MG: para acabar com as dúvidas

Para todos os que têm opinado sobre o actual momento da MG baseando-se apenas na informação que chega a Portugal, aqui fica a história da marca desde que a MG-Rover abriu falência até hoje.

MG: os últimos dois anos

No dia 22 de Julho de 2005 a empresa chinesa Nanjing Automobile Corporation (NAC) compra a MG, comprometendo-se a manter a sede e o centro de engenharia e design da marca em Longbridge (sede e fábrica da MG-Rover) e a recuperar até 1200 dos 6000 postos de trabalho perdidos com a falência da MG-Rover no dia 15 de Abril de 2005. No mesmo dia, a nova administração da MG assina uma parceria com a Arup (empresa britânica de design e consultadoria automóvel, que já trabalhava com a MG-Rover).

A venda da MG à empresa NAC incluiu:
1. As marcas MG, Austin, Morris, Wolseley e Vanden Plas;
2. Os direitos de fabrico dos modelos TF, ZT/75 e ZR/25;
3. A divisão de motores Powertrain e respectivos direitos de fabrico;
4. A exploração da fábrica de Longbridge.

A venda da MG à empresa NAC não incluiu:
1. A marca Rover (comprada em Setembro de 2006 pela Ford);
2. O direito de fabrico do modelo City Rover (propriedade da Tata);
3. O direito de fabrico do modelo ZS/45 (propriedade da Honda):
4. O direito de fabrico do MG SV (propriedade da Price Waterhouse Coopers);

Em Janeiro de 2006 a nova NAC-MG divulga o seu plano de produção para o emblema britânico. Em Longbridge (Inglaterra) permanecerá a produção do modelo TF, assim como a sede e o centro de engenharia e design da marca. Em Pukou (China), serão erguidas as mais modernas instalações automóveis de toda a Ásia, que receberão a produção dos motores Powertrain e dos modelos ZT e ZR.

A 22 de Fevereiro de 2006 a administração da MG prolonga o contrato de exploração de Longbridge até 2040 com a empresa proprietária dos terrenos (a St. Modwen), numa clara demonstração de compromisso com a herança histórica do construtor automóvel britânico.

A fábrica britânica de Longbridge:
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Em Março de 2006 a MG revela os novos nomes dos modelos ZT e ZR, que passam a chamar-se respectivamente 7 e 3. O MG 7 será um automóvel que irá juntar o desportivismo e o luxo dos antigos MG ZT e Rover 75, num resultado final semelhante ao que podemos observar nos pormenores interiores e exteriores dos modelos da Alfa Romeo (luxo + desportivismo). O MG 3 terá o mesmo conceito do MG 7 e juntará o desportivismo e o luxo dos antigos MG ZR e Rover 25. Cada um dos MG’s 7 e 3 terá uma versão “Z” (à imagem do “M” nos modelos BMW), que corresponderá ao conceito vincadamente desportivo dos antigos ZT e ZR. Ainda no mesmo mês, Longbridge anuncia o reinício da produção da marca para o começo de 2007 e das vendas para Julho do mesmo ano.

No dia 11 de Julho de 2006 é anunciada a construção de uma nova fábrica da MG no Oklahoma (EUA), que receberá a produção do MG GT (TF Coupé), nunca antes lançado pela MG-Rover. Segundo declarações do novo Director Geral da MG Motors North America Inc. (o norte americano Duke Hale), a fábrica será erguida no Ardmore Air Park de Oklahoma, estará pronta na segunda metade de 2008 e contará com uma força laboral de cerca de 550 trabalhadores. As novas instalações funcionarão também como sede mundial de marketing e vendas da marca.

MG GT:
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No dia 17 de Julho de 2006, na abertura do Salão Automóvel de Londres, os responsáveis da MG dão uma conferência de imprensa onde anunciam a assinatura de uma parceria com a Lotus, confirmada três dias depois por Mike Kimberly (Director Geral da Lotus). A Lotus fica responsável pela actualização dos motores da MG segundo as novas normas de emissão de gases da União Europeia, pelo desenvolvimento dos chassis dos futuros modelos e pelo facelift dos actuais.

A 17 de Setembro de 2006 a MG e a Stadco assinam um acordo que garante o reinício da produção do modelo TF em Longbridge. Antes da falência da MG-Rover, a Stadco era a empresa que produzia os painéis de carroceria do MG TF em Coventry, exportando-os para Longbridge onde o automóvel era montado. A parceria é agora retomada e o novo acordo prevê que a Stadco desloque toda a sua produção para Longbridge.

