Moralidade

Governo já nomeou 2373 pessoas em dois anos de mandato

Governo já nomeou 2373 pessoas em dois anos de mandato

O Governo liderado por José Sócrates já nomeou, pelo menos, 2373 pessoas em dois anos de mandato.

Segundo a edição desta segunda-feira do jornal Diário de Notícias, este foi o total de nomeações que o jornal conseguiu apurar após uma pesquisa aos despachos dos 54 membros do Executivo que foram publicados em Diário da República desde a tomada de posse, no dia 12 de Março de 2005, até à última sexta-feira.

Contas feitas pelo DN, pode concluir-se que este Governo efectuou 22,8 nomeações por semana ou 4,5 por cada dia útil, sem descontar os feriados.

O número de nomeações deste Executivo está, ainda assim, aquém, das 2804 nomeações efectuadas pelo Governo de Durão Barroso nos dois primeiros anos de mandato, já que os socialistas recrutaram, em termos globais, menos 431 pessoas do que os governantes da coligação PSD/PP.

Analisando só as nomeações para os gabinetes, verifica-se que José Sócrates, os seus 16 ministros e 37 secretários de Estado nomearam 1077 pessoas, ou seja, menos 63 pessoas para os gabinetes na primeira metade do mandato, já que Durão Barroso e os seus 18 ministros e 34 secretários de Estado tinham «recrutado» 1140 pessoas para os respectivos gabinetes.

O campeão das nomeações continua a ser, no entanto, o Governo de António Guterres, com um total de 2132 pessoas nomeadas para os gabinetes.

Segundo o DN, convém referir, porém, que este número não foi obtido através de um levantamento do DN mas de dados divulgados na altura pela Secretaria de Estado da Administração Pública, e cuja metodologia pode ter sido diferente da utilizada pelo DN na contabilização das nomeações dos Governos liderados por Durão Barroso/Paulo Portas e José Sócrates.

DD
 
Job for the Boys na mira da PJ

Job for the Boys na mira da PJ

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a contratação de assessores políticos e técnicos para os vereadores e partidos da oposição na Câmara de Lisboa. Em causa, estão, segundo apurou o CM, suspeitas de eventuais “ilegalidades na contratação do elevado número de assessores, abuso de poder e falsificação de documentos para pagar horas extraordinárias a avençados que nunca puseram os pés na Câmara”. Em Julho de 2006, existiam, segundo o próprio presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, 152 assessores nos gabinetes dos vereadores do PSD e do CDS-PP.

A investigação sobre a contratação de assessores para a autarquia alfacinha foi desencadeada já em 2007 e resultou de uma denúncia anónima enviada à PJ por, “provavelmente, funcionários da Câmara de Lisboa, dada a qualidade da informação”, garante fonte conhecedora do processo. E dirige-se apenas ao período da presidência de Carmona Rodrigues.

Pela informação disponível, verifica-se que “até à altura [presidência de Santana Lopes], 10, 12, 15 era o número máximo de contratações externas e de avençados, mas disparou para números elevados nos últimos anos”, explica a mesma fonte. Segundo revelou Carmona Rodrigues, em Julho do ano passado, na sequência de uma notícia do CM sobre o número de assessores na autarquia, na Câmara de Lisboa existiam então 152 assessores, cuja despesa anual rondava 2,9 milhões de euros.

A partir da denúncia anónima recebida na PJ, os investigadores ficaram com “a noção precisa de que há ali falsificação de documentos”. Ou seja, “há pagamentos de horas extraordinárias a funcionários, com autorização superior dos vereadores e pode até chegar ao presidente [da autarquia], sem estes aparecerem na Câmara”.

No centro destes pagamentos suplementares parece estar, segundo a mesma fonte, “um acordo tácito interno para pagar horas extraordinárias, de modo a aumentar os salários”. Por isso, a PJ já solicitou ao município a entrega de documentos sobre o pagamento de horas extraordinárias e explicações, com fundamentos legais, sobre o elevado número de assessores nos gabinetes dos vereadores e dos responsáveis políticos da oposição. E, ao que apurámos, a PJ “ainda está à espera desses elementos”.

