Hoje em dia, há dois tipos de partido: Os de poder e os da oposição.
Os partidos grandes (PSD e PS) são muito idênticos na sua base ideológica vaga, que contempla valores como o respeito pela democracia e pela liberdade. Sao partidos de poder e vivem para ser poder - quando não o são, têm que gerir um período no "limbo", tendo em perspectiva o regresso ao poder numa dada data.
De resto, o que define a ideologia destes partidos é o seu líder e, em certa medida, as várias correntes internas (as famílias políticas, geralmente agregadasem torno de uma dada figura). José Sócrates, por exemplo, é daquelas figuras que nada tem a ver com as bases marxistas de partidos como o PCP ou o BE. Se estivesse no PSD (e já esteve, em tempos), também poderia ser o líder do partido e levar os "laranjas" ao poder - provavelmente, para fazer exactamente o mesmo que esta a fazer com o PS.
A oposição? O PCP e o BE. Semelhantes em muitas coisas, diferentes noutras, sao dois partidos que existem para fazer frente ao poder instituido. Antes, dizia-se que a esquerda representava os pobres e a direita os ricos. Como nada disso se verifica, é na oposição (feita por dois partidos ditos de esquerda) que este fenómeno encontra algum paralelo - o PCP fica com os descamisados e o BE com os engravatados (embora os bloquistas detestem gravatas - e fazem muito bem em detestar).
Então... e o CDS/PP? Morreu. Mas alguem se esqueceu de o enterrar.
Mas... não esteve no Governo há pouco tempo? Esteve, mas ao estilo "parasita" - agarrado ao PSD. Ao todo, o CDS/PP esteve em seis Governos constitucionais, mas em cinco estava coligado com o PSD e no outro com o PS. Como partido, com vida própria, nao existe. Dentro do PSD torce-se o nariz a esta gente - o Cavaco até lhe chama "o outro partido" (símbolo de um desprezo solene). Já o CDS/PP teve um líder que criou um semanário para falar mal dos Governos do Cavaco.
Mas a ala menos conservadora do PSD gosta que exista um CDS/PP - para que o eleitorado e do "Deus, Pátria e Família" e do jornal "O Dia" tenha onde votar e não "polua" o PSD. O problema é que "O Dia" já fechou e este tipo de votantes tende a desaparecer. O desafio do CDS/PP é, desde há algum tempo, encontrar um espaço de sobrevivência, mas os resultados eleitorais indicam que este é um partido mais do que condenado.
O PND do Manuel Monteiro bem tenta ser uma alternativa (e, ao mesmo tempo, um novo PRD), mas, até agora, jamais o conseguiu. E, provavelmente, nunca o conseguirá...
Os partidos grandes (PSD e PS) são muito idênticos na sua base ideológica vaga, que contempla valores como o respeito pela democracia e pela liberdade. Sao partidos de poder e vivem para ser poder - quando não o são, têm que gerir um período no "limbo", tendo em perspectiva o regresso ao poder numa dada data.
De resto, o que define a ideologia destes partidos é o seu líder e, em certa medida, as várias correntes internas (as famílias políticas, geralmente agregadasem torno de uma dada figura). José Sócrates, por exemplo, é daquelas figuras que nada tem a ver com as bases marxistas de partidos como o PCP ou o BE. Se estivesse no PSD (e já esteve, em tempos), também poderia ser o líder do partido e levar os "laranjas" ao poder - provavelmente, para fazer exactamente o mesmo que esta a fazer com o PS.
A oposição? O PCP e o BE. Semelhantes em muitas coisas, diferentes noutras, sao dois partidos que existem para fazer frente ao poder instituido. Antes, dizia-se que a esquerda representava os pobres e a direita os ricos. Como nada disso se verifica, é na oposição (feita por dois partidos ditos de esquerda) que este fenómeno encontra algum paralelo - o PCP fica com os descamisados e o BE com os engravatados (embora os bloquistas detestem gravatas - e fazem muito bem em detestar).
Então... e o CDS/PP? Morreu. Mas alguem se esqueceu de o enterrar.
Mas... não esteve no Governo há pouco tempo? Esteve, mas ao estilo "parasita" - agarrado ao PSD. Ao todo, o CDS/PP esteve em seis Governos constitucionais, mas em cinco estava coligado com o PSD e no outro com o PS. Como partido, com vida própria, nao existe. Dentro do PSD torce-se o nariz a esta gente - o Cavaco até lhe chama "o outro partido" (símbolo de um desprezo solene). Já o CDS/PP teve um líder que criou um semanário para falar mal dos Governos do Cavaco.
Mas a ala menos conservadora do PSD gosta que exista um CDS/PP - para que o eleitorado e do "Deus, Pátria e Família" e do jornal "O Dia" tenha onde votar e não "polua" o PSD. O problema é que "O Dia" já fechou e este tipo de votantes tende a desaparecer. O desafio do CDS/PP é, desde há algum tempo, encontrar um espaço de sobrevivência, mas os resultados eleitorais indicam que este é um partido mais do que condenado.
O PND do Manuel Monteiro bem tenta ser uma alternativa (e, ao mesmo tempo, um novo PRD), mas, até agora, jamais o conseguiu. E, provavelmente, nunca o conseguirá...