No dia 26 de Setembro de 2006 são inauguradas as novas instalações da MG em Pukou (China), onde serão produzidos os motores Powertrain e os modelos 7 e 3.

O pavilhão da Powertrain, no complexo industrial da MG em Pukou (China):
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A 30 de Outubro de 2006 a Petronas anuncia que as empresas NAC (proprietária da MG) e Brilliant Culture Group acabam de assinar um acordo de parceria para em comum iniciarem a produção dos motores Petronas EO1. O projecto arranca em Dezembro de 2006 e a produção em 2009. Nessa altura a NAC-MG terá três motores (1.8, 2.0 e 2.2 litros de 4 cilindros em linha e 16 válvulas), que cumprirão as normas de emissão de gases Euro V. O centro de pesquisa e desenvolvimento da Petronas dará apoio à NAC e fornecerá toda a tecnologia necessária ao projecto. Desta forma, a próxima geração de MG's poderá vir equipada com motores Petronas.

A 30 de Janeiro de 2007 a fábrica britânica de Longbridge conclui o primeiro MG produzido após a falência do grupo MG-Rover em 2005. Um vistoso TF ficará para a história como o primeiro automóvel construído pela nova NAC-MG, sendo um dos 42 que serão fabricados nas semanas seguintes para a realização de testes. A produção em série começará em Maio e os primeiros carros chegarão aos stands britãnicos durante o mês de Outubro. A par do reinício da produção em Longbridge, a MG é apresentada oficialmente à imprensa. Para além do TF, a cerimónia confirmou a produção dos modelos ZT e ZR (agora denominados 7 e 3). Contudo, o principal destaque vai para a revelação de dois projectos desenhados pela Arup para a MG, dos quais ainda não são conhecidos pormenores. O slogan "Raise your heartbeat!" será a frase promocional da marca no mundo.

O primeiro TF da nova era NAC-MG:
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A 02 de Março de 2007, os quatro ex-administradores da MG-Rover revelam que o seu escritório em Longbridge terá sido mantido até há poucas semanas, altura em que terminaram o trabalho de preparação do relançamento da MG em parceria com a NAC. Contudo, um deles (Nick Stephenson) continuará ligado à marca britânica por tempo indeterminado, fornecendo apoio técnico à fábrica da China e comandando as operações em Longbridge.

No dia 08 de Março de 2007, NAC e Lotus anunciam Gary Hagan como novo Director de Marketing e Vendas da MG para o relançamento do emblema britânico em solo europeu. Hagan era o Director de Marketing e Vendas da Lotus na América do Norte.

A 19 de Março de 2007, Rob Oldaker aceita o convite formulado pela administração da marca inglesa e é de novo o Director de Desenvolvimento de Produto da MG. O britânico já tinha exercido as mesmas funções na MG-Rover entre 2000 e 2005. Foi o responsável pela criação dos MG’s ZT, ZS e ZR a partir das plataformas dos Rover’s 75, 45 e 25.

A 27 de Março de 2007, a nova gama MG 7 é apresentada oficialmente á imprensa. O MG 7 será proposto em três versões: o MG 7L (antigo Rover 75 Limousine), o MG 7Z (antigo MG ZT) e o MG 7 (antigo Rover 75). A produção em série começará de imediato e os primeiros automóveis chegarão aos stands europeus na segunda metade deste ano.

Cerimónia de apresentação do MG TF e da gama MG 7:
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MG 7L:
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MG 7:
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No dia 20 de Abril de 2007, a MG regressa às grandes montras mundiais, mais de dois anos depois da sua última aparição. O regresso verificou-se no Salão Automóvel de Shangai. Para além dos modelos TF e 7 (já anunciados), a marca surpreende com a inesperada apresentação do MG 5 (antigo MG ZS). Teoricamente, a maioria dos direitos da plataforma deste automóvel são propriedade exclusiva da Honda desde a falência da MG-Rover, em Abril de 2005. Assim, a apresentação do MG 5 pode significar uma de duas coisas: ou ambas as partes chegaram a um entendimento para a partilha desses direitos, ou a MG pode mesmo produzir esta versão, que tem menos componentes japoneses que a anterior a 2004. Contudo, os responsáveis da marca revelaram que a versão final do MG 5 (aquela disponibilizada para venda ao público), será diferente.