Certo, como frisa uma outra fonte conhecedora do caso, é que a investigação à Câmara Municipal de Lisboa envolve vários processos, um dos quais “é sobre os assessores dos vereadores e da oposição”. Com a abertura deste inquérito, o número de investigações criminais na maior autarquia do País já ascende a cinco: Bragaparques, EPUL – Urbanização Vale de Santo António, projecto de construção de um condomínio privado na Av. Infanto Santo, Gebalis e contratação de assessores e pagamento de horas extraordinárias.

Os investigadores estão também atentos aos indícios de transferência de avençados dos gabinetes dos vereadores da então coligação PSD/ CDS-PP para empresas municipais a partir de Julho de 2006, na sequência da notícia do CM, e de que serão exemplos a Gebalis, liderada por Sérgio Lipari, e a Sru – Sociedade de Reabilitação da Baixa Pombalina, presidida até há pouco tempo por Maria José Nogueira Pinto.

A investigação da PJ decorre justamente numa altura em que a Câmara de Lisboa quer avançar com a reestruturação das empresas municipais, cujo plano será apresentado já na quarta-feira. O CM contactou a autarquia alfacinha, mas, até ao fecho desta edição, não obteve resposta.

GEBALIS INVESTIGADA POR CAUSA DE RELATÓRIO DE THEMUDO BARATA

POR CAUSA DE IRREGULARIDADES NA GESTÃO

O relatório elaborado por Themudo Barata sobre a Gebalis, a pedido de Sérgio Lipari, desencadeou também uma investigação da PJ a esta empresa da Câmara de Lisboa, responsável pela gestão dos bairros municipais.

Fonte conhecedora do processo garantiu ao CM que, apesar de a administração da Gebalis já ter dito que nunca foi contactada pela PJ, a má gestão e o descontrolo dos custos de empreitadas, apontados pela auditoria como as principais irregularidades na empresa, deram origem às investigações, na sequência do pedido da PJ à autarquia para o fornecimento do relatório.

O relatório de Themudo Barata, economista que foi adjunto de Marques Mendes quando o actual líder do PSD desempenhou o cargo de ministro dos Assuntos Parlamentares no Governo de Durão Barroso, revela que a Gebalis autorizou, “por mais do que uma vez”, duas propostas de lançamento da mesma obra “com dois preços distintos”.

O documento diz que foram pagas despesas de 150 mil euros, a partir de contratos de avença, “cujos autos não foram conferidos nem fiscalizados, contendo apenas a rubrica do presidente do conselho de administração e do director de engenharia a recomendar o pagamento”. O relatório acabou por gerar controvérsia, por não ter sido objecto de contraditório.

CASO REVELADO PELO CM

A 12 de Julho de 2006, o CM revelou que o número total de assessores na Câmara Municipal de Lisboa ascendia a 147 pessoas, dois terços dos quais contratados e com uma avença mensal. Ao todo, a partir dos documentos camarários obtidos, verifica-se que a autarquia alfacinha gastava mais de 3,1 milhões de euros por ano. Uma semana depois, Carmona Rodrigues revelava os números reais, cujo total era mesmo superior: 152 assessores, dos quais 84 contratados com avença.

AS POLÉMICAS DE ZEZINHA NA AUTARQUIA

As polémicas em redor de Maria José Nogueira Pinto na Câmara Municipal de Lisboa dão pano para mangas. Um dos mais acesos cenários remonta a Novembro de 2006, quando o presidente da autarquia pôs fim à coligação PSD/CDS-PP e, em simultâneo, retirou a Nogueira Pinto o pelouro da Habitação. A polémica surgiu na sequência da então vereadora ter rejeitado a nomeação de Nunes Barata para presidente da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina. Mais recentemente, Nogueira Pinto anunciou a sua desfiliação do CDS-PP e renunciou ao mandato na Câmara, dias depois de um Conselho Nacional do CDS, no qual Zezinha alega ter sido vítima de “coacção, violência verbal e agressão física” por parte do deputado Hélder Amaral.

VEREADORES COM MANDATOS SUSPENSOS

A suspensão de mandatos começa a ser prática comum na Câmara de Lisboa. O vice-presidente, Fontão de Carvalho, viu-se obrigado a entregar, em Fevereiro, o pedido de suspensão de mandato, por três meses, a Carmona Rodrigues após ter chegado à praça pública que fora constituído arguido no caso dos prémios atribuídos a administradores da EPUL. Omitiu a informação, disse, porque “ninguém perguntou”. O PSD retirou-lhe confiança política. Antes do vice-presidente também a vereadora do Urbanismo da autarquia da capital, Gabriela Seara, havia suspendido o seu mandato, por oito meses, após ser constituída arguida na sequência de investigações da PJ.

