Ministros estrangeiros?

Existem portugueses com tanta ou mais capacidade que esses "estrangeiros". O problema são os "pormenores" que se metem pelo meio.
A mania que somos os mais pequenos em tudo irrita-me profundamente...

Não vi ninguém dizer o contrário, o problema é que nunca chegarão ao "poder"...perdão a um posto de serviço público.
 
Alem de uma ideia sem pés nem cabeça, seria inconstitucional

Mas temos portugueses a exercer cargos públicos eletivos noutros países... Ainda te parece estranho?

Quanto à inconstitucionalidade parece-me que estás equivocado: os ministros não são eleitos, os deputados é que o são, e esses é que têm de ser cidadãos. O que a Constituição diz sobre a formação do Governo é que este é nomeado pelo PR segundo proposta do PM.
 
Nesta altura do campeonato deste que ponha cobro à roubalheira político-financeira no nosso país tem o meu total e incondicional apoio.

Já agora que coloquem alguém no Ministério da Justiça para reformular de alto a baixo o sistema e começar a colocar alguns (muitos) no chadrez.

Para a Justiça, nada melhor do que o Rudi Giuliani. Acabava-se de vez com a falta de autoridade.
 
Em primeiro lugar, vivemos na União Europeia logo não se pode fazer diferença entre nacionais e estrangeiros a não ser em casos muito contados! Somos todos comunitários salvo aquelas posições que exijam uma grande ligação ao território nacional (como juízes, Presidente da República e afins).

Se uma pessoa residir em Portugal há tempo suficiente para haver uma ligação efectiva ao território, não só é perfeitamente conforme ao Direito Comunitário e à Constituição a sua nomeação como Ministro mas igualmente desejável.
 
Sou completamente a favor ...

Em Portugal tá visto que nao existe competência suficiente para governar um Pais .. está na altura de se experimentar alternativas á mediocridade nacional !

Estamos numa comunidade Europeia ... portanto toda a gente é bem vinda ... tal como esperamos ser quando vamos para fora trabalhar.
 
Artigo 15.º
Estrangeiros, apátridas, cidadãos europeus


1. Os estrangeiros e os apátridas que se encontrem ou residam em Portugal gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres do cidadão português.
2. Exceptuam-se do disposto no número anterior os direitos políticos, o exercício das funções públicas que não tenham carácter predominantemente técnico e os direitos e deveres reservados pela Constituição e pela lei exclusivamente aos cidadãos portugueses.
3. Aos cidadãos dos Estados de língua portuguesa com residência permanente em Portugal são reconhecidos, nos termos da lei e em condições de reciprocidade, direitos não conferidos a estrangeiros, salvo o acesso aos cargos de Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidentes dos tribunais supremos e o serviço nas Forças Armadas e na carreira diplomática.
4. A lei pode atribuir a estrangeiros residentes no território nacional, em condições de reciprocidade, capacidade eleitoral activa e passiva para a eleição dos titulares de órgãos de autarquias locais .
5. A lei pode ainda atribuir, em condições de reciprocidade, aos cidadãos dos Estados-membros da União Europeia residentes em Portugal o direito de elegerem e serem eleitos Deputados ao Parlamento Europeu.
Artigo 108.º
Titularidade e exercício do poder


O poder político pertence ao povo e é exercido nos termos da Constituição.
Constituição da República Portuguesa

(Bold e sublinhado meus)
http://bdjur.almedina.net/citem.php?field=node_id&value=1224904
 
Há uns anos os franceses elegeram uma norueguesa para um simples lugar de juíza (Eva Jolie, salvo erro...) e deu uma bronca monumental. Ia virando a França do avesso...
 

Afinal eu sempre tinha razão, tal ideia não é constitucional.

Somente na cabeça de alguns iluminados aqui do forum na sua cegeira e complexo de inferioridade de tudo o que é nacional perante o que vêm de fora, é que lhes passaria tal ideia pela cabeça.

