O estilo Sócrates

Juiz é testemunha de pressões no Freeport

Um telefonema do magistrado Lopes da Mota para os colegas que investigam o Freeport foi presenciado por testemunhas, uma das quais o juiz de instrução criminal Carlos Alexandre. O Correio da Manhã sabe que os contactos mantidos por Lopes da Mota com os procuradores Vítor Magalhães e António Paes Faria ocorreram em momentos diferentes e que esse telefonema, realizado no início da semana passada, teve ainda como testemunhas dois dos investigadores da Polícia Judiciária de Setúbal que têm o inquérito do Freeport.

Em quantos bar/psi estará esta pressão?

O que dirão os defensores habituais do Socrates? ---> "É uma cabala" [:D]
 
Depois de os três procuradores envolvidos na polémica terem mantido as respectivas posições durante o encontro que anteontem decorreu por iniciativa do procurador-geral, gorando assim a possibilidade de uma declaração conjunta, tal como pretendia Pinto Monteiro, este poderá colocar agora à consideração dos conselheiros a hipótese de avançar para o apuramento de responsabilidades através de inquérito disciplinar. Esta hipótese era já claramente admitida no comunicado emitido na terça-feira pelo procurador-geral, no qual se referia que as eventuais pressões sobre os magistrados titulares do processo estavam já a ser averiguadas "com vista à sua avaliação em sede disciplinar".

Lopes da Mota, o procurador-geral adjunto que preside actualmente ao Eurojust, fez já várias declarações públicas repudiando as suspeitas de que terá pressionado os responsáveis pelo inquérito, mas os dois procuradores, Paes Faria e Vitor Magalhães, reiteraram a ideia que nas conversas mantidas entre os três era claro o objectivo de os induzir ao arquivamento do processo na parte respeitante ao primeiro-ministro, José Sócrates, deixando pairar a ideia de que, não o fazendo, poderiam estar a comprometer o desenvolvimento futuro das suas carreiras


O PGR primeiro comunica que não existem pressões, agora existem e que poderá desencadear processo disciplinar? Um membro do EuroJust?


Então atiram certezas ao ar para depois afinal não ser assim? Que seriedade é esta?


E porque raio ainda não se interrogou o PM? [8b]

Para finalizar:

Sob anonimato, várias fontes declararam ao JN, durante o dia de ontem, que João Palma se referia, também, a pressões do próprio Pinto Monteiro. Questionado pelo JN sobre o assunto, o gabinete de imprensa do procurador-geral da República negou contundentemente a acusação.


Sem palavras...
 
Para estarem a elogiar um escrito do Marinho Pinho, eu diria que a coisa está cada vez mais negra...


É a chamada "campanha negra" [:D]

Hoje é dia farto:

"Sócrates processa colunista do DN

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina." Assim começa um artigo de João Miguel Tavares no DN (3 de Março) que o primeiro- -ministro, José Sócrates, não gostou. Resultado: uma queixa-crime contra o colunista do DN por aquela e outras referências no texto. Sócrates tinha ameaçado com processos os jornalistas que escreveram sobre o Freeport. João Miguel Tavares foi ouvido no DIAP de Lisboa. Contactado pelo DN, o colunista declarou: "Agradeço a atenção que o senhor primeiro-ministro me dedicou de que não me acho merecedor."

fonte
Sócrates a disparar para tudo o que se mexe. Este processo vai mexer-se, o do Freeport...fica quietinho.



PS: De facto a Cicciolina convence mais. Fica o logro do jornalista.
 
Última edição:
Sócrates processa colunista do DN

Sócrates processa colunista do DN

"Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina." Assim começa um artigo de João Miguel Tavares no DN (3 de Março) que o primeiro- -ministro, José Sócrates, não gostou. Resultado: uma queixa-crime contra o colunista do DN por aquela e outras referências no texto. Sócrates tinha ameaçado com processos os jornalistas que escreveram sobre o Freeport. João Miguel Tavares foi ouvido no DIAP de Lisboa. Contactado pelo DN, o colunista declarou: "Agradeço a atenção que o senhor primeiro-ministro me dedicou de que não me acho merecedor."


O texto em Questão


Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.
 
O José Sócrates está apenas a demonstrar que não é muito inteligente.

Porque isto de processar jornalistas e jornais nesta fase do campeonato é como estar a dar pontapés em formigueiros...

Eu, no lugar do nosso Primeiro, ficava quietinho à espera que as coisas arrefecessem, que houvesse mais um penalti roubado ao Porto ou Benfica e ter uma atitude mais low-profile.

O povo pode ser burro (não somos? [:D]), mas o povo é que vota.

E a Fernanda Câncio até que pode ter algumas qualidades para ele a ter escolhido como companheira, mas nisto de Relações Públicas não é o forte dela. Ainda por cima a processar um colega... :(
 
Concordo com o Carlos L. instaurar processos, declarações, comunicados, apenas cava mais o buraco. é mais artigos que se escrevem e mais notícias sobre o assunto.
Para quem tem uma máquina de marketing tão reconhecida, parece-me mau jogado.