CRISE NA CÂMARA: 5 PROCESSOS

PARQUE MAYER

Troca de terrenos entre Parque Mayer e Feira Popular dá caso Bragaparques em 2006.

EPUL-VALE DE SANTO ANTÓNIO

Prémios de gestão e urbanização geram investigação da PJ em 2006.

GEBALIS

Irregularidades na gestão da empresa levam PJ a investigar em 2007.

AV. INFANTE SANTO

Obras ilegais num condomínio de luxo privado geram processo em 2006.

MEMBROS DOS GABINETES

Elevado número de assessores e horas extraordinárias levam a investigação em 2007.

REVELAÇÃO DO PRESIDENTE

A 19 de Julho de 2006, Carmona Rodrigues divulgou, na sequência de uma notícia do CM, que os vereadores da então coligação PSD/CDS-PP tinham um total de 152 assessores, 84 dos quais eram contratados e recebiam uma avença mensal.

JOSÉ AMARAL LOPES

Pelouro: Cultura

N º de Assessores - 22

Despesa mensal com 10 assessores - 24 030€

ANTÓNIO PROA

Pelouro: Jardins e Espaço Público

N º de Assessores - 19

Despesa mensal com 12 assessores - 26 684€

MARINA FERREIRA

Pelouro: Mobilidade, Recursos Humanos

N º de Assessores - 14

Despesa mensal com 5 assessores - 17 617€

CARMONA RODRIGUES

Pelouro: Segurança, Turismo, Bombeiros

N º de Assessores - 21

Despesa mensal com 19 assessores - 42 788€

FONTÃO DE CARVALHO

Pelouro: Finanças, Património, Comércio

N º de Assessores - 18

Despesa mensal com 7 assessores - 19 499€

PEDRO FEIST

Pelouro: Desporto, Obras Municipais

N º de Assessores - 14

Despesa mensal com 7 assessores - 17 098€

GABRIELA SEARA

Pelouro: Urbanismo, Juventude

N º de Assessores - 20

Despesa mensal com 11 assessores - 27 748€

SÉRGIO LIPARI

Pelouro: Educação, Acção Social

N º de Assessores - 18

Despesa mensal com 6 assessores - 13 182€

MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO

Pelouro: Habitação Social

N º de Assessores - 9

Despesa mensal com 5 assessores - 9 515€

referência



E ainda:


A eventual colocação de militantes da concelhia do PSD de Oeiras na Câmara de Lisboa, em particular em algumas empresas municipais, poderá vir a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito dos processos de investigação que esta autoridade criminal desenvolve, neste momento, na maior autarquia do País.

Ontem, a autarquia recusou comentar a investigação da PJ sobre a contratação de assessores políticos e técnicos, conforme revelou o CM, para os gabinetes dos vereadores e da oposição.

A par da investigação aos assessores, que foi iniciada já em 2007, a PJ, segundo apurou ontem o CM junto de fonte conhecedora do processo, não exclui, neste momento, a possibilidade de abrir um inquérito aos rumores de que estarão a ser dados empregos na autarquia alfacinha e nas suas empresas municipais, a militantes do PSD da concelhia de Oeiras. “Há a possibilidade de isso acontecer”, explica aquela fonte. Que acrescentou: “decidiu-se dividir os assuntos, de forma a não se baralhar muito as coisas”.

Para já, a PJ tem, como revelou ontem o CM, cinco processos em investigação na Câmara de Lisboa, um dos quais referente à contratação de assessores para os gabinetes dos vereadores e dos responsáveis políticos da oposição partidária. Em causa, estão eventuais “ilegalidades na contratação de elevado número de assessores e falsificação de documentos para pagar horas extraordinárias a avançados que nunca puseram os pés na Câmara”, como disse uma fonte.

PORMENORES

NÚMEROS

Carmona Rodrigues revelou, em Julho de 2006, que existiam na autarquia 152 assessores, cuja despesa anual rondava 2,9 milhões de euros.

CASOS

Além do caso dos assessores, existem também investigações à Epul, Gebalis, Parque Mayer-Feira Popular e condomínio Av. Infante Santo.

