Morangos

Desculpem lá, mas para mim escravidão é quando se é obrigado a trabalhar e no fim do dia recebe 2 ou 3€, ou nada, e grande parte com idade para andar no 1º ciclo. São outros paises por muitos considerados não desenvolvidos, mas ainda assim neste nosso mundo.
Trabalhar por 30€ por dia, não é escravidão, pode ser trabalho sem condições, mas não escravidão. Será que em portugal a grande maioria das pessoas que trabalham na agricultura ganha 30€ por dia? Parece-me que não, e mesmo assim também trabalham quase de sol a sol. Não é preciso ir para muito longe.
 
Desculpem lá, mas para mim escravidão é quando se é obrigado a trabalhar e no fim do dia recebe 2 ou 3€, ou nada, e grande parte com idade para andar no 1º ciclo. São outros paises por muitos considerados não desenvolvidos, mas ainda assim neste nosso mundo.
Trabalhar por 30€ por dia, não é escravidão, pode ser trabalho sem condições, mas não escravidão. Será que em portugal a grande maioria das pessoas que trabalham na agricultura ganha 30€ por dia? Parece-me que não, e mesmo assim também trabalham quase de sol a sol. Não é preciso ir para muito longe.


Em Portugal, o salário normal de um trabalhador agrícola é de 35€ por dia de 8h de trabalho, religiosamente medidos - sejam portugueses, ucranianos, marroquinos, etc.
Se o dinheiro vai inteirinho para o trabalhador, ou se há máfias de escravatura pelo meio, essa já é outra questão.

Em relação à agricultura, única questão é que não trabalha todo o ano por imposição da sazonalidade da actividade.
Como referi atrás, a dificuldade de angariação de portugueses para actividades agrícolas é elevada, falha que foi aproveitada por imigrantes para estes trabalhos. Mesmo entre estes, já muitos seleccionam.

O que a Clara Ferreira Alves critica não é o salário, mas sim a política de angariação: deixaram de angariar homens (porque desertavam, aproveitando a entrada na Europa) e passaram a angariar mulheres com filhos, que não desertam.

Só que os efeitos sociais colaterais são semelhantes a uma bomba de napalm lançada sobre Marrocos e por isso não será de estranhar que germine um sentimento anti-europeísta e que as estruturas terroristas ganhem adeptos por lá.

Os 35€ são a parte "normal" do texto, o que mostra que é dificil ao um europeu perceber a dimensão do problema adjacente.
 
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