MG 5 (antigo MG ZS):
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A 29 de Maio de 2007 deu-se a reabertura oficial de Longbridge, dois anos, um mês e catorze dias depois do encerramento provocado pela falência da MG-Rover. Em comunicado oficial distribuído à imprensa, a direcção da marca revelou que Longbridge funcionará como centro de pesquisa e desenvolvimento dos futuros modelos, centro de engenharia e design, sede de recursos humanos para recrutamento no Reino Unido e na China, fábrica para os modelos vendidos na Europa e sede de marketing e vendas da Europa. Para já os trabalhos recomeçaram com a produção do novo MF TF. O automóvel, nunca antes mostrado publicamente, distingue-se do TF original pelo novo painel de instrumentos e pela nova grelha frontal, baseada no TF 500 XPower.

O desfile na cerimónia, onde pode ver-se o novo TF:
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A 12 de Junho de 2007, a empresa NAC (proprietária das marcas MG, Austin, Morris, Wolseley e Vanden Plas) e o consórcio anglo-americano HFI (que comprou a marca Healey no início de 2006), assinam um acordo de parceria que prevê o lançamento de dois novos automóveis com o mítico emblema britânico: o Austin Healey e o Healey. Ambos serão produzidos em Longbridge e a administração da fábrica será partlhada por ambas as empresas.

A 27 de Julho de 2007, NAC e SAIC (respectivamente a empresa proprietária da MG e a empresa que negociava uma parceria com a MG-Rover aquando da falência do grupo britânico), assinam um pré-acordo que formaliza o início de um processo negocial que tem como objectivo uma colaboração futura pela marca automóvel.

A 17 de Agosto de 2007, Paul Stowe (Director de Qualidade da MG) demite-se após fortes divergências com a nova linha de orientação para o futuro do construtor britânico. Esta é a primeira consequência das negociações entre a NAC e a SAIC para a formação de uma parceria pela marca inglesa. Stowe era um dos elementos do corpo directivo da MG que tinha transitado dos tempos da MG-Rover.

A 24 de Setembro de 2007, o preparador britânico Motorsport Development UK (MSD), com o aval da NAC (proprietária da marca inglesa) anuncia que "artilhou" o novo MG 3 (antigo ZR) com o objectivo de fazer regressar o emblema britânico às grandes competições mundiais, neste caso ao campeonato de IRC de 2008, com uma equipa de dois automóveis e dois pilotos britânicos. O MG 3 em questão tem uma transmissão 4x4 e já está homologado para todas as provas regionais e nacionais do campeonato de 2008, faltando apenas a aprovação final da FIA.

A “nova” MG em tópicos

Principais parcerias:
1. Arup (empresa britânica de consultadoria e design automóvel);
2. Lotus (construtor britânico responsável pela actualização dos motores da MG e pelo desenvolvimento dos chassis dos futuros modelos da marca);
3. Stadco (empresa britânica responsável pelo fabrico dos painéis de carroceria dos MG’s TF e GT);
4. Petronas (empresa malaia que fornecerá à MG motores 1.8, 2.0 e 2.2 de cilindrada, a partir de 2009).

Estrutura directiva:
Director Geral: Zhang Xin;
Consultor Geral: Nick Stephenson (ex-administrador da MG-Rover);
Director de Operações: James Lin;
Director de Desenvolvimento de Produto: Rob Oldaker (ex-director da MG-Rover);
Director de Marketing e Vendas: Gary Hagan;
Director de Rec. Humanos: Louise Lane;
Director de Franchising: Stephen Cox.

Fábricas:
1. Longbridge – UK (sede, fábrica e centro de engenharia e design da MG, onde permanece a produção do MG TF);
2. Pukou – China (que produz os motores da MG e os modelos TF, 7 e 3);
3. Oklahoma – EUA (que produzirá o novíssimo MG GT a partir da segunda metade de 2008 e funcionará como sede mundial de marketing e vendas da marca).

Datas previstas para o início da produção:
1. MG TF – Maio de 2007 (confirmado);
2. MG 7 – Março de 2007 (confirmado);
3. MG 3 – Março de 2008;
4. MG GT (TF Coupé) – Segunda metade de 2008.
 
