Na Holanda

Zelig

New member
Com 2 meses de atraso, mas cá vai:

Uma semana na Holanda, dois anos depois


Não parece um tema para um tópico, mas alguma coisa teria que se arranjar para assinalar o meu regresso ao activo no fórum. Antes de mais, que saudade!, pela primeira vez em alguns meses deixei de cá vir e vos garanto que foi mesmo difícil, como acontece quando se tenta largar qualquer outro vício – já deixei de fumar, sei bem como é – e a “redução” nem sequer foi possível, foi deixar e pronto, nem uma espreitadelazinha de vez em quando nem nada.

Como recomeçar tudo de novo, então? Não faço a mínima ideia do que por aqui se tem discutido, nada sobre as mais recentes descobertas e teorias acerca dos TDI, nada sobre que carros comprar, que comparativos faltam fazer, onde comprar pneus ao preço da chuva, quais as avarias predestinadas, quais os melhores, os piores, os mais bonitos e os outros e tudo o mais. Nada de nada.

A ameaça bem real de poder reentrar com o post esquerdo no Fórum foi fundamental para começar apenas por descrever separadamente e por temas a minha estada na Holanda, durante este período. O intervalo entre eles está aberto à discussão, como não poderia deixar de ser. Tal como aqueles que contam terem visto um Bugatti na estrada, também eu quero dizer o que vi na Holanda, entre viagens e passeios a pé nas zonas de Den Haag, Haarlem, Leiden, Delft, Utrecht e finalmente Amsterdam.
 
As pessoas

Os holandeses são bastante altos e elegantes, havendo mesmo quem afiance serem o povo “mais alto” da Europa. São simpáticos e em geral amáveis, mas não esperem delicadezas ou o que por cá se considera serem as “boas maneiras”; de tal forma é assim que em algumas situações do quotidiano aparentemente banais para nós despertam neles alguma rispidez e um tom menos agradável na resposta. É assim na rua quando nos intrometemos no caminho das bicicletas, na loja se nos metemos à frente de alguém (cá também, mas lá eles não desculpam, nem levam em conta o facto de sermos estrangeiros), na estrada se não vamos pela faixa mais à direita, em casa se interrompemos alguém que está a falar.
Gosto principalmente do ar inexpressivo com que prestam a atenção para nos ouvir, sem o típico aspecto de reacção imediata que as nossas palavras pudessem suscitar; às vezes pode até ser confundido com alguma forma de incompreensão, mas a sua resposta parece vir sempre de encontro ao que era pretendido.
São um povo bastante unido e solidário, onde a velha máxima “um por todos, todos por um” está presente um pouco por toda a parte. Segundo a lenda, um homem terá ficado a tapar com o próprio dedo durante vários dias um buraco que havia descoberto num dique, para evitar a catástrofe que iria destruir todo o país; a nossa reacção natural a isso foi de perguntar imediatamente porque não teria ele remediado a coisa com uns lenços ou uns paus, ou “arranjado” qualquer outra solução – mas de facto esta história ilustra bem a sua ideia de comunidade e capacidade de entreajuda nos problemas do país e das pessoas. Há um grande consenso em torno das questões fundamentais que garantem não só o bem-estar como a própria sobrevivência do país (refiro-me à indispensável relação com a água e o ambiente).
Dizem apenas o essencial, não percebendo algumas das nossas ironias mais rebuscadas. Qualquer rua, loja ou mercearia parece sempre bastante silenciosa, em comparação com as nossas. As crianças seguem o exemplo e pouco se manifestam, não fazendo as habituais “cenas”. E o que é mais engraçado é que os pais nem parecem esforçar-se muito para o conseguir, optando por algum desprendimento e alheamento na sua atitude em vez de uma atenção obsessiva e repreensiva pela “criança”.
 
Oh raioxpantera, agradeço-te e devolvo-te os cumprimentos, mas já voltei há cerca de dois meses! Mas não podia deixar de vos contar a minha experiência, há sempre algo marcante no meio disto tudo. E como para muitos se aproximam as férias...
 
citação:Originalmente colocada por Killerace

Eu vou até a alemanha/holanda visitar a famelga/amigos em outubro, curtiste aquilo?