EMPRESAS

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, apresenta amanhã o plano de reestruturação das empresas municipais.


referência
 
Última edição:
Olha eu nem quero lembrar disso que só me dava vontade de pegar fogo á casa desses animais....[8b]


E andam aí velhotes com 200 € de reforma....país da piça [8b]
 
Olha eu nem quero lembrar disso que só me dava vontade de pegar fogo á casa desses animais....[8b]


E andam aí velhotes com 200 € de reforma....país da piça [8b]


E ver a quantidade de casas degradadas por aí. Mas como isso não interessa à CML (só lhes interessa empreendimentos de luxo, bruxo), é meter ao bolso onde se pode.
 
Gozo só pode

Gozo só pode

Palavras para quê !!
Isto só pode ser para gozar com a nossa cara.

Parlamento: Impacto financeiro anual de 230 funcionários
Novos assistentes custam 7 milhões de euros

O recrutamento de um assistente individual para cada um dos 230 deputados poderá implicar à Assembleia da República (AR) uma despesa mensal entre cerca de 300 e 500 mil euros. Ou seja, entre 4,6 e 7 milhões de euros por ano.

O novo cargo, que poderá ser criado já a partir de meados de Setembro, não implica, como ficou consagrado na lei, um aumento da despesa global com a actividade parlamentar, mas, para ser implementado, exigirá a obtenção de poupanças financeiras noutras áreas de funcionamento da AR. O diploma com as alterações ao estatuto do deputado, que permite a criação do assistente individual, foi publicado em Diário da República na última sexta-feira e estabelece que os encargos com a aplicação desta medida sejam “satisfeitos pelo orçamento da AR, salvo determinação legal especial”. O presidente do Parlamento já disse que a contratação destes assistentes “não pode ser feita com recurso ao aumento do orçamento da AR”, até porque “o Orçamento da Assembleia não pode ter uma expansão superior à do Orçamento de Estado em termos de despesa pública e de despesas com pessoal”.

Para fundamentar esta posição, Jaime Gama apresentou dados sobre a verba anual atribuída a cada grupo parlamentar: o PS, com 76 assessores (121 deputados), recebe 2,2 milhões de euros; o PSD, com 53 assessores (75 deputados), tem 1,7 milhões de euros; o PCP, com 24 (12 deputados), e o CDS/PP, com 22 assessores (12 deputados), recebem cada um 660 mil euros; o BE, com 26 assessores (oito deputados), conta com 524 mil euros; e Os Verdes, com 12 assessores, tem 203 mil euros. A partir destes dados, verifica-se que a despesa média anual oscila entre cerca de 4,6 e 7 milhões de euros.

A maioria dos partidos tem dúvida de que esta medida seja implementada até 2009. Do lado do PSD, Montalvão Machado, vice-presidente da bancada parlamentar, diz que, “neste momento, não há condições para concretizar a medida”, até porque “propomos a redução do número de deputados”. Pedro Mota Soares, do CDS-PP, diz que “numa altura em que se estão a exigir tantos sacrifícios aos portugueses não faz sentido estar a atribuir mais 230 postos de trabalho”. De acordo com o líder parlamentar, o actual cenário não é, por isso, de “oportunidade política” para avançar com a medida. Bernardino Soares, do PCP, partilha da mesma opinião. “Primeiro porque é incomportável, quer em termos físicos quer financeiros. Depois, porque desvaloriza o papel dos grupos parlamentares”, justifica.

O CM tentou obter uma opinião por parte do PS e do BE mas até ao fecho do artigo não foi possível.

NOTAS SOLTAS

348 FUNCIONÁRIOS

A Assembleia da República tem 348 funcionários do quadro e 213 assessores, assim distribuídos: PS (76), PSD (53), PCP (24), CDS/PP (22), BE (26) e Os Verdes (12). Ao todo, são gastos 500 mil euros com pessoal.

FALTAS NA NET

A reforma do Parlamento prevê que cada deputado tenha uma página individual no portal da Assembleia da República onde será possível consultar as suas faltas, respectivas justificações e os registos de interesse.

DEBATE QUINZENAL

Esta reforma implica que o primeiro-ministro vá quinzenalmente ao Parlamento. Um dos debates manterá os moldes actuais – o Governo define o tema. No segundo, a oposição fará perguntas ao Governo.
António Sérgio Azenha / Janete Frazão

Diário de referência
 
Havia por aqui um user que dizia que os gastos com os políticos e assessores era uma gota no oceano da despesa do estado com os vencimentos dos funcionários públicos.

