allstarfabio
Well-known member
Imaginem as "desculpas" dum Nakagami por exemplo [
]
Acompanhe o vídeo abaixo para ver como instalar o nosso website como uma aplicação web no seu ecrã inicial.
Nota: Esta funcionalidade pode não estar disponível em alguns navegadores.
6 vitorias e 13 pódios em moto3, vice campeão a 6 pontos;
6 vitórias e 21 pódios em moto2, vice campeão a 9 pontos;
5 vitórias e 7 pódios em motogp
O problema é que as pessoas querem um cristiano ronaldo em todas as modalidades mas não é assim que funciona.
Perfeito resumo.
E sim, MotoGP é outra liga. Mas esse resumo ilustra bem o fundamento dos comentários, vê-se bem o descréscimo de performance, principalmente se pensares quando ocorreram essas 5 vitórias e pódios na categoria raínha e há quanto tempo anda a ver navios.
Custa a engolir que apesar do talento do Acosta, talvez apenas abaixo do MM, este chega a uma KTM satélite e anda a ombrear com os grandes. E se fosse ali o Miguel, faria o mesmo, ou por ali andava um ou dois lugares à frente do AF?
Custa a engolir que sabendo que tem uma mota de 2024, tem sempre mais problemas e menos pontos que os pilotos de fábrica (sim, ainda que não sendo equipa de fábrica, vejam-se os casos do Acosta e do Martin...é possível).
E agora olhando para esse resumo de novo...quando nas classes inferiores as motas são quase iguais, quando andam todos ao molho, quando é o talento que conta...quem é que não esperava mais do Miguel? Quem é que não gostava de ver mais, sabendo que talento há/havia?
Da minha parte estou-me marimbando para se é muito bom termos lá um português ou não, estou-me marimbando para Nakagamis, e outros que tais. Quero é o Miguel lá em cima, e sei que ele tem talento e mota para isso. E fico triste que não esteja.
Eu acredito que o Miguel seja capaz de mostrar resultados interessantes, no entanto é preciso que esteja tudo em esquadria para que aconteça.
Boa resposta, obrigado.
Estou em crer, que "antes" o Miguel não precisava de tudo tudo alinhado para correr com garra. Estar na classe superior, tudo fica mais resumido aos detalhes, e como dizes e bem o Acosta é muito bom, mas é nos extremos que se vê o que é possível. Ninguém esperaria que o Miguel fizesse o mesmo, mas se é possível, podia estar mais perto.
Resumiste tudo muito bem, e sim, houveram azares, mas os azares também se evitam.
Primeiro o tema do pneu da KTM, como dizes e bem, ele sofreu, o Binder muito menos. E coincidiu não só com lesões, mas também com opções da vida pessoal do Miguel. Tinha o direito de as tomar? Claro que sim. Mas da perspectiva profissional, foram decisões que o prejudicaram.
E não sou eu que o digo. Foi a KTM que o viu e por isso decidiu não lhe dar uma moto oficial em deterimento de um piloto que era de segunda e que o passou claramente em termos de performance, e de um outro que é banalíssimo e terá seguramente já guia de marcha...e foi igualmente a Aprilia através das palavras do seu responsável Rivola, que disse a época passada isso mesmo, que acontecimentos e decisões do Miguel lhe custam meio segundo por volta. Deverão conhecer a realidade melhor que qualquer um de nós, em termos do real talento e potencial do Miguel, e aquilo que são os resultados, mesmo tendo em conta a mota e os azares.
Depois, porque raio é sempre dos pilotos com menos voltas nas qualificações? Deixa tudo para o fim, e depois normalmente dá asneira. E como consequência, anda no meio da multidão, e com isso aumenta muito o risco de ser ceifado, lesões, surgirem bandeiras, etc. Ainda no último GP, na Q2, é o primeiro a ir à Pit, e o último a sair. Pronto, foi azar, as bandeiras, mas porra...tivesse dado tudo ao início ou saído mais cedo, e seguramente tinha mais hipóteses de conseguir melhor que um 12º lugar. Isto a juntar ao facto de que nunca foi kamikaze a fazer-se às primeiras curvas no meio da confusão, tem perdido quase sempre lugares e poucas ultrapassagens em corrida tem conseguido. Ali se vai mantendo e beneficiando das quedas, a rezar para que a mota não parta. Até a ***** de água no capacete o tira de pista, quando outros fecham casacos em plena corrida.