Eu esperava para ver o que dava primeiro o caso, depois então começava a tratar daqueles que tiveram a língua afiada.
(se o primeiro corresse mal, tinha que por a viola no saco [:D][:D][:D])
 
Ministro da Justiça vai processar jornal Sol



O ministro da Justiça vai proceder judicialmente contra o Sol, por causa de uma notícia avançada pelo semanário segundo a qual Alberto Costa teria feito pressões, em nome do primeiro-ministro, sobre o presidente do Eurojust.

O gabinente de imprensa do Ministério da Justiça fez saber que Alberto Costa vai processar o semanário Sol, por causa de uma notícia avançada este sábado pelo jornal.
A noticia em causa avança que o ministro da Justiça teria feito pressões, em nome de José Sócrates, sobre Lopes da Mota, que terá por sua vez pressionado os magistrados responsáveis pelas investigações do caso Freeport.

O jornal escreve que Lopes da Mota contou aos dois procuradores responsáveis pela investigação Freeport que o ministro da Justiça revelou-lhe que José Sócrates afirmara que, caso perdesse a maioria absoluta por causa do Freeport, haveria «represálias».
O ministro apressou-se a negar quaisquer pressões sobre magistrados.


Ministro da Justiça vai processar jornal Sol - TSF
Curioso
 
Tudo que diga mal so sr. Sócrates, é processado!

Nem que seja uma conversa privada entre conhecidos, um DVD privado que vem a público ou um jornalista que escreve o que se passa. Tudo o que não diga bem, "leva".


É a vergonha.
Mas o Sol não tem muito que se preocupar. Ou continua a colocar verdades inconvenientes e sobrevive e depois responde ao processo, ou continua brando e não sobrevive e o processo morre.[:D]


Viva a liberdade de expressão.[:)]
Processar o colunista é de bradar aos céus. Que pouca vergonha. E os contribuintes que paguem tribunais, advogados e etc. porque o sr. primeiro se sente ofendido com uma frase absolutamente normal.
:sh)


Se eu disser que o sr. primeiro é muito fraco para o cargo, será que ele também me processa?
Será que se eu disser para ele acabar o curso, ele processa?
Será que se eu disser que ele dava um "bom deputado", daqueles que apenas falam, falam e faltam, ele processa-me?
 
Última edição:
O gajo já anda doido com tanta insolência...[:D]
Qualquer dia processa o país.

Mas este fim-de-semana deliciei-me com as palhaçadas do Min. Justiça (e do aspone Lopes da "Moita")- já era um dos mais fracos ministros do Guterres, lembro-me sempre do episódio em que veio choramigar para TV dizendo que os polícias não lhe obedeciam - mas o Shocas fez questão de o ir buscar novamente para agradar ao lobby de Macau, sempre influente. É sempre bom ver que os broncos não mudam. [:)]
 
A história repete-se.
Num mundo imperfeito, o ser humano conhecendo o melhor sempre acabou por optar pelo pior.
Já quando Cristo e Barrabás estavam condenados à morte na cruz, Pilatos ofereceu ao povo a possibilidade de escolherem de entre eles um para ser libertado, “lavando daí as suas mãos”. O povo acabou por optar por aquele que era um ladrão e assassino. Independentemente dos motivos divinos que as religiões ostentam para justificar o sucedido, o que é um facto é que isto se passou desta forma.

Por isso, não duvidemos que num mundo longe de ser perfeito, o povo sabendo o que é certo acaba mais facilmente por optar pela escolha errada onde abundam esses Barrabases da política, autênticos paridas deste mundo injusto que eles povo ajudaram a criar. E, como tal, não me surpreende que o povo tenha aquilo que merece, pois é esse mesmo povo que nas eleições tem nas suas mãos a chave dos seus destinos e facilmente a deposita nas mãos dos seus carcereiros.

Isaltinos, Felgueiras, Adelinos Ferreira e tantos outros têm tido a compaixão do povo que os condena e depois os reelege.
Assim sendo, não duvido que depois disto tudo, quanto mais suspeitas se lançarem mais o povo terá motivos para fazer uma escolha errada, para dessa forma poder continuar a queixar-se dos seus “tristes ais”.
 
Sócrates e Costa citados nas pressões

Os nomes de José Sócrates e do ministro da Justiça, Alberto Costa, foram referidos nas conversas entre o procurador Lopes da Mota e os magistrados que investigam o caso Freeport. O CM sabe que os dois magistrados Vítor Magalhães e António Paes Faria mantiveram pelo menos dois contactos com Lopes da Mota na semana em que o assunto foi discutido.
fonte

Apenas um pensamento me varre a cabeça neste momento:


De que a Justiça nunca bateu tão baixo.
 
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