Post e questões muito interessantes que levantas.
Tenho as minhas teorias sobre isso claro [

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A Renault, tal como é tradição nas empresas industriais de grande liga francesas, tem historicamente muita gente na estrutura de topo à procura de novos nichos e áreas de mercado não-exploradas. Há sempre uma necessidade de procurar fora da caixa, de tentar reduzir o gap de dimensão/importância/relevância para os alemães.
Nomeadamente porque o que a História automóvel tem mostrado é que quando os alemães depois ocupam um espaço, são melhores a perfeccionar a fórmula. Pelo que resta aos franceses encontrar o espaço antes para tentarem manter-se à frente...o mais tempo possível...enquanto podem.
Neste caso concreto, estamos/vamos assistir a uma alteração substancial na mobilidade urbana em países do centro Europeu. Por cá é difícil termos essa percepção dada a nossa pequenez e periferia.
E uma submarca para servir um vasto mercado de TVDE de forma mais consistente e sem desvalorizar a marca própria faz até algum sentido na minha opinião. Ao invés de fazer um Talisman que não vende para particulares e sai da Renault com descontos enormes porque ninguém o quer, dá-se o jogo como perdido e aproveitando uma nova parceria chinesa (a presença na China é tardia e correu mal, vão para o round2 como sabemos).
Apanhar este segmento de mercado com a marca própria seria muito mais difícil.
Sem esquecer que esta Mobilize está ligada a RCI banque e é muito mais que um rebrand. É um produto/pacote financeiro, um serviço. [

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De notar que a Dacia é uma história de sucesso que não correu propriamente como era esperado.
O que se esperava da Dacia era trazer um crescimento à Renault...fora da Europa Ocidental, nomeadamente no Leste Europeu.
Mas o sucesso acabou por acontecer -sobretudo- quando trouxeram a marca para os mercados ocidentais.
De resto, a Renault foi tardia no SUV porque insistiu no MPV, onde reinava. Mas o Captur como substituto do Modus correu muito bem. O Kadjar nem tanto porque ainda insistiram uma 4ª vez no Scenic e acabaram a fazer uma coisa meio tosca e que se nota/notava a léguas que era incoerente na gama (interior sobretudo).
E, tal como a BMW, tendo sido pioneira no BEV na Europa, ficou para trás perdida na equação financeira dos eléctricos. Apesar disso tudo o Zoe foi sistematicamente o eléctrico mais vendido na Europa. E agora vamos ver se o Megane electrificado dá resposta ao ID.3, mesmo que atrasada.