Bem, da Alemanha apenas conheço Berlim - tem uma vida muito atraente, apetece logo lá ficar - e da Holanda só posso recomendar, embora acho que é um sítio um bocado mais pesado para se ter uma experiência superior a umas férias, terias que fazer mais concessões e mexer na centralina da tua cabeça, entendes-me?
 
O país

A população é de 16 milhões de pessoas para uma área não superior a todo o Alentejo e Sul de Portugal, mas sobra imenso espaço para estufas, campos de cultivo e cidades com alguma dimensão – não há prédios altos nem grande densidade de construção, apesar da muita população aí residente – tudo de forma bastante organizada e rectilínea, fruto também da implantação da rede de canais no país (1/6 da área total) que praticamente desenha todos os lugares; não há minifúndios mas de vez em quando aparecem áreas divididas em pequenas hortas individuais, pontuadas por pequenos barracões, onde os holandeses praticam a agricultura doméstica.
Como grandes viajantes que sempre foram (sim, também colonizaram e saquearam como nós, o que se pode atestar um pouco por todos os museus do país…) adoram fazer incursões pelo campo, principalmente em parques de campismo ou algumas áreas mais selvagens onde se pode estacionar a caravana.
Mas trabalho é trabalho, e na Holanda fazem-se poucos feriados; entra-se cedo ao serviço e ainda há bem pouco tempo todas as lojas fechavam às 5 da tarde; as mulheres são algo censuradas pelos colegas no trabalho, quando o fazem deixando os filhos ao cuidado de outros; são frequentes os cafés, mas não os restaurantes – uma sopa e uma salada ou uma sandes são suficientes para se fazer uma refeição. Bebe-se bastante chá e variados tipos de café (sempre muito caro, aliás só em Portugal é que é barato, de resto…), tudo acompanhado com biscoitos e bolachinhas. Não há snack-bares tipo – cada um terá sempre o seu toque individual, e na sua maioria podemo-nos sentir como em casa (deles). Não fui a Coffe-shops porque são basicamente antros de vício sem grande qualidade, onde o ar se torna irrespirável desde que entramos – mas tive pena de não experimentar certa “planta medicinal” produzida no próprio país que possuía uma substância activa bastante mais potente que as mais vulgares africanas e indianas. Fiquei ainda a saber que o seu consumo é apenas tolerado, mas “oficialmente” ilegal.
 
Estive à 2 anos em Den Haag e adorei. Apenas tive um episódio caricato, quando estava na rua e resolvi tirar uma foto a um tram que ia a passar veio ter comigo uma mulher a perguntar-me toda irritada porque é que lhe estava a tirar fotos!! A minha sorte foi ser uma maquina digital e mostrei-lhe a foto que tinha tirado onde ela nao aparecia.
 
citação:Originalmente colocada por Zelig

citação:Originalmente colocada por Killerace

Eu vou até a alemanha/holanda visitar a famelga/amigos em outubro, curtiste aquilo?

Bem, da Alemanha apenas conheço Berlim - tem uma vida muito atraente, apetece logo lá ficar - e da Holanda só posso recomendar, embora acho que é um sítio um bocado mais pesado para se ter uma experiência superior a umas férias, terias que fazer mais concessões e mexer na centralina da tua cabeça, entendes-me?

LOL!Entendo-te, eu falo todos os dias com amigos holandeses via Teamspeak. :D

São um povo fantástico e espero um dia conseguir que a minha maria aceda a voltar a viver por lá alguns anos.:)
Mal posso esperar que chegue outubro.

Já agora não notaste se eles tem uma predilecção por vinhos?;)

NOTA:Falo com ambos alemães e holandeses, tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.
 
citação:Originalmente colocada por Killerace


LOL!Entendo-te, eu falo todos os dias com amigos holandeses via Teamspeak. :D

São um povo fantástico e espero um dia conseguir que a minha maria aceda a voltar a viver por lá alguns anos.:)
Mal posso esperar que chegue outubro.

Já agora não notaste se eles tem uma predilecção por vinhos?;)

NOTA:Falo com ambos alemães e holandeses, tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.

- Voltar a viver lá? Já lá viveu, foi? Tenho em Den Haag dois grandes amigos portugueses a viver, e outros tantos que fizeram o estágio em Roterdam, mas esses já voltaram. Também já me deu vontade de lá ficar por algum tempo.

