanente, para fazer a transição de umas equipas para outras". Um pouco na linha do que recomendou a comissão de peritos que desenhou a nova rede de urgências. "A ideia é ter equipas dedicadas que assegurem parte do serviço ou do horário", explica Luís Campos, membro daquela comissão. "Cria continuidade assistencial e de gestão", cabendo aos especialistas de cada hospital assegurar o resto. É a solução aplicada no Hospital de S. João, Centro Hospitalar de Gaia, Pedro Hispano (Matosinhos) e Vale do Sousa (Penafiel).

Estas equipas recebem uma remuneração diferenciada que, segundo Luís Campos, faz todo o sentido, porque, "o trabalho na urgência é cansativo e stressante". E "é diferente passar lá 12 horas ou uma semana inteira".

Além das desigualdades salariais, a falta de especialistas no banco também põe em causa a qualidade do atendimento. "As urgências estão a funcionar sem o número mínimo de especialistas aconselhado pela OM e definido na lei", garante Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos. E a frequente presença de mais internos do que especialistas coloca em causa a própria formação, diz. "Se a OM - a quem compete fiscalizar - fosse a ASAE, fechava todas as urgências do país".
 
Last edited:
É somente uma das faces das condições miseráveis que muitos médicos tem que aguentar e sustentar para manter pelo menos algumas urgências com portas abertas.....

Sem vínculos, sem remunerações adequadas, sem horários definidos....


Toda a gente se queixa, mas se analisarem friamente as condições de trabalho em muitos hospitais, as instalações os equipamentos, os meios, facilmente se apercebiam dos verdadeiros milagres que são efectuados por todo o pessoal perante tamanhas faltas a todos os níveis...

A nível de contratos/vínculos a precariedade é exactamente a mesma que qualquer outro profissional não pertencente a quadros....

Não admira pois, que todos queiram sair do SNS e ir para onde lhes reconhecem minimamente os méritos competências, ir para onde tenham os meios para realizar as suas funções, ir para onde tenham estabilidade, e ir para onde sejam justamente remunerados pelo seu trabalho...


È manifesta a falta de pessoal nas urgências hospitalares...
Muitos dos que lá estão a "tapar buracos" são alunos internos das especialidades, que mal tem tempo para aprender o que quer que seja pois estão sistematicamente se serviço/banco...

De todos os que trabalham nas urgências, os tarefeiros são os que menos mal são remunerados ( mas não tem vinculo nenhum são temporários como o nome indica), os outros como podem ler recebem um miséria pelo seu trabalho...

Com todas estas condicionantes, mesmo assim, lá se consegue fazer o trabalho de salvar vidas nas urgências, mesmo que para isso os indignados do costume que vão para lá com dores de cabeça tenham que esperar umas "vergonhosas:rolleyes:" 6h.....
 
É somente uma das faces das condições miseráveis que muitos médicos tem que aguentar e sustentar para manter pelo menos algumas urgências com portas abertas.....

Sem vínculos, sem remunerações adequadas, sem horários definidos....


Toda a gente se queixa, mas se analisarem friamente as condições de trabalho em muitos hospitais, as instalações os equipamentos, os meios, facilmente se apercebiam dos verdadeiros milagres que são efectuados por todo o pessoal perante tamanhas faltas a todos os níveis...

A nível de contratos/vínculos a precariedade é exactamente a mesma que qualquer outro profissional não pertencente a quadros....

Não admira pois, que todos queiram sair do SNS e ir para onde lhes reconhecem minimamente os méritos competências, ir para onde tenham os meios para realizar as suas funções, ir para onde tenham estabilidade, e ir para onde sejam justamente remunerados pelo seu trabalho...


È manifesta a falta de pessoal nas urgências hospitalares...
Muitos dos que lá estão a "tapar buracos" são alunos internos das especialidades, que mal tem tempo para aprender o que quer que seja pois estão sistematicamente se serviço/banco...

De todos os que trabalham nas urgências, os tarefeiros são os que menos mal são remunerados ( mas não tem vinculo nenhum são temporários como o nome indica), os outros como podem ler recebem um miséria pelo seu trabalho...