Pelo que se vai sabendo, é mais um oceano na gota que se paga aos funcionários públicos.
 
ja pensdas-te em te candidatar ?[}:)]


Desculpa Smaug mas esse tipo de pensamento é de quem não quer saber, eu acho bem que não se queira saber, aliás os nossos filhos é que vão sofrer com isto tudo.

É preciso uma cadeira de rodas para um deficiente e não há, há que recorrer à boa vontade dos portugueses, é preciso mais não sei o quê e recorre-se novamente à boa vontade dos portugueses, mas por exemplo, dão salários BONS a quem não quer trabalhar, não é quem não pode é quem não quer, quem não pode sujeita-se á boa vontade dos portugueses.

Quando tens consciência disso, tens vontade de descontar o dinheiro que custou a ganhar? A solução é candidatar, é uma boa solução, fica tudo resolvido.

Mas melhor do que candidatar é ir lá para fora [;)] para a civilização.

Não leves isto como uma critica à tua frase, mas foi uma oportunidade de dizer algo a que muitos portugueses dizem, erradamente, por isso é que estamos como estamos.

Aquele abraço
 
Nada disso... um referendo serve para ganhar votos, nada mais.


Sabem como??

Se é o povo a decidir os politicos não têm voto na matéria, o povo decidiu, está decidido.

Sendo o povo a decidir, existe uma maioria que apoia o governo, logo há uma possibilidade grande de esse governo nas próximas eleições ganhar.

é isso mesmo
 
Havia por aqui um user que dizia que os gastos com os políticos e assessores era uma gota no oceano da despesa do estado com os vencimentos dos funcionários públicos.

0,07% do total das despesas com pessoal do OE.

Sabes, não ler jornais e andar só a apanhar o que interessa à auto-vitimização e à cartilha na Internet, reduz muito.

A matemática é lixada.
 
Palavras para quê !!
Isto só pode ser para gozar com a nossa cara.



Diário de referência
Se lhe juntarmos a varias nomeações politicas e que se mantem ainda agarradas de pedra e cal no estado, podemos ficar com uma ideia onde o pais gasta tanto dinheiro.

Infelizmente, muitos, agarrados como lapas, tem dificuldades em simples contas de somar e subtrair, creio mesmo que os filhos destes senhores sejam dos mais aguerridos defensores deste tipo de situação, apesar de cuspirem frequentemente no prato que lhes dá a comida.
 
Moralidade

Não há nada tão difícil como uma organização operacionalizar os valores que apregoa.



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Luísa Bessa

Uma questão de moralidade



Por que não ficamos surpreendidos com os dados do Eurostat que apontam Portugal como o país da UE a 15 onde as disparidades na distribuição da riqueza mais têm aumentado na última década? Porque, neste caso, as estatísticas traduzem a percepção do senso comum: a de que existe muito dinheiro mas cada vez mais mal distribuído.