- A predileção por vinho parece existir, mas fiquei surpreendido pela pouca expressão de vinhos portugueses nas prateleiras dos supermercados e nos deli italianos. Só tem vinho do Porto (e pouco, nada comparado com Londres, por ex.) e Rosés. Apostam sobretudo nos Franceses e Italianos, depois têm em menor número Riojas, Sul Africanos e Sul Americanos. De Portugueses, nada. Parece que a Porto 2001 realizada a meias com Roterdam de nada serviu...[8]

- Quanto às diferenças e semelhanças com os vizinhos germânicos, não podia estar mais de acordo. Mas parece que eles não vão muito à bola uns com os outros. Aliás, apesar da vizinhança, não há praticamente matrículas alemãs a circularem nas estradas holandesas, e em conversa com alguns deles é notório ainda o estigma da WWII. Preferem claramente - em ambos os casos - rumar a sul.
 
As estradas

A elevada densidade de tráfego patente nas ligações entre os principais centros urbanos é um dos maiores problemas actuais da Holanda. Apesar de serem AE quase sempre com 4 faixas, logo a partir da saída destas cidades (é engraçado como se fica com esta ideia de saída e entrada em todas elas), e de não cobrarem portagens em qualquer das suas estradas, são frequentes os avisos de filas de trânsito com mais de 10km, muitas das vezes acompanhados de alternativas viárias para se evitar o problema. Estes avisos são ao estilo do que se pode encontrar instalado nas nossas AE e na VCI, mas estão sempre a aparecer, uns seguidos aos outros, com intervalos que vão diminuindo à medida que nos aproximamos da entrada das cidades; aqui acumulam a função de radar, estando plantados a cada 500m, registando qualquer deslize dos mais incautos. A medida do utilizador-pagador está a ser discutida por diversas entidades em conjunto com o parlamento holandês como tentativa de reduzir o tráfego actual e de aplicar melhor justiça fiscal (actualmente todos os holandeses suportam o custo das AE, a somar ao “obrigatório” imposto que garante o bom funcionamento de todos os diques e canais existentes e a construir)


Mas tudo decorre de maneira bastante aprazível e tranquila; o trânsito corre como um enorme fluido em que se entra, se “é levado” e finalmente se deixa; não há muita diferença entre o que vai mais rápido e o que vai mais lento – de referir que para tal acontecer não se encontram pessoas “a pastar” nem aquelas que nos abanam o carro à sua passagem. Tudo se faz com muita suavidade e, em abono da verdade, monotonia. Todas as manobras de mudança de faixa são precedidas de sinal, mas é geralmente o que vem lá atrás que tem de ceder a passagem, que às vezes é forçada e feita à queima.


Os acidentes escasseiam, e não fosse um encosto de um Astra com um camião no caminho para o aeroporto já no dia do meu regresso (numa daquelas manobras mais arriscadas a que me referi à pouco), nada havia a registar. Notável, no mínimo, numa semana em que apanhei de tudo um pouco: sol, chuva, gelo e neve. Na maior parte do tempo, chuva e neve. E aquela situação bastante perigosa do pára-arranca em AE foi sempre uma constante. As pessoas guiam com bastante atenção e disciplina, sendo quase infalíveis (no que diz respeito a manobras pouco ortodoxas). Não se vê muita gente ao telemóvel, mesmo quando se anda na rua. Também não existem muitas bombas de gasolina, mesmo durante os trajectos em AE.


O pior mesmo são as bicicletas, quando circulamos dentro das cidades (de carro ou a pé, dá igual). Será tão caótico para eles ver as nossas gincanas no meio da estrada como para nós circular permanentemente rodeados de bicicletas, que exercem a sua prioridade (quando a têm) sem pensar duas vezes, mesmo sem olharem. Mesmo entre eles. Cruzam-se, entrecruzam-se e seguem sem nunca hesitar ou ceder a passagem; não comunicam entre si, e, o que me meteu mais medo, não olham para ninguém. É aterrador mudar de direcção num cruzamento, pois as pistas especiais que lhes estão destinadas aparecem sempre ao virar da esquina, ou paralelamente enquanto seguimos numa rua. Não podemos andar muito encostados à direita, e o acto de parar para deixar ou apanhar alguém na rua tem que ser muito bem acautelado. Junto às estações centrais e aos pouquíssimos centros comerciais existentes podem-se ver centenas de bicicletas emparelhadas, o que traduzido em automóveis resultaria certamente numa mobilidade e num escoamento de trânsito bem mais complicados.