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Sê muito bem-vindo! Bons olhos te vejam por cá.:)

Preciosa informação para os amantes da marca britânica e para tantos outros que andam algo confusos em relação a esta situação.

Excelente resumo dos últimos 2 anos.[;)]
 
É bom ver que a MG volta as linhas de produção. É pena que já não seja sobre mãos britanicas mas pronto...

Welcome back MG :D
 
A Rover é na actualidade completamente independente da MG-NAC.

Os direitos de produção sobre algumas plataformas e motores está entregue à SAIC (do qual o Roewe 750E é um exemplo) e os direitos intelectuais da marca, do nome Rover, pertencem ao grupo Ford.

A vir a renascer um dia, será sob a égide da Ford. :)
 
É bom ver que a MG volta as linhas de produção. É pena que já não seja sobre mãos britanicas mas pronto...

Welcome back MG :D

É infelizmente o caminho que muitas marcas já tomaram ou estão a tomar... O habitual hoje em dia é vermos alguns grandes grupos detentores de muitas pequenas marcas.

Isso traz vantagens como é óbvio, mas também se perde sempre algo pelo caminho...
 
É a famosa mistica.

Nem só, a "mística" é um conceito demasiado vasto, chamemos a isso antes de "direção", quer a nível estético, quer a nível de escolhas mecânicas e tecnológicas.

O que mais vemos hoje em dia é o termo "partilha", partilha de motores, partilha de carroçaria, partilha de componentes, etc...
 
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Com este tópico quis acabar com a ideia errada de que a MG passou a ser uma marca chinesa. Tal não é verdade.

A Volvo não deixou de ser sueca por ser propriedade da Ford. A Opel não deixou de ser alemã por ser propriedade da General Motors. A Lotus não deixou de ser britânica por ser propriedade de uma empresa malaia (a Proton).

O mesmo acontece agora com a MG. Esta é propriedade de uma empresa chinesa, mas mantém a sede, uma fábrica e o centro de engenharia e design em Inglaterra.

Para além disso, não é por a MG agora ter uma fábrica na China que a qualidade irá diminuir. Muitas peças dos Volkswagen's que por aí andam são "made in" China. A Toyota (por exemplo) vai deslocar a produção do Yaris para a China no final deste ano. Há motores a gasolina da Fiat que são fabricados na China. Etc, etc, etc.

A qualidade depende apenas do controlo e dos parâmetros estipulados por cada construtor. Não depende do local onde cada modelo é produzido. Cada vez é mais comum a produção automóvel ser deslocada para o oriente, onde os custos de produção e mão-de-obra são mais baratos. São os sinais dos tempos...

Como curiosidade aqui fica o novo website oficial da MG (ainda por actualizar): www.nacmg.co.uk

Actual direcção da MG:
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O engenheiro mecânico John Trout (da Lotus), responsável pela actualização dos motores da MG segundo as novas normas de emissão de gases Euro IV:
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Para mim, infelizmente, perde um bocado com o facto de ser Chinês. O facto de ser realmente feito em inglaterra dava aos MGs o "algo mais" que falta a muitos carros.

Mas pronto, se calhar sou eu que sou muito conservador... mas o que é certo é que vejo esta MG como uma MG diferente da "inglesa".

Resta-me o consolo de olhar para o meu TF e saber que é um dos "puros".
 
ainda bem que uma marca com tanta história está de volta....fiquei muito contente com aquela história dos direitos até 2040 em Inglaterra....isto basicamente significa que eles querem manter o carisma ingles....boa aposta dos chineses
 
Tiago, antes de mais muito bem vindo ao AHO. :D :D Espero vir a ver muitos tópicos teus acerca destas marcas inglesas que nós tanto gostamos. Em relação a este em específico, como é habitual da tua parte está muito bom. ;)


Um abraço,


P.S.: Agora que também fazes parte do AHO, a ver se é desta que convencemos o Jet a vir cá a LX. :)
 
Xii... só se ele vier de combóio...

o Rover não aguentava uma viagem dessas!

[:D]
Ainda na semana passada fui a Vila Real, tive de mudar 4x a junta pelo caminho. É algo que já faço em 5 minutos. Em vez dos 10 parafusos elásticos uso um sistema de molas como as da caixa do filtro.[:D]

Miguel e Tiago, deixem-me acabar primeiro os exames. Ainda assim vou ter 2 meetings para a semana. Lá vão mais umas 22 juntas.:mad:[:D]
 
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