Morreu Dan Wheldon

O carro dele é o 77 [s)]

Que ficou assim após o embate.

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[s)]

O "santo antónio" partiu ...

A posição da cabeça faz lembrar o acidente do Ratzenberger.
 
Há meia dúzia de meses, festejava uma vitória totalmente inesperada na Indy 500. Agora, morre em pista [s)]

O acidente é aterrador, há carros ali no meio que parecem aviões de papel a voar sobre os outros.
 
O "santo antónio" partiu ...

A posição da cabeça faz lembrar o acidente do Ratzenberger.

Aí está uma coisa que não era suposto acontecer... Infelizmente penso que devido ao controlo de custos na Indy Series que os chassis utilizados são praticamente os mesmos desde 2002 ou 2003, apenas com alguns updates (sobretudo aerodinâmicos) pelo meio.

Também não devia ser suposto os carros levantarem voo com a facilidade com que levantam. É normal em acidentes na Indy ver os carros a voar e hoje isso acabou mal. Os futuros chassis de 2012 já terão protecção para evitar que os carros sirvam de rampa de lançamento mas ontem já era tarde (AUTO RACING - INDYCAR: 2012 Presentation Cars Unveiled)

Por fim, em pleno século XXI faz-me impressão ver os carros a explodirem com tanta facilidade como se estivéssemos nos anos 70. Há quantos anos não vemos um F1 a explodir como os que se vê no vídeo acima?

Eu acho bem que haja um controlo de custos como existe na Indy mas não se devia cortar na segurança desta forma.
 
Nos carros de F1 apenas em casos muito extremos seria possível uma explosão use como combustível o combustível existente no deposito. O depósito custa um balúrdio porque é feito de um material ultra deformavel e muito resistente à temperatura e ao impacto de objetos pontiagudos.

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Impressionante!!!...
O carro com o nº 12 é o do malogrado Dan Wheldon.


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Nap, o carro do Dan Wheldon é mesmo o #77.

Vê o vídeo do Omega no post #2. Ao segundo 18, na imagem on board aparece a indicação do número. Também é visível na classificação em oráculo, por volta do segundo 40.

BTW, ele venceu a Indy 500 este ano ao volante do carro #98.
 
Apraz dizer que infelizmente a segurança dos automóveis não está à altura da competição.

Pena que tenha de acontecer estes "exemplos" para alterarem radicalmente a forma como se aborda este tipo de competições de risco.
 
Não se pode comparar este acidente com os da Formula 1.

1º Os monolugares da Indy atingem medias de corrida e velocidades instantaneas muito superior às da Formula 1

2º Na Formula 1 as pistas não têm "Banking"

3º Na Formula 1 não temos mais de 30 carros a correrem lado a lado durante mais de 200 voltas a velociades superiores a 200 km/h.

4º Quem participa em eventos de desporto automovel sabe, a partida, que estas coisas podem acontecer.

5º Mortes em corridas de automovel acontecem, basta relembrar a temporada de 1999 da Indycar em que morreram o Gonzalo Rodriguez e o Greg Moore ( este na ultima volta da ultima corridan da temporada, ou a época de 1986 do WRC ou a temporada de 1994 da F1

6º Parece-me que neste acidente aconteceu uma coisa que já em ´94 após o acidente do Ratzenberger e do Senna se falou, que foi o facto de os carros resistirem a impactos violentos e que era o elemento mais fraco, o corpo humano, que nao aguentava as forças produzidas pelos embates.
Penso que este seja um dos principais problemas do desporto motorizado contemporaneo.

7º Uma outra diferença e o facto de na F1 utilizarem gasolina enquanto que na Indy utilizam penso que Etanol.
 
Estas corridas com 34 carros e um possível prize money de 5milhões de dólares, era um desastre à espera de acontecer...

RIP :(
 
Já desde 2006 que não morria nenhum piloto na Indycar e desde lá algo se fez para melhorar a segurança. Mas às velocidades a que eles rolam, sendo esta de Las Vegas um exemplo flagrante de tal, o acidente está sempre à espreita. Infelizmente.

Velocidades acima dos 300 km/h, carros muito juntos e a linha entre o fantástico e o horror anda sempre ali muito ténue.

