Música - Os discos de 2015 - Tame Impala, Beach House (2), Sufjan Stevens, Wolf Alice

Música - Os discos de 2015 - Tame Impala, Beach House (2), Sufjan Stevens, Wolf Alice


  • Total voters
    21
  • Poll closed .
Tanto link!
Um dos albuns que quero ouvir neste ano é o novo do José Cid, que se for como a 1ª música apresentada (Menino Prodígio) parece que será bom.
Tal como como os G.N.R que terão album novo este ano.
 
isto só pode correr bem quando josé cid aparece logo no 1º post[:D]

para já, de 2015, temos o grande Panda Bear!
 
Este mês surge já um dos álbuns que aguardo com maior entusiasmo em 2015, o novo das Sleater-Kinney, 10 anos depois do último álbum, e quando já ninguém esperava que se voltassem a juntar. Chama-se "No Cities to Love".
 
Estes meninos estão de volta, apesar de terem lançado duas musicas já em Dezembro do ano passado, os Belle & Sebastian regressam em 2015 com um album novo.


Outros regressos que anseio são os de José González que vem ao CCB apresentar o álbum novo no dia antes do seu lançamento e Kendrick Lamar apesar do single "i" ser medíocre no seu melhor.
 
Possiveis edições / Observar:

… Belle & Sebastian | Björk | Black Sabbath | Chromatics | Dan Deacon | David Gilmour | Destroyer | Drake | Ellie Goulding | Emeli Sandé | Faith No More | Frank Ocean | Giorgio Moroder | Grimes | Imagine Dragons | Infected Mushroom | José González | Kanye West | Kendrick Lamar | Laura Marling | Modest Mouse | Mount Eerie | Muse | Nightwish | of Montreal | Panda Bear | Pond | Public Service Broadcasting | Purity Ring | Raekwon | Red Hot Chili Peppers | Six Organs Of Admittance | Sleater-Kinney | The Avalanches | The Decemberists | The Prodigy | The Soft Moon | The Temper Trap | The xx | Twin Shadow | Vetiver | Whitehorse …
 
isto só pode correr bem quando josé cid aparece logo no 1º post[:D]

para já, de 2015, temos o grande Panda Bear!

Não esquecer que chegamos a ter Zé Malhoa no final do último tópico... Tudo bons prenúncios!

Vamos lá então continuar a acompanhar o movimento [;)]
 
Não é novidade para ninguém. Portugal é um país especial para muita gente. Curiosamente (ou nem por isso), não tanto para os portugueses que sempre por cá viveram e que acabam por ser um reflexo do "estado de alma" da sua economia, como para os estrangeiros, nomeadamente, os artistas que andam à procura de um certo “empurrão” no seu método criativo. Mais do que o Sol, a Caparica, as sardinhas ou os Jerónimos, talvez seja esse nosso lado mais imperfeito, deprimente ou decadente que serve agora de inspiração a estes artistas contemporâneos.

Ainda no ano passado tivemos o caso de Grouper, aka Liz Harris, que se refugiou em Aljezur para gravar, com o mínimo de condições, o seu mais recente (e belíssimo) disco. Sublinho o que disse ela sobre esse processo de gravação:

“processed a lot of political anger and emotional garbage”
“When I wasnʼt recording songs I was hiking several miles to the beach. The path wound through the ruins of several old estates and a small village.”
“Failed structures. Living in the remains of love.”

“I hope that the album bears some resemblance to the place that I was in.”

A obra, entitulada justamente por “Ruins”, acabou por ser, como ela almejava, um reflexo dos locais por onde passeou e, sobretudo, da solidão de uma casa perdida algures num monte do Alentejo.





O mais recente artigo da Pitchfork começa mais ou menos assim: “Por uma década, Noah Lennox tem vivido dentro do brilho e sombra de Lisboa”. Pois é, “o” Panda Bear, ex-membro dos Animal Collective, já é um artista residente e, certamente, tudo o que foi vendo e adquirindo nos últimos anos está reflectido nas suas obras.

Destaca-se deste artigo uma paixão por uma cidade renascida de um sismo e por um país com muitas cicatrizes do passado:

its seismic history and colonial failures, its broken grey concrete and gleaming azulejo, its ghastly economy and its breathtaking coastline, its junkies and its tourists

São as nossas irregularidades que captam a atenção de Mr. Noah. Das Torres das Amoreiras... aos surfistas desajeitados:

"So gnarly,"(…) "It's like a really ugly dog—you kind of love it despite its ugliness."
"The surfers here aren't very good," (…) "It always makes me feel better to see crappy surfers, like, 'I could do that.'"

Quem diria que são portanto todos essas falhas e limitações que nos tornam tão populares e inspiradores! Portugal (e os seus portugueses) não é assim tão diferente de qualquer outro país, mas às tantas são alguns desses pequenos e amáveis defeitos, tão condenáveis e tão humanos, que torna este país acolhedor e onde um estrangeiro mais facilmente se reconhece. Tendo em conta os resultados finais (este último disco de Panda Bear também é estupendo), talvez deva até sentir algum orgulho deste país que me viu nascer.
 
Last edited:
(...) talvez deva até sentir algum orgulho deste país que me viu nascer.

Excelente texto Portishead, e cito só esta parte porque parece-me que resume tudo o resto. Quanto mais viajo e conheço mais gosto de Lisboa e de Portugal. Temos a nossa idiossincrasia e uma imensa fealdade urbanística mas é isso que atrai os de fora, uma espécie de caos controlado e tipicamente mediterrânico mas sem alguns dos defeitos dos espanhóis, italianos ou gregos. Somos poesia no caos.

E o Noah ainda por cima é do nosso clube mas não vamos avacalhar isto.[:)]
 
Back
Top