Dentro das cidades o piso é bom, e nas zonas residenciais é comum aplicar piso cerâmico (tipo tijolo de burro) nas vias de circulação e muitas lombas, para controlo da velocidade. Como não podem fazer estacionamento ou o que quer que seja em cave (por causa da presença da água), todos os passeios contemplam baías de estacionamento longitudinal, e para se estacionar o carro quando se chega a uma cidade a única hipótese são os parques cobertos em altura a que todos recorrem imediatamente, sem andar nas habituais tentativas de descobrir um lugar perto do local de destino e muito menos na invenção de locais que supostamente dariam para deixar a viatura “sem chatear ninguém” e “sem causar qualquer transtorno”…
 
citação:Originalmente colocada por Zelig

citação:Originalmente colocada por Killerace


LOL!Entendo-te, eu falo todos os dias com amigos holandeses via Teamspeak. :D

São um povo fantástico e espero um dia conseguir que a minha maria aceda a voltar a viver por lá alguns anos.:)
Mal posso esperar que chegue outubro.

Já agora não notaste se eles tem uma predilecção por vinhos?;)

NOTA:Falo com ambos alemães e holandeses, tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.

- Voltar a viver lá? Já lá viveu, foi? Tenho em Den Haag dois grandes amigos portugueses a viver, e outros tantos que fizeram o estágio em Roterdam, mas esses já voltaram. Também já me deu vontade de lá ficar por algum tempo.

- A predileção por vinho parece existir, mas fiquei surpreendido pela pouca expressão de vinhos portugueses nas prateleiras dos supermercados e nos deli italianos. Só tem vinho do Porto (e pouco, nada comparado com Londres, por ex.) e Rosés. Apostam sobretudo nos Franceses e Italianos, depois têm em menor número Riojas, Sul Africanos e Sul Americanos. De Portugueses, nada. Parece que a Porto 2001 realizada a meias com Roterdam de nada serviu...[8]

- Quanto às diferenças e semelhanças com os vizinhos germânicos, não podia estar mais de acordo. Mas parece que eles não vão muito à bola uns com os outros. Aliás, apesar da vizinhança, não há praticamente matrículas alemãs a circularem nas estradas holandesas, e em conversa com alguns deles é notório ainda o estigma da WWII. Preferem claramente - em ambos os casos - rumar a sul.

A minha namorada viveu em Hamburgo (alemanha) tenho um primo que vive entre dusseldorf e a holanda, ele tem uma empresa de distribuição alimentar e tem casa na holanda, não sei dizer o nome, e perto de dusseldorf.

Quanto a germânicos é mesmo notória a diferença, fiz menção porque eles são tipo nós e os espanhóis, percebem-se mutuamente mas é cada macaco no seu galho e por vezes entre os meus colegas geram-se situações engraçadas de ouvir. :D

Tu na holanda tens uma cidadezinha (que me falha o nome) que é bem povoada por portugueses e são bem acolhidos por lá.
Mas na alemanha é mesmo onde encontras mais restaurantes e vinhos portugas, ressalve-se que os holandeses são mais virados para o vinho e para as bebidas, num sentido de descontração e casualidade, e os alemães para a comida (o restaurante da madrinha da minha namorada está sempre cheio).
 
E para terminar:

O parque automóvel

Um dos temas em que presto mais atenção, obviamente. Para começar, e logo desde o parque do aeroporto, nota-se uma grande homogeneidade de veículos a circular, tanto em termos de idade como de segmentos alvo. Os poucos carros velhos são quase sempre antigos – alguns holandeses possuem gostos exóticos e não é difícil apanhar um Cadillac ou um Dodge dos anos 50 a andar na estrada, ou daqueles mastodontes americanos tipo SUV XXL; como também nutrem especial admiração por alguns clássicos europeus: Carrera, DS, Volvo Coupé, Lancias mais raros podem ser pontualmente vistos.