Quanto a competência dos nacionais, basta vêr os portugueses que estiveram ou estão a frente de grandes instituições internacionais em varias areas (ONU, UE, OTAN, FMI etc), para chegarmos a conclusão que estão ao nivel dos melhores. Bons e maus politicos (e não só), há cá dentro como lá fora

Por muito europeistas que sejam, em nenhum pais a sua constituição permite estrangeiros nos governos nacionais nacionais, e Portugal não foge a regra.
 
Last edited:
Eu acho que uma coisa dessas seria uma vergonha para Portugal.

(E se quiserem ser mais radicais, ainda poderiam entendê-lo como mais um passo para a perda da nossa "independência" e soberania)

Vergonha para Portugal é o estado a que chegámos. Isso sim é vergonhoso. Português ou Estrangeiro, o que interessa é que sejam profissionais competentes.
 
Eu ainda iria mais além. Substituiria todos os portugueses por estrangeiros. Assim, sim, é que andávamos para a frente!

Agora um pouco mais a sério, para mim este tipo de propostas entronca na mesma mentalidade de quem só compra bens importados porque acha que o que vem de lá de fora é que é bom. Neste caso, em vez de importarmos bens e serviços, querem que importemos recursos humanos. Tão simples quanto isso.
Acho mal.
 
Afinal eu sempre tinha razão, tal ideia não é constitucional.

Somente na cabeça de alguns iluminados aqui do forum na sua cegeira e complexo de inferioridade de tudo o que é nacional perante o que vêm de fora, é que lhes passaria tal ideia pela cabeça.

Quanto a competência dos nacionais, basta vêr os portugueses que estiveram ou estão a frente de grandes instituições internacionais em varias areas (ONU, UE, OTAN, FMI etc), para chegarmos a conclusão que estão ao nivel dos melhores. Bons e maus politicos (e não só), há cá dentro como lá fora

Por muito europeistas que sejam, em nenhum pais a sua constituição permite estrangeiros nos governos nacionais nacionais, e Portugal não foge a regra.

Parece-me a mim que a cegueira e inferioridade está presente naqueles que ainda acreditam num funcionamento satisfatório do sistema político português sem intervenção forte e directa do exterior.

Só alguém de fora dos tentáculos do polvo tem possibilidade de lhe fazer frente e não creio que exista algum português com tal capacidade e muito menos um grupo de indivíduos com peso na sociedade portuguesa com vontade de combater o "animal"...
 
Percebo o desânimo e a descrença, mas, pergunto, haverá quem ame mais este país do que verdadeiros portugueses?

É certo que muitos de nós (salvo seja) em muito contribuíram para o estado em que a nação se encontra. Mas também é, quanto a mim, certo que não temos estado a procurar nos sítios adequados...

Não é de listas partidárias que se deve esperar que saiam pessoas preparadas para gerir os destinos de uma nação. Podem sair alguns, é certo, mas uma boa parte não tem a mínima vocação, ou sequer foram preparados, para a política representativa e, como é óbvio, acabam por começar, desenvolver e acumular asneirada atrás de asneirada...

É voz do povo de que assim é e de que os políticos, sobretudo muitos dos que temos conhecido, não possuem um mínimo de qualidades indispensáveis para representar os seus eleitores!

Mas, volto ao mesmo, estamos a procurar nos sítios errados e a usar os métodos que já não servem. Há que procurar as pessoas notáveis que vivem perto, que se notabilizam em serviços aos seus semelhantes, que nos fazem parar para ouvir, quando eles falam!

Os líderes não se fazem pela posição numa lista, ou por darem muitos beijinhos às criancinhas e aos que os seguem para todo o lado. Os líderes são naturais, surgem, emergem de entre nós e é, precisamente, a essas pessoas que a sociedade tem de dar voz e participação. Chama-se a isso Democracia directa.