Quanto à mota atual e composto médio vs duro...pois, então não se percebe, a mota é a mesma, o Viñales consegue, o Aleix também, e ele não. Sim, tem uma equipa que não é a de fábrica, mas partilham telemetrias, partilham afinações, dinheiro não será problema para a Trackhouse, não se entende.
Por fim, com todo o potencial conhecido, assumindo que passou as lesões, pergunto...em que lado da balança punhas o teu dinheiro se tivesses de apostar no seu futuro? Que marca de hoje é que estará a pensar que o Miguel será um bom investimento tendo em conta tudo isto, que só levanta dúvidas sobre se são mesmo só a marcas que lhe prestam um serviço sempre de caca, ou se haverá mais qualquer coisa? E pronto, o Miguel até podia não dar mais que isto, ser um gajo porreiro tipo o Miller, e aí eu entrava na onda do já ser muito bom lá andar um Português. Assim, desta forma, não consigo.
Tanta prosa para explicar o que é óbvio e fruto do tempo e circunstâncias []
O Miguel tem 29 anos
O Miguel tem duas filhotas que o motivam acima de tudo para voltar para casa inteirinho
O Miguel tem a sua alma-gémea a lembrar-lhe o ponto acima diáriamente.
O MIguel perdeu dois décimos e meio de segundo por volta, e por cada filhota. (meio a sério, meio a brincar... [])
O Miguel tem uma conta bancária generosa, pode viver confortávelmente sem competir, tem uma escola de motociclismo e um troféu de promoção (Oliveira.Cup) e já não tem a velocidade de há 10 anos, tem mais um ou dois anos de MotoGP (se a coisa correr bem este ano)
Keep it simple! []
O espargaró tem 34 e o mesmo número de filhos (e mulher []).
O zarco tinha 30 quando foi para a pramac, e nunca tinha ganho um GP sequer.
O vinales tem a idade do miguel, filhos, mulher, e um primo mais novo morreu a competir de mota.
Imaginem as "desculpas" dum Nakagami por exemplo []
Esquecem-se é de uma coisa... Os grandes campeões terão sempre o seu lugar, mas depois nos outros é tudo uma questão de equilibrar talento com politica. Há os patrocínios, as nacionalidades onde as marcas querem ter visibilidade, etc... etc...
E nesse aspecto, Portugal é e continuará a ser muito pequenino. Para lutar por um contrato numa equipa de meio do pelotão, se calhar ao Miguel Oliveira, não lhe basta ser só um bocadinho melhor do que um piloto japonês qualquer.
Na MotoGP não funciona muito assim, felizmente, senão ele nunca conseguiria entrar na KTM desde a Moto3.
Na F1 é que sim, mesmo que sejas um grande talento, se não tiveres verba milionária + grandes patrocínios, não chegas a lado nenhum, basicamente e excluindo o Hamilton, aquilo é uma corrida entre milionários, logo desde o kart.
O Viñales e o MO são ambos de 95 (de janeiro curiosamente). Na temporada de 2015, o Viñales esteria-se me Moto GP com a Suzuki quando o MO ainda estava em Moto 3. O MO fez 4 temporadas em classes mais baixas, 2015, 2016, 2017 e 2018 antes de se estrear em Moto GP em 2019.
A velocidade de progressão do Viñales acho que só se explica pelo facto de ele ser Espanhol (mesmo que sendo um excelente piloto e ligeirament melhor que o MO hoje em dia acho eu).
Isto só para dizer que acho que está correto o que dizes mas as coisas não são muito lineares, os pilotos Espanhois e Italianos têm mais facilidade em arranjar mota e existe sempre um Japonês com lugar reservado numa satélite Honda.
Não esquecer que teve a paris hilton como sponsor da equipa de 125/moto3 []