Por que não ficamos surpreendidos com os dados do Eurostat que apontam Portugal como o país da UE a 15 onde as disparidades na distribuição da riqueza mais têm aumentado na última década? Porque, neste caso, as estatísticas traduzem a percepção do senso comum: a de que existe muito dinheiro mas cada vez mais mal distribuído.
Curiosa é a interpretação que sobre os números é feita pelo presidente do Comité Económico Social, Alfredo Bruto da Costa, que contrapõe à tradicional oposição entre trabalho e capital a diferença crescente nos salários dos administradores e dos restantes funcionários das empresas.
O tema está na agenda há vários anos, pelo menos desde os grandes escândalos corporativos que marcaram o início da década e é um dos que faz parte do "activismo accionista" de que tanto se tem falado nos últimos tempos. E se em Portugal, durante muito tempo, as grandes polémicas sobre "salários milionários" estiveram demasiado circunscritas aos cargos públicos e políticos, a batalha pelo controle do BCP e a cruzada empreendida por Joe Berardo trouxe o assunto para o domínio público e a conversa de café, alimentando a má língua e a tradicional inveja lusitana.
Não faltam argumentos razoáveis para justificar o disparo das remunerações dos cargos de topo das sociedades. Com a globalização, as empresas precisam de captar os melhores talentos e os quadros mais bem preparados para enfrentarem desafios cada vez mais complexos. Têm de o fazer no âmbito de um mercado cada vez mais aberto e mais competitivo, onde algumas funções assumem grande visibilidade pública.
O próprio sistema de remuneração, em empresas de capital disperso e mesmo com comissões de remuneração independentes, potencia o crescimento dos salários, sobretudo com recurso a mecanismos de "stock options" e outras formas de remuneração variável, que são precisamente, o que mais faz disparar a retribuição dos gestores.
A verdade é que os dados que chegam são preocupantes. Em pouco mais de duas décadas, na economia norte-americana, o diferencial do salário médio entre os presidentes e o dos trabalhadores passou de 40 para 400.
E enquanto as funções de topo são melhor remuneradas e têm associados pacotes de protecção na saúde e compensações para despedimento, aos trabalhadores por conta de outrem são pedidos sacrifícios crescentes e uma maior partilha dos custos com a protecção social.
Este não é um problema exclusivamente português.
É um problema europeu e, no limite, é um problema gerado pela globalização. Que apesar de ter contribuído para um crescimento ímpar da economia mundial e para retirar milhões da pobreza no Terceiro Mundo, deixa atrás de si um rasto de prejudicados, sobretudo nos trabalhadores dos países desenvolvidos - sem esquecer as disparidades gritantes que grassam entre alguns dos vencedores, como a China e a Índia.
Pode argumentar-se que é um assunto que o tempo se encarregará de resolver. Mas essa é uma solução para o longo prazo, período no qual, como dizia um grande economista, estaremos todos mortos. Se o tempo não basta, outras medidas se impõem. Falta saber é quem as vai tomar: se os reguladores, se as empresas ou os políticos. E, no último caso, se os europeus tomam a dianteira ou se deixam a tarefa aos americanos.



http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=301030

Ou como diz o povo: "Ou há moral ou comem todos"








 
VOLTÁMOS À ERA DO MERCANTILISMO!