Infelizmente, no caso do Dan Weldon, ele não tinha grande hipótese. Pelas imagens vê-se que ele vem cá mais para trás (era 24º) e que bem se desviou para baixo mas os carros à sua frente já estavam em carambola e havia detritos e carros por todos os lados. Ele, que se chegou para baixo e travou, acabou por ser catapultado e capotar na pista, indo de encontro com a "catch fence", tendo sido o embate aí que o matou, pois aquela rede metálica é apelidada em alguns sites da especialidade com tendo actuado com o efeito de um ralador da estrutura superior do Dallara. Abaixo, na safer barrier, os impactos ainda que violentos, têm menor probabilidade de magoar seriamente, uma vez que essa mesma barreira é montada de forma a que a absorção de energia seja elevada (dado o material que a constitui), ficando a "tapar" o muro de betão original.

Olhando a uma foto (impressionante diga-se) do carro do Dan Weldon, já parado em plena pista, percebe-se que o impacto foi tremendo pois rool-bar nem vê-lo. Toda a cobertura do motor desapareceu e, parece-me a mim, que não vi a decoração do capacete dele nesta prova (apenas vi a parte de cima, nas imagens onboard), que acima da viseira a pintura está raspada, vendo-se apenas uma mancha preta (cor da fibra de carbono). Também o volante está inclinado para cima, pois é visível acima da linha do cockpit, sabendo-se que nestes carro, em situações normais, o mesmo não se vê de fora devido à estrutura da monocoque, que "tapa" muito do cockpit devido às necessidades de proteger o piloto das turbulências aerodinâmicas.

Toda a dinâmica do acidente é violentíssima, pelo que - infelizmente - se perspectivava que algo de mau poderia ter acontecido. Já olhando para o primeiro carro a "levantar voo" (da Penske), aquilo deu a sensação de poder acabar mal (aliás, vê-se o olhar do Roger Penske, que mostrava muita preocupação, pois ele já viu muita coisa naquele desporto, para o bem e para o mal), mas depois vê-se o 77 a voar e a capotar inúmeras vezes, indo bater com a parte do roll-bar na tal catc fence.

Infelizmente estas situações são mesmo isso. Muito infelizes. E como em muitos destes acontecimentos, a ironia anda ali de uma forma mordaz, pois senão veja-se. Ele este ano não tinha sequer conseguido um lugar numa equipa para uma temporada a full time (após umas épocas menos conseguidas e equipas de menor nomeada). Teve a oportunidade de conseguir um volante para a Indy 500, na nova equipa do Bryan Herta (ex piloto de Indycars). Andou ali sempre na luta mas ninguém o dava como favorito, não tanto pela sua capacidade de pilotagem (que a tinha, tendo até já vencido Indy e um campeonato, em 2005), mas pela novel equipa. Acaba por vencer a prova, nos últimos segundos, quando o líder destacado acerta em cheio no muro, na curva 4 de Indianapolis, numa vitória que mais pareceu um conto de fadas. Lembro-me bem de estar a ver a prova e de ter achado aquilo a put* da loucura, o epíteto do desporto norte-americano, onde a incerteza anda sempre ali em alta. E no final lá estava ele a beber a famosa garrafa de leite e depois a falar com um dos filhos ao colo.

Isto valeu-lhe ser o test driver para o novo carro (que vai ser utilizado a partir do ano que vem) e uma subida de cotação que, quase de certeza, o traria de volta ao campeonato, mas a tempo inteiro.

Ontem participou, ao volante do Dallara de outra equipa, com um número de "sorte" (77), serviu de reporter de televisão na volta de aquecimento, dando a sua visão da corrida e da pista, tendo mostrado a sua preocupação pela rapidez da mesma e pelo instável que seria pilotar no "ar sujo" de tantos pilotos (olhando ao 34º lugar de onde partia). Enfim, lá está a ironia, pois a sua preocupação veio a confirmar-se da pior maneira e logo na volta...13.

Paz à sua alma e o melhor para os seus, em especial a esposa, que fica sem o marido com 33 anos e com dois filhos, de 2 anos e 7 meses. De mim, que há muito vejo Indycar, ainda que nem sempre com a maior das atenções, um obrigado por muitos momentos memoráveis que este piloto proporcionou a quem gosta de ver este desporto motorizado da terra do Tio Sam.
 
Como é que numa pista em que só se anda em frente e se curva sempre para o mesmo lado acontece um acidente destes?
A única coisa que me surpreende é não haver mais acidentes destes. Até faz impressão ver aqueles carros todos coladinhos uns aos outros, àquela velocidade disparatada.

O Indycar é bastante entusiasmante, reconheço-o, mas também é perigosíssimo.
 
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