Mas voltando ao tema da homogeneidade – esta é conseguida por diversos factores (e vou generalizar, obviamente, além de que a minha experiência se resumiu aos trajectos entre as grandes cidades): há muitas carrinhas (SW), de tal maneira que a variante berlina dessas mesmas versões pode mesmo nem ser vista; como basicamente todo o trânsito é feito entre cidades, e dentro delas se opta por andar de transportes e bicicleta, os carros são genericamente familiares do segmento médio alto, embora os carros mais pequenos sejam os preferidos das pessoas imigrantes (pois…).
Dentro deste enorme bolo foi possível detectar nuances por si só representativas de um determinado gosto holandês (já que a moda, aqui, parece não fazer muito sentido, por via de um calvinismo bem sedimentado ainda). Claro que o vou fazer tendo por referência a nossa realidade. Há muitos Volvos, mais do que Clios, Corsas e Puntos, ou pelo menos assim me pareceu, desabituado que estou a vê-los em tão grande número. A BMW está claramente em vantagem relativamente à Mercedes (aqui sim, parecem exclusivos, e lhes garanto que o efeito não é muito bonito de se ver…) e à Audi; só a VW parece equivaler-se (Golf, sempre o Golf). A Alfa foi uma boa surpresa, assim como a Opel, e estarão ao nível também da SAAB, com uma elevada taxa de 900 e 9-3 Cabrio um pouco por todo o lado. Esqueçam os comerciais ligeiros (continuo sem perceber este fenómeno, talvez pelas horas em que eu circulava) e os Smart, os estafetas, as pick-up e os SUV por tudo e por nada; o que parece é que não tanta dedicação a uma marca específica, mas mais a um determinado modelo – há muitos 406 e 307, e ficam-se por aí os PUG; pouquíssimos Citroen (alguns C5, nenhum C4, C3 ou C2), alguns Mégane e Espace, quase nenhum Fiat ou Lancia (reflexo da pouca oferta dentro destes padrões), bastantes Mondeo e menos Focus. Os japoneses não atingem nem por sombras a expressão que cá têm, mas se a desilusão é maior em casos como a Honda e a Toyota (sem Civics, Yaris e Corollas a coisa fica complicada), as únicas excepções acontecem com a Mazda, onde o 6 é um dos modelos mais requisitados (uma boa meia dúzia de MPS), e com a Nissan, através do Primera. Coreanos, idem aspas aspas, nada a assinalar. A nível de excentricidades, assinalei um número anormal de Maseratis Coupé, de alguns Lotus Elise, os Carreras do costume e uns M3 e M5 de vez em quando. Não há Cayennes, X5 ou Jags e Aston como em Londres, ou mesmo como em Lisboa já se vêem.
Há mais “i” e “T” e menos “D”, apesar do diferencial de preços destes combustíveis ser sensivelmente idêntico ao praticado em Portugal. Os automáticos são em bom número mas não estão de modo algum a “ganhar terreno” – parece-me que seja uma situação estabilizada desde há algum tempo.

Ainda poderia falar das casas, dos hábitos de consumo, das tecnologias ao serviço da comunidade, dos organismos ali sediados, dos museus, do aborrecimento... mas o melhor mesmo é ir até lá e viver na primeira pessoa o que a Holanda tem para oferecer. ;)
 
Notícia do ELPAIS

Notícia do ELPAIS

Sexo libre en el parque

El Ayuntamiento de Ámsterdam permitirá las relaciones sexuales en sus jardines más populares durante la noche

ISABEL FERRER - La Haya - 12/03/2008



Visitado por 10 millones de turistas al año, el parque Vondel de Ámsterdam no es sólo el más popular de la ciudad. De aprobarse los planes del Ayuntamiento, será, a partir del próximo verano, también un lugar seguro para mantener relaciones sexuales. El Consistorio ha decidido no penalizar a las personas que practiquen sexo en este jardín. Eso sí, sólo cuando el sol se ponga.