[FONT=arial,helvetica,sans-serif]O mercantilismo foi uma doutrina aplicada pelos Estados para fomentar o negócio e facilitar as exportações e atingiu o seu apogeu no século XVII. Depois, a figura do mercantilista passou a ser conotada com a do interesseiro, ganancioso e especulador, que, sem escrúpulos, procura fazer negócio com tudo - vendendo o pai, a mãe e a honra, se necessário, sem ética nem estética, sem escrúpulos nem dignidade, elegendo o dinheiro como seu único Deus.
Pobres de nós quando é o vil metal a comandar as nossas emoções!
A primeira consequência é desaparecerem, dos dicionários as palavras lisura, correcção, transparência, lealdade e tudo o mais que eleva o Homem à condição de ser transcendente e superior aos outros animais. A partir daí, e para os que assim pensam e agem, tudo é legítimo!
Aldraba-se o fornecedor, falcatrua-se o cliente,
mente-se ao operário e pelo meio rouba-se ao Estado.
Quanto mais será preciso para sermos uma geração de delinquentes? Ser marginal será apenas roubar de pistola em punho? E os roubos de colarinho branco, como os exemplos que nos chegam de locais onde é suposto educarem-se os nossos filhos e netos?
Há muito que tínhamos a certeza de que algo ia muito mal no reino do ensino em Portugal.
Pensávamos nós que eram só professores mal preparados, programas desajustados, edifícios mal concebidos, excesso de liberdade dos formandos, perda de autoridade dos formadores. Todas estas razões seriam mais que suficientes para os maus resultados verificados no fim de cada ano lectivo. O que desconhecíamos era o filão que no ensino estava a ser explorado por uns cafajestes que, durante dezenas de anos, andaram a enganar o país, passando (ou vendendo?) cursos sem a qualidade exigida pelas normas em vigor. Agora, os edifícios das universidades são alienados de forma obscura e a indiciar fraude, os alunos perderam o seu tempo e o dinheiro de que não serão ressarcidos. E tudo isto porque o Estado andou mais de uma dezena de anos a deixar passar, embora soubesse que havia anomalias, não apenas na gestão mas também, e pior, no ensino. Houve fiscalização, o ministério da tutela foi informado das irregularidades e os governos fizeram orelhas moucas. É esta a responsabilidade dos que detêm o poder e a obrigação de fiscalizar e agir em conformidade!
Curiosamente, ainda não vimos ninguém da oposição a pôr-se em bicos de pés, como costume, para se atirar ao governo sobre esta matéria. Será que sentem culpas ou estarão a proteger alguém? É que isto tem várias dezenas de anos e governos de várias cores pelo meio!
Ora, se o ensino público já não andava muito bem o que poderemos dizer agora de alguns estabelecimentos privados onde esta bagunça está instalada?
É uma nova faceta do mercantilismo selvagem, com todos os adjectivos atrás enunciados!
Infelizmente, não é só no ensino.
Os chafurdeiros abundam por aí e, emproadamente, assumem-se como o supra-sumo da sociedade, embora à chucha calada muito se murmure. E quando as galinhas cacarejam… há mouro na costa! Hoje, para alguns, ser vigarista é ter uma virtude, é ser mais esperto! Os outros são todos uns otários!
Pobre País com tais mentalidades…
Ter dinheiro é bom, ser rico é mais que bom, ser muito rico é melhor ainda. Mas a maior riqueza do homem é viver com o que precisa, ou o que pode, mas em paz de espírito, sem remorsos de alguma vez ter entrado em tramóias que prejudicassem o semelhante, nem medo de que, a qualquer momento, tenha que justificar a origem da sua fortuna. O que seria de alguns que se pavoneiam na praça, ocupam lugares de honra e cadeiras de tribuna, se a fiscalidade e a justiça funcionassem?
Quem sabe se o pavão perderia a pena e se a tribuna ora usada com tanta fanfarronice não seria muito bem substituída pelo banco dos réus?
As tentações são muitas e os métodos são vastos. Nós sabemos. E o mais vulgar é o da porta do cavalo (há até quem garanta que mantém o “bicho” a whisky e pão de ló)… Vale tudo!
Será sina, condenação ou são reminiscências do tempo em que, à mistura com pimenta, colorau e cravinho, traficávamos também os negros da costa africana, negociando-os como qualquer mercadoria? Será que os genes do traficante ainda andam por aí?
Seja como for, o facto é que, em Portugal, os que assim procedem continuam a comportar-se hoje como se ainda vivessemos na idade média. Como se não haja uma consciência, uma razão e uma honra a defender. Comportamentos de “chicos-espertos” a fazerem-nos lembrar um qualquer terceiro mundo. Mas num país com oito séculos de história? Será que os exemplos da Europa civilizada, a Europa em que estamos integrados, não servirão para vermos que temos de pisar outros trilhos?
O regime que antecedeu Abril, já lá vai há 33 primaveras. As pessoas vivem hoje melhor, o país está muito mais arejado, sentimo-nos livres de pensar e de manifestar as nossas opiniões. Genericamente, a vida dos portugueses, hoje, não tem comparação com a vida antes da revolução.
Todavia, continuamos a pensar pequenino e sempre desconfiados, porque, à mais pequena distracção, há um espertalhão do lado que nos “lixa”.
Estamos a comemorar uma revolução que concretizou alguns dos seus propósitos. Mas a verdadeira e mais importante revolução, a das mentalidades, está ainda por fazer. E de nada valerão as canções de intervenção se não formos capazes de dar o passo gigante que falta dar, para nos encontrarmos com Abril. Confundir liberdade (o objectivo) com libertinagem (o resultado) é defraudar quem quer ser livre e é um insulto à democracia.
Abril é um estado d'alma e os cravos o símbolo de uma revolução pacífica. Mas os objectivos propostos - escolas, tribunais, hospitais e barriga cheia - não foram conseguidos. O povo já não acredita e as preocupações arredam-no das manifestações. São muitas as desilusões!
É tempo de trocarmos as canções, por comida para todos, as poesias por justiça para todos e os cravos pelos bisturis. E então diremos: valeu a pena!
n A. A. SILVA - 2007-05-02



http://www.soberaniadopovo.pt/portal/index.php?news=1017





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Saúde oral e sexual

O apoio à vacina do Papiloma vírus (que previne o cancro do colo do útero) também esteve na mesa, mas Correia de Campos afirmou que ainda existem "dúvidas". "Aguardamos a segunda vacina nesta área", acrescentou. Quanto ao planeamento familiar, especialmente ao parco uso de preservativos, o ministro respondeu que "vai fazer alguma coisa", mas remeteu novidades para a apresentação do orçamento de Estado. A mesma explicação foi dada para a saúde oral, adiantando que haverá muitas novidades nesta matéria".