Com todas estas condicionantes, mesmo assim, lá se consegue fazer o trabalho de salvar vidas nas urgências, mesmo que para isso os indignados do costume que vão para lá com dores de cabeça tenham que esperar umas "vergonhosas:rolleyes:" 6h.....
Lá está aquilo que venho dizendo há anos, sem estabilidade profissional a qualidade dos serviços tende a degradar-se. Remunerar melhor quem esteja precário é, digamos, de uma desonestidade intelectual gritante (não encontro definição melhor), tentando que o precário se sobreponha ao estável e, na verdade, fazendo perder quem precisa de um serviço onde não deveria haver nada a apontar...
 
Será que será muito forte dizer que o povo tem o que merece?
O Povo tem defendido, também aqui, este tipo de coisas, esta precariedade que degrada os serviços prestados, a vida de quem os presta e a respectiva retribuição por... O Povo tem-se deixado levar, "gratuitamente", porque quer, ou porque não quer melhor...
 
O Estado, a contrato individual, quer pagar a hora ao preço da empregada de limpeza não é?

Tem o que merece.

É a vida.

Depois vê-se aflito e toca a contratar sub-contratados e a pagar-lhes 8x mais.

É bem.

Viva à comunhão entre o o socialismo e os escapes do mercado.

A Portugalidade dos eternos compromissos.

Quando um país/Estado não se define (e aqui está o problema central), fica com um pé num lado e o outro noutro da fenda e...pumba...cai na fenda.
 
Com o SNS com um orçamento per capita dos maiores do mundo conhecido e arredores, já nada me espanta neste país...

Ainda bem que podemos aceder à medicina Cubana para resolver alguns casos insolúveis. Ou a médicos Espanhóis, que fazem numa semana aquilo que uma equipa completa não consegue fazer numa vida...

E assim vai o hilariante caminho para o Socialismo.
 
Não me espanta nada o estado pagar assim, afinal trabalho no estado e sei como ele paga, não tem nada a ver com a conversa dos "privilegiados da função publica" que algumas pessoas "comem" sem capacidade para pensar muito no que lhes servem.

Pena é de quem precisa de cuidados de saúde e não os tem, por causa dos boys do costume e dos interesses privados.
 
Será que será muito forte dizer que o povo tem o que merece?
Pois o "povo" geralmente fala mais de futebol e de novelas e estas coisas da politica passa-lhe ao lado.

Mas isso é o resultado destas politicas de educação só para alguns e dos governos que temos desde o tempo do nosso "amigo" mario, afinal um povo ignorante governa-se melhor e come todos os restos que lhe dão sem pensar muito.
 
Não acredito que ganhem 8 x mais que um especialista que faz urgências..e estou a falar daqueles que pelo menos ainda permanecem no seu local de trabalho..[;)]
 
Pois o "povo" geralmente fala mais de futebol e de novelas e estas coisas da politica passa-lhe ao lado.

Mas isso é o resultado destas politicas de educação só para alguns e dos governos que temos desde o tempo do nosso "amigo" mario, afinal um povo ignorante governa-se melhor e come todos os restos que lhe dão sem pensar muito.
Ou então um Povo dividido, pois que para reinar há que dividir...

O problema é que muitos pensam que estão imunes a esta "jogada", até ser tarde demais!...
 
Olha, os sr. jornalistas acordaram agora...[:)]

Então e se for o médico do quadro a fazer o serviço do tarefeiro, ganhando pelos dois? [;)]
Uma dica: empresa de serviços médicos que contrata um médico que não esteja em exclusividade no estado (o prestador de serviços pode acumular com a qualidade de sócio) + outsourcing estatal.

Os médicos da privada levam com a fama toda de serem xupistas, mas os que ganham dinheiro à grande estão no Estado.
E não tendo a fama, têm o proveito todo, porque na maioria passam por funcionários públicos.
Mas enfim, a cortina de fumo é espessa...
 
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