No se podrá dejar basura ni estar en zonas que usan los menores por el día


Con un gran estanque, carriles para bicis y patinadores, zonas para pasear al perro y mucho césped, el recinto atrae desde hace años a miembros de la comunidad gay en busca de pareja. Mantener relaciones sexuales al aire libre merece una multa en Holanda. Pero al abrigo de la oscuridad, las cosas son distintas. La misma guardia urbana que puede amonestar a las parejas por el día, no suele hacerlo de noche. Vista la situación, y en un gesto de pragmatismo, el Ayuntamiento ha decidido incluir la despenalización de esa actividad en la nueva regulación que planea para el jardín.
La medida tendrá condiciones. "No podrán salir del perímetro de la rosaleda, que está hacia el centro, ni dejar basuras. Trasladarse a zonas donde juegan a otras horas los menores estará también prohibido. Y si hacen demasiado ruido y son vistos, se les podrá echar", dicen los portavoces municipales. Con conciertos, teatro infantil, meriendas y fiestas de todo tipo, el parque Vondel es uno de los más aprovechados de la capital holandesa. Es, además, una zona de paso que une el centro con el oeste de la ciudad, y lleva al Museo Van Gogh y el Rijksmuseum. Por eso nunca cierra. "No se trata sólo del sexo. Las normas afectarán a todos los usuarios del Vondel. Los que dejen el perro suelto molestando a ciclistas o a los niños tendrán que atenerse a las sanciones pertinentes", señalaban anoche en el Ayuntamiento.
El plan ha sido ideado por el concejal Paul van Grieken, del partido Verde, deseoso de regular las actividades que "de verdad incomoden a los vecinos, como la suelta de mascotas". Lista para analizar la nueva normativa con todos los grupos involucrados -desde la Federación Ciclista a los dueños de restaurantes y chiringuitos-, la comunidad gay ha manifestado una "cautelosa satisfacción". Esperan no ser importunados por los agentes si hacen gala de civismo.

Fonte: ELPAIS
 
Estive em Outubro do ano passado na Holanda e só posso dizer bem de tudo e de toda a gente. Sempre simpaticos, um povo muito bonito e sempre prestativos, principalmente as mulheres. As cidades que visitei foram as mesmas que o autor do topico tendo ficado 8 dias em Amsterdam. É um local a visitar obrigatoriamente quer por casais, jovens, 3ª idade, etc...
 
Ahahah, em 2003 estive a dormir no Youth Hostel do Vondel Park...se eu sabia que lá havia pinocada [:p]
Quase que fui atropelado por bicicletas logo de manhã à entrada desse parque[:D] , ía completamente a dormir e não vi o semáforo aberto para as bicicletas!
 
Como complemento à noticia do El Pais deixou aqui uma noticia que recebi por mail de um amigo meu que vive lá nesse país florido e livre de preconceitos.

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Police: Allow Sex in All Dutch Parks
AMSTERDAM, 08/03/08 - The police's National Diversity Expertise Centre (LECD) wants sex allowed in all public parks in the Netherlands. The police institute has advised the cities to follow the example of Amsterdam, De Telegraaf newspaper reported Friday.
In Amsterdam's Vondelpark, owners of dogs let off the leash can be fined, but sex will shortly be permitted. "Why should we try to maintain something that is actually impossible to maintain, which also causes little bother for others and for a certain group actually signifies much pleasure?" says Paul van Grieken, the responsible Alderman in the Oud-Zuid district of Amsterdam.
Van Grieken confirmed that the plan to tolerate public sex in Vondelpark is part of a draft version of new rules of conduct for the city's best-known park. The regulations are to come into force after the summer. "Of course there are strict rules attached. Thus, condoms must always be cleared away, it must never take place in the neighbourhood of children's playgrounds and the sex must be restricted to the evening and night-time."
The draft memorandum says that fines will be maintained for dogs running around off the leash that, for example, cause nuisance to sunbathing or cycling users of the park. "The research showed that many people find this disturbing," according to the alderman.
LECD is now calling on Rotterdam, The Hague and Utrecht to tolerate 'cruising' gays in all their parks. In a letter to the administrators of the three cities, the police institute says that by regulating sex in public, the safety of homosexuals from 'queer-bashers' can be better guaranteed.
Thus, it says in the recommendations that "officers must not disturb the activities, as long as they do not cause any actual nuisance" and they would "only have to take corrective action if there is a question of actual offensive behaviour that is visible from the public path."
Homosexuals' organisation COC is pleased that the Amsterdam Oud-Zuid district is to be the first to tolerate sex in the Vondelpark. "Cruising is something belonging to all time and banning it does not work anyway. They do it surreptitiously and mostly without others being annoyed by it. But homos at cruising spots are often attacked. By now agreeing rules of behaviour on this, safety can be increased," according to COC Amsterdam chairman Dennis Boutkan.
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