Fonte

Enquanto outros morrem o ministro é sereno [8b]
 
'Turma' de ministros invade escolas no regresso às aulas


PEDRO SOUSA TAVARES
Ministério não diz quantas escolas abrem hoje O primeiro-ministro, sete ministros, 13 secretários de Estado e o coordenador do plano tecnológico. É com este impressionante contingente que o Governo assinala esta manhã a abertura do ano escolar, com 22 acções em escolas de norte a sul do País.

José Sócrates - que nos últimos dias se tem desdobrado em eventos relacionados com a educação - voltará a concentrar atenções quando comparecer, por volta das 11.00, na Secundária da Quinta do Marquês, em Oeiras. À mesma hora, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, fará a sua aparição na Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães.

De resto, do ministro das Obras Públicas, em Lisboa, ao ministro da Justiça, em Leiria, passando pelo ministro da Economia, em São João da Madeira, serão raros os governantes que não estarão a cruzar os portões de uma escola ao final da manhã.

Em relação aos alunos não há tantas certezas, já que, pela primeira vez em vários anos, o Ministério da Educação ainda não divulgou quantas escolas abrem hoje e quantas vão esperar até ao fim do prazo, na próxima segunda-feira. Porém, é seguro afirmar que pelo menos os 22 estabelecimentos com a presença de governantes estarão em funcionamento. É igualmente certo que os membros do Executivo não se apresentarão ao primeiro dia de aulas sem material. "Os governantes assinalarão o início de mais um ano lectivo com a entrega de computadores a professores e a alunos do 10.º ano, no âmbito do programa de generalização do acesso a computadores pessoais e à ligação à Internet por banda larga", esclarece o Ministério da Educação, em comunicado.

O programa "e-escolas", que permitirá a professores e alunos a aquisição de um computador portátil com acesso à Internet em condições especiais, será de resto um dos tópicos das intervenções do dia, a par do combate ao abandono e insucesso escolar, nomeadamente através da oferta de mais cursos profissionais do secundário , e do reforço do apoio às famílias, após as 17.30, no 1.º ciclo.

"Propaganda"

Contactado pelo DN, Mário Nogueira, da Federação Nacional de Professores, acusou a tutela de "concentrar num único dia" o seu interesse pela educação : "É lamentável que o Governo oriente as suas práticas para a educação mais no plano do mediatismo e propaganda do que na resolução dos problemas das escolas. Esses não são de um dia", criticou. "Esta acção parece destinada a disfarçar problemas no arranque das aulas."

http://dn.sapo.pt/2007/09/12/sociedade/turma_ministros_invade_escolas_regre.html

O descrédito deste governo é total.
 
Advogado vai receber 20 mil euros/mês Contratação de João Pedroso gera polémica
Bettencourt Picanço, responsável do sindicato dos profissionais dos quadros técnicos da Função Pública critica a contratação de João Pedroso, irmão do antigo ministro socialista Paulo Pedroso, que ganhará 20 mil euros/mês.

Trabalho podia ser feito por "qualquer jurista"
Para Bettencourt Picanço, o trabalho de levantamento e compilação da legislação produzida pelo Ministério da Educação, requisitada ao irmão do ex-ministro socialista Paulo Pedroso, poderia ser realizado num curto espaço de tempo por qualquer jurista da Administração Pública, com acesso às bases de dados existentes.
"Em termos técnicos e de necessidades de serviço não há nenhuma justificação para isso. Obviamente, são outras razões", afirmou.
Na Assembleia da República, durante uma interpelação ao Governo sobre Educação, o deputado do PSD Emídio Guerreiro considerou hoje "verdadeiramente escandaloso" que o ME "tenha contratado por duas vezes um conhecido advogado ligado ao PS", para fazer uma obra de compilação de leis e um manual de direito da educação.
Salário de 20 mil euros
Segundo o deputado, João Pedroso foi contratado em 2006 para desempenhar aquela tarefa, com um vencimento mensal de 1.500 euros, tendo este ano assinado um novo contrato, desta vez por cerca de 20 mil euros mensais, para realizar a obra que não chegou a ser feita da primeira vez.
Da mesma forma, o presidente do STE considerou que "é uma enormidade projectar um trabalho desses com essa remuneração como se não houvesse técnicos na administração capazes".


http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/186261
 
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