Ah, e não é preciso importar "matéria prima" dessa. Há por cá muita gente de valor, se o atraso de espírito não fizer mais barulho a ponto de não os deixar ouvir...
 
Afinal eu sempre tinha razão, tal ideia não é constitucional.

Somente na cabeça de alguns iluminados aqui do forum na sua cegeira e complexo de inferioridade de tudo o que é nacional perante o que vêm de fora, é que lhes passaria tal ideia pela cabeça.

Quanto a competência dos nacionais, basta vêr os portugueses que estiveram ou estão a frente de grandes instituições internacionais em varias areas (ONU, UE, OTAN, FMI etc), para chegarmos a conclusão que estão ao nivel dos melhores. Bons e maus politicos (e não só), há cá dentro como lá fora

Por muito europeistas que sejam, em nenhum pais a sua constituição permite estrangeiros nos governos nacionais nacionais, e Portugal não foge a regra.
O facto de não concordares com as ideias de muitos (onde me incluo) e o facto te teres tido razão sobre constitucionalidade da medida, não te dá o direito de ofender chamando de ceguinhos e complexados a alguns users.


Edit: Já agora mude-se a constituição.......resolvia-se o problema![:D]
 
Até podemos ter um país cheio de gente com capacidade para pegar em Portugal no estado em que está e dar a volta, que o país não muda!

Porque a máfia, o polvo, o sistema, o que lhe quizerem chamar, dobraria essa vontade e essas pessoas.

Por isso a única luz ao fundo do túnel que vejo (isto sem entrar em revoluções...) seria uma administração exterior ou pelo menos nos sectores que mais servem outros interesses que não os do país e do povo (justiça é o principal na minha opinião).
 
Isso, em última análise, poderia "cair" aqui...:
Artigo 308.º - Traição à Pátria


Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou
b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;

é punido com pena de prisão de dez a vinte anos.
Código Penal.
 
Afinal eu sempre tinha razão, tal ideia não é constitucional.

Somente na cabeça de alguns iluminados aqui do forum na sua cegeira e complexo de inferioridade de tudo o que é nacional perante o que vêm de fora, é que lhes passaria tal ideia pela cabeça.

Quanto a competência dos nacionais, basta vêr os portugueses que estiveram ou estão a frente de grandes instituições internacionais em varias areas (ONU, UE, OTAN, FMI etc), para chegarmos a conclusão que estão ao nivel dos melhores. Bons e maus politicos (e não só), há cá dentro como lá fora

Por muito europeistas que sejam, em nenhum pais a sua constituição permite estrangeiros nos governos nacionais nacionais, e Portugal não foge a regra.

Embora não me importe absolutamente nada que continues a insultar-me, receio não poder aceitar a autoria da ideia, nem sequer parcialmente.

Está na cara que quando referiste a inconstitucionalidade desta hipótese o fizeste sem conhecimento de causa, pois caso contrário terias feito o que o Pé Leve fez: consultar o documento em questão.

Ainda assim, e como lá podes ler, a presidência das autarquias é admissível.

Ninguém falou em quem é melhor do que quem, nem que os nossos não prestam. Foi apenas um "e se?", que nem sequer é assim tão descabido - há dez/quinze anos atrás quem admitiria o casamento homossexual?

De resto, diverte-me imenso abanar mentes cristalizadas em tão frágeis certezas como a que revelas ter nestas tuas intervenções. [:p]

E não, isto não é um insulto.
 
Isso, em última análise, poderia "cair" aqui...:

Artigo 308.º - Traição à Pátria


Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou
b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;

é punido com pena de prisão de dez a vinte anos.

Código Penal.

O que esperam para engavetar o(s) gajo(s)??
 
Há uns anos os franceses elegeram uma norueguesa para um simples lugar de juíza (Eva Jolie, salvo erro...) e deu uma bronca monumental. Ia virando a França do avesso...

Eva Joly tem dupla nacionalidade e não me lembro dessa bronca monumental, estás a falar da sua caça à corrupção?
 
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